Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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29 abril 2021

De Au Pair a Nanny

 Olá people!

Quero começar hoje agradecendo por tudo que tenho hoje. Estamos passando por dias bem difícies e estou aqui cheia de saude, tenho um lugar pra morar e minha família. Este mês de abril completei 8 anos aqui nos EUA. Os anos que passaram não foram facéis pra mim. Em 2020 muita coisa mudou na minha vida pessoal e principalmente emocional. 

Como já dizia o Chorão (CBJr)..., "Mas hoje dou valor de verdade Pra minha saúde e pra minha liberdade".

Bom, hoje quero compartilhar como foi eu achar um emprego depois que eu terminei meu ano como au pair.

Sempre morei no subúrbio (um pouco mais expensive), pois acaba dependendo muito de carro pra locomoção. Ainda mais se você for procurar um job como babysitter... A maioria das famílias exigem carro, pois eles querem alguém de confiança pra poder dirigir as crianças para atividades.  

Claro que eu não tinha carro, a grana que consegui juntar quando au pair, comprei coisas pra casa e gastei com comida, como já compartilhei.

E por uns 3-4 meses foi assim, sem trabalhar. Fiquei tomando conta da casa rs (e ainda continuo Lol ). Fiz cadrastro em 3 sites e coloquei minha experiência como au pair. Dois eram gratuitos, ou seja no final, tinha cadastro pra 2 sites =). Fora que existe a opção de pagar o pacote e ter mais acessos à mais famílias, e respostas rápidas.

Mas tinha aquilo do transporte, como eu ia trabalhar sem transporte? Apliquei para uma familia que procurava alguém pra levar os filhos (gêmeos /11 anos) até a esquina e esperar o ônibus escolar. Era pra estar na casa ás 7 da manhã. Eles me responderam, aceitei sem pensar. No final estava acordando ás 6 da manhã pra poder levar meu marido no serviço dele pra eu poder ficar com o carro e ir trabalhar. Ficava apenas 1h na casa, recebia $11, de vez enquando ficava mais horas, caso um deles estivesse doente ou quando não tinha aula.

Acredito que não “ganhei” dinheiro assim. Até porque tive que levar e pegar meu marido no serviço todos os dias. Mas ganhei mais confianca em mim mesma e uma referência (que foi super importante). Na maioria das vezes eles pedem que você tenha a carteira de habilitação em dia. Alguns sites exigem provas que você pode trabalhar legalmente aqui. Mas normalmente, um endereço fixo e telefone pra contato ja é o suficiente.

Logo comecei a procurar por dates nights - normalmente sextas - e sábados depois das 5pm. Era mais fácil pra mim com relação ao transporte. Achei uma família super próxima de casa, mas eles eram super da noite. Começava às 6pm dava janta, banho, e colocava na cama, e ficava lá por horas esperanando os pais chegarem (3am às vezes). Eles me pegavam $12/hora. Tive sorte até! Muitas famílias por aqui pagam $10 ou menos e querem que você faça tudo!!! Hoje não aceitaria trabalhar por menos de $15. Pela experiência, você aumenta seu preço, se você tem que utilizar seu carro e gasolina. Tudo isso conta na hora que você esta procurando uma família.

Perto do meu niver, meu marido decidiu que estava cansado de dividir seu carro comigo e com as kids Lol. Brincadeira, mas ele recebeu uma promotion, e comprou um carro pra mim, Honda Accord 97.

 Estava super feliz! O carro  é super bom e está sempre em dia com tudo. Safety first. Ele entende de carro e eu sei colocar gasolina! Aqui é super fácil de comprar um carro usado... Mas nem sempre o barato é vantajoso. Peças de carro são caras ou seja, pra você manter um carro custa caro!

 Logo, comecei a procurar por famílias pra trabalhar part time. Estes sites dá uma frustação também. Caso você não seja premium ($), as respostas demoram a chegar ou às vezes nem chegam. Ah existem grupos em facebook pra babysitter. Trabalhei 2 vezes pra famílias que achei no facebook. E foi apenas uma noite. Temos que tomar cuidado também com isso, ja que facebook eh bem mais fácil de ter fake account. E nos sites também, ja tive alguns scam, mas nunca apliquei. Família oferecia $16, mas você tinha que mandar um cheque de confirmação. Loucura!!! 

Achei um part time para uma família de Indianos, e eles me responderam!!! A mãe estava a espera do segundo filho. Ela queria alguém pra dar atenção 100% pro menino mais velho (3). Logo estava eu, ele e a avoó no parquinho. Deu super certo. Muitas famílias de indianos tem a mãe/sogra morando com eles. E normalmente os avós não sabem o Inglês.

 Tem pessoas que moram aqui 10 anos e não sabem falar inglês. Vi muito isso nas aulas de ESL (English Second Language). Mas a gente fazia muitas mímicas e eu adorava estar em família. Estávamos tão confortável que estava jantando com eles uma vez na  semana. 

Aprendi um pouco da cultura deles, da comida (spicyyyyyyyy), e eles me garantiram $15/hora. Tao perfeit..., até que, o pai recebeu uma proposta pra trabalhar no Texas. Acredito que com esta família fiquei uns 6-8 meses. Ah sem contar que o segundo filho dela, nasceu um dia antes do meu aniversario!

E foi assim que fiquei desempregada novamente.

Trabalhei por mais uns meses com outra família de indianos, $11, aceitei pois não quis ficar parada. Achava pouco e não tinha jeito de pedir mais (não tenham vergonha de aumentar o preço), ou pela gasolina (já que eu pegava ele na escola e levava para atividades, com o avô junto rs). Acredito que trabalhei por uns 6 meses (sou péssima com datas e nunca anotei nada). Mas continuava com os dates nights também.

Ate que surgiu uma família de americanos com 2 meninas, uma baby e de 3 anos. Como já disse pessoas passam em nossas vidas por um motivo. Uma brasileira que na época era babá também, me mandou mensagem, pois a família com quem ela trabalhava perguntou se ela não conhecia alguém que gostaria de trabalhar full time.

E assim foi, consegui meu primeiro full time nanny.

Vou compartilhar no próximo mês, como foram os 3 anos que trabalhei para esta família.

Fico por aqui, Thanks... =)

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29 março 2021

O Pos-Au Pair Nem Sempre Sai Como Planejamos

 A Mudança é Uma Necessidade - Mudando de Rota

Olá people!

Quem por aqui já planejou algo e não saiu nada como planejado? Pois é... Comigo não foi diferente. Hoje eu vejo de uma outra forma... Acredito em destino... Enfim, jamais me vi morando nos EUA (dia primeiro de abril completo 8 anos que me mudei) e estou aqui, casada, e stay at home momma! Nada do meu planejamento inicial tinha isto incluso haha.

Eu e meu marido nos conhecemos num bar. Estava com algumas brasileiras. Uma delas namorava, e ela neste dia trouxe os amigos (meu marido nem amigo era, estava junto com o irmão).

Nunca tinha conhecido uma pessoa tão paciente e gentleman. Meu inglês era péssimo. Mas conversamos bastante haha. Enfim, foi assim que aconteceu (ou uma parte do que aconteceu). Nos nossos primeiros 4 meses juntos eu entrava em pânico quando ele tentava me ligar e foi assim que passamos todo esse tempo apenas trocacndo e nos encontrando algumas vezes no mês!

Assim que desembarquei de Ohio pra Chicago, ele estava me esperando no aeroporto. E Foi assim que começamos nossa vida de casados LOL. Nem todo casamento acontece no Hawaii, passagem paga pra toda a família e amigos rs. Vamos ser realistas aqui, pois nem casamento eu tive haha. Eu estava preocupada com outras coisas, pois eu estava CASADA agora e em pânico - (em nenhum momento estava preocupada com a opinião alheia)!

Quando a gente casou, foi no civil apenas. Meses depois tivemos uma reception bem estilo mexicano! Quanta comida maravilhosa. E foram meses depois do casamento no civil. Meus primeiros meses aqui foram bem challenging - e continua sendo - pois queria trabalhar, mas, antes disto, tem todo o processo do green card. Não casei com nenhum rico - nada contra com quem casa também -  digo isto pois vejo muita fantasia na internet e menos realidade. Enfim, o primeiro Green Card (GC) é um pouco de dor de cabeçaa. Mas existe um grupo no facebook que ajuda com tuuudo a respeito.  

Mais uma brasileira cruzou no meu caminho na hora certa. Aquilo né?!  As pessoas não aparecem na nossa vida por um acaso). Ela NOS ajudou muito com o processo inteiro. Fomos na casa dela e ela explicou tudinho. Existem brasileiras que preferem pagar advogado e outras que fazem por conta pra economizar. Como fizemos sem advogado saiu em torno de uns $1500 para GC. Fora as cópias, papelada, tradução de documentos (caso queira ficar por aqui, traga seus documentos, de preferência traduzidos também). Fora isso, existem as provas que você esta "in love com seu amado(a) e vice versa." Tinhamos bastante fotos de passeios juntos, conta bancária e de celular conjunta entre outras provas que possam existir de um casamento de verdade (I guess). Antes da entrevista dê um check em todos os documentos. Eu tenho a minha pasta com as provas e todos os documentos.

Eu estava fora de status. Pelo que me lembro todo o processo durou em torno de 1 ano e meio. Tem a biometrics, onde você tira suas digitais e assim você pode obter sua permissão para trabalho no país e depois vem a entrevista. Existem entrevistas e entrevistas, não é mesmo?! Quantas histórias já ouvi de vistos negados ou entrevista para o (GC) que pediram mais provas.

A entrevista que eu e meu marido tivemos foi suuuuuper tranquila. Tinha bastante gente na espera. Demorou em torno de 30 minutos pra gente ser chamado. Estávamos nervosos, mas traquilos haha.

Chegou nossa vez. Era um senhor. Ele pegou nossa pasta, começou a olhar e viu que era brasileira. Ele fechou a pasta depois de folhear (sem prestar muita atenção), fez umas 3 perguntas e fechou a pasta com as provas (tive maior trabalho com a pasta e ele viu em 3 minutos Lol). Depois comecou a contar de quando ele conheceu o Brasil (não me lembro bem onde foi, mas não era São Paulo rs) e a gente estava lá, apenas escutando ele e meu marido todo preocupado com mais provas na mão (just in case). Ele simplesmente não pediu nenhuma outra prova e continuou falando da experiência maravilhosa dele no Brasil.

Em poucas semanas meu GC estava em casa. Este GC tem a validade de 2 anos, E depois você aplica pro Segundo GC que é bem mais fécil, mais barato e rápido.

Eu continuei trabalhando como babá por um bom tempo. No próximo post eu compartilho como foi achar famílias, o valor cobrado por hora, onde eu moro entre outros detalhes.

Thanks!

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28 fevereiro 2021

Terminando meu ano como Au Pair

Olá people,

Pra terminar com este assunto de Host family, vou contar o que aconteceu nos últimos meses.

Eu tive momentos legais com a minha host family (poucos)... Fui para a Disney com eles =) (foi um pouco stressfull) =X No geral, tive uma ótima experiência e faria tudo novamente, sem dúvidas sem contar que hoje a internet esta aí para facilitar nossas vidas, né?! (Quando eu fui Au pair, eu não tive acesso à internet o tempo todo, só no meu tempo off). Hoje você consegue assistir milhares de Au pairs e babás postando suas rotinas com as kids e tudo mais - (I dont like tho! As poucas fotos que eu tinha na internet com as crianças eu pedi autorização da mãe).

Lembre-se que Au Pair não é só curtição. Mesmo que você tenha um match com uma wonderful family, você é responsável pelas crianças. Caso não goste de criança, escolha um outro intercâmbio que se encaixe à você. Fora isso, é da sua responsabilidade também de limpar depois deles, lavar as roupas, brincar, ajudar com lição, dirigir eles para as aulas e entre outros. Fora a casa, você acaba limpando a sujeira de todos.

Não fui aquela Au Pair que viajou de monte. Eu fui mais para Au poor durante uns meses. Vou explicar: por 4 meses fiquei com a host family praticamente 24h por dia, conheci Chicago 1 vez e sai pra jantar umas 3 vezes com uma brasileira. Só então comecei a conhecer mais brasileiras ao redor. Fui numa dessas saídas pra noitada (a primeira por sinal) que conheci alguém.

Vou pular a parte de como conheci meu marido. Foi engraçado, divertido e este ano completamos 8 anos de casados. Mordi minha língua quando disse que não queria conhecer ninguém. Mas ele é um gentleman e não resisti. E o que tem a ver au poor e ele?

Bom, como expliquei minha host reclamava bastante. Iamos ao super mercado e ela falava pra eu pegar o que ia comer. Me sentia criança novamente, pois quando chegava no carrinho com frutas, um peixe congelado, ou qualquer coisa ela perguntava o preço e dizia que estava muito caro e pra eu escolher outra coisa. Sem contar que ela ia num mercado chamado Coscto (ótimo pra quem tem família grande por aqui). É um atacado, então quando comprava frutas, acabava jogando fora, pois ninguém comia por lá, apenas frutas já cortadas em embalagens de plástico. Foram meses vivendo de pão com queijo, e umas barrinhas de cereais recheada de açucar. Quando tinha tempo para cozinhar, não podia, pois fazia barulho. Foi o jeito prático que achei pelo menos pra comer algo. Lógico que ganhei uns kilos.

Depois de uns 4 meses no date com meu atual marido, decidi contar a eles (sim, foi as escondidas, era mais por mensagens e a gente se via alguns finais de semana no mês). Eu tinha uns 3 finais de semana off por mês até então. Decidi contar pra eles que tinha conhecido alguém, aí tudo mudou novamente. Minha rotina mudava quase toda a semana, e depois que eles souberam disso, eu tinha apenas um final de semana off no mês. Isso dificultou um pouco de eu ver meu namorado, mas não nos impediu de nos conhecermos melhor. Quando tinha este final de semana, ficava com ele, mais cozinhando do que tudo Lol. Fazia minhas compras com a grana de Au pair, e já deixava pra semana, pra mim e pra ele. Quando eu vi, equipei a cozinha dele também, pois só tinha prato e garfo hahaha.

Eles nunca fizeram questão de conhecer meu boyfriend, mas sempre tinha uma piadinha ou outra. (Ele é half mexicano by the way). Ah, no dia seguinte que contei que estava conhecendo alguém, a LCC estava me ligando, super “preocupada”, pois eu estava saindo com alguém (imagina eu, 24 anos). Como disse sempre teve paidinha, mas aprendi a ignorar. Estava em outra vibe, in love hahaha. Aprendi muita coisa daqui com ele (hoje em dia eu que ensino Lol ). Mas na verdade, demorei pra me apaixonar. Depois da gente se falando por mais de 4 meses, dizia pra ele, que ia embora soon.  Quando eu vi era final de ano e ele me pedindo em noivado. Não tinha pra onde correr, estava no apto dele no meio de uma nevasca haha. Eu já sabia e já tinha a resposta também. Nunca me senti tão segura com um SIM. Compartilhei a notícia com minha família no Brasil (eles ficaram mais animados do que eu). Noivamos e continuamos normalmente e quanso eu terminasse o meu de au pair e a gente ia vendo no que dava.

Eu estendi com a família por mais 3 mseses (você pode estender por mais 6,9 ou 12 meses ). O meu caso foi uma exceção: eu não ia estender por mais nenhum mês. Ia terminar meu primeiro ano e resolver minha vida. Primeiro eu tentei estender meu segundo ano de Au pair em Chicago, mas não tinha família available. Apareceu família da Califórnia, Nova York e outro estado (que não lembro qual). Neste período, o Host Dad teve uma promotion no trabalho dele e com isso eles tinham que se mudar pra Ohio. Como meu ano estava no final, ela logo se ligou que estaria “sozinha” com uma mega mudança e teria que dirigir até Ohio com 4 kids.

Até que ela, super nice, veio perguntar se eu não iria com eles pra Ohio (na verdade eles queriam que eu estendesse por mais 1 ano ou até mesmo 9 meses) e deixar o boy por aqui... Pedi um tempo pra pensar.

Meu ano terminaria em Abril de 2014, mas fiquei 3 meses a mais, pAra ajudar com toda a mudança. À essa altura do campeonato, já não queria ser mais Au pair e viver com outra família. E outra: eu já estava noiva. Só não queria ficar ilegal e homeless (caso o boy fugisse =D) . O jeito mais rápido e prático seria casando haha (na real não sei se é realmente o mais barato, but...)

Meu casório aconteceu. Ele estava trabalhando e eu estava de folga. Foi em uma quarta-feira nublada. Nos encontramos no meio do caminho. No cartório mais próximo. Eu de jeans e bota super fashion pra ninguém perceber, né?! (Para os meus hosts eu estava apenas namorando). 

Foram longos dias sendo Au Pair, mas pra quem ficou 1 ano, aguentar 3 meses para eu resolver a minha situação não seria tão difícil. Continuei fazendo meu trabalho, cuidando das kids normalmente, apenas contando os dias.

O mês em Ohio foi ótimo! A minha família estava só LOVE comigo, perguntando se nao queria ficar mais e blá blá bla! Lá, em qualquer folga que eu tinha, ia gritar nos Roller Coaster que ficava 20 minutos dirigindo de casa. Já não fazia mais o "extra" com eles. Meu último dia em Ohio foi com direito à churrascaria, caipirinha e com a kid que me deixou feridas (literalmente)... Que dormiu comigo....

E de volta para Chicago!


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29 dezembro 2020

Conhecendo a Host Family

Olá people,

Vou falar mais um pouco como foi meus meses de Au pair - deixando claro que ninguém precisa passar pelo o que eu passei - creio que tudo na vida tem um proposito e por isso estou aqui há 7 anos. 😂

A Host era Stay at home mom (sempre pensei que fosse vantagem) e ela me disse que estaria ali pra me “ajudar”, mas depois vi que ela gostava mesmo era de mandar. Como todas as Au pairs, ficamos responsáveis em cuidar das crianças, dar comida, levar pra escola, dar banho, ajudar com a lição, brincar, levar ao parque. Fazia tudo isso e mais um pouco (como ate apanhar da menina mais nova 😊). A segunda semana já vi como seria, aquela família acolhedora com que conversei online já não era mais acolhedora =) .

Lembro de um jantar, se não me engano na segunda semana, já tinha feito tudo e estava morrendo de fome (até então, estava comendo na hora que ela falava, não tinha uma schedule ainda). Gente, quando me sentei na mesa junto com a "família", a mãe parou de comer e perguntou o que estava fazendo... Meu coração já estava disparado achando que fiz algo errado. E não é que fiz?! Me sentei na mesa com a família pra comer e não fui permitida a comer junto com eles, apenas no meu horário off.

Entre a família e você, existe uma pessoa que está ali para intermediar a relação da família e da Au pair, caso venha a ocorrer um rematch e a Au pair não tenha onde se hospedar. Comentei o ocorrido de apanhar, de comer que não estava conseguindo ficar ali, enfim, de nada adiantou. Minha host e ela viraram super friends.

Já estava na hora de procurar estes grupos no facebook. Me surpreendi pela quantidade de Au pair tem pelo mundo a fora. Encontrei uma brasileira que já estava no segundo ano de Au pair e era de uma agência diferente da minha.

Fui falar pra host que ia pra Chicago com a brasileira. Não foi fácil, até porque a LCC (intermediaria entre au pair e a familia) não queria que eu fizesse amizades com brasileiras por causa do English. Enfim, fui com ela pra Chicago, mas era proibido ela me deixar na porta da casa (entendo, mas lá pra frente vai fazer mais sentido esta história). Depois de um tempo eles permitiram dela me deixar na porta de casa! Até então eu não dirigia ainda. Levava as kids pra escola a pé ou de bicicleta (a bicicleta era tao pequena pra mim 😑).

Eu fiquei nessa dependência deles pra tudo por mais de 3 meses, até me permitirem pegar o carro. Fui conhecendo mais e mais brasileiras nesses meses. E minha situação na casa não melhorava, eu ia levando quieta. Apanhava demais da menina, os pais não falavam muita coisa e eu levava bronca se ficasse emburrada. No final do dia a menina ganhava alguma coisa! Ótimo né?!

Estou aqui no Estados Unidos há mais de 7 anos. Hoje não permito que nenhuma criança venha com violência pra mim, pois nunca usei violência com nenhuma criança. E não tive problemas com nenhuma outra criança com este temperamento. Todos nos temos nossas frustações, até mesmo as kids que vocês possam vir tomar conta futuramente. Eu não tinha liberdade de conversar com a menina, então complicava. E se uma criança bate em alguém, você não vai presentear ela por isso né?! Acontecia muito. Eu apanhava e ela ganhava presente!

Passou os 3 meses e não tive oportunidade de ver nada pra estudar, qualquer coisa que encontrava os horarios não eram acessível pra família. Até que achei algo acessível, suuuuper acessível. Estudar ESL (English Second Language). Meu inglês ainda tinha que melhorar. O curso de Ingles é gratuito, você apenas tem que ter sua presença, você faz o teste pra saber seu nivel de Ingles e pronto, so esperar as aulas comecarem. Normalmente são 2 vezes na semana, 4 horas por noite. Voce vai conhecer gente pelo mundo a fora, outras culturas, super recomendo pra comecar a estudar.

Pra família estava perfeito também, já que o colégio não era tão longe, e eles me davam $2 pra eu colocar gasolina antes de ir! Um coração enorme ... =)

Conto mais um pouquinho do que passei com a família pra vocês no proximo mes. 

See you guys soon...

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30 novembro 2020

Choque cultural


Olá, people!

Bom, vamos lá...

 Tomei a decisão de ser Au pair quase nos meus 25 anos. Foi tudo bem corrido apesar de quase 1 ano de espera (apenas contando o processo da agência). Quando era novinha já tinha imaginado meu futuro no exterior (mas totalmente diferente no que tenho vivido por aqui, afinal, sonhos né?! A realidade eh bem diferente). Mas ao mesmo tempo, eu amo a cidade em que nasci, vivi e fui criada. Afinal, estava SOZINHA, eu e Deus. Bora lá. Pois oportunidades a gente abraça.

Entrei no avião e desta vez pela primeira vez ia sair do Brasil. Conheci duas brasileiras na ida da mesma agência de Au Pair. Primeiro paramos em Nova York. Por lá foram 4 dias de treinamento. Eles ensinam CPR, entre outras coisas necessárias pra evitar acidentes ou caso aconteça. Bom, desde lá já me senti perseguida 😖.  No segundo dia de treinamento (o dia inteiro, pausa só para comer, e o último dia de passeio, SE você ou a família pagasse). Uma menina levantou e saiu da sala, OK?! OK ,  depois de uns 10 minutos eu me toquei que havia esquecido a chave do meu quarto no banheiro. Aí vai eu levantar pra procurar a tal da chave, pra queeee 😑. A pessoa que estava dando a palestra simplesmente parou e foi atrás de mim, chamou minha atenção na frente de todos. Bom, agora estou suuuuper confortável. 😒

Enfim... Vamos falar do café da manhã e da comida servida no hotel. Realmente donuts e bacon está no menu. Passei fome 😐. Choque cultural EH real. Hoje em dia como meu arroz e feijão pelo menos 2 vezes na semana . 😝

 No hotel lembro que chegou um pacote pra mim, uma jaqueta (tenho ate hoje). Passei frio nos primeiros dias 😞haha. Caiçara chegando no final de inverno em Nova York, sem roupa apropriada! A jaqueta foi a host que me mandou (Eu tinha falado por telefone que não ia ter roupa de frio pra aguentar o inverno de Chicago). Fiquei super feliz quando recebi a jaqueta. Já pensando que fiz a escolha certa da família. Eles estavam preocupados comigo, pensei assim ne?! Fui no passeio de ônibus (os hosts me deram de presente também), conheci alguns pontos turísticos de Nova York. Mas o que me marcou foi, de entrar numa lojinha e começar a ver as coisas e preços... Curiosa ne gente?! Até queeeee... O dono do estabelecimento virou pra mim e disse, que se não fosse comprar nada era pra eu sair da loja hahaha. Welcome to New York.  Com o inglês que eu tenho hoje, provavelmente responderia ele!

Depois desses 4 dias de treinamento, peguei outro voo ate Chicago, pra encontrar a família. Apenas o pai veio, já era bem tarde quando cheguei. O aeroporto estava já estava fechado. Conversamos um pouquinho. Eu estava exausta, ansiosa, com medo, feliz, de tudo um pouco. Logo que chegamos na casa, as kids (4) estavam dormindo. A Host me levou pro meu quarto.

Meu quarto era no basement (porão). De primeira amei meu quarto, um banheiro só meu, tinha uma geladeira, TV, e sala de jogos no porão, até mesmo um cinema. A casa era alugada. Na cama eu que ia dormir tinha cartões que as kids fizeram de boas vindas.

No dia seguinte já escutei  a correria em cima de mim (oh great!!) . Primeiro dia fiquei mais na observação. A Host explicando a rotina. Na época, as crianças tinham 3 meses, 2, 4 e 7 anos.

Bom desde então, não tive mais privacidade. nem tranca na porta eu tinha (reparei depois uns dias). Vou contar mais sobre a família no próximo post. Vou contar tudo o que vocês não devem aceitar da família. Apesar do choque cultural, existem famílias e famílias. Para o próximo mês, estarei compartilhando as experiências que eu tive durante os meus 15 meses como Au Pair.

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29 outubro 2020

O Match com a Família


Olá people.

Continuando...

Demorou um pouco para meu perfil ficar online. Referente à alguns dos papéis que comentei no primeiro post pra serem entregues na agência...

Bom, precisei de referências que já tinha cuidado de crianças antes (contou como minha experiência). Tenho uma irmã 18 anos mais nova (que não contaria como experiência). Mas tenho uma titia com 3 kids na época todas under  12, mais umas amigas com filhos e pronto, esta aí minha experiência comprovada! Thanks galera por me ajudar. Por isso repito, hoje em dia existem várias formas de fazer um intercâmbio, PESQUISEM.

Tive no final um total de 7 famílias no meu profile. Elas escrevem um pouco a respeito deles, rotina, as crianças, o local onde moram, um pouco de tudo, como seria sua rotina com eles. Make sure de pesquisar também o lugar antes de ir. Lembro da primeira carta, era uma famélia de Washington DC, na carta a mãe especificava bastante da higiene das crianças (acho que ela já estava prevendo 😪) e dizia que a rotina era "desinfetar" as crianças toda hora. O match é você e a família. Às vezes, você pode pensar que aquela família é seu match, mas eles optam por outra. Enfim, eis que surge, uma outra de 4 👌 (0,2,5,7), e eles moram em no estado de Illinois, subúrbio de Chicago. Vai eu pesquisar a respeito, misericoooooordia, que lugar frio é esse, e ainda NEVA,⛄ tô fora! Quero ir pra praia...

 Papo vai, papo vem, trocamos mensagens, falei que não curtia o frio, mas estaria aberta pra conversa. Tentamos fazer skype, conversamos pelo telefone (eu e a Host mom – a mãe das crianças). Foi mais ou menos, mas trocamos bastante ideias por e-mails. 

Uns 2 dias depois tinha uma brasileira ligando pra mim, que foi au pair no mesmo bairro que eles. A família com quem ela trabalhou, foi quem indicou o programa Au Pair pra a minha Host Mom. Conversei com ela, falamos a respeito do local, bairro, cidade. Pensei, realmente a (futura) host estava querendo o Match. Quase 1 ano de todo processo, e a minha idade já estava passando do limite (pra agência), pensava que seria só por 1 ano, falar meu inglês e voltar. Então decidi a sorte com eles.

Fechamos, entramos no processo de Match, todo processo concluído, agora preciso tirar o visto J1 (Visto de Au Pair). Eis que chega o dia do exame, estavam todos felizes, minha família, alguns colegas (sim, não são todos os amigos que torcem pro seu sucesso, cuidado). E outros fazendo listas de presente pro que ia trazer haha. (até hoje acontece). Não lembro muito bem o tanto de dinheiro que eu tinha, pensei que ia ser a "ryca" quando chegasse nos Estados Unidos. E o principal, nem pensei ou pesquisei a respeito do visto.

Chegou o dia da prova do visto, quase não fui... De última hora quis desistir. Foi difícil ir até São Paulo (eu estava em São Sebastião) e estava no enterro do meu avô. Ele estava tão animado com minha partida, ele contava toda hora pros vizinhos e colegas, que a neta  ia pros Estados Unidos estudar, que eu ia ser muito feliz morando fora. Tenho minha família que torce por mim, e me levaram pra entrevista.  A prova foi oral e em English, great!

Meu rosto estava super inchado, não queria estar ali, já era difícil eu falar inglês com a professora me ajudando, imagina ali, com alguém que nunca vi, fazendo um monte de perguntas do como: "o que eu faria se o bebê se engasgasse, ou se fraturar um osso?". Foi muito tenso, mas a mulher olhou pra mim e disse; você sabe que você não respondeu nada em inglês (respondi tudo em português). Mas, você vai ter seu visto, e aproveite sua oportunidade and Good Luck. Então, meu inglês foi esse quando eu cheguei aqui, entendia aquele básico de uma conversation. Mas temia em responder errado e não respondia. É válido você ter pelo menos um básico antes de viajar, vai ajudar a passar menos perrengues.

Rosto inchado, pernas bambas, dor de barriga e agora com o visto. Hora de arrumar as malas, tentar lhe dar com um mix de emoções. Minha viagem estava marcado pro 1 de Abril. Falei e teve gente que não acreditou! Um coisa eu digo, planeje, façaa acontecer, depois anuncie, infelizmente não são todos que torcem pelo nosso sucesso.

I See you guys soon  ...

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