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O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

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26 março 2021

Partiu Suíça - LAVAUX + MONTREUX

 Voooooooooooltamos para continuar o rolê pela Suíça francesa e depois de conhecer um pouco do Cantão de Vaud e a sua capital, vamos em direção ao "interior" para conhecer o que há por trás dessas montanhas.
Saindo de Lausanne e indo ao leste pela costa do lago leman, você pode fazer uma parada em Cully e fazer um passeio de trenzinho entre as plantações de uva da região e degustar alguns vinhos que são produzidos aqui. A cidadezinha além de ser muito fofa e manter um ar de idade média, fica de frente pro lago e muita gente aproveita o sol na orla para fazer stand up. 
As paisagens são incríveis e vale muuuuuito a pena visitar. Caso a parada em Cully não seja possível, não faz mal, porque para ir até Montreux (nossa próxima parada) você pode passar de carro pela rodovia e ver, mesmo que não seja de tão perto, um dos meus lugares preferidos: LAVAUX
Essas vinícolas são patrimônio da UNESCO e o vinho é algo tão importante da região que existe uma festa para celebrar a colheita da uva.
Na cidade de Vevey (bem ao lado de Montreux), a Fête des Vignerons (um festival que acontece uma vez a cada VINTE ANOS) afeta a rotina dos moradores locais que recebe em média 20x mais pessoas que a quantidade da sua população. 




Durante o caminho todo até Montreux, temos a vista do lado esquerdo dos morros cobertos de verde, e do lado direito uma paisagem com mil tons de azul: lago, céu e montanhas francesas. A próxima cidade é conhecida pelo Festival de Jazz. Todo mundo espera o verão para aproveitar esse evento, e é inaceeeeitavel não ir a pelo menos um dia. Além das festas, das comidas típicas e da oportunidade de fazer vários melhores amigos de um dia, a cidade de Montreux, por si só já vale a pena a visita. Lá podemos encontrar também o Queen Studio, que para os fãs, tem que ser parada obrigatória, e é de graçaaaa. O local realmente pertenceu a banda que fez gravações entre 1978 a 1995 e o museu foi inaugurado em 2013 pelo membro da banda Brian May. Ao lado, ainda encontramos um Casino para quem gosta de jogos de azar ou apenas para quem tem curiosidade e quer se sentir em Las Vegas. Dêem uma olhada no site: Queen Studio Experience (mercuryphoenixtrust.com) 


  




E para terminar o tour pela borda leste do lago, o Château Chillon é um dos castelos da Suíça mais conhecidos em todo o mundo, além de ser o monumento suíço mais visitado e um dos mais bem preservados da Europa. Como no Brasil nós não tivemos idade média, um dos meus passeios favoritos é me aventurar através da história que esse país preserva e me imaginar dentro dos livros. É uma sensação única que só vindo para o velho mundo, a gente pode sentir. Mais informações, acessem o site: Visite | Château Chillon


Para finalizar a segunda parte do Cantão de Vaud, depois de sair do Castelo, vamos subir um pouco já em direção ao norte do país para visitar o Parc naturel régional Gruyère Pays-d'Enhaut Parc naturel régional Gruyère Pays-d'Enhaut - Accueil (gruyerepaysdenhaut.ch que está localizado na Suíça francófona, abrangendo os Pré-Alpes de Friburgo e Vaud. Sabe a imagem clichê da suíça com chalés em mandeira, montanhas e vaquinhas? Pois bem, lá você vai encontrar tudo isso, principalmente porque devido à agricultura voltada principalmente para a produção de leite, a região é uma grande produtora de queijos, com destaque para Gruyère AOP, Gruyère d'alpage AOP, Gruyère AOP orgânico, Vacherin Fribourgeois AOP, L'Etivaz AOP e Vaudoise tomme. O rebanho bovino do parque produz 26 milhões de quilos de leite por ano. Aproveitar o local para fazer uma caminhada e escalar as montanhas ou um esporte ao ar livre é a melhor maneira (e mais suíça, já que os habitantes amam fazer coisas que proporcionam um contato mais íntimo com a natureza) de aproveitar esse lugar e esquecer os problemas do mundo. Durante a visita, ainda podemos encontrar vários lagos para se refrescar do calor exorbitante que faz no verão. 



Terminando mais uma visita pelo meu Cantão amado, no próximo mês a gente termina de conhecê-lo (ufaaaa) porque ele é realmente bem grande, e já parte para Fribourg/Freiburg. Primeiro cantão bilíngue que eu vou mostrar e que sempre trava a minha cabeça quando eu atravesso a fronteira imaginária entre a Suíça Francesa e a Suíça Alemã. Espero que vocês estejam gostando de conhecer um pouco mais sobre o meu novo país. 
Um beijo enorme e até próximo dia 26.



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26 fevereiro 2021

Partiu Suíça - Lausanne

Chegaaaamos no nosso segundo ponto pelo rolê na Suíça Francesa!!!

No post anterior, eu dei dicas gerais para começar o tour e falei sobre a cidade de Genebra. Não foquei no Cantão porque ele é bem pequeno e a capital reúne as coisas mais interessantes que vocês podem encontrar naquela região. PORÉM... hoje falaremos do Cantão de Vaud (francês) ou Waadt (alemão), cuja capital é Lausanne, a cidade dessa querida escritora.

Por ser um Cantão beeem maior, podemos encontrar vários atrativos que vão além da cidade grande e que eu vou tentar mostrar pra vocês no post de hoje.

Subindo a Suíça pela bora do Lac Léman, a primeira parada é o Parc Naturel Régional Jura Vaudois. https://parcjuravaudois.ch/ Lá podemos ver um recorte de como é a vida pacata desse país que tem mais vaca que gente e encontrar aquelas casinhas entre as montanhas bem estilo boneca. No verão é ótimo para fazer trilhas, se banhar no lago, ter um contato intenso com a natureza etc., e no inverno é perfeito para esquiar e descer de trenó. Para conhecer mais, basta acessar o site acima ;)


Depois do parque, subindo mais um pouco, chegamos em Lausanne, ou para os íntimos Lausangeles...

Ela foi construída ao longo de três montanhas, então prepara as pernas que tem muuuita ladeira para subir e descer. Por ser uma cidade compacta e menor do que Genebra, 1 dia é suficiente para conhecer os principais pontos turísticos. 


Começando pela Catedral de Lausanne (que tem entrada gratuita), ela tem um estilo gótico e fica bem no alto do centro. É vista de longe por conta da torre que nos proporciona uma vista incrível da cidade e que custa CHF 4.00 por pessoa para subir.

Depois de visitar a catedral, é só caminhar um pouquinho e você vai chegar no Château St. Maire, sede do governo do cantão de Vaud. É um castelinho bem charmoso rodeado de jardins que nos faz viajar no tempo.

Depois do Château, vamos entrar pelos fundos do Palais de Rumine, que também não paga para conhecer, apenas se quiser ir aos museus que ficam nas laterais, mas o palácio por si só já é uma obra de arte muito luxuosa. Ele fica na Praça da Riponne e logo ao lado encontramos a Escaliers du Marché que nos leva em direção ao centro comercial: Várias ruazinhas de calçamento com lojas e cafés, muitas vezes com feirinhas de artesanato e produtos de fazendas locais.

        


Lausanne é conhecida como a capital olímpica e nas margens do lago encontramos o Musée Olympique https://www.olympic.org/fr/musee Situado no bairro de Ouchy, ele foi fundado em 1993 e tem uma arquitetura que se destaca em meio a tantos prédios antigos. Com exposições fixas e temporárias, ele nos leva a fazer uma viagem através da história Grega e é uma local indispensável para amantes do esporte. 


Ao final do dia, você pode aproveitar o sol em Ouchy e andar pela margem do lago e depois dar um mergulho e fazer piquenique na praia de Vidy. Como dito no post anterior, durante o verão os Suíços adooooram fazer uma farofada e toda vez que eu vou pra lá, me sinto no Brasil. É gente fazendo churrasco até o último raio de sol às 22:00.

Se a disposição ainda for grande, vale a pena comer algo local no Pint Besson, o Bistrô mais antigo da cidade. Um patrimônio cultural que funciona desde 1780, com estrutura e interiores preservados. Depois subir um pouco e fazer um esquenta no Great Escape, um bar a céu aberto, bem alternativo próximo à Praça da Riponne. Descendo mais um pouco, encontramos o bairro do FLON, onde a vida noturna acontece. Anteriormente o local tinha instalações de armazenamento; hoje, é uma gigante coleção de edifícios que preservam o estilo original de 1900 com uma revitalização moderna através do seu caráter industrial e suas formas retangulares.


Aqui, encontramos todo tipo de gente, festa, eventos... Sem dúvida é o melhor lugar para fazer amigos de uma noite e para encerrar o dia Lausannois antes de conhecer o resto do Cantão que ainda nos reserva coisas incríveis. Porque não é só nas grandes cidades que a mágica desse país se esconde.

No dia seguinte, partiremos em direção à costa leste do lago e o caminho até lá nos reserva uma paisagem de tirar o fôlego. As plantações de uva são famosas nessa região por causa da fabricação de vinhos. Existem passeios que podem ser feitos em uma espécie de trem da alegria (sem muita alegria, para falar a verdade kkkk), mas as ruas são abertas para, caso você queira, passar com o carro entre os morros e ver de perto essa beleza.

Começaremos nosso próximo passeio pela região vinícola de Lavaux, um patrimônio Nacional da Unesco (que, eu particularmente, amo muito e tenho orgulho em morar perto desse lugar que me enche os olhos a cada vez que passo por aqui.)



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26 janeiro 2021

Partiu Suíça - GENEBRA

Quando digo que moro na Suíça, TODO MUNDO me pergunta: Lorena, quais os lugares que eu não posso deixar de visitar?

E a verdade é que eu fico sem resposta. Eu não consigo fazer uma lista das coisas mais interessantes sem que ela tenha 54896126754 lugares. Excluir qualquer ponto turístico desse país com certeza será uma injustiça enorme, então eu vou aos poucos - tentar - apresentar pra vocês tudo o que se esconde entre as montanhas helvéticas, e aí vai do gosto e do bolso de cada um.

Eu nunca fui adepta a essas viagens de 15 dias/15 países pela Europa, porque eu tenho a sensação de não aproveitar bem a cultura de cada local, de perder muito tempo dentro de transporte e não curtir o momento. Eu prefiro passar 15 dias e conhecer bem a culinária, a história, aqueles becos que não aparecem nos roteiros de viagem, me perder no meio da cidade, o restaurante pequenininho num bairro não tão conhecido e que vende a melhor comida... Até porque, convenhamos que nem o nosso Brasil é o mesmo de norte a sul. Digo isso porque apesar da Suíça ser bem pequena, ela é repleta de coisas incríveis para fazer e lugares lindos para visitar, então se eu pudesse sugerir, aconselho a não passar por aqui nas pressas porque você não vai conseguir viver o país e possivelmente vai se arrepender.

Dito isso, vou começar dando duas dicas: venham em grupo e aluguem um carro. Apesar da empresa ferroviária disponibilizar vários pacotes de descontos, eles só valem a pena para quem mora aqui. A gasolina não é cara, custa em média CHF 1,50/litro (O euro e o franco suíço custam quase a mesma coisa, então como estamos falando de valores pequenos, quem tem mais conhecimento do euro, pode imaginar a mesma cotação).
Fiz uma simulação no primeiro site de aluguel de carros que encontrei na Suíça francesa: SIXT Location de Voiture | Pour tous vos déplacements 


Duas semanas durante o verão (alta estação), de 25.06 a 09.07, um Renault Clio vai custar em torno de CHF 560,00, se dividido por 5 pessoas, será CHF 112,00 + gasolina. Um bilhete diário adulto que te permite pegar trem, barco, metrô, bondinho e ônibus infinitamente, custará CHF 75,00. Então já percebemos aqui que turistar de transporte público na Suíça não é uma boa escolha financeiramente. Além disso, há lugares que só quem tem carro pode ter acesso, caso você venha no inverno, não terá como ir a uma estação de esqui no topo da montanha de busão, né?
Tem vários modelos e vários preços, mas vou pegar o mais barato como referência, porque queremos economizar, não é mesmo?
Ah! O carro não é para usar dentro das grandes cidades. Ele servirá para ir de uma cidade até outra ou em locais mais afastados que não passa transporte público, ok?

Segunda dica: Aluguem um AirBnb com cozinha (Pode ser um apê inteiro ou só o quarto, mas procure por uma cozinha)! Comer fora é muito caro, então se você não se importar de abrir mão da experiência gastronômica, vá em um supermercado e cozinhe você mesmo. Assim, você vai economizar bastante.

Dicas dadas, vou começar falando sobre a Suisse Romande/Westschweiz que é onde eu moro. Ela Compreende os cantões de Genebra, Vaud, Neuchâtel e Jura, assim como as zonas francófonas dos cantões de Berna, Valais e Fribourg, que são bilíngues. Cerca de 1,5 milhão de pessoas (20% da população Suíça) vive aqui... Ai gente, tem menos pessoas que meu país Fortaleza kkkkkkkkkkkk








Começando por Genebra (a cidade e não o cantão): Como eu já falei muito aqui, a Suíça é um país bem pequeno e os seus centros urbanos também são, mas isso não quer dizer que não há muita coisa para visitar. O lado bom é que tudo é muito perto para os nossos parâmetros brasileiros, é tudo bem condensado, então mesmo dentro de uma cidade maior, como Genebra, você pode rolezar a pé e vai conseguir conhecer bastante coisa, além de aproveitar as paisagens naturais que parecem ter saído de um quadro da sala de espera do dentista. Só a nível de comparação, Genebra possui uma área de 16km² e o bairro Itaquera em SP possui 14km².

Dois dias é o suficiente para conhecer a cidade com folga e uma boa opção é sempre começar pelo centro histórico, porque lá se concentra a maior parte dos lugares que você vai conhecer. 
No primeiro dia, você pode partir da Place Bourg-de-four e seguir o Treille Promenade até o Parc des Bastions para ver o Muro dos Reformadores.

Em seguida, visite a Catedral de Genebra, o Lago de Genebra e o Jardin Anglais. Continue ao longo do lago com o Jet d’Eau, símbolo de Genebra e o Parc de La Grange e Parc des Eaux-Vives. Você provavelmente encontrará muita gente fazendo pique-nique e aproveitando o sol do verão, porque esse é o maior hobby dos Suíços nessa época do ano.

Se você ainda estiver animado, pode terminar o seu dia com um cruzeiro no Lac Leman e visitar a medieval cidade de Yvoire, na França, ou se quiser aproveitar um pouco mais, que tal um mergulho? As pessoas costumam aproveitar o sol até o último minuto, então na beira do lago, sempre vai ter muita muvuca: galera fazendo churrasco até de noite, jogando bola, se bronzeando, fazendo esportes... Na linguagem bem brasileira, é uma farofada! Já vi até gente comemoração de aniversário com mesa de comida e som. 


No segundo dia, comece pelos
 Parc des Bastions, em seguida, vá v
isitar o escritório das Nações Unidas e o Jardim botânico de Genebra (SIM meu povo, a Suíça é um país formado por vários parques, jardins e coisas naturais, então caso isso não te interessa muito, você vai adaptando o roteiro e descobrindo coisas novas pelo caminho).
Genebra tem vários museus, e os mais relevantes que eu encontrei são:

CERN Particle Universe: Uma  exposição sobre a origem do universo e da física de partículas, é gratuito para todos. Enquanto estiver no CERN, dê uma olhada na segunda exposição permanente! Também livre.

La Cité du Temps (Cidade do Tempo): Um pequeno museu com restaurante que mostram a evolução do design dos relógios Swatch.

Museu Patek Philippe: Genebra é uma cidade luxuosa, de lojas caras e um dos lugares mais importantes da relojoaria de luxo. Este museu é um excelente tributo aos famosos relojoeiros suíços.

Museu de Arte e História: Localizado no coração da cidade velha, perto da Place Bourg-de-Four, é o maior museu de Genebra. A exposição permanente é gratuita para todos.

Museu Ariana: É o museu de cerâmicas decorativas e vitrais, cuja a arquitetura e história te fazem sentir dentro de um livro. Está perto do Palais des Nations.

Salão Internacional do Automóvel de Genebra: Não é exatamente um museu, mas para os amantes do automobilismo, essa é uma parada indispensável.

E por fim, o Geneva Victoria Hall: é uma sala de concertos inacreditavelmente linda. Você pode visitar e/ou assistir alguma apresentação. Valerá muito a pena se você for amante de música e arte.

De noite, as festas começam mais tarde do que eu estou acostumada. A maioria delas tocam um estilo de Rap francês que, na minha opinião, é muito sem graça. Porém, existem boates direcionadas ao público latino, onde você pode ouvir de reggaeton a funk, e com certeza é O LUGAR pra dançar até o chão. Mas prepare o bolso, bebidas em festas são bem caras, então é melhor aquecer um pouco antes de entrar. Por causa do Covid, nunca fui a nenhuma festa em Genebra, então não posso aconselhar, mas existe um aplicativo chamado LOCAL que te mostra toda a programação noturna baseando-se na localização do teu GPS. 

PRONTO! Acho que consegui listar bons lugares e atividades para o nosso ponto de partida nesse rolê. Com certeza deve haver outras coisas que eu não conheço, então se você já foi, escreve aqui nos comentários algumas dicas para compartilhar conosco.
Agora é só pegar o carro que você alugou e partir para a nossa próxima parada, ainda na Suisse Romande: Lausanne.


 


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26 dezembro 2020

A grama do vizinho rico não é tão verde - Gatilho

Esse post terá uma abordagem bem PESSOAL e reflexiva sobre um assunto que vem me chamando muita atenção desde o fim do verão. O objetivo é mostrar todas as experiências que esse programa está proporcionando a MIM, como isso pode me/nos fazer evoluir em tão pouco tempo e como um assunto pode ser desmembrado e visto em várias partes.


2020 chegando ao fim... e como você está nesse momento?

Não teve quem escapou de viver uma montanha russa de sentimentos durante esse ano, principalmente para quem passou tudo isso longe da família e dos amigos.
Há quem se alegra nessa época, quem consegue renovar a sua fé e se agarrar em um minúsculo fio de esperança a espera de dias melhores; e há quem se sente depressivo, que não aguenta mais ouvir músicas natalinas, que precisa tirar forças de onde achava não ter mais para não enlouquecer. A solidão desse programa durante uma pandemia mexeu com o psicológico de muita au pair, mas usando aquela frase clichê de que Brasileiro não desiste nunca, eu quero lembrar o quão fortes nós somos e que nossos sonhos, com certeza, nos mantiveram em pé e nos fizeram chegar até aqui sem mandar todo mundo pra aquele lugar e sair correndo... kkkkkkkkcrying!!

Eu sou o tipo de pessoa que, mesmo em um ano normal, não curte muito essas festas de final de ano. A minha vontade é de me enfiar em uma bolha, me isolar do mundo e esperar as pessoas começarem a falar do carnaval. Então imaginem como está sendo esse fim de ano longe da família e dos amigos, com pandemia, presa com a Host family e sem a menor perspectiva de como será meu futuro... 

Ok Lorena, mas o que isso tem a ver com a Suíça?

Quero mostrar para vocês que muitas coisas que parecem... não são! Isso inclui principalmente a estabilidade emocional, nem tudo aqui é um comercial de margarina e talvez a grama do vizinho rico não seja tão verde assim.

É errado, mas ao mesmo tempo fácil, nós associarmos desenvolvimento econômico com uma sociedade feliz e perfeita. Digo que é fácil porque a maioria do povo brasileiro passa por problemas financeiros todos os meses, o que inclui, infelizmente, não ter o que comer. Por isso, a ideia de felicidade está muito ligada ao dinheiro e às coisas mínimas de sobrevivência: ter comida, ter um teto, ter água limpa, saber que vai sair de casa pela manhã e voltar vivo de noite. Então para muitos BRs um país como a Suíça, onde a desigualdade social é pouca e onde todos os pontos citados anteriormente não são preocupações reais dos Suíços, muitos criam uma ideia errada (porém fácil de se compreender o porquê) de que aqui, todo mundo é feliz, que não existe problemas e que vivemos todos em um conto de fadas.
Vocês conseguiram seguir minha linha de raciocínio?

A verdade é que a Suíça possui vários problemas, que talvez não sejam tão pertinentes no nosso cotidiano brasileiro, e que só depois de conversar muuuito com a galera daqui e, em seguida, trocar conclusões com outros Brs, eu pude ver que o Brasil, sem dúvida alguma, é o país mais evoluído e aberto às discussões de assuntos psicológicos/emocionais. O que, convenhamos, foi extremamente necessário durante esse ano.

Infelizmente, na Suíça, e posso até me arriscar a dizer que na Europa no geral, fazer terapia ainda é algo associado a pessoas "loucas". Ninguém vai ao psicólogo! Saúde mental, controle emocional, ansiedade e depressão são quase tabus. Você não vê jovens falando sobre isso ou tendo um mínimo de conhecimento. Apesar da existência de uma central telefônica de ajuda na Suíça Romande (Stop Suicide), até hoje não vi nenhuma campanha que trata esses assuntos de forma humanizada e preventiva. Consequentemente, o suicidio é a maior causa de morte entre jovens de 14 a 25 anos.

E aí entra a dúvida que eu já ouvi bastante: mas por quê? Eles têm tudo. Eles tem casa, escola, comida, lazer, saúde...

Como eu disse anteriormente, talvez para a realidade da nossa bolha brasileira, fica difícil explicar o que faz de um país tão bem estruturado e desenvolvido ser atrasado nesse assunto e acarretar problemas maiores para os seus moradores. O que já é um problema durante o ano, se agrava ainda mais nessa época. Os índices de suicidio aumentam bastante e as centrais de ajuda ficam sobrecarregadas. Para piorar mais a situação, veio a pandemia, e o que antes era um problema mais voltado para o público jovem, hoje afetou as pessoas com mais idade.

Creio eu que se eu não tivesse fazendo a minha terapia online, mesmo com a minha HF me "julgando", e mesmo com meus amigos daqui não entendendo o que eu fazia nas minhas sessões já que eu não era "louca", eu não teria conseguido aguentar um lockdown de quase 4 meses dentro de uma casa com os pais e três crianças. Eu acho que já teria chutado o pau da barraca e desistido de tudo aquilo que eu levei aaaaanos para conseguir.



O intercâmbio te porporciona uma troca cultural gigantesca e, por muitas vezes, chegamos no outro país bem tímidos, nos achando inferiores em certos aspectos, pensando que temos mais a aprender com eles do que o contrário. Mas eu estou aqui para mostrar para vocês, através do meu ponto de vista e experiência, que não devemos nunca subestimar nossa vivência e conhecimento, por mais bobo que achamos que seja. Eu me considero bem privilégiada por ter crescido em um meio onde eu tinha acesso a esse tipo de infomações, porque foi graças a isso que eu mantive minha saúde mental durante 2020. Por isso, hoje eu presto muita atenção a quem está a minha volta e tento conversar, explicar, ajudar, fazer o outro se abrir mais a esses assuntos, porque assim como eu, com certeza tem gente que se sente depressiva no final do ano e não sabe nem como dizer nem a quem dizer.

Uma das coisas que eu mais gosto na Suíça é que cada um cuida da sua vida. Ninguém se importa como você se veste, o que você come, com é o seu cabelo ou seu corpo. Ninguém tá nem aí pra você!
Uma das coisas que eu menos gosto na Suíça é que ninguém tá nem aí pra você, e por isso, ninguém quer ouvir os teus problemas.
Talvez eu (ou você) que vim que um país não tão bem desenvolvido, cheio de problemas sociais, políticos e econômicos, vou poder ajudar alguém com o meu jeitinho brasileiro e caloroso.





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26 outubro 2020

Au Pair na Suíça - Custo de vida 1

    Olá leitores do blog, como vocês estão? Hoje o post vai ser bem interessante, então pegue um papel e uma caneta para anotar tudo sobre o lado financeiro da vida de uma Au Pair no país do dinheiro.

Então por isso, hoje eu resolvi esclarecer e detalhar essas questões, mas vamos sempre ressaltar que tudo aqui é baseado na MINHA EXPERIÊNCIA e NO LOCAL ONDE EU MORO, ok?

    Vamos começar lembrando que dependendo da cidade onde você mora, o teu salário pode ser um pouco maior ou menor para suprir a diferença do custo de vida. A parte Alemã, principalmente as grandes cidades como Zürich, são mais caras, consequentemente, uma Au Pair ganha mais. Eu moro na parte Francesa, em uma pequena cidade perto de Lausanne, e as coisas aqui são mais baratas, por isso o meu salário também é menor. Eu ganho 650chf por mês. Se eu morasse em Genebra, mesmo ainda sendo Suisse Romande, é um local mais caro, então provavelmente, eu ganharia um pouco mais. Hoje (19.10.2020) a cotação do franco suíço para o real está de 1chf = RS 6,16.

TRANSPORTE

Eu sempre escutei frases como: "Aff.. a Suíça é muito cara", "Deus me defenderay, oh país caro" e "Lá é o local mais caro pra onde eu já viajei"
    O sistema de transporte oferece vários métodos de abatimento de preço e eles variam de acordo com a necessidade do passageiro. Todas as tarifas, preços e condições podem ser encontrados no site https://www.sbb.ch/fr/abonnements-et-billets.html e assim, você decide o que mais se adequa a sua realidade.
    Para ir da minha casa à Lausanne, eu pago 3,70 e meu ticket dura 2:00h. Eu posso pegar trem, metrô, ônibus, bondinho e até barco dentro das zonas da Grande Lausanne (como se fosse uma região metropolitana), mas caso eu já esteja na cidade e queira me locomover apenas dentro dela, eu vou pagar 2,40.
    Para quem mora no interior, como eu, o acesso é um pouco mais complicado porque os ônibus demoram pra passar, mas são bem pontuais e isso nunca me incomodou. Apesar disso, todo mundo tem um carro, e caso a sua família tenha também, a gasolina custa em média 1,50 chf/L, então tu consegue rodar muito sem pesar no bolso.
    Passagem de trem já é algo mais salgado caso você não tenha nenhum dos descontos citados a cima. Por isso, se algum amigo vier te visitar por algumas semanas, não vale a pena rodar o país com ele de trem porque ele pagará os olhos da cara, compensa muito mais alugar um carro.
    A Flix Bus é uma boa opção para quem quer viajar muito barato e não se importa em pegar algumas horas de ônibus. Ela faz trechos para as principais capitais europeias e tudo pode ser encontrado no aplicativo da empresa.
    Existe também um app onde você sai pegando ou dando carona pelas estradas e auxiliando apenas com a gasolina, não há um preço fixo e é uma alternativa para os mais aventureiros.



    Tuuuuudo que envolve algum tipo de serviço na Suíça é caro! Eles valorizam muito a mão-de-obra, por isso comer fora pode ser pesado para uma Au Pair. Pratos podem custar em torno de 25,00 a 40,00 chf, os não tão caros. Mas se você não se importar em comer coisas mais simples, fast-food tem um preço, ao meu ver, bem acessível (óbvio que não vamos comparar com outros países da Europa; você mora na Suíça, ganha como um suíço e gasta como eles).
    
COMIDA

Um combo grande do Mc, BK ou KFC sai em torno de 10,00 a 16,00 chf. Se quiser algo mais barato ainda para comer antes do rolê naquele final de mês apertado, os supermercados vendem uns pãezinhos recheados, estilo salgado sabor pizza ou enroladinho de salsicha, que custam entre 2,00 e 5,00 chf. Uma pizza grande você encontra de 16,00 a 23,00 chf e super dá pra dividir com um amigo.



    LAZER

Por ser um país muito seguro, a maioria dos rolês acontecem na rua mesmo.  Durante o verão os lagos ficam lotados de gente fazendo churrasco, tocando música, pegando um bronze, tomando umas biritas etc., e isso vai até quando tiver sol. No auge do verão, a farofada só acaba depois das 22:00hr. Por isso é muito comum ver gente comprando bebida nos supermercados e levando embaixo do braço dentro dos transportes. 
    Pra quem gosta de vinho, existe aqueles beeeeem fim de festa de 5,00 até os mais sofisticados de 150,00 chf. Tudo depende do teu gosto e bolso. Há vários tipos de cerveja, mas no geral elas custam 2,00 ~ 3,50 chf uma longneck (confira nessa página: https://www.coop.ch/fr/nourriture/boissons/bieres/c/m_0260 .
    Já em festas, uma garrafa de cerveja pode chegar a 12,00 chf, a mesma que você compra no supermercado por 2,50. Por isso é super normal encontrar jovens nas ruas bebendo antes de entrar em alguma boate.
    No geral, os Suíços são bem simples e não esbanjam dinheiro com noitadas caras. Festivais, museus, eventos culturais, esportes e acampar são as preferências dos habitantes do país.
    No inverno, ir às montanhas e comer um fondue com os amigos perto de uma lareira são programações para quase todo fim de semana. Lembrando que o fondue pode ser comprado no supermercado e preparado em casa, não sai caro e aquece bastante, principalmente com um vinho tinto. Um pacote para duas pessoas sai em torno de 16,00 chf + o pão ou a batata.



ROUPAS
    A cultura de comprar roupas usadas (em bom estado, é claro) é bem mais forte aqui do que no Brasil. Todo barato você encontra brechós vendendo coisas de 3,00 a 30,00 chf, além do marktplace do Facebook. Por experiência própria, eu já comprei calça de 2,00, shorts de 5,00 e casaquinho de moletom por 3,00 e estou bem satisfeita com tudo.
    Mas para quem não curte muito esse estilo e prefere ir nas lojas, as coisas de marcas mais caras, apesar de serem caras, são acessíveis a nós, au pairs. Óbvio que não vamos gastar nosso suado salário todo de uma vez (ou vamos sim kkkk), mas um mês ou outro conseguimos nos dar ao luxo de adquirir certos bens. Essa loja possui várias marcas e vocês podem conferir o preço de sapatos desde Adidas até Guess: https://www.metroboutique.ch/fr/Chaussures_Femme_1061.
    Agora para aqueles que querem algo novo, mas não se importam muito com marcas, as lojas de departamento como C&A, H&M, Zara, Telly Weijl, La Halle E  Dosenbach possuem um preço muuuito bom e sempre tem promoção rolando, principalmente em fim de estação.
    O único problema que eu tenho nesse assunto é que eu não consigo encontrar muita variedade de coisas que ficam bem no meu corpo. Os estilos e os corpos das meninas aqui são bem diferentes dos brasileiros, então eu tive que aprender a me adaptar. 



Se vocês gostaram e querem saber mais sobre valores de determinadas coisas, deixem nos comentários as suas dúvidas que eu vou tentar responder no próximo post.
Um beijo enorme e até mês que vem.


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26 setembro 2020

Não se culpe pelas suas escolhas: O intercâmbio é teu!

Olá pessoas que acompanham o blog, como vocês estão? Nesse dia 26, eu vou dar uma pausa no assunto 'Suíça' porque preciso compartilhar algo que venho presenciando a algum tempo nesse programa: a sensação de estar fazendo o Au Pair de forma errada  (???) e a cobrança e/ou comparação que fazemos ao ver relatos na internet.

COMO ASSIM, LORENA??

Primeiro vamos começar dizendo que isso é um ~intercâmbio~, é uma experiência, e vai passar, como tudo vida (bem clichê, mas é verdade). Esse momento é único teu, e só você sabe tudo que foi necessário para realizar esse sonho, então cabe a VOCÊ decidir como vai desfrutar dele. Não existe um roteiro, não existe um checklist que classifique o teu Au Pair como bom ou ruim baseado nas coisas que você faz. Nossos objetivos são apenas diferentes.
Decidi falar sobre isso porque, como vocês sabem, eu sou Au Pair na Suíça, e recebo uma cobrança enorme, às vezes até de gente que eu nem falava no Brasil, para postar fotos de EuroTrip, festas, passeios em lagos e montanhas, como se o MEU objetivo de estar aqui fosse esse. Outras me perguntam quanto dinheiro eu já economizei porque leu em um post no facebook que uma menina voltou pro Brasil com US$ 15.000,00 e comprou uma casa, um carro, abriu uma empresa e blábláblá.

Coragem né? Porque noção, esse povo não tem.

E eu não vou mentir dizendo que em momento algum isso não me deixou mal. Eu me questionava bastante o que seria o certo a se fazer.
Será que eu devo juntar dinheiro?
Será que eu chuto o balde e compro tudo que sempre sonhei em ter mas que não tinha condições no Brasil?
Será que gasto tudo viajando com as amigas?
Foi então que eu percebi que essa é a MINHA VIDA e só eu sei o que eu devo fazer com ela, se for "certo" ou "errado", a única a lidar com as consequências serei eu. Críticas eu vou receber sempre, independente do que eu faça ou deixe de fazer, porque cada pessoa vai me exigir ações que para elas são necessárias; vão me dizer quais as prioridades eu deveria ter no ponto de vista delas; que eu deveria fazer ABC e não XYZ.
Foi assim quando eu decidi largar a minha super vida de arquiteta (desempregada e infeliz aos 26 anos) para virar babá (leiam isso com um tom de menosprezo, porque foi como eu ouvia todos os dias antes do embarque), e é assim até hoje.

Ser Au Pair não é facil, mas cada um decidiu viver isso por um objetivo maior, e nenhum é mais digno do que o outro. Se é aprender um idioma, viajar, juntar dinheiro, comprar várias roupas na Shein, pouco importa, ele é o TEU sonho.

Quando eu me mudei para a Suíça, meu objetivo era claro: aprender o idioma para conseguir um emprego quando terminar o Au Pair. Todo o resto eu ignorei, mas essa foi uma opção minha. Eu passava o meu tempo livre estudando, não procurei fazer amizades com Brasileiros porque eu sabia que ia cair na tentação de falar só português; não pensava em viajar, porque eu poderia fazer isso depois; eu realmente estava muito focada, meu futuro dependia daquilo.
Enquanto isso, os incovenientes falavam: Como assim tu ainda não foi pra Londres? Por que tu ainda não visitou Paris? Tu vai voltar muito rica né, já viu a cotação? Já comprou o novo IPhone? (Ai meu saco)
Então eu me questionava se eu estava realmente aproveitando a experiência de Au Pair como deveria.                  


Depois de alguns meses, conheci meu namorado, e hoje estamos montando nosso apartamento. Quase todo meu salário vai para a compra da mobília, e até mesmo isso fazia eu me questionar ao me comparar com outra Au Pair que viaja todo fim de semana.
P*rra, eu não deveria me sentir mal por isso, eu estou construindo a minha f*cking casa e isso devia ser motivo de orgulho. A minha amiga quer meter o louco e conhecer toda a Europa, e tá tudo bem, sabe?!
Algumas têm 0,00 na conta (como eu), mas têm memórias; outras fazem hora-extra e economizam pra voltar ao Brasil e abrir o seu próprio negócio...  e mais uma vez, tá tudo bem, você é livre para escolher e não se sinta mal pela escolha feita.
Além disso, existe o fato de eu não ser mais uma jovem de 19 anos sem muitas responsabilidades e com muito tempo para evoluir, aprender, errar e amadurecer. Eu tenho 27 anos, e começar a vida do zero em outro país perto dos 30 requer um comprometimento maior, eu não vim a passeio e muitas de vocês também não... mas outras sim, e cada uma vive o Au Pair da melhor maneira que consegue.

Sempre pensamos no SE.. "ah, mas SE eu tivesse viajado mais; SE eu tivesse economizado; SE eu tivesse aproveitado mais; SE eu me dedicasse mais a aprender a língua; SE eu tivesse tentado um mestrado, SE eu tivesse colocado silicone".
Não se cobre e não se culpe por viver a vida do TEU jeito.

Faz um ano que eu estou na Europa e ainda não fiz mochilão (até porque o corona não deixou), não comprei várias roupas, fui pra duas festas apenas, agora que comecei a fazer amizades, quase não conheço o país que é menor que o Espírito Santo, mas todo dia eu olho meu crescimento pessoal e vejo como a minha vida mudou desde o ano passado, vejo onde eu cheguei através desse intercâmbio e que ninguém pode roubar as minhas conquistas, sejam elas quais forem. 

                

O intercâmbio é teu e você é livre para usufruir das 1001 possibilidades que ele te oferece.

Eu espero que de alguma forma eu tenha conseguido abraçar alguém com esse desabafo.

Um beijo enorme e mês que vem eu volto com mais algumas coisas sobre a Suíça. Se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários que eu posso fazer um post explicando.


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26 agosto 2020

Au Pair na Suíça - O Visto

    Oii pessoas que acompanham o blog, tudo bem? Estou de volta para explicar um pouco mais sobre o processo de Au Pair na Suíça. No post anterior, eu contei sobre as divisões linguistícas e de como é importante escolher o idioma antes de começar a procurar as famílias. Não adianta querer aprender alemão e ir morar em Genebra, né amores?
    Esse pequeno país é dividido em Cantões e cada um possui algumas leis específicas que se diferenciam de um lugar para outro, e o visto para Au Pair é uma delas.
    É muito comum encontrar Suíços sendo au pairs no próprio país, já que eles podem fazer esse intercâmbio durante a semana e na sexta-feira voltam pra casa, ficam perto da família, dos amigos e não sofrem como a maioria das brasileiras que vão pra muito muito muito longe viver esse sonho.
    Desde a adesão da Suíça aos Tratados de Schengen e de Dublin, as representações diplomáticas da Suíça no exterior estão autorizadas a emitir diferentes tipos de visto dependendo da estadia pretendida na Suíça: se é casamento, trabalho, estudo, intercâmbio, filho menor de idade que vai se mudar etc.
   Caso você tenha algum passaporte europeu, o visto não é necessário, por isso, a maioria das meninas que vêm de outro país europeu costumam encontrar as famílias no AuPairWorld.com. O Processo é bem simples: conversou, gostou, viajou. É realmente bem fácil, porém, caso um problema aconteça, saiba que terá que resolver sozinha. Muitas desistem no segundo mês porque; primeiro, elas são muito jovens; e segundo, porque não possuem o suporte de ninguém para reclamar. Elas vieram com a cara e a coragem, correndo os riscos que todas nós já ouvimos muito antes de vir.
    Para as Brasileiras é um pouquinho mais complicado, pois apenas os Cantões de Bern, Basel e Zug (todos alemães) fornecem o visto que tem duração de apenas 1 ano. Nesse caso, é necessário entrar em contato com uma agência para auxiliar com a papelada, mas vocês já podem ir dando uma olhadinha aqui  (https://www.eda.admin.ch/countries/brazil/pt/home/vistos/entry-ch/more-90-days/documents-national.html). Por toda essa burocracia e as possibilidades serem reduzidas a somente 3 lugares, é difícil esbarrar com Au Pairs brasileiras. 

    Por experiência própria, as que eu conheci sempre indicavam a amiga BR no fim do contrato, assim, a família não se preocupava em procurar uma substituta e a coleguinha já tinha uma família no Cantão que oferece o visto. Imagina só querer viajar para um país e fazer intercâmbio, mas só pode três estados? Bem complicado :(


    Mas Lorena, eu preciso pagar algo para essa agência? NÃO... Todas as despesas são pagas pela família. Essa é uma das maiores e mais importantes diferenças entre as agências estadunidenses. 


    Eu moro na parte francesa e a minha agência é em Zurich. No começo foi bem difícil encontrar uma família na Suisse Romande, já que todas que gostavam do meu perfil era da parte alemã. Sempre recusava na esperança de que iria aparecer o match "perfeito"... Depois de dizer não para tantas sem mesmo ter feito skype, eu decidi dar uma chance e aceitar o meu destino: se só tem tu, vai tu mesmo. Mas nos 45 do segundo tempo, a minha host, que mora em Lausanne me achou e isso já é história para um outro post.

    Caso tenham alguma dúvida ou se querem que eu explique com mais detalhes cada caso, deixa nos comentários que todo dia 26 eu estou por aqui.

Um beijo 

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26 julho 2020

Na Suíça não se fala Suíço!

Oii, para você que quer saber mais sobre a Suíça ou que caiu de paraquedas neste Blog, tudo bom? Meu nome é Lorena e eu vou compartilhar minhas experiências e esclarecer dúvidas sobre ser Au Pair no país do chocolate, do dinheiro, dos relógios, dos queijos... (insira aqui mais algum clichê que você conheça, rs.)

O programa de Au Pair na Suíça é pouco conhecido devido às burocracias e às leis de cada Cantão (Estado). Mas antes de desatarmos esses nós, é importante conhecer como o país funciona para não ser pego de surpresa e viajar sabendo exatamente onde você está se metendo.
A Suíça é um país muito pequeno (menor que o Estado do Espírito Santo), se localiza no meio da Europa e proporciona várias possibilidades para quem quer viajar. Diferente dos EUA, que é o local mais procurado para esse tipo de intercâmbio e onde se fala inglês em todo o território, a Confederação Helvética possui quatro regiões linguísticas: a Suíça alemã, a francesa, a italiana e a romanche. Enquanto que as línguas não oficiais mais faladas são o inglês, o português e o espanhol. O multilinguismo é um aspeto importante da identidade da Suíça. Ou seja, se tem alguém querendo ser Au Pair, é de extrema importância decidir com antecedêndica qual idioma estudar, porque a partir daí você pode começar a procurar famílias de uma forma mais objetiva, e se policiar muuuuuito para não cair na tentação de falar apenas inglês/português e permanecer na zona de conforto.
Normalmente, quem vem pra cá já tem um nível OK de inglês e vem aprender uma terceira língua, mas isso não quer dizer que o teu primeiro intercâmbio não possa ser feito para aprender alemão logo de cara.


Aí vai alguns pontos que podem ser decisivos para escolher um idioma:

O alemão é o idioma principal para mais de 60% da população. Na verdade, trata-se de uma mistura de dialetos alemânicos, englobados no termo "suíço alemão" ou "Schweizerdeutsch". Ou seja, na escola aprende-se o alemão "puro" da Alemanha e depois, no dia a dia, aprende-se o dialeto do Cantão que você mora. Atenção: Dialeto não é Sotaque.

O francês é o idioma principal na Suíça Romandia e o segundo mais falado no país, mas tem algumas coisas diferentes do francês da França.

O italiano é o idioma principal no Ticino e numa parte do cantão dos Grisões (único cantão trilíngue).

O romanche é uma língua retorromânica com raízes no latim, falada no cantão dos Grisões (lê-se: a maioria dos falantes são idosos que moram nas montanhas e possuem uma família tradicional 100% Suíça, coisa rara por aqui, já que ela se tornou um país de imigrantes).

Há quatro cantões (Berna, Friburgo, Valais e Grisões) e duas cidades (Bienna e Friburgo) que são oficialmente multilingues. Ou seja, você tem a oportunidade de adquirir um nível avançado em um idioma, e se quiser, aprender ao menos o básico do segundo.

Mais de 40% da população acima dos 15 anos de idade fala, regularmente, mais do que uma língua. (Seria meu sonho?!)

Os estrangeiros que vivem na Suíça contribuem, também, para a diversidade linguística, já que o multilinguismo não é apenas uma identidade vivida. Está também consagrado na lei sobre a língua (Sprachgesetz).

Ah! E só para lembrar: a região que fala alemão faz fronteira com Alemanha, Áustria e Liechtenstein; a que fala francês faz fronteira com a França e a que fala italiano faz fronteira com a Itália. Parece meio óbvio, mas não custa nada falar :)



E aí, já decidiu?

Um beijo
A Kiss
Un Bisou
Ein Kuss
Un Bacio


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