Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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24 abril 2021

Quais caminhos o Au Pair me leva? Parte I

Um dos dilemas mais presentes neste intercâmbio com certeza é sobre o nosso próprio futuro pós-Au Pair. E essa dúvida vem tanto para quem, como eu, é formada academicamente dizendo ou para quem ainda não tem alguma formação específica. 

Em poucos meses finalizo essa minha jornada como Au Pair. Uau! Quem diria que quase dois anos já se passaram. De fato, os sentimentos são muitos, como você pode imaginar... ainda mais em um ano em que eu realmente gostaria de ter aproveitado de diversas outras formas, sem uma pandemia que eu jamais imaginei viver e principalmente longe de quem eu tanto queria ter por perto.

Mas de certa forma essa vivência por aqui me deu mais ânimo em querer voltar para casa. Sabe aquele sentimento de valor ao que tínhamos antes? 

Após os meus dois anos por aqui, quero sim rever meus pais, tomar um fôlego... E há um tempo eu tenho pensado em que rumo tomar pós-Au Pair, tendo em vista que as opções são as das mais variadas: há quem queira trocar o visto e ficar por aqui no país, há quem aplique para ir para outro país, há quem case... enfim! Assim que meu plano estiver definido, volto aqui para compartilhar com vocês. :)

Porém, hoje eu gostaria de ceder o meu espaço como autora para contar a história de três mulheres que foram Au Pair aqui nos Estados Unidos e também sobre o rumo que a vida de cada uma delas tomou. 

Além disso, quero destacar que o contato com pessoas que já tiveram a experiência como Au Pair foi totalmente positiva para mim e espero que essas histórias possam te influenciar de alguma forma. 

A primeira história hoje vai ser da Ana Naldi Mendes, que foi Au Pair entre 2014 e 2016 pela Au Pair Care. A Ana sempre foi para mim meio que aquela irmã mais velha "emprestada" de uma das minhas melhores amigas durante o colegial. E eu me lembro, como se fosse ontem, que fiquei muito feliz quando ela compartilhou que estava deixando tudo para vir se aventurar aqui na terra do Tio Sam. 

"Eu tinha terminado a faculdade em 2013, não tinha sido efetivada no meu estágio. Estava infeliz no meu emprego. Eu tentei concursos públicos, fiz entrevistas de emprego em outros estados e voltando de uma delas em São Paulo [capital] eu decidi que aquilo era um sinal para eu realizar um outro sonho, a vivência internacional. Meus pais viram o quanto eu estava triste e me apoiaram de todas as formas", conta Ana que era recém formada em Engenharia de Produção, mas estava trabalhando como assessora na Câmara Municipal de Taubaté, São Paulo.

Ana foi muito sortuda, digamos assim, pois cuidava apenas de uma baby (sonho das Au pairs com 3, 4, 5 kids... hehe). "Meu processo foi rápido, a primeira família que falei por vídeo já foi match! Quando cheguei nos EUA, ela [a baby] tinha apenas quatro meses. A família é de origem Russa só que não tinham me falado isso na entrevista, o que me decepcionou um pouco quando cheguei lá, porque queria viver a experiência da cultura americana. Os host parents na verdade não tinham religião e nem seguiam uma cultura Russa, eles amam viajar e conhecem de tudo um pouco", relembra. 

"Eu ainda tenho um relacionamento maravilhoso com a host mom, fazemos chamadas de vídeos, mandamos presentes, viramos amigas. Nem sempre era um conto de fadas enquanto morava lá, mas é assim dentro de qualquer família, não é? Eles tinham uma rotina bem diferente, trabalhavam no College praticamente do lado da casa, então passavam bastante tempo em casa porém ficavam acordados até tarde no computador (os dois são da área da ciência da computação) e mal via eles rsrs. A parte da manhã era sempre minha com a menina e sempre jantávamos juntos", recorda Ana, que na época morou por dois anos em Stony Brook, Long Island, no estado de New York.

Um dos hobbies preferidos dela - assim como a maioria de nós - era explorar o local, principalmente porque o lugar em que ela morava haviam praias e ficava bem pertinho de NYC também. "Eu amava passear depois do meu expediente. Eu morava há menos de 10 minutos de carro da praia e também tinha uma cidade chamada Port Jefferson que eu amava ir ver o pôr do sol, encontrar amigas e não ter compromisso com nada sabe...", diz.

Muitas meninas escolhem este intercâmbio por conta do custo benefício. Mas Ana destaca que a mudança de vida que somente a experiência longe de casa traz, foi o que mais valeu a pena. "Eu não estava feliz emocionalmente e profissionalmente. Pode-se até dizer que fugi, mas foi para meu próprio bem. Me conheci melhor, aprendi a me amar mais e percebi que eu podia sim realizar meu sonhos porque eles só dependiam de mim", frisa. 

E durante 1 ano e 9 longos meses a Ana, assim como eu neste momento e talvez você também, em algum período, pensou: "e agora, José?" Mas o final feliz da Ana veio em forma de vestido branco. 

Ana casou-se com Danilo, um brasileiro que também estava por essas terras estadunidenses. Alguns meses depois decidiram mudar-se para a Inglaterra, onde vivem até hoje. Ela também conseguiu se recolocar no mercado de trabalho e considera que a oportunidade como Au Pair com certeza foi um abre-portas. "

"Foi a melhor escolha que fiz, aproveitei cada oportunidade que tive enquanto Au Pair e viveria tudo outra vez", pondera Ana com o sentimento de gratidão. 

Se você gostou de saber um pouco mais da experiencia da Ana ou ficou com alguma dúvida/curiosidade, você pode acessar o perfil do Instagram dela aqui. Tenho certeza que ela ficará muito feliz em saber seu feedback.

Nos próximos textos vou falar sobre a experiência da Karen Furukawa, que foi Au Pair em Fairfaix, Virginia, e também sobre Alyne Gagne, que morou em New Jersey. 









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24 fevereiro 2021

7 dias de quarentena no meu quarto

O que você faria se tivesse 168h para si mesmo? Talvez você possa pensar: eu teria tempo para terminar um livro, assistir aquela série que postergo em terminar, começar um filme ou qualquer que seja as outras tantas opções que possam vir à sua cabeça. O fato é que 168h, ou 7 dias, parecem uma eternidade para alguns.

Na semana do Natal minha atual host family me deu férias. Eles têm sido bem restritos ainda com relação ao COVID, mas me disseram que eu poderia viajar, claro, tomando todas as precauções. Logo após meus 7 dias de férias, eu voltaria para casa e ficaria mais 7 dias em quarentena no meu quarto, faria o teste e somente após o teste constar negativo depois desses 7 dias, eu voltaria ao trabalho. Além disso, pediram que eu não entrasse na casa principal - meu quarto fica fora da casa - mas que me dariam um dinheiro extra para cobrir meus gastos com comida. 

Sendo bem sincera e vulnerável aqui hoje com você que está lendo, mesmo minha host family me dando essa opção de viajar e aproveitar o tempo que eu tenho aqui no país, eu cogitei em não ir. Eu fiquei com medo de me sentir sozinha durante esses dias, de não poder socializar durante uma semana inteira, de não poder me sentir “eu” mesma. 

Engraçado pensar e constatar que talvez este seja um dos sentimentos que essa pandemia tem trazido a muitos. E eu queria evitar isso ao ponto de negar algo que era meu por direito. Então, após pedir a opinião dos meus pais e de algumas pessoas próximas, aceitei e fui ver uma amiga que mora em Connecticut e passar o natal com a família dela. 

E para ser completamente sincera? Foi muito bom ter ido! Eu descansei bastante. Minha amiga me recepcionou no basement, colocou cápsulas de café para que eu pudesse me servir a vontade na máquina que ela tinha no quarto, deixou tudo impecavelmente arrumado para que eu me sentisse à vontade. E como isso fez diferença! 

Eu também aproveitei que estava por lá e dirigi até a minha antiga host family, que mora a cerca de uns 20 minutos da casa dessa minha amiga. Tomamos café da manhã juntos na varanda - eles também seguem a risca o fato do COVID ainda não ter acabado -, trocamos nossas lembrancinhas de Natal, bati papo com as minhas antigas host kids (que estão super grandes, incrível como essas crianças crescem tão rápido!), conheci a nova Au Pair deles e fiz um pit-stop na vizinha da minha antiga host family. 

E sobre este pit-stop eu quero contar algo bem engraçado. Essa vizinha é da Czechoslovakia e foi Au Pair aqui nos EUA a muito anos atrás. A história dela é bem doida, ela veio para uma família super perigo… Mas isso é assunto para outro dia. Hoje ela é casada e tem três filhos: dois meninos e uma menina. Eles são uns amores, sempre muito bem educados e me tratavam super bem todas as vezes que eu ia na casa deles. 

Ela foi uma pessoa muito boa para mim enquanto eu estava em Connecticut porque me entendia, entendia os momentos ruins que tinha na host family, então eu tinha alguém “right next door” para conversar. 

Quando eu disse a ela que passaria na casa dela somente para dar um oi, ela logo me colocou para dentro (aqui vemos o tratamento diferenciado, enquanto minha host family me dava café na varanda, ela me enfiou dentro da casa dela rsrs), me ofereceu cookies, me deu presente de natal e disse assim: “Sabe aquelas bolinhas de chocolate que são muito famosas? Você TEM que me ensinar agora, antes de você ir embora!” As bolinhas são os nossos famosos brigadeiros. Ela literalmente me forçou a fazer ali na frente dela porque as minhas antigas host kids amavam e sempre comentavam com ela. 

Então chegou o Natal, fui para a casa da irmã da minha amiga e ceiamos juntos. Lembro que meu sentimento naquela hora era de "nossa, como é bom estar junto da nossa família ou estar cercada por pessoas de que a gente gosta". Todos os Natais eu estava com a minha família no Brasil, mas diante de toda a saga que tenho vivido talvez aquele foi um dos muitos momentos que teremos durante a nossa jornada como Au Pair em parar para pensar e valorizar mais o tempo que temos com quem amamos. 


E para quem estava tão “medrosa” em voltar e ficar 7 dias sozinha no quarto, vi que isso não era um big deal. Quando cheguei no meu quarto, minha host family tinha deixado um bowl com frutas, uma bag com cápsulas de café e uma caixinha recheada de cookies e treats que as crianças tinham feito. Aquilo encheu meu coração. E finalmente vi que talvez eu poderia me auto-sabotar de viver, aproveitar o período de tempo que eu tenho aqui, por uma simples bobeira.

Quero te encorajar hoje a não dar voz aos seus medos internos. Nós temos um período de tempo aqui, para aproveitar, conhecer, explorar. Sei que o momento que a gente está vivendo não é dos melhores, mas tenha mais graça com si mesma. E sim, enquanto eu escrevo isso para quem quer que vá ler, eu me auto-encorajo também. 


Te vejo no mês que vem!

 

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24 janeiro 2021

Como tirei minha Driver's license durante a pandemia

Muitas meninas ficam em dúvida quanto a questão da direção aqui nos Estados Unidos. E sim, podemos usar uma Permissão Internacional para Dirigir (PID) e, dependendo do estado em que estiver, você poderá dirigir com ela por 1 ano, seis meses ou até menos.

Porém hoje eu quero te contar sobre o meu processo para tirar a Driver's license durante um lockdown e deixar alguns conselhos para que você fique informada e não cometa os mesmos erros que eu.  

Não sei se você já sabe, mas em meu primeiro ano de Au Pair eu estava em Connecticut. Lá eu poderia dirigir com essa permissão por 1 ano inteiro. No entanto, eu trocaria de família na minha extensão e não contava com alguns problemas no percurso. 

A minha troca de família estava para acontecer em julho de 2020 e minha CNH do Brasil expiraria em 20 de julho do mesmo ano, consequentemente minha permissão também. Ai ai ai... olha o erro dessa pessoa que vos escreve 😅. Então, não cometa o mesmo erro que eu cometi! Certifique-se de que sua CNH não irá vencer em um período de no mínimo dois anos. 

Ainda quando estava no Brasil, eu percebi que minha habilitação venceria durante o meu ano de Au Pair depois que estava com minha PID em mãos, no Poupatempo da minha cidade. E para ter uma nova, eu teria que pagar a taxa da renovação para ai então solicitar uma nova  PID. Eu definitivamente não tinha tempo - embarcaria em dentro de alguns dias, na época - e muito menos dinheiro para isso. Então, já vim para cá sabendo que eu teria que tirar a habilitação aqui em algum momento. Eu só não contava com uma pandemia!

Bom, com toda essa história só posso te dizer que eu entrei em pânico. Como eu poderia dirigir as crianças da futura família sendo que no dia que eu chegasse lá o único documento que comprovava que eu estava apta a dirigir, estaria vencido? 

Minha família de Connecticut não me ajudou muito também. Eles disseram para eu tentar falar com a agência e com a futura família - basicamente tiraram o "corpo" fora.  Eles falaram ainda que se eu adiantasse o processo enquanto eu estivesse com eles, não me deixariam o usar o carro porque era muito perigoso ter alguém estranho dentro do carro deles. Isso aconteceu em meados do mês de maio de 2020 e, por isso, eu estava tentando tirar a carta em CT ainda antes de vir para a Virgínia (em VA a PID vale só por poucos meses). Porém nessa época ainda estávamos em lockdown e nada além de serviços essenciais estavam funcionando 100%. 

Expliquei a situação para a nova família e eles me tranquilizaram. Disseram que quando eu chegasse eles iriam me ajudar a descobrir uma saída. Enquanto isso tudo acontecia, eu também não fiquei parada: lotei minha antiga lcc de perguntas sobre como eu poderia acelerar o meu processo no DMV (Department of Motor of Vehicles) e ela deixou a agência a par também. E na realidade eles não tinham uma resposta concreta sobre essa situação. 

Fingindo costume com o Audi da host family 😂
Postei em grupos de Au Pair de DMV area, em grupos de brasileiros na Virginia para ver se alguém tinha passado por situação parecida com a minha (mas não, ninguém foi "cabeção" igual a mim hehe). Também contatei o Consulado Brasileiro para ver se eles renovariam a CNH à distância, no entanto, sem sucesso. Minha última saída era tentar ver se minha mãe poderia renovar a CNH no Brasil, solicitar a permissão e enviar por correio usando uma certidão de plenos poderes que deixei em nome dela quando saí de lá. Mas isso também não deu certo, porque para a renovação eu precisaria fazer exame de vista. Quando todas as possibilidades pareciam ter se extinguido, minha mãe me contou que foi a um despachante e ele disse que as habilitações vencidas a partir de 19 de fevereiro de 2020 estariam isentas de renovação. Ufa, isso veio como um alívio!

Mas novas perguntas começaram a brotar na minha cabeça: como provar aqui nos Estados Unidos que ainda estou apta a dirigir, segundo as leis no Brasil? Será que o que o despachante disse era mesmo verdade?

Pois bem, coloquei meu tico e teco para funcionar. Como trabalhei algum tempo em produção de TV, eu tenho uma noção de como procurar informações em sites do governo. Então, entrei no site do Detran, do Conselho Nacional de Trânsito e finalmente achei uma deliberação publicada no Diário Oficial da União com a exata informação que aquele despachante deu à minha mãe. 

Então, eu tinha um documento oficial dizendo que eu poderia sim dirigir aqui. O problema é que ele só estava em português rs. Mas diante de toda a saga até aqui, esse era o menor dos problemas. Pedi ajuda a uma professora de inglês e traduzi o documento. 

Marquei o appointment aqui na Virginia (você pode marcar o seu aqui) e levei tudo o que tinha: passaporte, Social Security Number, dois comprovantes recentes de residência + um comprovante de transação bancária (que seria o statement), Ds-2019, minha PID, minha CNH, o documento oficial em português e a tradução em inglês. 

Eles pediram todos os documentos... MENOS a PID, a CNH e o documento oficial com a tradução. Você pode rir agora, eu deixo rsrsrs. Todo o trabalho e preocupação que tive foi em vão? Talvez sim, mas talvez não. A verdade é que eu tirei uma grande lição disso tudo: sempre esteja preparada porque nunca saberemos o dia de amanhã, se viveremos uma nova pandemia ou se alguma outra coisa vá nos impossibilitar de viver a vida normalmente. Se eu tivesse renovado antes de vir para cá, teria evitado muito transtorno também. 

Então anota mais essa dica: quando você chegar aqui uma das primeiras coisas que você tem que fazer é tirar a sua habilitação. Será menos uma dor de cabeça. Você pode usá-la como ID e nem passaporte precisará usar em alguns casos. E se caso resolver trocar de estado durante sua extensão, você só transfere.

No mais, desejo boa sorte para você. Te vejo mês que vem novamente!



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24 dezembro 2020

Você se imaginaria sendo Au Pair 14 anos atrás?

Me lembro direitinho, como se fosse ontem, de um dia em que meu pai queria falar com a minha irmã. Ela tinha embarcado recentemente para os Estados Unidos e estava morando com a família anfitriã, na Virgínia. O ano era 2006 e em casa tínhamos a boa e velha internet discada. O meio mais rápido de comunicação com ela, a cerca de 7.300 km de distância, certamente não seria via internet. 

"Vamos ligar para a casa da família lá, ué", disse minha mãe tranquilamente, como se fosse discar um inter-urbano para um parente qualquer. E eu, logo garanti em alertar o óbvio. "Mas como? a gente nem sabe falar inglês", protestei. 

Você pode agora imaginar quem ficou in charge da ligação... isso mesmo, esta que vos escreve. Pois bem, para finalizar a história: alguém atendeu e não era a minha irmã. E eu só consegui expressar: "JENIFER! JENIFER!", sim em letras garrafais pois eu, em pânico, disse o nome dela em alto e bom som para ele saber que não era com ele com quem eu queria falar. 

E de fato eu não entendi bolhufas do que o host dad dela falou, mas hoje em dia suponho que ele teria dito somente um "hello", porque é isso que pessoas normais americanas fazem quando atendem ao telefone de sua casa, né? haha 

Ela e a baby, em sua primeira família
Minha irmã e eu temos uma boa diferença de idade. E o que temos em comum é a vontade de desbravar o mundo, poder usar o inglês como segunda língua e o mesmo homem para chamar de pai. Sim, somos filhas do mesmo pai, mas não da mesma mãe. Ela e eu nunca moramos na mesma casa, mas acho que o fato de querer sair da zona de conforto e viver algo novo, já estava sim no sangue.   

Dia desses me peguei pensando sobre como seria fazer este programa de intercâmbio alguns anos atrás... então recordei que eu tinha um exemplo bem pertinho de mim. Mandei mensagem para ela, marcamos um FaceTime e aqui abaixo vou contar um pouquinho do processo dela.

Minha irmã se chama Jenifer e foi Au Pair entre os anos de 2006 e 2009 - eu estava com 10 anos na época. No último ano dela, ela trocou o visto para F-1 e ficou como estudante, morando com a família - mas isso poderia ser assunto para outro post. 

A agência pela qual veio foi a STB, que é a Au Pair Care aqui nos EUA. Sua maior motivação em ingressar nessa jornada foi por essa modalidade de intercâmbio ser a mais acessível, economicamente dizendo. "Eu sempre quis morar sozinha e aprender o inglês. Sempre falei isso pra minha mãe. Eu não tinha dinheiro pra fazer um intercâmbio pago pelos meus pais. Até que, não sei como, me deparei com o Au Pair. Foi a forma mais econômica do meu Dream Come True", conta. 

Jenifer morou na mesma região em que eu atualmente moro como Au Pair. Esse é um fato curioso para nós, pois antes eu estava em Connecticut e na minha extensão eu nem lembrei disso. Minha antiga host family até pensou que eu havia fechado o match com a atual family por conta da minha irmã ter morado na Virgínia. Mas não foi. 

Jenifer e o cluster meeting em visita a DC
Ela também conta que na época em que estava aqui não havia ainda muito isso de ter GPS nos carros. Então para se locomover você tinha que pesquisar as rotas antes para não se perder. "Minha hosta entrava na internet, digitava o endereço, pegava a direção, imprimia e ia olhando. Não sei como ela conseguia dirigir olhando nos papeis. Mas logo depois de um tempo eu comprei um GPS quadrado [portátil]. Acho que paguei uns $100", relembra.


Definitivamente o Au Pair é um intercâmbio que abre portas. Hoje, 14 anos depois, Jenifer é Gerente Financeira da Interbrand, uma empresa com filiais em Seoul, New York, Tokyo, São Paulo, entre outras cidades. 

Conquistar a posição que ela tem hoje é com certeza fruto de muito trabalho e dedicação, mas também graças ao Au Pair. "O diferencial de ter um inglês fluente foi crucial. Ele é realmente um fator decisivo pra você se recolocar. Às vezes você nem tem experiência do trabalho, mas se você o tiver [inglês], com certeza passa na frente de outras pessoas", alerta.  

Além disso, ela também considera que as experiências vividas aqui são agregadas no nosso dia a dia para sempre. "O intercâmbio faz a gente aprender a ser gente; nos dá maturidade, faz você aprender a respeitar o próximo, ter empatia. São as mínimas coisas que a gente vê que nos faz questionar que vida a gente quer. E quando temos filhos a gente se questiona também: que mundo quero deixar pro meu filho?", diz Jenifer que agora está casada e tem uma filhinha (linda por sinal porque puxou a tia dela :P). 

"Se você tiver um relacionamento bom com a sua host family, você deveria aproveitar esse momento. Você tá trocando experiência, cultura. Eu passo muito pra minha filha o que eu vivi com eles", aconselha. 

Eu, Vivian, particularmente acho que o que faz com que o Au Pair seja encantador é a possibilidade de ver que muita gente se deu bem enquanto viveu o intercâmbio. Espero que, para nós que estamos vivendo essa jornada agora, que seja leve e que possamos aproveitar ao máximo. 

Para as futuras Au Pairs, meu mais profundo desejo é que as falhas que existem atualmente possam ser corrigidas. Merecemos uma experiência de qualidade. Boa sorte para você que está no processo. Nos vemos no próximo post. 
 




 





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24 novembro 2020

3 coisas que somente o Au Pair mudou em minha vida

Quando decidi me aventurar nessa vida louca que somente nós sabemos, não apostei todas as cartas que eu tinha. Na minha cabeça era muito claro: vou para os Estados Unidos e meu dever lá será cuidar das crianças, estudar, melhorar o meu inglês e depois voltar para casa e vida que segue.

Mas o que eu não sabia é que o preço disso seria uma transformação da mente e de hábitos também. Talvez eu não tenha parado para pensar naquela época sobre os pormenores dessa trajetória. 


Eu espero que você possa se identificar com o post de hoje, pois listo 3 das coisas que este intercâmbio tem mudado em minha vida. 


1- Maturidade.


Eu definitivamente me considerava uma pessoa muito madura no Brasil. No auge dos meus 18-19 anos eu já tinha minha independência financeira, pois desde o primeiro ano da faculdade me propus a estagiar para ajudar meu pai a pagar meus estudos. Dei duro mesmo, acordava às 6 am e ia até às 11pm, quando era quando eu chegava em casa depois de toda a jornada.


Mas só chegando aqui eu vi que maturidade não tinha a ver com finanças somente. Você precisa ser a “cabeça da casa” muitas vezes quando os pais não estão, precisa tomar decisões que vão garantir a segurança desses serzinhos que cuidamos, enfim, o processo de amadurecimento pessoal também é doloroso mas isso nos molda e nos torna pessoas melhores, com a mente aberta e capaz de lidar com situações que jamais imaginamos. E, claro, isso tudo em outra língua. 


2- Tolerância. 

Eu ainda estou aprendendo a ser mais tolerante, mas vai dizer que cuidar dessas crianças aqui nos Estados Unidos não é um processo e tanto? Afinal, eles não são nossos filhos e muito menos parentes, porém requerem um cuidado todo especial. 


Por vezes, perguntam tanto e nos deixam tão cansados que a cabeça até dói, mas tenha a certeza que após tudo isso vamos ter aprendido a escutar mais e falar menos. Dialogar mais em vez de se impor mais.

3- Conhecimento pessoal.


Sei que é algo muito pessoal de cada um, mas é impossível alguém ter passado pelo Au Pair e não ter saído com o currículo cheio de experiências. Como eu disse, achei que esse intercâmbio se resumiria somente em cuidado com criança, mas aí vi que eu sou a protagonista dessa história. As crianças, a host family e esse programa são o meio para que hoje eu veja que uma nova pessoa tem nascido. 


Já não sou a mesma que veio para este país com N expectativas, sonhos e ideais. Acredito, na verdade, que foi o tempo crucial para que eu deixasse de ser aquela menina, quietinha, tão vergonhosa... para enfim começar a me enxergar como mulher, que tem objetivos e sonhos para alcançar. 


O Au Pair literalmente nos joga num mar aberto. E é assim, dessa forma, que muitas de nós corajosamente encontramos força para nadar e chegar até a costa. Lá então vamos ver que tudo o que fizemos ou passamos, de alguma forma, valeu a pena. 


Desejo sorte para você que está iniciando seu processo. Para aquelas que, assim como eu, estão na labuta que Deus ajude a gente a enfrentar tudo e tirar bom proveito de cada oportunidade.




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14 setembro 2020

Vir com inglês básico. Uma boa ideia?

Você já deve ter notado que quase todos os dias lá no grupão das Au Pairs, no Facebook, surgem perguntas como “Meu inglês não é tão bom, será que tudo bem ir assim mesmo?” ou “Fechei o match, mas meu inglês é básico.” Bom… e agora, o que fazer?

Este assunto gera uma certa polêmica. Afinal, estamos falando do sonho das pessoas e não tem nada pior no mundo do que alguém vir e jogar um balde de água fria nos nossos planos. Mas também há de se considerar que é uma grande responsabilidade cuidar de crianças, ainda mais em uma outra língua, em um país totalmente diferente. É muito perigoso encarar uma experiência dessas sem estar totalmente confortável com a língua. 

Quando eu estava fechando com a agência, lá em meados de agosto de 2018, o teste que fiz de nivelamento considerou o meu inglês como intermediate low. Fiquei muito triste. Eu estava estudando inglês por, pelo menos, uns 3 anos. Fora os anos que eu havia começado e parado. Minhas aulas já eram todas voltadas para conversação e a assuntos relacionados ao mundo “Auperiano” rsrs. 

Desde aquela data continuei estudando, mas para ser sincera, não me esforçando tanto. Acredito que quando a gente fecha o match, é muito fácil dar aquela relaxada, o que eu não recomendo. 

Então, em julho de 2019 cheguei aos EUA. Logo no aeroporto já me senti vivendo aquela frase “eu entendo tudo, mas…” pois é! Mas eu não conseguia me expressar, as palavras não vinham e eu, por timidez, também não tentava falar. 

Os primeiros meses foram muitos difíceis, embora meu inglês não fosse básico e/ou ruim, mas eu tinha muita vergonha de me expressar ou falar... mesmo que saísse errado. 

Isso me deixou muito depressiva. Mas graças a Deus a minha primeira host family foi muito paciente e me ajudou em tudo. As minhas kids também eram maiores, o que foi ótimo porque se alguma coisa acontecesse elas mesmas poderiam falar o que tinha acontecido (hahaha). 

Minha HF também me inscreveu em umas aulas ESL que eram oferecidas pela prefeitura da cidade onde eu morava, em Connecticut. Foram as aulas que mais me ajudaram. Lá conheci muitas pessoas de outras nacionalidades e a minha professora, uma senhorinha de aproximadamente uns 80 anos, nos impulsionava a fazer trabalhos em grupo, apresentações, ir la na frente, falar sobre tópicos etc. Até o prefeito da cidade fomos conhecer um dia. Me fala, se não tiver inglês para esse evento... é vergonha na certa! (abaixo algumas fotos desse dia)




No começo eu achei horrível porque eu ficava com muita vergonha. Mas agora reconheço que foi a época em que mais vi evolução no nível do meu inglês. Hoje já caminho para o Avançado High e pretendo fazer o teste to TOEFL logo logo. Eu vim com uma meta e aos poucos estou conseguindo alcançá-la. O importante é não deixar o medo paralisar isso. Eu quase que deixei. Mas ainda bem que corri atrás do prejuízo, né?


Uma coisa que aprendi na marra foi: não sinta vergonha. A frase “sorry for my bad English” não deveria fazer parte do nosso vocabulário. Estamos aqui porque estamos aprendendo e falando uma segunda língua. Isso é maravilhoso. 

Persiga sua meta e até alcançá-la, não desista!

Caso você esteja no processo para ser Au Pair, meu conselho é: melhore o seu inglês a ponto de estar completamente confortável com ele e aí sim venha! 

Agora, se você acabou de chegar e sente que o nível do seu inglês ainda é básico, não se desespere. De tempo ao tempo. Com a prática, a fluência vem (posso ouvir um amém igreja?). 

Aqui abaixo estão alguns links que me ajudaram bastante com vocabulários, listening e outros exercícios. Espero que te ajude também! Nos vemos no próximo dia 14.



Learning English on the Internet

Websites to help you practice your skills

Grama Bytes! (Beginner to Advanced)

http://www.chompchomp.com/

Find different exercises to practice grammar.


ESL Party Land (Beginner to Advanced)

http://www.eslpartyland.com/Interactive lessons, quizzes and links to other ESL sites.


Randall`s ESL Cyber Listening Lab (Beginner to Advanced)

http://www.esl-lab.com/

Listening exercises in English ranging from easy to difficult.


Learning English from the BBC (Intermediate to Advanced)

www.bbc.co.uk/worldservice/learningenglish

Use this site for vocabulary, grammar, quizzes and animated stories.


Activities for ESL Students (Beginner to Advanced)

http://a4esl.org/

Bilingual quizzes, tests, exercises and puzzles to help you learn English.


Using English (Advanced)

http://www.usingenglish.com/

Tests, quizzes, references.


Vocabulary (Beginner to Intermediate)

www.learningchocolate.com

New vocabulary words.


Listening (Beginner to Advanced)

http://www.english-guide.org/node/2463

http://www.englishcentral.com/

Videos with subtitles.


Idioms (Advanced)

http://www.idiomsite.com/Idiom dictionary.


Work Hippo (Beginner to Advanced)

http://www.wordhippo.com/

For everything to do with words. Definitions, thesaurus, sentence examples, translations and pronunciation.


Everything for English (Beginner to Advanced)

www.englishforeveryone.org/

Definitions, Vocabulary, Grammar.


Flashcards (Beginner)

http://www.kids-pages.com/flashcards.htm

Printable flashcards for all kinds of vocabulary.


Pronunciation Videos (Beginner to Advanced)

https://www.youtube.com/user/rachelsenglish


ESL Games (Beginner)

https://gamestolearnenglish.com/


Computer Skills (Beginner to Advanced)

https://edu.gcfglobal.org/en/


English Page - Grammar (Intermediate to Advanced)

https://www.englishpage.com/

 

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14 agosto 2020

Vale a pena ser Au Pair de adolescentes?

Não sei se você que acompanha este blog também está inserido no mundo das Au Pairs do Grupão, no Facebook. Assumo que talvez sim, afinal, hoje com tanta tecnologia é muito raro alguém que não possua uma conta lá naquela rede social. 

É também muito frequente ver por lá posts de meninas ansiosas, cheias de expectativas e/ou duvidosas quanto ao processo e quando chegam na fase de fazer Skype, de conversar com as famílias, a dúvida sempre vem: qual a melhor idade?


Eu particularmente acredito que não exista uma “melhor idade”. Existe aquilo que vai de acordo com o seu objetivo nesse intercâmbio, aquilo que voce estará disposta a enfrentar. É claro, cada criança e cada idade trazem responsabilidades diferentes e cabe a nós, intercambistas, lidarmos da melhor forma. 

Estou no meu segundo ano e atualmente morando na Virgínia. Mas no meu primeiro ano, em Connecticut, eu cuidava de três meninas: 10, 12 e 16 anos. Os pais eram separados, mas 1 semana após eu chegar aqui nos EUA, meu host dad casou com a minha host mom, com quem ele estava noivo há 4 anos. Eu não tinha contato nenhum com a mãe das meninas e para ser sincera a madrasta era bem presente. 

Minha rotina era bem light. As obrigações permeavam entre preparar café da manhã para as duas menores, ajudar a de 10 anos a se preparar para a escola - o que era definitivamente uma briga, pois ela detestava pentear o cabelo -, café da manha, alguma atividade após a escola e jantar - mas somente duas vezes na semana. 

Talvez você deva estar pensando: “nossa que rotina fácil!”. Pois é, e pra ser mais fácil ainda eu dividia meu schedule com uma nanny que vinha até a nossa casa duas vezes na semana e então eu estava off a partir do momento que ela chegasse - sim! Além de uma Aupair, minha família tinha um nanny (essa história pode ficar para um outro post). E todas as quartas-feiras as meninas também iam para a casa da mãe, então a partir disto eu também ficava off.

Agora que você ja sabe um pouquinho de como funcionava meu schedule, quero te contar que vale a pena sim ser Au Pair de adolescentes. Mas venha sabendo que você terá que lidar com a ignorância, intolerância e rispidez de alguns deles. Não estou dizendo que são todos assim, não, mas que no meu caso eu tive que ser tão tolerante ao ponto de não pedir um rematch. 

Minha host family não chegava a ser uma família perigo, mas por toda a questão do divórcio, era eu quem “sofria” com a falta de educação das minhas antigas Host Kids. Porém acredito que o segredo de tudo foi não ter desistido. Sofri e chorei com cada palavra rude que ouvi delas, mas persisti e após um ano vivendo por lá, posso dizer que no final consegui enxergar bons frutos e aproveitei ao máximo a ajuda delas com o inglês- está aí o grande diferenciar de Kid mais velha. 

A de 10 anos, que detestava pentear o cabelo, passei a dar independência a ela para que ela mesma fizesse e ficasse orgulhosa. Ficava bom? Claro que não rs, mas em vez de ficar brigando toda manhã, eu a incentivava a fazer por si mesma. A do meio, de 12 anos, era a mais rude comigo. Com o tempo aprendi a ver que era de atenção que ela precisava. Então, tentava envolvê-la em algo do jantar para que ela fizesse a “bagunça” dela. A de 16 anos foi uma das mais fáceis de conquistar. Sempre me ajudou com homework e corrigia minha gramática em algum trabalho que eu tinha. Foi uma grande parceira de hikes, caminhadas pelo bairro e academia. Mas infelizmente por um tempo curto. Este ano ela vai para o College. 

Pode parecer que não, mas nos Au Pairs somos sim uma referência para essas crianças. Elas estão nos assistindo o tempo todo. Posso dizer que dei o melhor que eu pude durante meu primeiro ano em CT, mas para a minha extensão decidi viver uma experiência diferente. 

Agora, aqui na Virgínia, cuido também de duas meninas mas elas são menores, têm 8 e 5 anos. Não vou negar que elas me dão trabalho, fazem birra, então eu tenho que brigar e ficar brava. Mas estou muito feliz! Aqui me sinto amada pelas crianças. 

E o Au Pair é isso, feito de experiências. Por mais desafiadoras que possam ser, valem a pena serem vividas. 

Se você estiver ainda em processo para ser Au Pair ou em extensão e não sabe o que decidir: siga seu feeling. Vale a pena ser Au Pair de adolescente, de babys, de toddlers? Sim, vale a pena. Entre de cabeça no SEU propósito.  

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14 julho 2020

Eu estou vivendo de forma intencional. E você?


Já parou para pensar sobre as estações do ano? Cada época foi designada para algo. Na primavera, flores desabrochando, árvores cheias e pomposas. Tudo verde e florido. No verão, altas temperaturas que resultam naquelas típicas chuvas de fim de tarde. Muitas vezes impossível recusar um convite para ir do lado de fora e sentir a chuva caindo. Outono, flores e folhas no chão novamente. É que o ciclo está mudando. Inverno chega e toda aquela “vida” parece não existir, mas quem disse que essa fase não é necessária? Sempre há algo de belo para se admirar. 

Foi em uma época assim que resolvi largar aquele meu emprego estressante no Brasil. Me via sem perspectiva, parecia que nada fazia sentido. A verdade é que eu não conseguia enxergar nada de belo naquela minha situação. Então, vi o Au Pair como uma big oportunidade: respirar novos ares e aperfeiçoar a língua inglesa a ponto de conseguir um emprego melhor. Talvez você também já se encontrou em uma situação assim ou esteja passando por isso atualmente. 

Bom, prazer! Meu nome é Vivian Ferraz, tenho 24 anos e a partir de agora sou uma das autoras deste blog. Eu nasci em Aparecida-SP, mas desde sempre morei em Taubaté-SP (sim a cidade daquela grávida de quádruplos que enganou a todos, caso você esteja se perguntando). Sou jornalista e trabalhei em comunicação política por 3 anos antes de me tornar Au Pair. Eu também sou fotógrafa e trabalhava como freelancer nas minhas horas vagas. Esse hobby deixou de ser um simples hobby quando ganhei um concurso fotográfico que me levou para a Coreia do Sul, em 2016. Mas com certeza esse é assunto para um próximo post. 

Agora que você já conhece um pouco sobre quem eu sou, eu queria te dizer que todas as fases da nossa vida são importantes. Eu demorei a visualizar isso. E mesmo que aquele emprego tenha rendido noites de choro, uma vida nada saudável, eu posso dizer que sou uma pessoa completamente diferente após passar por ele. Aprendi tanto! Conheci muitas pessoas e, apesar de tudo, sei que a porta ainda ficou aberta. Afinal, a vida é feita de ciclos. Alguns fecham, mas outros abrem.   

Quando vim para os Estados Unidos, a exatos 365 dias atrás, idealizei isso como uma porta de escape. Mas a verdade é que esse intercâmbio tem me ensinado o que é viver a vida. 

Hoje é oficialmente o meu último dia na minha primeira host family. Aqui em Connecticut cuido de 3 meninas: 16, 12 e 10 anos. Vivi dias completamente intensos. Tive medo. Pensei em voltar. Ah, quantas vezes pensei! Mas também vivi dias tão felizes que eu poderia comparar com a alegria de uma criança que toma banho de chuva após um dia de verão. Fiz amigos e conheci lugares incríveis. E assim vamos vivendo cada estação de uma vez, aproveitando ao máximo como deveríamos. 

Não sei se você que está lendo este post é Au Pair, já foi ou pretende ser algum dia. Eu gostaria de te encorajar a viver seus dias da melhor forma que você puder, intencionalmente. Há sempre algo belo para se admirar. Alguma lição para se tirar.

Bom, eu preciso ir… é que eu estou indo viver outra estação. Sim, de novo. Te vejo no proximo post. E desta vez, escreverei de Alexandria, Virginia. 

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