Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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09 abril 2021

Aniversário longe de casa: nada normal

Foto do meu primeiro aniversário aqui, em 2019.

 Faço aniversário dia 8 de abril, no caso ontem. Eu sempre fui uma pessoa que ama aniversário, ama esperar meia noite para chegar o dia, ama comemorar, ama fazer uma reunião com amigos e família, com coxinha, bolinha de queijo, bolo e brigadeiro. No Brasil sempre foi festa tripla, afinal meus pais fazer aniversário na mesma semana, eu dia 8, minha mãe dia 10 e meu pai dia 12. Ou seja, só alegria!

Porém, desde que me mudei, vem sendo diferente. A forma que eles comemoram aniversário aqui é diferente, além de, apesar de ter tido uma host family que se preocupa comigo, ainda assim não é a minha família. Esse é o meu terceiro aniversário aqui, e é o terceiro ano que algo falta nesse dia. 

Não sei se é o clima de festa que sempre tivemos no Brasil, afinal, quase metade da minha família faz aniversário em abril. Mas falta, e falta muito. Esse ano foi ainda mais estranho, não esperei nem chegar a meia noite para “comemorar” minha idade nova.

Queria entender o que falta, queria entender se realmente tem algo errado com a forma como comemorar aqui ou se é algo comigo, com a falta de estar em casa e comemorar com as pessoas mais importantes da minha vida. Você, que é Au Pair e ainda não passou nenhum aniversário, ou você, futura Au Pair, se prepare para não se decepcionar, mas não se blinde. Tente reunir suas amigas e fazer desse dia o melhor possível.

Por hoje é só, estou passando por tempos difíceis de ansiedade, mas sei que tudo passa. E ah, feliz 28 anos pra mim! 

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12 fevereiro 2021

O Beabá das Taxas Norte Americanas - parte 2


Muitas au pairs se questionam como pode ser feito o pagamento dessas taxas, os formatos são bem simples: você pode pagar online, no próprio site do IRS - somente pague lá, não confie em nenhum outro site alheio, ou você pode enviar um cheque para o IRS, juntamente com os seus papéis. Au Pair não tem cheque, nós sabemos, então para isso vá ao seu banco e peça um “cashier check”, que é basicamente um cheque do caixa do banco que ele irá tirar da sua conta.


Na hora de preencher o formulário, pode ser um pouco difícil, lembre-se de sempre buscar ajuda com a sua host family ou com algum contador que saiba declarar taxas de au pair. Uma das nossas amigas fez faculdade de contabilidade aqui e eles geralmente não aprendem detalhadamente como fazer em cada caso, então se preciso ofereça orientação para seu contador, com informações da própria agência ou do site do IRS. Não confie em empresas que dizem que você não precisa pagar nada de imposto, somente o serviço deles, isso é uma fraude, somente confie em quem siga corretamente o site do IRS. 


Diversos americanos obtêm algo chamado deductible e retorno de dinheiro nas contas, infelizmente au pairs não têm direito nesses benefícios. Quando nós recebemos o nosso salário, a host family não desconta absolutamente nada e redireciona para o governo, todo o dinheiro vem para nossa mão. Com isso, nós não temos direito de receber dinheiro de volta. 


Nunca se esqueça que o social security é algo pessoal e intransferível, é comum host families pedirem o social security da au pair para declarar as taxas deles, a decisão é totalmente pessoal e sua de passar ou não para eles. Se você optar por não passar, está tudo bem e eles devem utilizar as informações da agência. Cuidado com aplicativos e onde você coloca o seu social security. Isso é algo que você jamais deve compartilhar. 


É comum muitos se questionarem sobre a interferência do IRS, com a imigração, há muito tempo atrás era comum pessoas que não pagavam seus impostos não terem problemas com a imigração. Mas partimos do princípio que o imposto é uma lei, o seu não pagamento é um crime de sonegação. O governo vem fechando o cerco, atualmente quem casa precisa preencher documentos que pedem os impostos e se não pagou a explicação, convenhamos que a imigração não irá aceitar qualquer tipo de explicação da quebra de uma lei. Até hoje para estudantes e turistas nada foi atualizado, mas vale lembrar que até para ser ilegal nesse país para obter direitos minimos, como exemplo, drive license você precisa dos seus impostos em dia. Biden, o atual presidente norte americano, está deixando muito claro está disposto a ajudar nas questões de imigração desde que haja o pagamento de imposto em contrapartida, afinal se todos usamos, todos devemos ajudar. 


Último mas não menos importante detalhe, tome muito cuidado com a sua escolha de serviços extras em aplicativos. Diversos aplicativos reportam para o IRS o quanto você fez, logo o IRS vem atrás de você para pagar o saldo devedor. No visto de au pair, não somos permitidos a fazer nenhum dinheiro que não seja proveniente do programa, tome muito cuidado, pois não pagar o imposto que você fez no aplicativo, você cairá novamente no crime de sonegação de impostos. E ao pagar, a agência irá ter acesso que você quebrou as regras do programa, ocasionando a sua expulsão. 


Esperamos que esse post possa te ajudar a tomar uma decisão clara e consciente. Se você tiver alguma dúvida sempre consulte a sua lcc, host family ou principalmente o site do IRS, somente declare de acordo com as instruções e formulários que são provenientes deles. Não cometa fraudes e seja honesto.


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11 fevereiro 2021

O beabá das taxas americanas


Não é de hoje que o tópico taxas se transformou bem polêmico e deixa diversas pessoas intrigadas sobre o seu dever ou não do pagamento. Pensando nisso, nós, as Bias, resolvemos juntar e produzir esse texto informativo para vocês. Lembrando que: nós não estamos aqui para ditar regras, nós estamos aqui para te ajudar a tomar a sua decisão pautada em informações corretas. Vale ressaltar que todas as informações foram retiradas do site do IRS, a instituição que faz o controle das taxas nos Estados Unidos, no final desse texto você irá encontrar o link de acesso. 


Para começar a falar de impostos, no caso das taxas, a gente precisa entender sobre o por quê dessa cobrança e principalmente para onde vai esse dinheiro. Os impostos são cobrados em todos os países e nações, esse dinheiro sustenta o governo e nos permite usufruir de diversas infra estruturas, como proteção militar, manutenção de estradas, cuidado com bombeiros, policiais, livrarias entre muitas coisas. Basicamente, se nós temos e desfrutamos de uma estrutura segura, poder de compra e diversos benefícios é usufruto das taxas. 

A primeira pergunta clássica é: existe a necessidade do pagamento das taxas? De acordo com o site do IRS, a resposta é SIM. No final do site do IRS você encontra o seguinte texto: “Most au pairs are nonresident aliens, and therefore will be required to file Form 1040NR or Form 1040NR-EZ to report their au pair wages.” Traduzindo: “A maioria das au pairs não são residentes aliens, portanto é requerido preencher e enviar os seguintes formulários 1040 NR ou formulário 1040NR-EZ para reportar seus salários.”


Geralmente as pessoas se confundem sobre não fazermos o total necessário, ou seja, não fazer os $12.000 anuais. Infelizmente, au pairs não entram nessa regra. O motivo? Quando nós recebemos nosso pagamento da host family, nós não obtemos nenhum desconto no salário, ou seja, os norte americanos ou residentes que obtém esse benefício, os têm devido a pagamentos anteriores retirados diretamente de seu salário.


O pagamento das taxas deve ser efetuado até o dia 15 de Abril em 2021. As cartas com os formulários devem estar no correio antes dessa data. Como você preenche? Nesse ano de 2020 existem dois formatos, vale ressaltar que pode haver mudanças por isso sempre fique atento ao site do IRS. Os formatos são:


  • Juntamente com a sua host family - você irá preencher o formulário W-4 com a sua host family. Indicando na linha 6 deste formulário que a au pair deseja voluntariamente uma retenção na fonte do imposto de renda federal dos EUA deduzido de seus salários semanais de au pair. A família anfitriã irá relatar e pagar este imposto de renda federal retido no Anexo H do Formulário 1040. A família anfitriã também emitirá o Formulário W-2 de Declaração de Salários e Impostos para a au pair para relatar seus salários au pair e retenção de imposto de renda. A família anfitriã precisará solicitar um Número de Identificação do Empregador (EIN) se decidir reter o imposto e preencher o Formulário W-2. 


  • Se a au pair decidir enviar sozinha, basta preencher o formulário 1040-ES-NR e enviar juntamente com a sua opção de pagamento.

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09 janeiro 2021

Minha primeira roadtrip: Nashville - a cidade do country

 Lembro do dia e lembro como eu estava ansiosa. Era minha primeira roadtrip, no Labor Day de 2018 e, como a maioria das Au Pairs aqui nos Estados Unidos, viajei para Nashville. Dez horas de viagem, dentro do carro, com outras 4 Au Pairs. Depois de trabalhar 9 horas seguidas, sai em viagem e foi sensacional. Praticamente não dormi todo o caminho (sou difícil de dormir em viagem de carro).

Para quem não faz ideia, Nashville é uma cidade localizada no Tennessee, movida pela música, principalmente a música country. Cidade onde Elvis Presley estourou, até porque ele é de Memphis, uma cidade que fica a uma hora de distância de Nashville. Você sabia que é possível, visitar a casa do Elvis em Memphis? Não tive a chance, mas ainda vou tentar visitar. Em Nashville, conhecemos alguns momentos, os famosos murais com grafite, pintados, todos bonitos e, claro, visitamos alguns bares, afinal é Nashville, não é! E claro, fui a motorista a noite, porque não bebo, então fico com o posto de motorista da rodada.

Além disso, visitamos também o museu de cera de Nashville, que tem basicamente os bonecos em cera de todos os artistas countries mais famosos do país. Aqui nos Estados Unidos, acho difícil uma Au Pair que não tenha visitado Nashville. É uma cidade que compensa, é barato, e divertido. Uma vibe tranquila, de festa, desde cedo até a noite. Não tem tempo ruim para eles.

Aliás, saudades de uma roadtrip, de uma viagem com pessoas que compartilham a mesma vibe. Ficamos em Nashville por três dias, e na volta, dirigi metade do caminho, e vamos combinar: VIAJAR É BOM, MAS VOLTAR PRA CASA É SENSACIONAL! E, porque a viagem de volta parece uma eternidade?

Agora, fiquem com algumas fotos dessa viagem que sinto saudades.




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09 dezembro 2020

O dia que surpreendi minha família no Brasil

E aí, gente... 


Estou de volta e dessa vez, vou voltar lá para o meu primeiro ano de Au Pair, exatamente 2 anos atrás. Caraca, não consigo acreditar que já faz tudo isso. É muito louco pensar o quanto o tempo passa rápído. Em novembro de 2018, decidi que iria para o Brasil passar as festas de fim de ano. Cheguei aqui nos Estados Unidos em julho de 2018, mas passei 2 longos meses de homesick, e precisava ver minha família e poder compartilhar momentos com eles, além disso, minha prima teve bebê e eu queria muito conhecer aquele príncipe mais precioso de todos. 

No dia 28 de dezembro de 2018, tendo minha tia como minha cúmplice, viajei para o Brasil. Para meus pais e o restante da minha família, eu estava a caminho de Miami e, por isso, ficaria sem responder, afinal, iria dirigir uma parte do caminho. Quando na verdade, eu estava indo para Nova Iorque para pegar meu avião, depois para Panamá, onde fiquei por 12 horas, e por fim, São Paulo. Foram mais de 24 horas viajando para chegar ao meu querido Brasil. Para enganar meu tio, minha tia disse que iria buscar uma amiga da minha prima no aeroporto. Quando cheguei, eu estava cansada, mega nervosa e precisando de um banho. 

Minha cidade, Lençóis Paulista, fica em torno de 250km de São Paulo (capital). Cheguei na casa dos meus tios, surpreendi meu tio, ele não acreditava (sim, o acordei as 6 da manhã). Tomei meu bom banho (nunca quis tanto um banho) e, por fim, saimos para mais 3 horas de viagem. Sempre tendo que enganar meus pais para que eles não desconfiassem de nada. Quando cheguei em Lençóis, fomos direto para a casa da minha avó, afinal, meus pais estavam lá para o almoço. Ah, vale lembrar que Bianca e Tuti também sabiam que eu estava chegando e me levaram o açaí mais delicioso da minha vida (afinal, 6 meses depois, eu tava aguada para um açaí). 

 




Chegando na casa da minha avó, fiquei escondida e meus tios chamaram meus pais. Não esqueço do grito da minha mãe, do QUASE ataque do coração do meu pai, do meu irmão sem acreditar e da minha tia chorando. Foram as primeiras reações que vi. Minha avó, pra variar, estava no telefone hahaha. Foi a melhor experiência que tive para sentir o amor e carinho de pessoas que me amam. Sim, gravei vídeo da minha surpresa e vou deixar o link no final desse post. Mas, vale a pena falar da volta para os Estados Unidos. 

Meus pais foram me levar ao aeroporto e, hora do check-in e despacho das malas. Fiz o check-in e quando estou no guichê, descubro que ganhei um upgrade e faria a viagem de volta na primeira classe. Fiquei chocada, não acreditei até entrar no avião, sério. Voltei naquele conforto, deitada, com um serviço sensacional me oferecendo comida e bebida a cada 1 hora e mais de 4 refeições, com sobremesa e tudo. 

 

Posso dizer que, mesmo pagando muito caro para passar o Ano Novo em casa, tudo valeu muito a pena e, com certeza, faria de novo. 

SIM, FAÇA SURPRESA, A SENSAÇÃO É MARAVILHOSA!

Assiste aí o vídeo da minha surpresa:



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09 novembro 2020

AU PAIR ALICE: O que é? De onde vem? O que comem? Onde vivem?



E aqui estou mais um mês. Senti falta daqui, mas outubro foi um mês tumultuado, onde tudo aconteceu. E agora estou de volta para falar sobre um assunto que explodiu nos grupos de Au Pair do Facebook: Au Pair Alice. Desculpem pelo título com um leve deboche, mas não me aguentei. 

E vamos ao que interessa: O termo Alice veio de Alice no País das Maravilhas, que nada mais é do que uma pessoa que vive em um mundo paralelo, que não enxerga a realidade, só consegue enxergar as coisas boas da vida. Claro que é bom ser otimista, mas no mundo Au Pair é fundamental ser realista.

O programa Au Pair é vendido como um intercâmbio cultura, uma troca de cultura, e ao meu ver, esse é o maior erro das agências. Qualquer intercâmbio é uma troca cultural, mas o de Au Pair é um intercâmbio de trabalho. Nós viajamos, saímos da nossa zona de conforto, para cuidar de crianças, filhos de americanos, e ter responsabilidades que nunca tivemos antes. Nos tornamos mães de crianças que não são nossas. E sabe o quão profundo é isso? É sermos responsáveis por tudo o que acontece com a criança, é alimentá-la, é cuidar se está doente, é estar alí quando se machucar e resolver a situação, é pensar o que fala perto da criança e pensar as atitudes que toma ao redor dela. É ensiná-la, lembrá-la que ela vai crescer e o futuro dela depende de você também.

Fui Au Pair por dois anos da mesma família. Cheguei quando a menor tinha apenas 5 meses. Hoje, após 2 anos e 4 meses de Estados Unidos e ainda cuidando das mesmas crianças por todo esse período, vejo muito de mim em ambas. A menor é uma cópia minha no jeito de falar, colocar a mão na cintura, dançar e a entonação também. E é por esse e outros motivos que precisamos ser realistas.

Nas últimas semanas, nos grupos de Au Pair do Facebook, percebi (e provavelmente você também, se estiver em algum grupo) meninas fazendo perguntas que são óbvias, que são perguntadas todos os dias no grupo, normalmente mais de uma vez. Além de não gostar quando nós, veteranas, damos conselhos e dicas do que não fazer enquanto Au Pair. Sim, muitas falam de forma mais animada, grossa, ou seja o que for, mas sim, a maioria de nós está cansada de dizer as mesmas coisas todos os dias.

Ser Au Pair não é passeio. Você pode planejar para viajar em 2030, não é pecado, mas entenda que tem perguntas muito mais importantes que passam sem resposta nenhuma pelo grupo, enquanto posts de planejamentos estão lá desde que grupos de Au Pair no Facebook existem. Entenda que a vida não é um arco -íris. Entenda que fazer um “favor” para host Family pode se tornar obrigação.

E não, ninguém está tentando desmotivar, desanimar ninguém, são só opiniões sinceras e de quem vive isso no dia a dia. Para nós, veteranas, a visão já mudou inúmeras vezes. Muitas vieram também como Alice e hoje percebem o quanto isso pode prejudicar o seu ano como Au Pair. Se você tem um sonho, se planeje, e venha, ninguém tem o poder de te fazer desistir a não ser você mesma.

E para finalizar, algumas dicas que estamos cansadas de falar e que gostaríamos que todas tivessem como requisitos:

·    Não venha para os Estados Unidos para trabalhar aos finais de semana: “Ah, mas é só um no mês.” Pense que um final de semana pode te custar viagens e diversão com os amigos. Enquanto todo mundo está se divertindo, você está trabalhando.

·   Não venha se não tiver carro ou for carro compartilhado: se você não mora em Washington DC ou Nova Iorque, as suas chances de não conseguir se locomover é muito grande e você vai gastar horrores com Uber. O carro é necessidade para a sua liberdade. Já o carro compartilhado parece ser um benefício, mas pense, você vai precisar se programar sempre com muita antecedência, você vai precisar ficar pedindo para sair, e isso tira a sua liberdade e independência.

·   Não venha se tiver curfew: para mim, o curfew é para adolescentes. Nós saímos de nossas casas para cuidar de crianças, somos todos adultos. Se eles confiam em você para cuidar dos filhos, eles devem confiar que você será responsável suficiente para estar bem para trabalhar no dia seguinte. 

    Para mim, esses são os principais pontos. Agora, com a pandemia, é complicado falar sobre os pais estando em casa, mas prefira famílias que os pais trabalham fora, assim você vai ter a sua autonomia com as crianças e autoridade.

   E mais uma vez, não seja Alice, porque esse não é o País das Maravilha. Até o próximo mês.

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10 setembro 2020

O projeto que mudou a minha vida: PROJETO RONDON - OPERAÇÃO PORTA DO SOL

 Estava quase no final do meu curso de Jornalismo quando soube desse projeto. Quando ouvi falar sobre Projeto Rondon a primeira vez, não me imaginava participando, apesar de ter sempre feito muito voluntariado, mas não me imaginava viajando para essa experiência. Você conhece o Projeto Rondon? Já ouviu falar? Conhece alguém que participou?



O Projeto Rondon, falando de uma forma mais simples e objetiva, é um projeto coordenado pelo Ministério da Defesa, junto com inúmeros outros ministérios e o Governo Federal. O projeto visa ação voluntária de estudantes de diversas universidades brasileira, tanto privadas quanto estaduais e federais. A preparação para o projeto é de meses, desenvolvendo ações que serão realizadas nos municípios. O nosso município foi Bananeiras, na Paraíba. Em cada município, duas universidades dividem os trabalhos, vivências, culturas e tudo o que é de mais legal em qualquer interação humana: as diferenças. Sou de Lençóis Paulista, interior de São Paulo, e estudei na Universidade do Sagrado Coração, em Bauru. Em nosso grupo, tínhamos estudantes de diversos cursos, e a maioria perto de se formar. Tínhamos jornalista (eu mesma), nutricionista, fisioterapeuta, psicóloga, enfermeira, dentista, designer e artes cênicas. Ou seja, éramos um grupo diverso e que podíamos alcançar muitas pessoas. Viajamos de Bauru para João Pessoa, onde ficamos por 4 dias em um Batalhão de Infantaria Motorizada. E QUE EXPERIÊNCIA! Estar em um lugar onde os militares moram e treinam é sensacional. No batalhão foi onde conhecemos os nossos colegas da URI Santiago, RS.

Depois desses dias, viajamos para Bananeiras, cidade em torno de 21 mil habitantes, na região do brejo paraibano, o clima era maravilhoso, calor durante o dia e um leve frio a noite. Eu não esperava, mas amava. Foi em Bananeiras onde começaríamos a executar todos os planos que vínhamos planejando há meses. Foram palestras, cursos, aulas de culinária, conversas sobre a vida, ansiedade, cuidados que devemos tomar, saúde bucal, saúde da grávida, uma aula sobre como cuidar de um bebê.

Durante os 15 dias em que ficamos na cidade, conhecemos pessoas que permanecem em nossas vidas, somos amigos de Facebook dos paraibanos. E o melhor: um divisor de águas para as nossas vidas. Falo por mim. Fui ao Projeto Rondon sendo uma pessoa, e voltei sendo outra. É como o Au Pair, que é o segundo divisor de águas da minha vida. O Projeto Rondon me fez enxergar a vida de uma outra forma, ver uma diferença de visão entre mim e as pessoas que convivi naqueles dias, ganhamos famílias que nos acolheram como filhos, nos sentimos bem e felizes. Éramos atração na cidade, e foi tudo tão lindo que me emociono de lembrar de tudo o que passamos.

Estou sentindo que vou ficar aqui escrevendo para o resto da vida. Depois dos 15 dias, voltamos para o batalhão e passamos mais 3 dias, tivemos festa dedicada para nós, jantar e tudo o que é de melhor. Além do cuidado dos paraibanos de Bananeiras conosco, também tivemos cuidados dos militares, e não posso esquecer do nosso anjo, Celso. Sim, cada grupo de estudantes tinha um militar para garantir nossa segurança a todo momento, que chamávamos de anjo, que era um baita amigo. E também fomos acompanhados de dois professores da universidade, a Ivete e o Roger (que foi também meu professor no Ensino Médio).

Eu sei que jamais vou esquecer desses momentos, e queria que todos pudessem conhecer o Projeto e o quanto é realizador e transformador.








Vou deixar o site do projeto aqui para que possam conhecer mais: https://projetorondon.defesa.gov.br/portal/
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19 agosto 2020

O tal do acidente: dei PT no carro da Host Family

 

Quem vê essa carinha, nem imagina o estrago que fez no carro da host family (risos de desespero).

 Tudo aconteceu exatamente há um ano atrás. Eu estava indo para a casa de uma amiga, quando, infelizmente, a pessoa na minha frente não deu seta que viraria a esquerda. Todo mundo sabe que, aqui, ao virar à esquerda quando é uma faixa só, tem que esperar quem está vindo do outro sentido. Enfim, não teve seta e acabei batendo na traseira do carro dela. 

Uma vietnamita que não falava uma única palavra em inglês, mas que, graças a Deus, a batida foi na esquina da casa dela, ou seja, em dois minutos o marido dela estava lá. Ela acabou indo com a ambulância porque teve uma dor nas costas. O meu carro (da host family) acabou, não saia do lugar, vazou tudo possível, e eu fiquei lá esperando por uma hora.

A polícia chegou antes de a ambulância levar a outra senhora, preencheram todos os papéis e, além de um acidente e um PT, recebi uma multa de que estava muito perto do carro da frente. E passado o acidente, chegou a hora de falar com a host family. Sim, tentei falar com eles assim que aconteceu, mas já era 8 da noite (eles dormem cedo aqui) e estavam viajando para o funeral da avó. Siiiiiim, para o funeral. Acho que já era coisa ruim o suficiente, não? Mas veio mais notícia ruim.

Enfim, por fim consegui falar com a host mom 1 hora depois do acontecido. Já com a amiga, indo embora para a casa. Ela, desesperada, me ligou e perguntou se eu estava bem, eu disse que sim, mas aí veio o momento de falar com o seguro do carro. Ela fez tudo de lá, porque claro, estava tudo no nome dela. Foi uma grande dor de cabeça. O caminhão do guincho levou o carro, mas para não pagar pela diária, o carro precisava ser retirado de lá até 5 da tarde do dia seguinte. O seguro se encarregou por isso.
Não falamos sobre as consequências pelo telefone, só me disseram para me cuidar. E naquela semana, foi a semana toda sem carro, sem ter o que fazer.

UMA CURIOSIDADE! Aaah, um pequeno fato: nesse dia, o meu atual boy me mandou mensagem 5 minutos depois do acidente, estava dentro do carro esperando 911, respondi, contei o que aconteceu, e em 15 minutos, lá estava ele, para saber se eu realmente estava bem. Não estávamos juntos na época ainda, não tínhamos nada, éramos amigos há alguns meses. Ele queria, mas eu estava bem tranquila na questão de relacionamento (ou achava que estava). Mas foi naquela semana que percebi que, por mais que eu não quisesse, eu sentia alguma coisa por ele 😬.

Agora, voltando ao acidente. A semana passou, eles tiveram no funeral da avó e com a família. Quando voltaram, conversamos sobre o acidente e acertamos que eu pagaria 250$, metade do valor da franquia do seguro e metade do valor que a agência nos diz para pagar. Agradeci, e tudo voltou ao normal. Já sabíamos que era PT, então não tinha o que fazer.
Passado um mês, aleatoriamente, eles começaram a falar que ficavam preocupados de eu dirigir quando estava off, mas eu dirigia as crianças para todos os cantos. Ok, não reclamei, afinal o acidente foi meu, precisava lidar com as consequências.
Em novembro, eles finalmente pegaram um carro novo, uma mini-van e aí tudo voltou ao normal. Eu tinha carro quando eu quisesse e precisasse, nunca ficava sem carro, assim como antes. Não foi motivo de rematch e desconfiança. No tive medo de dirigir de novo, afinal, acidentes acontecem.






Umas fotinhas do carro, sem assustar, por favor!




E sim, essa foi a história do meu acidente, que me mostrou a dar valor a cada momento, a agradecer todos os dias, e a perceber que eu gostava de um ser que já gostava de mim há mais tempo.

Você, Au Pair, espero que nunca passe por isso. Mas se passar, tente lidar com a situação da forma mais calma possível. Não é fácil, tudo depende também da host family, mas acredito que é sempre - ou quase sempre - possível resolver calmamente.

Beijos, e estarei de volta para contar mais um aventura!


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10 julho 2020

Fechamento de um ciclo: não sou mais Au Pair!



Hello hello!

Prazer, Beatriz Vieira, mais conhecida como Bea/Bia/B. Pode chamar como quiser, tá tudo bem! Tenho 27 anos, sou Jornalista, natural de Lençóis Paulista, interior de São Paulo. Como o título desse texto diz, estou aqui para celebrar o fechamento de um ciclo, do ciclo mais importante da minha vida até então: o programa de Au Pair. Mas antes, vou falar um pouco sobre como a ideia do Au Pair surgiu na minha mente.

Estudo inglês desde os meus 8 anos, mas nunca tive uma evolução visível. Minha gramática era intermediária/avançada, a audição do inglês também estava no mesmo nível, já a fluência ao falar era o mais básico dos básicos. Estudei jornalismo por 4 anos, me formei aos 22 anos. Desde o meu segundo ano de curso, comecei a estagiar em uma revista na minha cidade, onde fiquei durante todo o período de faculdade. Após me formar, sai de estagiária e passei a assinar como jornalista nessa mesma revista, mas me vi presa em uma rotina que não me fazia tão bem, me fazia sentir parada no tempo e sem visão de crescimento. Conhecia várias pessoas que fizeram o programa de Au Pair, e então, em novembro de 2017, decidi fazer uma viagem para a capital paulista e visitar a agência. No caso, a Experimento, no bairro de Higienópolis, onde assinei o contrato. Vou contar mais sobre o meu processo em algum post futuro, prometo. Foi rápido e um sucesso. 

E agora vamos para o motivo do texto, celebrar esses dois anos como Au Pair. Posso usar, literalmente, a frase de que foi uma montanha russa. Esses doias anos foram os mais malucos da minha vida, foram os mais sensacionais e de auto-conhecimento. Cheguei, conheci pessoas, conheci lugares, passei por muitos momentos, bons e ruins. Nas primeiras semanas, me queimei, queimei o carpete da família, chorei por meu inglês ser péssimo, fiz amizades, terminei um relacionamento, declarava ficar apenas um ano, mudei de ideia, mudei de posicionamento, mudei de pensamento sobre algumas coisas, abri minha cabeça para o mundo, vi gente do mundo todo, ouvi todos os tipos de idiomas possíveis, encontrei brasileiros no metrô, congelei com a neve, morri de calor, comi muito hamburguer, engordei alguns quilos, fiz extras, bati o carro (lê-se como dei PT no carro da host familiy - isso vale um post único), e muitos outros momentos. Nesse mesmo período, perdi pessoas queridas no Brasil, viajei ao Brasil duas vezes para as minhas férias, ví minha família, fiz surpresa (também vai ter um post com direito ao vídeo), fui ao casamento do meu irmão. E cara, quanta coisa aconteceu e tem acontecido. Fiquei os dois anos com a mesma família, me senti parte da família e ao mesmo tempo não me senti. E o mais importante, completei esses dois anos com sucesso. Au Pair sem perrengue não é Au Pair, não é?! Então tá tudo bem. 

E viva a Bea! O elfo está livre! 

E obrigada pela leitura! Volto logo com muito mais para contar! <3 





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