Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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11 junho 2013

Viagem dos sonhos

Eae pessoal! Como foram os meses de vocês? Espero encontrar todos bem =) Hoje eu vim falar da melhor viagem que eu fiz no me ano de au pair: Disney World e Universal Studios!

Eu posso chutar que, pelo menos, 80% de vocês já sonharam em ir pra Disney quando eram mais novas. Algumas foram, algumas ativeram a sorte de não ter ido por algum motivo mais forte... Mas guess what? Se você ainda tem vontade eu digo: vale MUITO a pena ir, mesmo depois de grown up.

A minha irmã ganhou a viagem de presente de 15 anos e, por três anos, tudo o que eu pensava era "eu também vou nos meus 15 anos! Vai ser SENSACIONAL, vou com a galere, sem meu pais, pros Estados Unidos, em um monte de parque legal!" só que não, claro. Porque o 11 de Setembro (9/11, acostumem-se, ainda falam muito disso - principalmente perto de NYC) aconteceu, o dólar que estava 1 e alguma coisa quando a minha irmã foi, subiu pra 3 e alguma coisa quando era a minha vez. E não, meus pais não são e nem eram ricos pra poder gastar esse tipo de dinheiro comigo =(

Então anos se passaram e eu já tinha até desistido da idéia de poder ir pra lá... Até que, OPA, virei au pair! Aí sim! Foi a melhor viagem, só não digo da minha vida porque agora eu estou aqui com a minha família e tá sendo tão legal quanto!

Passamos alguns meses pesquisando e fomos no comecinho de janeiro, porque o sobrinho da minha amiga estaria aqui e queria ir também. Fomos eu, duas amigas e ele. Tivemos uma sorte INCRÍVEL de pegar uma promoção no hotel (que era $50 por dia e ficou $29 por dia, então eu gastei uns 50 pela semana toda). Os ingressos da Disney e da Universal compramos online, o que agora eu acho que pode até ter sido um erro, porque no hotel que estamos eles vendem mais barato que no parque. Então dêem uma pesquisada!

Não tem nem como explicar a sensação de estar na Disney, mesmo nos meus 22 anos! Eu estava mais feliz que as crianças, sério! É entrar no mundo de fantasias, aquele que você vê na televisão enquanto assiste os filmes das princesas (porque, pra mim, elas são as mais importantes da Disney hahaha). Você fica tão overwhelmed que não sabe o que fazer, em que ordem fazer e quanto tempo vai demorar pra cada coisa - e se você for numa época de férias ou holiday por aqui, prepare-se pra esperar mil horas nas filas.

A Disney tem quatro parques principais: Magic Kingdom (o do castelo da Cinderella), Hollywood Studios (o antigo MGM), o Epcot e o Animal Kingdom. Também tem parques aquáticos, mas eu não fui neles então não teria o que falar. E o Universal tem dois parques, o Universal e o Island of Adventures (esse que fica o Harry Potter World).

Eu acho que Universal (os dois) e Disney (pelo menos Magic Kingdom e Hollywood Studios) são obrigatórios. Eu não coloco o Epcot como obrigatório porque não tem muitos brinquedos, ali é totalmente andar e conhecer as outras culturas (coisa que eu amei, mas sempre tem gente que não curte o parque por isso). O Magic Kingdom é TODA a magia resumida em um parque - tem os desfiles, tem os personagens mais "importantes", tem Mickey e Minnie e as princesas, tem alguns brinquedos legais. Hollywood Studios tem brinquedos e shows ótimos! Tem lugar pros personagens dos filmes mais novos (Toy Story e Monstros S.A.) e muita coisa legal pra ver. Animal Kingdom eu não sei, proque não fui, mas falam que o safari vale a pena!



Pesquisem bem hoteis! A maioria da area de Orlando tem shuttle de graça pros parques. Eu fiquei no Champion's World Resort e eu indico! O hotel não é caro (e vai que vocês conseguem promoção igual eu consegui?), tem shuttle de graça pra todos os parques e outlet, se não me engano, e é arrumadinho. Tem uma 7 Eleven pertinho, uma Pizza Hut e um Subway do outro lado da rua - de fome ninguém morre! haha

Se alguém quiser mais alguma dica ou ajuda pra planejar a viagem, podem mandar mensagem no facebook ou um comentário aqui no blog! Espero que vocês tenham gostado =) (e desculpa sumir mês passado, mas eu tava passando um tempo com a familia e não consegui postar!)
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11 abril 2013

Gastar dinheiro? Vem, gente!

E aí, galerinha do mal? Como a vida tem tratado vocês desde o mês passado? Eu devo dizer que a minha está me tratando bem e que eu estou muito bem, obrigada por perguntarem! Haha

Eu passei muito tempo pensando o que eu poderia escrever no post de abril e, sinceramente, não tive idéias ótimas e que me deixaram incrivelmente feliz de vir escrever pra vocês. Foi um mês ótimo, mas corrido, e nada que aparecia era considerado bom o suficiente pra escrever um post só.

Mas, a vida é uma caixinha de surpresa, e eu decidi abordar um tópico amado por todas e todos os au pairs do mundo inteiro (mas principalmente os dos States, porque eles eu conheço e já passei por isso): COMPRAS.

Gente, vai dizer que ninguém, nenhum de vocês, sonhou com as milhares de compras que faria aqui com seus RYCOS 200$ semanais? Se duvidar, ainda tinha uma listinha (nem que fosse mental) de tudo que queria comprar. Talvez um iPod, talvez um iPhone, talvez uma câmera FODA, talvez 200$ toda semana em roupas. Who knows!

Aí você começa a pensar, colocar na ponta do lápis e fala: mas poxa, se eu gastar sempre com coisas que eu quero, como eu viajo? Ou, pra ser realista, se eu gastar comendo fora todo fim de semana, o que eu posso comprar?

Eu trago uma boa notícia pra vocês: você consegue comprar MUITO quando tá aqui. Sério. Com os 200$ por semana e ainda viajando. O que todo mundo tem que aprender, além de guardar dinheiro pras viagens (por exemplo), são as lojas boas pra fazer compras. Não digo nem de eletrônico, porque isso vocês pesquisam online e acabam achando uns sites bem legais e baratos pra comprar tudo o que quiserem. Mas e roupas?

Tem lojas já conhecidas por todos, mas algumas que a gente só conhece depois que chega no país do Tio Sam. Eu vou fazer uma lista de lojas aqui, as que eu gostava de ir e aprendi ou com amigas au pairs ou com a minha host mom (beijos pra quem saía pra fazer compras com a família!), algumas delas têm site e você pode fazer todas as suas compras sem sair de casa. Algumas delas não, então você vai ter que ir até a loja e dig aroung (porque, em algumas delas, você tem que dar o melhor de você até achar alguma coisa que você goste).

DICA DA BRU: se você for numa dessas lojas que tem que dig around, já vai com o que você quer comprar em mente. Por exemplo “quero um sweater branco e uma saia”. Você, realmente, vai ficar na parte de sweaters e skirts, olhando tudo do seu tamanho. E é QUASE certo que você ache alguma coisa que você goste e num preço legal. Tem que ter paciência, people!

Forever 21 – essa é básica pra qualquer au pair e se você nunca ouviu falar, tá na hora de começar a ler mais blogs por aí! Tem em todo canto (em todos os malls que eu ia de Long Island e em mil ruas de NYC), algumas lojas são enormes, outras são menorzinhas. O que importa saber da Forever: tem muita roupa brega, mas tem muita roupa legal. Tem que saber filtar o que seus olhos estão vendo desde a hora que você entra na loja, se você acha uma coisa que curtiu, você vai se animar pra ver o resto. Mas se você acha uma coisa “brega” (aos seus olhos, cada um tem seu estilo!), vai ficar toda “nem tem coisas que eu gosto assim”. Pelo menos eu já passei por esses dois lados da moeda e, mesmo assim, sempre voltava lá pra ver se tinha alguma coisa legal. O site sempre tem coisas legais e, às vezes, bem diferentes da loja.

H&M – essa eu sei que tem nos States e na Zoropa. Eu acho uma ótima loja, mas é um pouco mais cara que a Forever. Tem roupas mais arrumadinhas, roupas de ficar em casa, tem de tudo. Eu geralmente vua o que tava em Sale, porque eu sou RYCA mas sou pobre (HAHAHAHA ou seja: curto levar muita coisa pra casa pra fingir que eu sou ryca, mas não sou, beijos sociedade!).  

Charlotte Russe – minha FAVORITA EVER! Até onde eu sei (e que li no site deles), é uma cadeia de lojas pra mall e outlet. Então não tem pela rua, igual a Forever ou a H&M. Tem coisas baratas, tem coisas boas, tem coisas ruins, tem coisas lindas e tem coisas feias. Tem de tudo, literalmente. Dependendo da loja, você tem que ter paciência pra procurar alguma coisa que você quer, mas, num geral, eu entrava e já batia o olho em alguma coisa que eu gostei. E os sapatos? Gente, os sapatos são lindos! O bom da Charlotte é: sempre tem promoção. SEMPRE. Seja em roupa, sapato, acessório, jewelery. Sempre tem um “compre um e leve outro 50% off” ou leve outro por 15, por 12, depende do humor deles. APROVEITEM!

Tj Maxx e Marshalls – não sei se tem em todos os lugares, mas são SUPER lojas! Tem roupas, acessórios, sapatos, coisas de casa – tem de tudo! Essa é uma das que tem que dig around. Tem que ir com tempo ou com o que você quer em mente e procurar. O bom dessas lojas é que são coisas de marca por preço acessível. JURO GENTE. Todo mundo duvida no começo, mas é verdade. Já vi bolsa da Tommy por 25 dólares, jé comprei óculos de marca por 10 dólares. É só ter paciência e procurar, de verdade!

Dizem que a Ross é bem boa, acho que é uma loja meio de departamento, meio Marshalls, que tem tudo. Mas não tem em NY então eu não sei como é =( Mas se alguém souber, escreve aí nos comentários!

Sem contar os outlets. Ô BELEZA! Óbvio que tem loja que não tem coisa tão barata assim, mas é mais barato do que comprar na loja do mall, por exemplo. Então se você quer muito alguma coisa da GAP, usando um exemplo super acessível, via no outlet e compra lá! Porque é factory store e sempre sai mais barato (talvez não TÃO barato, mas você economiza se quiser mesmo algo deles!).

Mas, a minha melhor dica é: SEMPRE, mas assim, 97% do tempo compre em SALE. Ou pelo menos espere um tempinho pra comprar o que você quer. Porque no começo é o preço regular e vai diminuindo com o tempo. Às vezes você vai LOUCA na loja, compra um vestido por 30 doletas e acha que é o paraíso! Aí volta na loja umas duas semanas depois e BOOM! O mesmo vestido por 20 doletas! E, todo mundo sabe, 10 dólares fazem a maior diferença pra gente! Então tentem se conter mais que eu e esperar entrar em sale (e se conseguir uma clearence, MILHÕES DE VEZES MELHOR!!!).

Gente, é isso! Passei quase toda minha vasta experiência no assunto! Espero que vocês tenham gostado. Se vocês curtem o blog e ainda não curtiram nossa página no facebook, tão por fora hein! E a gente também tem uma conta no twitter pra vocês darem uma olhada =) Estou aberta a dicas, perguntas, sugestões de post - tudo isso por comentário, por email (b.sandrini@outlook.com) ou facebook, também! 

Obrigada pela super atenção no dia de hoje, vocês são MARA!
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11 março 2013

Stay at home mom

Oi pessoal, como vocês estão? O título já diz tudo! Muita gente tem medo de stay at home mom, mas temos que medir os dois lados da moeda.



Como assim, Bruna?

Bom, pra mim, em 2010, foi ótimo morar com a host Family que tinha stay at home mom. Pelo simples fato de que eu cuidava de um recém nascido, sem nunca ter cuidado de um sozinha, então, qualquer dúvida que eu tinha, poderia chegar pra ela e perguntar. Mas, deixo bem claro, ela era stay at home até certo ponto – ela TRABALHAVA de casa. E digo isso de boca cheia, porque todas as hosts que eu conheci (ou que já me falaram) que TRABALHAVAM em casa, realmente estavam trabalhando.




A minha host mom acordava, nós duas cuidávamos das kids até ela levar a menina de 3/4 anos pra escola. Eu ficava com o bebê até as 5pm, mais ou menos. Nesse meio tempo, ela chegava em casa, pegava o café e ia para o escritório dela, que era a nossa sala lá do fundo. Ela só saía de lá quando tinha que sair de casa ou pro almoço.


Isso foi realmente bom pra mim, porque à tarde, por exemplo, o bebê não estava muito feliz e a menina chegava em casa – ela podia distrair a pequena até eu dar um jeito no bebê. E assim a gente se acertava.

Eu sempre tenho muita vontade de contar essa parte da minha história porque sempre vejo meninas falando que PELO AMOR DE DEUS NÃO ESCOLHA STAY AT HOME!!! Mas a grande diferença é que, se elas dizem que trabalham em casa, geralmente (veja, GERALMENTE, não é regra né?) elas realmente trabalham. Acho que sim, stay at home é furada quando as crianças são maiores, mas, principalmente, quando a host mom não trabalha.

A gente dá um jeito na criançada, é só saber distrair bem. O exemplo que eu tenho é da minha irmã, que tem um petshop na frente da casa dos meus pais. A minha sobrinha fica o dia inteiro lá e, muitas vezes, pede pela mãe quando está atendendo. O que a gente tem que fazer? Distrair. “Vamos brincar, vamos ver um filme, vamos comer, vamos fazer um chá”. Juro, tudo isso funciona, desde que você envolva a criança nas atividades.

Quando você tiver uma família assim no perfil, não descarte só porque a mãe fica em casa. Converse primeiro, veja quais as condições. Será que ela trabalha? Será que ela fica o dia inteiro em casa? Tem lugares legais pra levar as kids? Pensem bem, talvez vocês até descartem uma ótima família só por ler a temida frase do título.

Meninas e meninos, não esqueçam de curtir nossa página no facebook! Nós sempre divulgamos os posts por lá (e, também, vagas na equipe e outras coisas interessantes). Obrigada por terem lido! ;)

Beijos e até mês que vem!
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10 fevereiro 2013

Comofas com a educação?


Bom dia 11 pra vocês, leitores! Hoje vamos falar de um assunto polêmico (e não, não são mamilos): educação. Não a sua, a das kids.

Pra mim, pelo menos, é um assunto tão polêmico quanto religião e futebol. Todo mundo acha que certas coisas vão do bom senso (tanto da au pair, quanto dos hosts), mas não é bem assim que a gente tem visto por aí... Digo por coisas que já li em posts pelo facebook e blogs afora.

Na última palestra que eu fui da Cultural Care, a “agente” aqui de Curitiba frisou exatamente isso. A au pair está na casa de uma família e tem que seguir as regras dela. Em todos os sentidos, sejam elas regras especificamente da au pair ou regras em como lidar e cuidar das kids. Mas, novamente, deixou bem claro que EDUCAR as kids não é papel da au pair.

O nosso papel é fiscalizar, ter certeza que as coisas estão ocorrendo do jeito que OS PAIS querem. Talvez isso seja difícil, principalmente se nossa opinião não bate com a opinião dos pais. Mas, novamente, eles são os pais, o dever de educar é totalmente deles – nós poderemos fazer isso quando tivermos os nossos filhos.

O Eddy e a Isa aqui do blog também deram a opinião deles.


Acho que não cabe a nós definir regras, mas não dói sugerir. Só não acho que vale a pena discordar da educação dada pela família  Palavra de escoteiro, a pior coisa que você pode fazer é dizer pra sua host mom que não concorda com o que eles estao fazendo! É briga pra vida toda. Além disso, acho que devemos agir de acordo com o que os pais querem, não adianta tentar CONSERTAR as crianças quando ta sozinha com elas.


“Acho que, querendo ou não, educação/disciplina é função de pai e mãe e cabe a au pair respeitar isso e seguir o que é passado pelos pais, concordando ou não. Claro que em caso de crianças extremamente indisciplinadas, que colocam em risco a própria saúde e segurança da au pair, acho que vale a pena conversar com os pais e sugerir algumas mudanças. Mas no geral, enquanto eles não tiverem agredindo/traumatizando as crianças EU acho que temos que seguir o que foi determinado por eles. O que eu acho que entra completamente dentro de ''função de au pair'' é ensinar aquelas coisas de dia a dia: atravessar a rua, comer sozinho, usar o banheiro sozinho, se vestir, ser pontual... enfim, as coisas da rotina mesmo.


Já vi menina falando que é o dever dela mudar a família, mudar as kids, até mudar os hosts. Acho que não cabe a nós querer revolucionar a vida de uma família. Como disseram meus dois coleguinhas de blog (gente, cês são lindos, valeu!): não custa sugerir ou tentar conversar, mas fora isso, não tem muito o que ser feito.

Pra mim, pelo menos, por mais que a gente chame nossas kids de nossas e nossas crias, por mais que role o sentimento de “mãe”, por mais que sejamos parte da família (pra algumas, claro), nós temos que ter em mente que somos apenas mais duas mãos adultas em casa pra ajudar a deixar a coisa redondinha e as coisas correrem como devem.

O que vocês acham, leitores? Deixem um comentário pra gente saber se vocês concordam, discordam ou apenas querem deixar a opinião de vocês sobre qualquer parte do post ;) Sejam legais e também dêem uma curtida na nossa página no facebook!

Beijos e que março venha cheio de coisas boas pra todos nós! 
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31 janeiro 2013

Thanks, guys!

Alô alô, graças a Deus!

Mais um mês fechando aqui n’O Blog das 30 Au Pairs! E tenho que dizer que a equipe e todos os leitores estão de parabéns ;) Tivemos posts muito bons esse mês e, assim, pudemos abrir o ano com chave de ouro! (clichê sim ou com certeza?)

Ano novo, layout novo, posts novos e muuuuuitos autores novos pra vocês começarem a seguir! O ano não veio só com os meses renovados, o nosso bloguinho também veio cheio de novidades pra vocês! Nós sabemos que a rotatividade de autores é grande e, com a ajuda de todos vocês, estamos conseguindo preencher as vagas com autores ótimos! Fiquem de olho nas histórias das novas meninas, vale a pena!

E, pras meninas que já estão aqui desde o começo (ou um pouquinho depois), continuem dando uma espiadinha (já dizia o Bial – tô em clima de BBB!)! Algumas começaram como “futuras” e são atuais, ou estão pra embarcar. Algumas “ex” são atuais novamente! As coisas não param de mudar por aqui.

Mas, acima de tudo, queremos agradecer vocês, leitores, por sempre tirarem um tempinho do dia de vocês pra ler os nossos posts e comentarem. Vocês não têm idéia do quanto isso é importante pra todos nós! ;)

yeah, high five!

Não esqueçam de curtir nossa página no Facebook! Lá vocês podem quais os assuntos dos posts e, também, conversar com as autoras e outras futuras e atuais au pairs! Super gostamos da participação de todos, então se tiverem alguma sugestão, dúvidas, o que for, é só mandar pra gente ;)

Beijos, bom restinho de mês e ótimo fevereiro pra vocês! 
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11 janeiro 2013

Sometimes goodbye though it hurts in your heart...



...is the only way for destiny.

Já dizia uma das minhas bandas teen pop favorite. Hoje o assunto é despedidas. Eu sei que é um assunto muito discutido e muito lido pelos blogs afora (ou posts nos grupos do facebook, ou vídeos no youtube), mas o foco é sempre a despedida da família brasileira. E quando é hora de dizer tchau para a família americana?




Algumas meninas têm um ano “mais ou menos”, algumas têm um ano "ruim" e algumas têm um ano "excelente". Claro que a despedida é diferente para cada uma delas, mas posso dizer que, pelo menos para as meninas “mais ou menos” e “excelentes”, vai doer muito mais do que doeu quando elas estavam se despedindo da família no Brasil.

“Ai Bruna, deixa de ser burra, claro que não!” – e eu digo pra vocês: é assim, sim. Não pra todas, mas pra quem soube aproveitar a host Family, sim. Pelo menos foi assim com 95% das au pairs que eu conheço e tinham uma boa relação com a família.

É óbvio que existe um porque pra isso. A sua família aqui no Brasil esteve com você a vida inteira, alguns dos seus amigos também. Por mais que seja muito, mas muito mesmo, difícil dizer adeus, você sabe que tem prazo pra esse adeus se tornar um olá, novamente. Você sabe que vai passar um ano (18, 21 ou 24 meses, vai saber), e você vai estar de volta – e eles vão estar lá no aeroporto te esperando. Você sabe que pelo menos a sua família vai estar lá, que não importa o tempo que você ficar fora, eles vão te esperar de braços abertos e você sempre vai ter onde ficar.

Agora, na hora de fazer as malas e voltar da terra do nosso querido Obama, as coisas são diferentes. Se a sua família é muito legal e você se deu muito bem com eles, você sabe que também tem um lugar pra ficar – SE você voltar. Nunca vai ser uma certeza, por mais que você diga pra você mesma “eu vou voltar e visitar”, até mesmo se fizer como eu fiz e deixar coisas pra “buscar quando visitar” – quem disse que você vai conseguir, mesmo, visitar? Tem milhares de possibilidades, às vezes seu visto não é aprovado, às vezes você não consegue juntar a grana, ou não consegue tirar férias numa época boa.

Então, imagina como é triste e bittersweet dizer adeus pra sua família americana!

Eu comecei a chorar muitos e muitos dias antes da minha despedida. Tudo era motivo pra chorar nas três ou duas últimas semanas lá. No meu último final de semana com a família, minha amiga foi de Chicago pra ficar lá em casa e poder se despedir também. Ficamos sexta à noite conversando com a minha host, sábado fomos a NYC e domingo foi shopping com a minha kid e jantar de despedida pras minhas amigas lá em casa.

Eu já estava chorando por tudo e qualquer coisa, obviamente. A gente foi num pub depois e eu chorei o triplo do que teria chorado se tivesse sido um dia normal – porém, de normal teve pouco. Não vou entrar em detalhes, afinal, não tem muito a ver com a minha despedida, mas pesou muito na hora dela chegar.

Segunda eu levei minha amiga no aeroporto cedinho e fui comprar mais uma mala, porque a au pair nova já estava lá e não coube tudo nas minhas outras duas malas gigantescas. Quando eu voltei pra casa, eu e a minha host choramos porque eu ia embora, principalmente. Terça foi bem mais dolorido.

Terça era meu último dia lá, uma das minhas amigas foi lá em casa se despedir. Eu e a host já estávamos chorando em casa mesmo, no basement quando eu falei que ia deixar umas coisas porque não deu na mala e eu ia voltar, mesmo, pra buscar tudo. Ela disse que não queria que eu fosse embora, que ia ser muito difícil mas que ela entendia que eu tinha que vir, mesmo que ela não quisesse. A gente foi para o aeroporto cedo, porque meu vôo era as 20h, se não me engano. Fomos eu, ela, o host e as minhas kids.

No aeroporto, ela me entregou um álbum e pediu para eu ver só depois que eu tivesse embarcado. Ok, eu esperei (curiosa, claro). Despachamos minha mala, mas eles ficaram comigo um tempão lá, porque ela não queria que eu ficasse sozinha antes de vir embora. Eu segurava o baby ou a minha menina e chorava, chorava MUITO MESMO. Minha menina não gosta de ver ninguém chorando, então foi bem difícil pra ela. E ela já tava entendendo que eu ia embora e não tinha data pra voltar – então até ela chorou (e ela tinha 4 anos. Broke my heart).

Finalmente nos despedimos mesmo, todo mundo um pouquinho mais calmo. Eu entrei pra sala de embarque e fiquei sentadinha sozinha, querendo chorar pra sempre. Conversei com uma menina aqui, outra ali, o vôo atrasou. Fiquei conversando com as minhas amigas por sms até a hora de entrar no avião. Embarcamos todos, sentei sozinha na janela (OBAAAAAA, a maior felicidade da viagem foi essa) e resolvi ler todos os cartões, cartas e o álbum. Gente, parece que eu nunca chorei tanto na minha vida (mas claro que já aconteceu). Até a aeromoça ficou com dó quando passou com o jantar.  Recebi cartão da amiga da host, cartas das minhas amigas, uma da minha host (que até a minha irmã chorou lendo) e o álbum, cheio de fotos das minhas kids e dos dogs.

Então, meninas e meninos, preparem os coraçõezinhos de vocês. Se despedir da família aqui é dolorido, com certeza, mas se despedir da host Family é ainda pior. Você pensa no ano que passou com eles, em como suas kids cresceram no tempo que você ficou lá e em como você vai perder muita coisa no crescimento deles – e isso dói, sério. Mas passa, com o tempo, também =)

Espero que o final de ano de vocês tenha sido muito bom, mas que o começo de 2013 esteja sendo ainda melhor! Boa sorte pra todos vocês, que esse ano seja o melhor ano da vida de vocês (por enquanto, pelo menos!) e que vocês o aproveitem ao máximo ;)

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03 dezembro 2012

How about NYC?

Conversando com as meninas do blog, a Bee of Jupiter me deu uma idéia do post desse mês: por que não escrever sobre lugares de New York que eu gostava de ir e não eram tão caros? Eu não sou nenhuma expert na cidade (totalmente o contrário, na verdade), mas vou fazer uma lista de coisas que eu gostava de fazer e lugares que eu gostava de visitar toda vez que ia pra cidade.

Eu sou daquelas que, quando gosta de uma coisa, faz sempre igual. Então eu ia muito aos mesmos lugares e fazia coisas parecidas, principalmente quando tinha amigas de fora da cidade lá comigo. A listinha não vai ser grande, mas vou dar uma explicada em cada lugar que eu mais gostava de ir.

Vale lembrar que New York é uma cidade LINDA, e eu sou totalmente apaixonada por ela. Toda vez que eu ia, descobria alguma coisa diferente ou tinha uma sensação diferente. Por isso não acho ruim ir ao mesmo lugar 92834687264827 vezes durante meu ano, e se ainda estivesse lá, acho que ainda faria o mesmo.

1)Times Square
É um item ÓBVIO da lista e todo mundo sabe. Mas eu me encantava todas as vezes que passava por lá. Fui várias vezes, com pessoas diferentes e sozinha, e todas as vezes eu tinha um olhar único, alguma coisa que me chamou atenção na hora mas nunca havia percebido antes. É super legal porque é totalmente turístico, então é lotado basicamente sempre.

A Times Square é uma boa, sempre, porque é rua né! Não paga nada pra passear por lá. Mas já digo que é sempre bom ter dinheiro, porque se você for como eu, não vai aguentar sem entrar nas lojas que têm por ali (Forever 21 ENORME, Toys R Us ENORME, Disney Store <3 ).

2) Central Park
Outro lugar óbvio. Eu passava por lá quase todas as vezes que ia pra cidade, também. Geralmente quando tinha mais alguém comigo, por que qual é a graça de ir sozinha? O bom do Central Park é que ele muda conforme a estação do ano. Então, se você passar por lá no verão, é de um jeito, no inverno, de outro. Você tem a oportunidade de vê-lo verdinho, marrom, cheio de flores e cheio de neve – com os lagos congelados! Novamente, é muito válido porque, além de lindo, é de graça! Haha

beijos pro inverno! (e olha que ainda nem tinha nevado!)

3) Via Brasil
É um restaurante brasileiro, na Little Brazil. Ele é incrível! Conheci aleatoriamente, enquanto caminhava com as meninas pela rua – estava na hora do almoço e decidimos entrar. Gente, me apaixonei! Não sei se era a saudade de casa e o clima foi acolhedor, ou se o lugar é realmente AWESOME, mas eu voltei lá várias vezes. Como qualquer restaurante, não é barato, mas não é absurdo também. Vale à pena ir, pelo menos uma vez.

4) Arredores da Penn Station
Como eu ia de Long Island, sempre descia na Penn Station. Eu sou apaixonada pela área, porque tem uma H&M enorme e um McDonald enorme também. É do lado do Madison Square Garden e tem muita cara de NYC, pra mim. Eu sei que é ridículo, mas enfim, eu gosto e tá na lista! Haha

5) Bryant Park e Battery Park
O Bryant Park é um parque bem no meio da cidade. É pertinho da biblioteca pública e é ótimo! No verão, é tudo verdinho, um monte de gente ali aproveitando o sol, lendo um livro, conversando, é muito legal de se ver. No inverno, tem uma pista de patinação – e foi lá a primeira vez que eu patinei no gelo! Super adorei! Não sei se é caro como a pista do Central Park ou do Rockefeller Center, mas é bem boa! Você pode ficar quanto tempo quiser, isso deixa ela bem lotadinha.




Já o Battery Park eu fui só uma vez, acho, mas é um lugar muito bonitinho! É um parque bem do lado do mar, tem uma vista bem legal por isso! Eu fui ainda no verão, então tinha muita gente por lá, simplesmente passando o tempo. Muita gente passeando com o cachorro e as kids. É bem longe da parte turística da cidade, então é bem mais tranquilo.




6) 5th Avenue
Lojas, lojas e mais lojas! É uma rua legal pra andar, já que você vê de tudo. Eu adorava parar nas lojas de roupa (beijos pra quem virou consumista nos States!) e passar muito tempo lá vendo um pouco de tudo. Mas o que eu amava, ainda mais que isso, era parar na Barnes&Noble que tem ali. Gente, aquilo é meu heaven! Livros por todos os lados, ninguém te julga se você simplesmente sentar no chão e começar a ler o livro, ali mesmo. Eu me sentia em casa, literalmente.

quem sou a rainha do google maps?

Não quero escrever sobre pubs e baladas, porque sinceramente mal sai na cidade :( Sei que tem baladas muito legais por lá e, se vocês gostam de pub,  Lower Manhattan é ótimo! Tem uma rua com diversos pubs, um do lado do outro. Você pode entrar em um, ver se tá bom por ali, pegar seu carimbo e ir pra outro do lado – pronto, muita gente diferente em uma noite só!

O post não ficou incrível, eu sei, mas era o que eu tinha pra falar. Se vocês quiserem um assunto específico ou tiverem alguma dúvida, fiquem à vontade! Os comentários estão aqui pra isso, vocês podem me mandar inbox no facebook ou email, também.

Não esqueçam de curtir a nossa página no facebook! Chegamos a 200 likes semana passada e isso não poderia ter me deixado mais feliz, valeu gente! Estamos aqui por vocês e para vocês =)

PS: novamente troquei o dia! Dessa vez foi com a Kamyla, que não conseguiria postar hoje. Então o meu post veio para o dia 3 e o dela irá para o dia 11. Deixo aqui meus votos de ótimo Natal e excelente Ano Novo pra todos vocês!  Nos vemos em 2013 (caso o mundo sobreviva dia 21/12 hahaha), muaaah!
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06 novembro 2012

E aí, vale à pena?


Olá, lindas e lindos do meu Brasil (e do resto do mundo! Haha)! Como vocês estão esse mês? Novamente eu vim no dia errado, mas por um ótimo motivo! Vim cobrir o dia da Stephanie, que mora em New Jersey, pra dar um tempinho a mais pra ela conseguir colocar as coisas no lugar e escrever o post com calma, depois do furacão Sandy.

O título do post já diz tudo sobre o post: vale à pena largar tudo por um ano (ou mais) e ser au pair? Eu acho que é muito relativo e depende dos planos de cada uma, mas, num geral, eu digo que sim, vale MUITO à pena. Eu digo pros meus alunos que qualquer tipo de intercâmbio é muito válido – e por isso não entendo as meninas que julgam as outras no estilo “nossa, você já é formada mas vai ser au pair?” ou “você vai largar seu emprego e faculdade pra ser babá?”. Gente, se você quer morar fora, quer estar numa cultura diferente, qual o problema de ir formada ou largar a faculdade, o trabalho, o namorado, a família pra ir?

E pra deixar um exemplo prático, por que não fazer um balanço do meu ano como au pair? Eu fui cheia de planos, de viagens, de shows, mil e cinquenta coisas que eu queria fazer enquanto estava lá e, sinceramente, eu não fiz nem metade delas (e mesmo assim valeu à pena, viu só!).

Em um ano eu fiz MUITA coisa com os meus $195,75 semanais (que não é pouco, como muita gente reclama. OBVIAMENTE, poderia ser mais, mas a gente tem que dar um jeito com o que ganha – e fazer as coisas nos States é bem mais barato do que aqui, seja compras ou viagens ou shows). Eu posso dizer que eu comprei tudo que eu queria (e até mais), voltei cheia de sapatos e de roupas. Na minha mala de volta, tinha pouca coisa do que foi comigo, pra ser sincera – e eu voltei com uma mala de 30kg, uma de 29kg, uma de 25kg, a mala de mão e uma mochila. Tudo cheio.

Eu fui só a dois shows (Maroon 5 e Tyler Hilton). Perdi o da Taylor Swift porque, quando eu decidi ir, já não tinha mais ingressos. E de The Script eu não fui porque estava de olho no meu bebê. Alguns outros eu não fui por besteira mesmo, ou porque eram em NYC em dia de semana, aí ficava complicado ir e voltar (na verdade nem era, mas eu era novata e não sabia lidar com isso direito. O do Tyler eu fui e voltei de madrugada, tendo que trabalhar no outro dia, então nem dava nada).

Quanto a viagens, a única que eu realmente não deixaria de fazer era Disney/Universal. Eu viajei pela East Coast mesmo, Califa ficou de fora, Las Vegas também :( Mas fui pra Boston, pra DC, pra Philly, Niagara Falls e, é claro, Orlando. Eu sei que não foi muita coisa, mas eu curti cada viagem do meu jeito e não acho ruim não ter viajado mais. O que eu não gastei em viagens, eu gastei em compras (true story, virei consumista nos States).

Então é isso, minha gente! Não sei se eu ajudei ou piorei a situação, mas... Oh well!



See you next month!

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20 outubro 2012

Suborgatory - say whaaaat?

Boa tarde, gente linda!
Estou eu aqui, novamente, pra conversar com vocês! Hoje, como vocês sabem, também não é meu dia, mas vim quebrar um galho =)

Depois do meu último post, pedi opinião e as meninas do blog falaram pra contar como era a região que eu morei – por pura curiosidade, já que muitas de vocês ainda estão no Brasil e, algumas, moram em cidades grandes e seria legal saber como são as outras áreas.


Eu tive sorte, por assim dizer, porque não morei em cidade grande, mas também não foi o meio do nada. Morei em Long Island, subúrbio de NYC. Long Island é maravilhosa, é uma ilha longa (CÊJURA, BRUNA?) que tem milhares de cidadezinhas pequenas, lado a lado. Onde eu morava, Nassau County, as cidades são tão pequenas e tão juntas, que se igualam aos bairros aqui de Curitiba.

Até o meio de Long Island, pelo menos, parece uma cidade grande, por não ter espaços entre as casas. Depois fica tudo mais espaçado e lembra, de leve, as cidades mais de interior.

Pra mim, o que difere o subúrbio de uma cidade GRANDE, são as casas e a disposição do espaço. Em primeiro lugar, porque são CASAS, não prédios. Casas grandes e gordinhas, não casas que parecem mini-apartamentos (como a gente via em The Nanny). 

minha ex rua
(e só postei porque a family se mudou)

No subúrbio, também, as lojas ficam em mini malls. Nada de loja jogada por aí, se tem uma, tem várias. Então num mini mall pode ter (como era perto de casa): um banco, uma dollar store (melhor coisa da vida), uma pizzaria, uma sorveteria e uma loja de flores. Ou pode ser um mini mall com Walmart e outras lojas. Ou lojas maiores, como a Gap, Marshalls, e outras coisinhas. É muito difícil você ver uma loja sozinha, no meio do nada. Pelo menos mais alguma coisa tem junto.

Dollar Tree, bakery, pizza place
(e deve ter mais coisa, mas não decifro ahaha)


Até a Target e o Walmart, que são enormes, geralmente estão nesses malls. Mas não é um SHOPPING MALL mesmo, são apenas muitas lojas que dividem o mesmo espaço de estacionamento, por assim dizer.

Também tínhamos o mall (aaah, o mall), que é super lindo e maravilhoso, mas fica no meio do nada. Pra mim, até hoje, os malls dos States são super estranhos por fora e são sempre largados num lugar que não tinha o que ser feito, acho. Então tem uma highway ou uma Road e OPA, um mall. Mas por dentro, pura felicidade!

Roosevelt Mall, no meio do nada
(print inspirado da Taty)


O legal de morar no subúrbio é que, se você quer andar pelas ruas, com calma, sem movimento, você pode. Mas se você quer fazer compras, você também pode (e assim, meia hora até o mall). Tudo bem,  na grande maioria das vezes, você precisa ter um carro pra ser feliz (eu dividia com a minha host, mas não sofria) e poder fazer suas comprinhas em paz – e aí está o lado bom de uma cidade grande: transporte público (subway, bus, taxi “fácil”).

Não tem MUITO o que escrever, mas acho legal contar esse lado diferente pra vocês. Subúrbio pode ser tão legal quando uma cidade grande e tão calmo quanto uma cidade pequena, você só tem que saber o que fazer.

Meninas e meninos, não esqueçam que nós temos nossa página no facebook pra vocês curtirem e ficarem por dentro de todos os novos posts (pra mandarem mensagem, pedirem opinião ou darem palpites pra próximos posts) e, também, nosso twitter =) Então dêem uma curtida AQUI e nos sigam AQUI. Beijos, seus lindos!

PS: BRIGADA google maps, tô no trabalho e sem fotos!
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04 outubro 2012

Era uma vez...

Eae galerë do mundo au pair! Estou eu aqui pra conversar um pouquinho mais com vocês =) Se vocês leram meu post de apresentação (aqui ó), vocês sabem que eu sou ex aupair (e se não leram, acabaram de descobrir!), mas não falei muito sobre a minha experiência, eu acho. Meu dia é o dia 11, como talvez vocês já saibam, mas a Renata não conseguiria postar hoje porque ela acabou de embarcar, então eu vim pro dia 4 esse mês, a Caru pro dia 11 e a Re pro dia 21. Hoje eu decidi fazer um post falando como foi meu ano, quais eram minhas expectativas, se foi o que eu esperava. Eu espero que a minha história ajude aquelas pessoas que estão em dúvida ainda (assim como ajudou a nossa própria Caru  <3. Aliás, ela que me fez ter vontade de escrever esse post, beijos Caru!).

Escolher o programa de au pair foi fácil pra mim, pelo simples motivo de eu querer fazer intercâmbio desde novinha e nunca ter tido a oportunidade. Não lembro como eu fiquei sabendo sobre o intercâmbio, mas eu achei bem legal porque, em primeiro lugar, era super barato e eu gosto muito de crianças (de verdade). Era maio ou junho de 2009 e eu tinha decidido ir em junho/julho de 2010 – até minha irmã falar que esperava engravidar em 2010. Aí eu mudei meu embarque pra fevereiro e foi pura correria a partir daí.

Comecei meu application pela Cultural Care em julho/agosto e só terminei no começo de novembro, se não me engano. Entreguei tudo, fiquei online em novembro e tive o match em dezembro. Pela CC, duas famílias pegaram meu perfil. Uma era uma família de Boston, eu fiquei extremamente feliz com a região (até porque a Mariana, minha nova BFF au pair, tava indo pra lá em janeiro). O problema era: um menino de 3 anos e um newborn de 3 meses. Conversei com a minha mãe sobre isso e falei que decidiria apenas depois de conversar com a família, mas que achava responsabilidade demais cuidar de um bebê tão novinho. Acabou que eles não entraram em contato, então não me preocupei com isso. A segunda família que pegou meu application, pra minha surpresa, era exatamente como a primeira: uma menina de 3 anos e um bebê que nasceria em março – ou seja, ainda mais responsabilidade. Não prestei nem atenção na cidade nem nada, porque não deu muito tempo. Vi que eles pegaram meu perfil, dei uma lida por cima no deles (que tava bem incompleto, pra falar a verdade) e saí pra dar as minhas últimas aulas do ano. 

Quando cheguei em casa, fiquei no computador, na comunidade de Au Pair do Orkut (que era A ÚNICA coisa que eu fazia então). Era umas 22h quando o telefone toca e meu pai atendeu lá no quarto deles (porque eu sou bicho do mato e não tenho telefone no meu quarto). Ele chegou na minha porta todo “Bruna, é pra você, em Inglês” – minha cara na hora foi INCRÍVEL HAHAHA.  Era a menina da CC em Boston, falando que a host mom queria conversar comigo e iria transferir a ligação.



Gente, o que falar dessa hora? Eu fiquei nervosa, mas acho que foi muito melhor assim de surpresa do que se fosse com hora marcada. Conversamos por uns 40 minutos e eu curti muito ela. Ela me deixou calma, contou da família, contou da cidade, o que eles costumavam fazer – e eu fiz o mesmo. Contei sobre a minha vida, como era a faculdade, o trabalho, o que eu fazia por aqui. Depois disso, ela me mandou um email com fotos da minha menina (e sério, BABEI desde a primeira foto que eu vi!) e deles, também.

Pra vocês entenderem o que aconteceu depois, eu tenho que voltar um pouco a história. Eu estava DESISPERADA, como todas nós ficamos na época de match, e mandei e-mail pra muitas LCCs da CC. Mandei uma cartinha me apresentando, falando que eu queria muito uma família, contando minhas experiências e meu número de app no final. Uma delas, que havia conversando com a Mariana (que eu falei lá em cima) me respondeu, falando que uma família do cluster dela estava com o meu perfil, que ela havia falado que eu parecia ser bem qualificada e falando que a host mom gostou de mim,  mas que esperava que eu tivesse feito mais perguntas sobre a filha deles. 

No meu email resposta pra host mom, eu perguntei sobre a menina,  tudo que eu podia ter deixado passar no telefonema e até mais (porque eu sinceramente não lembrava muito o que eu tinha perguntado). Ela respondeu e ficamos conversando por e-mail até o primeiro Skype. Eu tenho que falar que desde o começo já havia simpatizado com a host e com a família, mas que foi no Skype que eu tive o feeling. Lembra que eu falei que era responsabilidade demais cuidar de um bebê recém nascido? Pois então, conversamos muito sobre isso no Skype, eu fui extremamente sincera e disse que nunca havia cuidado de um bebê tão pequeno sozinha. E, talvez tenha sido nessa hora que eu vi que me daria bem com eles: ela respondeu assim “nem nós tínhamos cuidado de um bebê até termos a primeira. Você vai aprender fazendo, eu não tenho dúvidas disso”. A partir daí eu já sabia que queria eles! 

E depois de muitos e-mails e muitas webcam’s no Live Messenger, nós fechamos de um jeito super prático. Foi logo depois do Natal, se eu não me engano, e eles tinham acabado de voltar de uma viagem. A host estava falando no e-mail como havia sido a viagem, super normal, super conversa de amigas, e ela simplesmente falou que havia conversado com o pessoal de Boston e que já havia encaminhado a papelada pra eu ir em Fevereiro (na data de embarque escolhida por mim no application). E a minha felicidade na hora? Não sabia se eu ria, se eu chorava, o que eu fazia! Mandei um e-mail agradecendo e falando que eu estava muito animada pra ir pra lá e que aquele tinha sido o melhor presente de Natal que eu poderia ter ganho!


A partir daí foi só alegria! Nós ainda nos falamos várias vezes pela webcam e por e-mail, eu estava cada vez mais certa que aquela tinha sido a melhor escolha possível (mesmo tendo o newborn, que não era o que eu queria no começo). Ela mandou e-mail perguntando sobre o visto, sobre a ansiedade, até no dia do meu embarque ela mandou um e-mail cedinho falando que ela estava ansiosa e que eu deveria estar também, que era pra eu aproveitar os últimos momentos com a minha família e ficar tranquila com a viagem. Quando cheguei na escola de treinamento, mandei email tanto pros meus pais, minha irmã e alguns amigos, quanto pra ela. E liguei aqui pra casa e pra ela pra avisar que eu já estava lá (ela ficou MUITO animada, sem noção!). A semana foi tranquila, mas como tava com um começo de nevasca na quinta, a CC liberou os hosts que moravam perto pra buscar as au pairs à noite, depois do passeio em NY – e a minha host Family foi uma dessas. Eu fiquei ansiosa DEMAIS depois que a gente voltou pra escola. Estavamos todas esperando, até que uma menina chamou a gente porque as host families começaram a chegar. Não demorou muito e eu vi a minha host na porta e eu fui (literalmente) correndo pro abraço! Foi muito legal e emocionante e lindo, eu me senti super bem desde o começo. 

Fomos pra casa, eles perguntaram se eu queria parar no Mc Donalds ou qualquer lugar pra comer (porque já era umas 10pm) e eu não tava com fome at all. Estavam os três no carro: a host dirigindo, o host no banco do passageiro e a minha menina dormindo do meu lado, segurando o baldinho das princesas que ela tinha levado pra me mostrar. Chegamos em casa (já estava nevando desde o caminho de volta de NYC) e fomos direto lá pra dentro. O cachorro ficou super animado comigo, não saía do meu lado! Eu e a host descemos pro meu quarto (o host tinha levado minha mala já) e ficamos conversando um tempão lá, era quase 1am quando a gente decidiu dormir, porque a menina não teria aula no dia seguinte por causa da neve e aí a gente ia ao mercado e essas coisas.

minha linda foto pra ilustrar a neve


Eu contei TUDO ISSO pra vocês verem que, desde o começo, minha relação com a minha host foi sincera e sempre super aberta. Poderia ter sido melhor algumas vezes, com certeza, mas acho que num geral foi sempre assim. Nós saímos juntas pra almoçar, íamos pra praia no meu horário de trabalho, íamos fazer compras (e ela ficava com o bebê pra eu poder experimentar as roupas), assistíamos American Idol todos juntos na sala, ela perguntava se eu tinha visto os seriados que ela também via pra comentarmos de manhã. Claro que não foi tudo mil maravilhas sempre, mas você tem que saber filtrar o que fica e o que você pode deixar de lado.

Eu sempre falo que eu esperava menos do meu ano de au pair. Esperava que os hosts me tratassem bem e que eu fosse bem vinda, mas não do jeito que realmente aconteceu. Pra vocês que ainda duvidam: existem, sim, famílias que querem alguém pra ser parte da família. Eu sei que são poucas, mas elas existem. E eu sei disso não só pelo meu ano lá, mas desde que eu voltei, porque ainda conversamos normalmente por e-mail e pela webcam, ela me conta as coisas das crianças, as fofocas da vizinhança, o que tem acontecido com o trabalho e a irmã dela – tudo como era quando eu estava lá. Eu era parte da família e ainda sou, sempre senti isso (porque eles eram iguais meus pais – ou até mais né – quando guardavam janta pra mim no micro-ondas porque sabiam que era algo que eu adorava e não pude comer com eles porque tinha aula, ou me chamavam pra almoçar ou jantar fora com eles no final de semana).

O meu post é só pra vocês verem que existem famílias legais no programa de au pair, algumas meninas não têm sorte, outras não souberam escolher, talvez. Mas o que eu digo é: feche com a família que te fizer sentir bem. Talvez você não vai ser parte da família, mas vai ser tratada como uma pessoa, não uma empregada , e isso já é melhor que muita coisa por aí. E sempre vão com expectativas coerentes – eu fui querendo ser tratada bem e querendo que a família fosse legal, mas foi ainda mais que isso e eu fiquei super feliz. Mas se fosse menos, com certeza eu teria mudado de idéia, pedido um rematch e é isso aí.

Eu perguntei pras meninas do blog as expectativas delas e aí vão algumas:

"Eu não sei se eu sou A estranha, mas o que eu esperava era exatamente isso. Tentei esperar menos, pra não ficar frustrada, e na verdade até consegui, porque quando cheguei aqui, fiquei positivamente surpresa. Minha host family não me trata exatamente como um membro da família, eles me tratam como uma pessoa. E era isso mesmo o que eu queria. que me respeitassem como me pessoa e reconhecessem o valor do meu trabalho. Que me dessem autonomia para tomar decisões e liberdade e independência para viver a minha vida."
Walquiria Biazetto

"Minha expectativa era a pior. Sim, eu esperava que seria a "big sister", HAHAHA. Não é a pior expectativa do mundo, se tratando de au pair? Você vir pros US achando que vai rolar na grama com 2 crianças lindas e sorrir por 1 ano? Pra mim era, hahaha"
Tatyana Searles

"Então, eu espero encontrar uma família que não me trate como filha e esses mimimis, porque já tenho pais que amo muito. Quero simplesmente uma famíliaque ENTENDA o que é o au pair program, que se trata de um INTERCÂMBIO, não uma chance de ter mão de obra barata em casa. Só quero viver em um lugar que respeite as regras e que me permita aprender sobre a cultura deles e melhorar meu inglês."
Camila Monroe

"Faço minhas as palavras da Camila Monroe. Eu só espero não ter problemas graves com a família e poder levar boas lembranças das pessoas com quem eu vou morar nesse tempo. Quero uma família que me faça sentir em casa, mas não necessariamente "parte da família", porque me conheço e vou enxergar as crianças como meu trabalho e os hosts como meus patrões; mas isso também não impede que eu me afeiçoe por eles, o que seria ótimo!
Sei lá, eu quero esperar o pior pra ser surpreendida de maneira positiva."
Carolina Marques


O post foi incrivelmente pessoal e eu espero que tenha sido bom pra alguém por aí! Eu estou sempre aberta a perguntas, tanto aqui nos comentários, quanto por inbox no facebook ou e-mail (b.sandrini@outlook.com). E se vocês quiserem algum tema específico pro mês que vem, é só pedir, seus lindos!

Só pra terminar: não esqueçam de seguir nosso blog no Twitter e no Facebook ;)
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