Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

Mostrando postagens com marcador Karen Rito. Mostrar todas as postagens
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06 setembro 2015

Mala (muito) cheia

A pergunta é a seguinte: você já parou para pensar em como somos muambeiras/ sacoleiras/ exageradas/ e todas os derivados? Me diz aí, se você, primeiramente, não tem um caso para contar de algum conhecido (ou você mesma) que quando foi viajar parecia (ou queria) por rodinhas na casa?
Mala, bolsa, trouxa de roupas ou sacola mais do que cheia, mais do que pesada: estrumbada!
É minha gente... o caso é sério, voltando à minha pergunta inicial: já reparou que só em vôos que partiram do Brasil nós temos o "direito" de levar duas malas de 32kg mais bagagem de mão? Que que é isso Braseeel? Dá-se cerca de 80kg e olhe lá.

E agora, você au pair (se ainda não, aguarde!) já ouviu a tão temida frase "unpack or pay!" por que sua mala está overweight. É bugiganga, é presente, é lembrancinha, é roupa, e roupa, e roupa... é perfume, maquiagem, e os livros então? É coisa que até Deus duvida!

Eu queria que esse meu post fosse de dicas, dicas práticas e reais. Mas é quase que um pedido de ajuda. Eu me mudei de cidade/país/casa/quarto/lugar que requeria mudança tipo... 9 vezes nos últimos 5  anos.  E eu aprendi? Não... eu não aprendi. Num tempo desses, eu passei nos Estados Unidos... e ô lugar para melecar ainda mais nossa falta de noção às compras! Parece que o mundo vai acabar em promoção, em outlet, em "eu p-r-e-c-i-so disso ou daquilo novo!"

Só, que colega: a gente esquece que está de passagem, de intercâmbio, e despiroca. Compra tudo e junta tudo o mais. Na hora de voltar que vem as lágrimas. Que vem a vontade de levar tudo. Na hora que está rodando por aí que aprende que o limite normal de bagagem é uma mala de 23kg. Parece brincadeira, mas 23kg é minha mala de mão. minha mochila com as coisas mais delicadas.

Esse post é um suplício: alguém me ajude a parar de querer carregar tudo? Eu moro em Moscow e tenho só mais uns meses aqui e eu tenho 6 malas. SEIS MALAS! Algumas são pequenas, mas a minha meta sempre foi me mudar com somente o tanto que eu consigo carregar sem ajuda.


Comecei esse mês o projeto: Não compre nada até a próxima mudança. Vamos ver se funciona!

Boa sorte nas suas mudanças, com suas malas pesadas!


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06 agosto 2015

Ilegal immigrants

O jeitinho brasileiro. A malangragem. A ilegalidade. 

Para viver o sonho americano, ou simplesmente ter uma vida melhor: você cruzaria a fronteira dos Estados Unidos com o México clandestinamente? Você ficaria no país depois que seu visto de au pair vencesse? 
Esse é um assunto muito delicado, o qual muitos ignoram, outros não gostam de comentar, mas, é real, e acontece.
Eu lembro quando eu era criança que viamos no Jornal Nacional as reportagens sobre brasileiros que foram pegos cruzando a fronteira de madrugada, ou de pessoas deportadas. E, minha gente, isso não é só história de quinze anos atrás não.
Quando eu morava nos States, obviamente, conheci uma pancada de brasileiros, e cerca de 95%  dos que conheci era au pair ou ilegal.
E eu conheci gente que estão ilegais lá há mais de dez anos. Que da mesma forma que fazemos o processo pra ser au pair, tem todo um esquema pra ir ilegalmente. Planos, esquemas, taxas, e bastante grana. Conheci gente que está lá e que nunca nem solicitou um visto (ou um passaporte legalmente). 
Ouvi histórias cabulosas, de gente em esconderijos, em esquemas, em propinas para fulano ou ciclano. Gente que chegou  ao destino final com a roupa do corpo, e nem um centavo. Que começou do zero e conquistou tudo o que tem. Que hoje tem casa, carro (carteira de habilitação!), conta no banco, e empresa aberta no nome. Gente que fez do sonho americano o seu dia a dia. Dando o sangue e o suor, trabalhando duro, ou não.
Histórias que inspiram muita au pair, a simplesmente não voltar pro Brasil quando o visto expira. De juntar uma grana, comprar um carro, alugar um quarto e ser babysitter ou cleaner e fazer disso o início de uma nova fase.
Há "medrosas" que remediam a situação com um visto de turista ou de estudante até com sorte, arrumarem um marido (que é assunto para outro post) ou outra opção.  Pois, vale tudo para realizar o sonho americano, ou extendê-lo.
Eu não atiro a primeira pedra, pois sou uma expatriada faz tempo e pretendo continuar sendo. Eu tiro o chapéu pela atitude e pela coragem de muitos, que trocam a vida que tem, as oportunidades, as pessoas amadas e largam tanta coisa para trás por um objetivo maior (ou não), que fazem "a amada América" um lar, ou se olharmos por outro lado, uma prisão.

E você, teria coragem? Será que vale a pena?
Comenta ali!

:)
Karen Rito


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06 julho 2015

O porquê de aproveitar o verão



A primeira vez que sai do Brasil era final de novembro, os termômetros marcavam 30 graus. Cheguei na Holanda no primeiro dia de uma nevezinha, com a termperatura sóbria, cinza e nada hospitaleira de zero grau.
Eu conheci e aprendi como era o inverno europeu. No começo foi triste, tremi, congelei, passei frio, chorei, achei que minhas orelhas iam cair da cabeça. Até que riram de mim,  e eu entendi que eu estava fazendo algo errado: eu estava turistando, saindo pra passear na neve, e ficando o dia todo fora. (Ah! Não era para menos, né? Eu estava na Europa pela primeira vez, e o mundo era mundo grande pra uma vida só - ainda é!)
Daí, que eu meio que aprendi a viver o inverno. Se agasalhar bem, tomar um café quentinho quando passa muito tempo lá fora, e coisa e tal. A tristeza maior, era que as noites eram muito longas.
Quando a primavera começou a dar as caras, eu já tinha amiga recém chegada. E elas adoravam criticar as loucas das holandesas, que, ok, concordo, eram meio exageradas. Não podia sair um solzinho que as benditas estavam tomando sol com as tetas todas de fora top less no quintal. 
É gente curtindo o parque o dia todo, a praia, praticando esporte, correndo, andando, pulando, enlouquecida para aproveitar o sol e os dias longos. 
E eu, entendia o porquê.

Hoje que moro na Rússia, acho às vezes, que tenho adquiri a mesma mentalidade das holandesas malucas daquela época. Eu passei por um longo inverno de 8 meses. Oito meses usando bota e casaco, sem nenhuma trégua. Não foi lindo, mas, foi suportável. Agora que o verãozinho esta aqui (e felizmente, não está acima dos 30 graus como em grande parte da Europa - eu iria morrer assada!),  eu super quero aproveitar até o último raio de sol. Porque eu sei que em pouco tempo é bota e casaco de novo.

A moral da história: viver num país em que as quatro estações são mais definidas (do que no Brasil), tem as suas vantagens, a gente aprende a aproveitar os dias e o tempo melhor, e não deixar as coisas pra amanhã.
Então, se você, coitada, está suando no verão da Zoropa, aproveite minha filha, porquê dias curtos e gelados virão. E sentiremos saudade dos dias que podíamos sair sem casaco.

E você que está no Brasil, curta o inverno gostoso que pra mim, é quentinho até demais!


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06 maio 2015

Viajar - Visitar!

Oi! :)

Então, eu sou a que foi au pair na Holanda, em Virginia e em CT-NY com a família indiana, e mora em Moscow agora. Lembrou, né?  ( Se não, veja o meu primeiro post aqui, e um pouco mais da minha história aqui)

Já expressei o meu amor, felicidade e gratidão pelo meu primeiro au de au pair muitas vezes. Considero-me muito sortuda por ter tido uma host família muito gente boa, com uma criança e tudo mais. Meus anos seguintes não foram assim tanto amor, porém experiências bem aproveitadas também.

Daí, que depois que eu parti da Holanda, ficou aquele amor saudoso, sabe? Aquele suspiro toda vez que lembro ou alguém me pergunta sobra lá, ou quando vejo uma foto... ou quando visto minha camiseta laranja e torço mais para o futebol holandês do que o brasileiro! Aquele deleite quando posso comer um pão com queijo, pindakaas com granulado (detalhe que é uma coisa mais de au pair brasileira mesmo, porquê holandês algum vê sentido nisso) ou um stroopwafel. Enfim, é amor, e não dá pra negar. 

Tanto, que duas amigas minhas foram ser au pair na Holanda devido a tanta propaganda minha! E umas quatro mais ainda consideram.

Contudo, como tudo na vida: há controvérsias! Há quem diga que meu amor é platônico, e se refere-se somente ao "ano da libertação", que foi quando eu sai da casa dos meus pais, e enfrentei o mundo com a cara e a coragem pela primeira vezç há quem diga que foi porquê foi minha primeira viagem, meu primeiro país. Eu... não dou trela. Mas, confesso que tinha uma pulga atrás da orelha, e usei isso como motivo de precisar voltar lá pra ver só (na realidade eu queria voltar pra procurar o pedacinho que falta do meu coração que tenho certeza ficou perdido por aquelas bandas).

Faniquito, fogo no pé, formiga na bunda, travel bug, wanderlust, sangue cigano, chame como quiser chamar eu venho achando que é doença mesmo, pois, em quase cinco anos eu me mudei SEIS vezes, com a sétima em fase de planejamento. Só pode ser doença, não?

E estando aqui em Moscow, eu tenho chances de explorar um tanto grande do "outro lado do mundo", cogitei fazer uma viagem com mais tempo, dinheiro e atenção ao leste europeu, ou dar um pulo até a China, Turquia que ficou faltando na minha lista de viagens, explorar a Rússia mesmo (Sibéria!), mas, não. Não! Eu não pensei duas vezes, aliás... eu nem pensei. Eu planejei minhas férias para ir à Amsterdam, bem no dia da Rainha (que agora é Rei!), e visitar minha host family (que eu insisto em dizer por aí que eles viraram family mesmo - apesar de nos últimos anos o contato ter esfriado um pouco).

E eu fui!
E eu amei cada segundo!
E eu confirmei, que meu amor pela Holanda é real... que eu tive mesmo uma host family amada que me acolheu (e não é perfeita!), que ainda me recebe bem.
E, que, se depois de seis mudanças, com mais algumas previstas, eu fosse escolher um lugar para tentar grudar umas raízes no chão, ou aquietar o faniquito, seria lá. Sem dúvidas.

Voltar para uma visitinha foi tão bom quanto quando eu volto pra casa, me senti em casa.

Sei que ainda estou em "ó" (awe), vou encerrar o post com algumas fotos, e mês que vem eu volto pra contar mais sobre o koningsdag (afinal, esse ano já passou, agora só em 2016 mesmo); e dizer que: vale a pena deixar de visitar um lugar novo no mundo para reviver um pouquinho de dias felizes, rever pessoas que fizeram parte de um ano, e andar pelas ruas de Amsterdam sem rumo. Ahh... como vale a pena! 

♥ ♡ ❤  ◕‿◕  ❤ ♡  ♥













Tot ziens!
:)
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06 abril 2015

A gente muda

Decidir ser au pair quase nunca é da noite pro dia. A gente passa um tempo com aquela vontadezinha, que vai crescendo... Até o dia de enfiar tudo o que achamos importante em duas malas de 32kg e partir. Partir pro desconhecido, com um tanto de medo e coragem, uma mistura de partida com saudade.
A gente muda de país, de casa, de família, de hábitos, de rotina. Chegamos até mesmo a mudar de valores. Uns melhorados, outros adaptados... a nossa visão de mundo vira de ponte cabeça. E nossa bagagem fica muito mais pesada do que os 32kg socados na mala.
E a experiência toda fica mais marcada que tatuagem na cara. Seja de aprendizado, de desafios superados, de surpresas boas e empecilhos.
fabio-rocha-marA gente devia dar adeus pra gente mesmo, no aeroporto, junto da despedida com a família. Porque a gente muda, de uma forma maravilhosa, mas triste ao mesmo tempo. A gente muda muito, porquê mesmo quando achamos que  não mudamos, há quem vá dizer que não somos mais as mesmas de antes. Especialmente quem ficar na mesma cidade, casa, rotina e valores.

Saiba que ser au pair pode ser a melhor coisa que vai te acontecer na vida, com todas as delícias e reviravoltas. Que você vai ser eternamente grata pela coragem que lhe impulsionou a sair do Brasil...  mas, ao mesmo tempo vai ter algo pra sempre te assombrando. Seja a saudade das host kids ou dos amigos que vai fazer pra vida toda mas, pode talvez não rever nunca mais, a frustração de não ser de um país em que as coisas poderiam funcionar melhor ou serem mais simples, a vontade eterna de querer viajar e partir sempre e muitas vezes não poder entre tantas e tantas outras.

Ser au pair é saber, de forma bem acentuada que toda escolha tem sua renúncia, que pode doer, e, mesmo assim, saber que  fez a melhor escolha que pôde.

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06 fevereiro 2015

Seu rico dinheirinho aka Money que é good nós não have!

300 euros por mês,196 dólares por semana, mixaria, troco de pão?

Eu já encontrei, vi, conversei, li, e fui amiga de mais au pair que você pode imaginar. E nunca escapei de uma que não dizia ganhar pouco, ou que dizia ter dinheiro sobrando, estar economizando,  no vermelho... tudo o que "grana curta" pode se remeter já foi dito e lamentado no mundo de au pair.

Mas, gente! É pouco, É! Mas, não é o fim do mundo. A gente (teoricamente) não tem conta e nada, nadinha. É tudo na faixa, acomodação, todas as contas, comida, telefone, internet... tem família que ajuda muito com gasolina ou transporte. É um dinheiro só seu. É justo e digno de ser um "salário", não, claro que não. Mas, vamos analisar todas as coisas que não pagamos.

Todas as mesmas au pairs que reclamam nunca ter dinheiro é porque elas gastam todo o dinheiro que tem! Lógica simples... todas compram roupa, maquiagem, muitas vezes eletrônicos, saem para almoçar, jantar, turistar, passear, tomam café, saem para beber... e as viagens? É au pair pobre que vai pra Disney, Las Vegas, Califórnia, Hawaii, rolezinhos pela Europa então? Nem se fala.

Dinheiro é curto, é? A gente quer mais? Claro que quer!!! Mas, o salariozinho de au pair dá muito bem pra fazer um pouquinho de tudo o que se quer. Rende melhor que muito salário de gente grande, pai de família por esse mundão de meu Deus.

Se você está com medo de ser au pair, porque o salário parece nada. Saiba que dificilmente vai ter dinheiro sobrando... e você vai ter que sempre optar e escolher o que quer, porque não se pode ter tudo. Mas, vem cá: não é meio assim no Brasil também?

Saber administrar bem seu dinheiro é sabedoria que adquirimos ao longo dos anos, independente de onde moramos ou da nossa profissão!

Boa sorte nas suas escolhas, especialmente nas financeiras!

:)
Até o mês que vem!

Karen Rito



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06 janeiro 2015

Ano novo, coragem renovada!

Não, não é a minha coragem que está renovada! É a sua que vai tomar um chacoalhão!
A minha não precisa, eu já tenho parafuso suficiente faltando, a vida em Moscow vai bem, obrigada! Trabalhando insanamente, e com pesar sinto que minha vida de intercâmbio acabou mesmo... ingressei na vida de gente grande que quase não tem tempo para explorar ou se divertir, mesmo do outro lado do mundo. Mas, isso é assunto para outro post.

Eu vim aqui hoje, cutucar as mocinhas que frequentemente passam por aqui... dão uma espiadinha, lêem t-u-d-o sobre a vida de au pair, tem dezenas de blogs nos favoritos... fuçam fotos e vídeos, e ficam aí... só imaginando como seria a vida se elas fossem au pairs também. É assim, não é? Você também faz isso? Eu espero que sim... porque afinal, esse é um dos motivos que esse blog existeÇ inspirar futuras au pairs.

Comigo não foi diferente, já faz uma boa década, que na região que eu morava tinha virado febre ser au pair nos Estados Unidos, época de fim do Ensino Médio, só eu conhecia mais de 10 que de repente embarcaram, eu nem sabia bem o que era... mas era perfeito para a minha vontade, porém muito audacioso para a minha vontade! 

Do dia em que eu tinha a certeza que queria morar fora, até o dia em que eu embarquei passou muito tempo (muito tempo!!! = uns 8 anos!!!) e nesse tempo todo, eu fuçava, e lia, lia blog, reportagem, site de agência, deu tempo de eu acompanhar menina em processo de application até a volta ao Brasil. Fiz amigas com os mesmos interesses, gente que me ajudou muito, me dava dica e motivação.

Essa fase da pesquisa e da inspiração é muito boa, a minha foi longa... e não me arrependo. Mas, conheço gente que fica nessa fase pra sempre, só desejando e imaginando. O xis da minha questão hoje é: pare de adiar!

Se você quer muito ser au pair, mas, tem medo, ou tem ainda alguns impecilhos, pare de só ler blogs e tira a bunda da cadeira! Vá tirar sua carteira de motorista, vá estudar inglês, se esforce mais pra juntar mais dinheiro, vá bater um papo sério com seus pais até, faça o que for preciso. E saiba que, é uma mudança grande, precisa de coragem e blá-blá-blá! No entanto, se algo der errado, ou se tudo der errado... se você odiar, e ver que não era o que você queria: é só entrar num avião e voltar.


Nada é melhor do que a certeza que você fez o que achava que deveria fazer! E na vida, você vai ver, a gente tem que começar e recomeçar muitas vezes, e isso, é bom! É assim qeu criamos memórias, experiências e amadurecemos! 

Há quase cinco anos, quando eu sai do Brasil pela primeira vez meu lema era: se eu precisar chegar lá e voltar no dia seguinte, é o que eu vou fazer! Não me arrependo de nada que fiz, e posso resumir que tudo deu certo e fui muito feliz. Ainda bem, que um dia eu tive um estalo e fui atras (e saiba você que eu ainda não tinha toda a coragem necessária, mas fui, e fiz!)

Aproveite o clima de "Ano novo, vida nova" e corre atrás!

:)
Bom ano para vocês,
e, coragem!

Um beijo,
Karen Rito
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06 novembro 2014

Pós-au pair: Manter contato com a host family?

Eu tive três host families, já comentei sobre elas muitas vezes aqui. A minha favorita, a única que eu posso dizer que "virou família" mesmo, é a holandesa. A família americana, foi muito querida, mas, eu era um peixe fora d´água lá. E a família indiana, ahn... eu era só a funcionária, todo o resto (no início, claro!) era fachada.

Quando eu fui embora da Holanda eu sofri muito, de saudades, de deslocamento, de choque cultural. Eu fui a primeira au pair deles, e minha host também sentia minha falta. A pessoa que me substituiu acabou sendo um desastre, e eles a mandaram embora em menos de 3 meses. 

A gente trocava e-mails, fazia skype... mas, obviamente, a vida continua, e a frequência da comunicação diminui. Já fazem 3 anos, mas, ainda temos um bom relacionamento... e-mails esporádicos, mas, sei que o carinho permanece. Quero visitá-los ano que vem, e eles já até cogitaram me visitar também. Não sei se é apenas papo, mas, torço para que aconteça.

Mas, e o vínculo com as kids? Porque trocar e-mail com os hosts é fácil. Nos primeiros anos eu cheguei mandar cartinhas,  mandei cartão de natal, aniversário... uma bobagenzinha aqui ou ali. Cheguei mandar presentinho de aniversário. Mas, agora acabei de perceber que eu devia não deixar isso acabar.


O que ajudou mesmo, e ajudou muito... foi a folga do meu host. Folgado ele, que cada vez que tinha uma au pair nova, ele me colocava em contato com ela, para eu ensinar alguma coisa, ou ajudar... dicar com finanças, cartão de trem, viagens, ou qualquer coisa. Isso ajudou, porque elas foram umas queridas, e eu sempre batia papo e tinha notícias da menina. Já foi a mexicana, e a brasileira... que por sinal, eu sempre bato papo,fazia skype e uma pena, não ter conhecido pessoalmente (ainda).  Vou ver se consigo fazer o mesmo com a nova au pair deles.



Isso é o que me ajudou a ter um pouquinho de contato com eles, não é igual quando moramos com eles, claro. Mas, eles não viraram apenas conhecidos, ou apenas uma lembrança.

Faço o mesmo com a au pair da família indiana, não somos tão amigas, mas, trocamos mensagens às vezes. E temos em comum, a implicância pela host. Aliás, eu fui visitar as kids quando a aupair estava, e os hosts não. Ahaha... uma pena que sei que no futuro eles serão apenas uma lembrança, uma história. 

E vocês? Tentam/ Como conseguem manter contato com a família?

(:
Até a próxima!
Karen Rito


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06 outubro 2014

Pós-au pair: a minha história!

Na última vez que escrevi aqui contei que consegui o visto de turista em menos de três meses depois que voltei pro Brasil. O relato foi confuso, porque a história foi confusa!

Por mais que a minha vontade era de permanecer nos States, eu só fui passear mesmo. Passei dez dias, que voaram, e embarquei para Moscow. Wow, Moscow? Sim, eu tenho insônia cigana, sangue de nômade, faniquito, chame como quiser, mas, eu não estou pronta para me estabelecer num lugar e pensar em passar alguns anos sem me mudar de novo. Três endereços (países!) no mesmo ano - acho que tá virando doença isso!

Mas, o que eu estou fazendo aqui? Não... não é intercâmbio, não é au pair. Por mais grata e orgulhosa que foi da minha longa carreira de au pair (leia sobre isso, aqui), eu realmente aposentei, espero não precisar mais trabalhar cuidando de crianças, assim, tão intensamente.

Desde meus quatro anos de idade (pois é, também não sei de onde veio isso), eu quis ser teacher. Consegui me formar como ESL (English as a Second Language) teacher nos EUA; busquei um certificado para, unir minha paixão-profissão com minha paixão-hobby, e me habilitar a trabalhar em qualquer país. Que ten-ta-dor! 

Claro que não foi fácil, e mais uma vez, na minha história, bastante audacioso. Eu, não nativa, querer dar aula de inglês em qualquer lugar do mundo! Mas, depois de caçar emprego, fazer algumas entrevistas, e ter algumas propostas - algumas até bizarras e suspeitas - eu escolhi vir para a Rússia. Só para sair da minha zona de conforto, conhecer um lugar, uma cultura, e tudo, tudo, novo, NOVO, e bem peculiar.

E eu estou amando cada segundo! Eu não sei o que vai acontecer depois daqui. Tenho um contrato até ano que vem, com altas chances de ser renovado. Mas, o mundo é tão grande, e eu me sinto como um passarinho que só quer voar. E por outro lado, também, aquela crise de perto-dos-30, que assopra no meu ouvido que settle down pode ser também uma boa ideia. Resumindo, as dúvidas e preocupações não são exclusivas da vida de au pair.

Mês passado eu não consegui escrever aqui, em meio à mudança e viagens, mas, prometi que teria minha história pós-au pair para dar uma esperança a quem está passando pela crise do "o que faço agora, eu não quero ficar no Brasil!" 

Eu conheço muita gente que é professora de inglês, se não por opção-paixão, por oportunidade. Muuuuuitas, ex-au pairs acabam virando professora, então, lembrem-se que é possível morar fora sem ser intercambista, exercendo, talvez, a mesma profissão que teria no Brasil (às vezes, frustadamente e recebendo muito pouco!)





:)

Um abraço, do outro lado do mundo!
Até mês que vem,
Karen Rito

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06 agosto 2014

Pós Au Pair - A ousadia de se pedir um visto assim que voltamos

Se você morou próximo à algum lugar que tem muito brasileiro, muita ex-au pair, teve amigos ilegais ou no mínimo já cogitou continuar nos Estados Unidos depois do término do seu programa de au pair, você já se pegou pensando sobre "E o visto?"

Eu já conheci todo tipo de caso... mas, os mais populares são quando a pessoa consegue aplicar pra um visto de estudante, muitas vezes sponsorado por uma família com a oferta de continuar no esquema de au pair, e quando não acontece algo assim, uma boa alternativa é solicitar a alteração do status do seu visto para turista. Isto é, basta enviar alguns documentos e uma carta explicando seu motivo por querer continuar no país depois que seu visto/DS expirar. Já conheci casos de pessoas que conseguiram e renovar visto de turista duas vezes depois de ser au pair.

Enfim... mas, já ouvi casos, e muitos conselhos pelos grupões da vida sobre não pedir visto de turista assim que voltar pro Brasil. Porque, claro, as chances de não ser concedido são enormes.

Tenho duas grandes amigas que tiveram visto negado. Uma foi au pair na Holanda, mora hoje na Espanha e tem vida relativamente estável lá, porém, 20 e poucos anos, sem bens ou nada que seja realmente um motivo para prende-la. Ela ia viajar como namorado, pra visitar os sogros em Washington, DC. Visto negado, sem maiores explicações. Ela só ia passear e nunca tinha estado no país.

Outro caso que conheço, minha amiga que foi au pair no States e esta na Europa agora como au pair, pedir visto dizendo que ia visitar ex host family, uns 3 ou 4 meses depois que voltou. Visto negado com a desculpa de não ter vínculos.

Eu acabei de voltar dos Estados Unidos - há exatos 2 meses. (Quem não lembra minha história, veja aqui um resuminho, meu primeiro post.) e já queria pedir visto de turista no dia que cheguei aqui, pra ser sincera. 

Posso dizer, que eu desafiei a imigração americana desde sempre que pude. Eu participei do programa nos últimos minutos do segundo tempo, como regra não podemos completar 27 anos antes de embarcar. Ou seja, podemos ir na véspera do aniversário, se não foi até então, perdeu playboy! Não pode ir mais. Mas, é claro que ninguém quer arriscar a sorte e deixar pra ir tão tarde, né? Além disso, como sempre, seu visto pode ser negado, sem nenhuma explicação, just because! Diz a lenda que uma candidata que aplica para o visto bem perto dos 27 anos pode tê-lo negado. Eu embarquei exatos 20 dias antes de completar 27.

O maior desafio aconteceu antes do meu visto começar a valer efetivamente. Todas sabemos que temos o grace period, ou travel month, que são os 30 dias que temos ao fim do programa para deixar o país. O que pouca gente fica sabendo, percebe, ou usufrui, é que podemos entrar nos States 30 dias antes também.
E eu, que não fui boba nem nada, aceitei um convite de uma tia queriado de ir passear em Orlando mais ou menos um mês antes do meu programa de au pair começar. Fui! Mas, não tinha visto de turista.... usei meu J1 mesmo. E entrei no país 35 dias antes do visto começar a valer pra valer! O oficial da imigração ficou meio da dúvida, me olhando suspeito.. me fez perguntas demais, entrou com meu passaporte na salinha... me vez aguardar, me deu chá de cadeira... me deu um sermão dizendo que eu não poderia estar ali... e etc. etc. Eu fiz cara de desentendida, de pobre coitada, etc. e etc. suei frio e entrei!

Não bastasse, eu voltei pro Brasil... fiquei 20 dias e embarquei de novo. Meu ano de au pair não tinha nem começado e eu já tinha passaporte e DS carimbados duas vezes. Na entrada... suei frio e novo. Não me lembro qual era o detalhe principal... mas, durante o treinamento meu DS teve que ser checado e as representantes da agência fizeram uma reuniãozinha por causa do meu caso. Bom... eu usufrui de um direito... mas abusei dele. No final, como diz o ditado, deu tudo certo.

Passei férias no Brasil e retornei pros States uma semana antes do visto no passaporte vencer. Novo perrengue. Havia boates de que se o oficial não gostasse da minha cara, ele teria todo o direito de não me deixar entrar no país de novo. Arrisquei, fui, deu certo.
Usufrui do meu travel month atéééé o último instante. Sai quase que com visto, DS e tudo vencido. E sim. deu tudo certo.

Semana passada, foi notícia em rede nacional (leia aqui) que a emissão dos vistos foi suspensa. Sabe quando eu soube disso? Exatos 5 minutos depois que passei mais de 2 horas preenchendo todos os formulários para solicitar o visto. (Detalhe que eu pretendia voltar pros States no fim de semana passado!)

Encurtando a história, eu consegui um agendamento pra depois de 20 de agosto, e na insitência e muita sorte abençoada, consegui um reagendamento para o dia seguinte ao do furdúncio. Exatamente no dia em que o Brasil todo comentava que os agendamentos tinham sido todos adiados.

Vai entender? Em meio à tempestade, eu consegui o que eu precisava. Fui à entrevista, sabendo que eu tinha todas as chances de ter visto negado, caí no guichê da mulher com cara mal humorada, que empatou 3 vistos na minha frente.... me fez perguntas básicas, anotou tudo... não me pediu nenhuma evidência e concedeu meu visto sem caretas.

Alívio vezes mil!

Agora estou na espera de receber o passaporte de volta com o visto lindo estampadinho nele. Enquanto isso, vou curtindo minha família e amigos antes de me despedir do Brasil pela quarta vez. Vou curtir meu aniversário em terra Brasilis, para a alegria dos meus pais. E em breve eu conto o que aconteceu com a minha vida pós-au pair. Só adianto que: it's really exciting!



Até mês que vem!
Bom agosto pra vocês!

:)

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22 julho 2014

Extra, extra, extra!


O Blog das 30 Au Pairs acabou de ganhar um domínio próprio!

Para continuar acessando e conferindo nossos textos diários vocês poderão acessar através do www.oblogdas30aupairs.com.br

Em breve teremos novas mudanças e novidades!

:)
Até mais!
Equipe O Blog das 30 Au Pairs
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06 julho 2014

E você? Quer ter filhos...?


Quer? Não? Sempre quis, e agora nem morta?

É mais ou menos isso que eu ouço de muita au pair e ex-au pair: que a experiência só serviu para abrirem os olhos e terem a certeza de que não-não-NÃO querem nunca ter filhos.

Pois, veja bem. Era essa a minha opinião, desde sempre, a vida toda. Eu nunca quis ser mãe, nunca imaginei como seria maravilhoso amamentar. Nunca planejei quantos, quais os nomes, e etc. Confesso, que eu morro de medo de imaginar-me grávida, ter um ser vivo dentro de mim, tipo... um verminho! No, thanks. Eu dizia, nos tempos rebeldes de antigamente "Eu nunca vou ter filho!"

Nunca, (que eu me lembre) disse que odiava crianças. Mas, também, sempre disse pras minhas host families em época de procurar au pair nova "Cuidado com quem diz que quer ser au pair porque ama criança!" Gente, na boa... não né? Não é por isso que a gente quer ser au pair!

Então, nunca odiei, nunca adorei. Criança boa era a comportada e limpinha. Delícia era segurar um neném cheirosinho e devolver para a mãe quando ele chorasse. Eu estava ok sendo tia, madrinha, professora e au pair.

Mas, um dia, no meu primeiro ano de au pair, na Holanda, eu deixei a monstrinha (que era uma fofa!) ter um sleepover no meu quarto. Horas depois de adormecer, a bichinha, tava é caindo do colchão, penso se devo deixar ela rolar e acabar a noite embaixo da minha cama ou se eu a ajeitava. O que fazer?  Não queria que ela acordasse! Mas, deixá-la lá, era maldade. Segurei-a e naqueles segundos nos meus braços só passou pela minha cabeça "Ahh... eu queria que ela fosse minha!"



No ano nos States, eu tive umas das piores-melhores experiências. Pensa num muleque endiabrado, encapatado, com o coisa ruim no corpo. Multiplica por muito! Era ele. Só para você visualizar melhor, ele me disse "Eu estou torcendo para você capotar o carro. Ou então eu vou prender você e toda sua família e tacar fogo em vocês."

Sério, gente, triste! Eu aguentei firme e forte, não pedi rematch. Porque eu acreditava que não era por acaso que eu estava ali. Ou eu ia aprender algo importante, pagar alguns pecados, ou, o que eu muito esperava, eu ia fazer algo ou ensinar aquele peste filho-de-Deus algo bom. 

Eu comi o pão que o diabo amassou. Mas, não apenas por causa dele, mas porque a mãe dele (ótima pessoa e boa host, por sinal) ... a mãe dele era uma pamonha!!!! Daquelas, que a gente pega e cai no chão na hora, e lambuza pamonha em tudo. Ôô mulher, mole gente! Eu vi a praga dizer "Stupid mommy, I hate you!" e ela sem graça me dizer "Ahhh... às vezes, é melhor ignorar, né?"

Eu horrorizada!

O resumo disso, depois de quando eu achava que não iria nunca mais ser responsável por uma crioncinha (de cri-onça, mesmo!), eu cheguei a desejar que aquela criatura fosse meu filho (só que não exatamente!). Porque, por mais praga que ele fosse, eu ia fazer o possível para desentortá-lo, aliás... talvez ele não fosse nem tão mau assim, e a culpa era do bad parenting.



Na minha última experiência de au pair, 9 meses, porque eu já estava cansando... e só mudei pra lá por causa de um objetivo maior. Claro, que eu não queria estar lá porque eu amava crianças, ainda mais depois da praga da agreste.

Mas, eu fui recompensada, e tive o que eu queria (ou a única coisa que eu achava que sobreviveria sem matar ninguém), eu cuidei de uma recém nascida. Quando eu cheguei lá, a verminha tinha 1 semana de vida. Depois que a mãe voltou para o trabalho, eu passava das 7am as 6pm com ela, as pessoas me perguntavam se ela era minha primeira filha, e eu, passava o óleo de peroba na cara e dizia que sim, e agradecia os elogios.

Se eu desejei que a holandesinha fosse minha, eu cheguei a planejar o sequestro daquela coisa fofa e boazinha, que dormia o dia inteiro, e quando acordava, olhava pra mim, sorria e não chorava. 

A carreira de au pair me ensinou muito. Aprendi muito sobre o que não fazer com seus filhos (ou filhos de ninguém), aprendi exemplos de família e organização familiar que me foram muito úteis. Valores, cuidados e etapas importantes. Tive a chance de fazer um estágio para a vida. 

E, surpreendentemente, eu comecei a acreditar que eu quero sim ter filhos. Especialmente quando decidi que não iria cuidar de nenhuma criança de novo, peloamordedeus! ... que de agora em diante, eu só cuido dos meus filhos.

Claro, que ainda acho que ter filho é pior que fazer uma tatuagem feia na cara, e pior do que ser atropelada por uma cegonheira e ter que sair andando. Mas, todas nós, invés de jurarmos que não teremos filho nunca-nunca-nunca, devemos realmente aproveitar o "estágio" de vida, anotarmos as receitas e aprendermos com os erros dos outros, para criarmos crioncinhas melhores no futuro. Porque é disso que o mundo precisa.


É o que eu acho.


E você? Tem pavor de ter filho também? Desistiu depois de ser au pair?

Alguma doida igual a mim que tem mais esperança na natalidade depois da vida de au pair?
Conta pra gente aí nos comentários!


:)

Até o mês que vem!




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06 junho 2014

O mundo deu voltas, eu aprendi, e voltar não foi tão ruim assim.

Mês passado eu perdi o post. Aliás, perdi o dia. (Me desculpem!) Quando me dei conta que era dia 06, na realidade já era dia 07. Meu mundinho ficou de pernas pro ar. As últimas semanas da vida de au pair voaram... malas pra fazer, amigos para curtir, lugares para ir, host family insurnando os pacovás, ansiedade nível altíssimo para lidar, tantas, tantas coisas.
Quem sabe da minha história (quem não lembra, aqui está) sabe da minha inquietação, do choque que eu tive quando voltei para o Brasil depois de ser au pair na Holanda, de como eu adoro morar fora e não tenho intenções de me estabelecer no Brasil e de como eu curti cada instante, especialmente nos últimos meses, nos Estados Unidos.

Eu estava apreensiva pois a hora de voltar para o Brasil estava chegando. Chegou, passou e eu cheguei! Estou em terras tupiniquins já há uma semana. As despedidas foram dolorosas, mas, meus planos de voltar para a terra do Tio Sam estão bem aflorados, que ajuda a confortar (siiim, eu não pretendo ficar por aqui ainda não!).


Cheguei com o pé direito, já no segundo dia torci o pé, que fui carregada para o hospital e parecia que era fratura. Passando bem, ainda de molho mas, já conseguindo resolver coisas burocráticas e necessárias (renovar habilitação, regularizar situação eleitoral, etc. e tal), e claro, revendo pessoas queridas que apesar de tanto tempo sem me ver, não me esqueceram!


Depois da luta em desempacotar e conseguir organizar as 3 malonas que eu tinha no meu cubículo, ou quartículo, eu respiro aliviada. E vejo como é bom estar em casa. Como é bom ter meus pais tão amados todos os dias (mesmo que as vezes rolando certa ranzinzice!), como é bom dormir na minha cama de verdade, e digo realmete dormir, a noite inteira, até eu acordar sem sono, sem host mom desfilando de salto alto no corredor antes das 7 da manhã, como é bom ter meu carro para dirigir para onde eu quiser sem dar satisfação à ninguém... como tantas coisas são boas, e eu só pensava na parte ruim.

Estar em casa é bom! Saber que eu não sou uma árvore, e vou poder me mudar, e ir para onde eu quiser e ter sempre esse "aqui" para voltar é ainda melhor.

Finalmente, eu aposentei da vida de au pair. Depois de tanta dor em dar tchau para uma baby que não conhecia a vida sem mim, e daqui a pouco nem saberá quem eu sou... jurei que não vou cuidar mais de filhos alheios, agora só os meus (e sim, agora [28 anos depois] eu quero ter filhos, mesmo depois de ter sido au pair, um dia eu conto mais sobre isso). Estou desempregada e pronta para começar (Aaa-lê-luia!) minha carreira, aliviada e feliz! Um dia de cada vez, porque a ansiedade não resolve problema algum.

Estou também mui grata por todas as oportunidades que tive, famílias com quem morei, experiências (ainda que as ruins), pois eu amadureci e cresci... Grata pelas pessoas e lugares que conheci, hoje eu sou quem eu sempre quis ser, e estou onde e como mereço ser. Começando um novo capítulo na minha história!

Tenho pensando em tantas pequenas coisas que aprendi, de como eu não sou mais aquela mesma pessoa que saiu de casa pela primeira vez! Encontrei um texto que escrevi quando completei meus primeiros 6 meses longe de casa, e compartilho com vocês, porque apesar de muito ter mudado... nada mudou! Ahaha...


Seis meses.
Seis meses e eu aprendi  a cortar as unhas do pé, tomar banho de chinelo, fazer mala em dez minutos, tomar café sem açúcar e comer comida sem sal.
Aprendi a viver igual gente grande;  e a cozinhar; e tantas outras coisas que não se pode listar!
Descobri que viver de verdade não se resume a trabalhar e estudar, dinheiro não é a coisa mais importante,  e que certas coisas que diziam que era sonho podem muito bem acontecer e funcionar!
Seis meses e eu aprendi que quem ama, se importa e se preocupa comigo vai continuar, independente do tempo e da distância.
Descobri que sinto mais saudades dos meus pais do que podia imaginar, e que não quero perdê-los jamais!
Mas, descobri também que podemos amar desconhecidos, que às vezes é preciso cruzar um oceano, viajar muitos quilômetros só para conhecermos pessoas especiais.
Todas as pessoas que conheci, e já amo, todos os lugares que visitei, e me apaixonei, o amor a todas as pessoas que sinto saudade e quero muito abraçar...  essa Karen que eu sou agora, que eu já era, mas, agora  sou mais...
... tudo isso, não tem dinheiro que compre, e ninguém que pode tirar de mim!


Porque, agora, para mim, não importa se são 6 meses, 1 ano, ou 5. O que importa é mudar, aprender, melhorar, não perder o foco, e, especialmente fortalecer os vínculos de amor e os valores que temos. É fazer o que queremos e gostamos, é não se acomodar e correr atrás, recomeçar quantas vezes for preciso. O que importa é olhar para trás e ver que valeu a pena, porque o tempo passa. E passa rápido!

Se você está lendo esse post porque quer ser au pair, mas, tem medo: vá ser au pair!
Se é ou já foi, e por algum motivo está preocupada com o futuro, vá curtir o seu presente, porque o tempo vai passar!
:)
Boa sorte pra vocês!
Bom mês de junho e até a próxima!


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06 abril 2014

Será que o amor acabou?

Já passei por três host families. A primeira, amei muito. A segunda, aguentei muito. A atual, ok, gosto um tanto, amo as crianças e os define como bom empregadores. Ok, gostei de todos e fui feliz, em cada casa, de um jeito. Nunca tive nenhum problema nivel bicho-de-7-cabeças. Mas, com todas as três, em algum momento, eu acho que os odiei.
 
Odiaaava meu host quando ele abusava de mim e pedia para eu remendar as meias, pregar os botões das camisas dele, e odiava com todas minhas forças quando ele pedia para eu engraxar os sapatos dele. Sentia vontade de lustrar o sapato com a escova de dentes dele. Mas, eu nunca disse não. Houveram os domingos de manhã eu que eu achava que meu estômago ia colar as paredes de tanta fome, porque eu espera eles sairem pra descer e tomar café sem ter a cara deles. Ou os dias que eu chorei e desejei voltar para a casa da minha mãe no primeiro avião. ...mas, eu os amei, eles foram minha melhor host family e eu digo que eles foram meus brothers, e ainda são, minha segunda família, de coração.
Com minha segunda família - a problemática, com host palerma e criança endemôniada - eu passei muita raiva, muita fome, muita fome por raiva.  Quis que os meses passassem voando, quis que a hora de buscar o menino na escolar nunca chegasse, quis que a hora do jantar em família fosse tirado do dia para todo o sempre, quis até chutar o cachorro que me amava e só queria dormer embaixo da minha cama (!!!). Quis que nunca os tivessem conhecido. Mas, eu também gostei deles. Eu também os quero bem, eu também me sinto aliviada por ter cumprido a missão naquela casa, e aprendido lições de vida.
Hoje, estou há exatas 6 semanas de trabalho e moradia naquela casa (sim, hoje é domingo de manhã e eu não esto naquela casa), eu amo as crianças com todo meu amor, que dói, que a cada sorriso, a cada abraço, a cada dia eu desejo que elas fossem minhas filhas. Eu sou respeitada (cof, cof!) e tenho todo o que preciso (um quarto com uma cama e uma mesa, um banheiro - no basement, sem aquecimento!), e tenho comida, e tenho 45 horas semanais bem trabalhadas com o pagamento efetuado na semana seguinte. Tenho tudo (ahahaa, faz me rir!). Estou na fase em que trabalho até as 6pm, e quero com toda força sair de lá as 6:01. E quando fico em casa, quero só me tramcar no quarto, não sair nunca mais... e não ouvir um piu de ninguém. Assim, todos os dias... mesmo sem querer ir embora ainda. (Vai enteder!)
 

A cada palavra que escuto minha host (que tem uma maldita voz de taquarada rachada) falar bem no corredor em frente ao meu quarto, ou o barulho do salto alto que ela desfila antes das 7am, eu a odeio mais. E desejo sair daquela casa. Mas, eles são minha host family, e eu os quero bem, eu tive bons momentos e aprendi, e sou grata por tudo (ou quase tudo!).
 
Meu ponto aqui é, que - não sei se todas au pairs passam por isso - mas, eu tive bons anos e experiência como au pair, mas, tem sempre uma hora que a gente odeia tudo e todos, e não quer nem ver a cara de ninguém. Isso é inevitável, e passa, talvez menos, talvez mais, talvez mais tarde...
 
Se você sente ou já sentiu um ódiozinho dos seus hosts, ou das suas kids, saiba que isso é normal, pois faz parte de ser au pair. Atire a primeira pedra quem nunca passou raiva até mesmo com família de sangue ou quem sempre amou e adorou a host family o tempo inteiro todos os dias.
 
Ups and downs, duvido que seja só comigo!
 
:)
 
Bom domingo prazaupairs tudo!
 
Karen Rito
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04 abril 2014

Bootcamp, an Inside Perspective (Part I)

Oie meninas, tudo bom??

Como muitas de voces sabem nesse exato momento estou no Bootcamp da Navy e como prometido no post anterior, relatarei aqui a minha experiencia de como as coisas estao atraves de cartinhas escritas especialmente pra voces!!!!



Nao, nao to escrevendo em um Blog dentro do Bootcamp minha gente, voces sabem que no momento nao tenho acesso a internet neh? Pois entao, exatamente por isso eu simplesmente deixei esse post pre-escrito pra o dia 4 desse mes de abril, assim a linda da Karen que foi uma fofa em aceitar me ajudar so precisa ter o trabalho de postar uma foto da carta mesmo pra que voces tenham acesso ao que acontece no Bootcamp pelo lado de dentro!








Entao girls, espero que voces tenham gostado desse post inusitado and I'll see you again next month!
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06 março 2014

Quando os amigos viram irmãos.

Daí que eu já contei aqui que eu sou meio ovelha negra. Eu tive uma criação meio estranha, minha mãe me educou com o lema "não confie em amigos...", "amigos só levam a gente para o mal caminho...", e muito blá blá blá. Hoje, eu entendo o porquê ela queria me ensinar algo assim. Mas, por certo lado eu sinto dizer que minha mãe estava errada.
Eu sou uma loner, gosto de passar tempo sozinha, sou introspectiva e talz, sempre fui pessoa de um único amigo. Claro que não tive 1 único amigo a vida toda... mas, eu nunca tive um grupo, uma panela, um auê!
Minha melhor amiga no Brasil tem uma vida bem distinta da minha, posso até dizer que somos de gerações diferentes, e isso fez com que ela se tornasse a irmã que eu nunca tive. E isso é maravilhoso.

Mas, quando a gente sai do Brasil, cruza um oceano... e deixa para atrás tudo (exatamente tudo) o que conhecia, ter um amigo, brother, irmão, camarada, cumpadre, comparça, parceiro... seja-lá-como-você-quer chamar seu buddy, é fundamental.

Há quem vá te dizer "evite sair com brasileiros", "não tenha amigos brasileiros". Colega, não caia nessa!

Quando morei na Holanda eu investi muito numa amizade com duas moças - uma belga e outra alemã, (também com uma filipina, colombiana, sul-africana, resumindo, com todas) que moravam na mesma cidade. Elas eram queridas, engraçadas, marcavamos e nos encontravamos com frequência. Teve época que tomavamos chá toda quinta feira, as 10am. Passei muito tempo com elas, e elas nunca viraram minhas amigas. Uma ou duas eu ainda tenho no facebook, mas, já não tenho contato faz tempo. Triste!

Basta sair do Brasil para encontrar brasileiro em toda esquina - certos lugares mais que os outros. Conheci gente com interesses e vidas diferentes que nunca viraram meus amigos. Gente que deu rolê, viajou, e bateu papo comigo, que também nunca virou meu amigo. Como dizem os mais "sábios", muitos passageiros que vão e vem nesse trem da vida.

Mas, houveram os amigos que vieram... ficaram e sei que estarão sempre aqui (no sentido figurado, lógico). Fiz 2 amigas (uma na Holanda e outra nos EUA) em especial, que se tornaram mais que minhas brothers, elas são como outras irmãs que não são de sangue. Me entendem, e se não me entendem... continuam lá por mim! Falam a verdade, mesmo quando ela pode doer. Amigas, que minha mãe achou que eu nunca encontraria.

Claro que não foi tudo um mar de rosas, se você prestar atenção... eu continuo sendo "de apenas um amigo", já que fiz uma amizade duradora na Holanda e outra aqui nos States. Mas há algumas semanas eu ganhei "um grupo" de amigos. Uma galera que começou com um almoço no domingo, e virou quase uma religião, já que almoço todo domingo é tipo sa-gra-do. Nossos almoços dominicais são temperados com uma balada, ou uma cerveja, um petisco... um rolê, um almoço, no sábado mesmo. Às vezes até na sexta, ou no desespero, a gente organiza uma lil house party em plena quarta feira, porquê a gente se diverte junto, a gente precisa se ver, bater papo, dar risada. A gente tem grupão no whatsapp, e dá bom dia um pro outro todo dia! T o d o    d i a!!!!



Não diga você que eu não ganhei uma família de amigos aqui, que eu não permitirei! Pode ser que muitos deles não virem meus amigos do peito, irmão camarada; percam o contato comigo assim que eu pisar no avião, talvez eu nunca nem seria amiga deles se tivesse os conhecido no Brasil ou em outra época. Mas hoje, eles são a minha alegria de viver nesse país. Hoje, são meus amigos que salvam minha experiência americana (que sempre foi cheia de altos e baixos, tendenciosa a ser traumatizante)

Hoje, eu ainda estou na vibe carnavalesca (com um clima de quase despedida); E feliz! Pois, graças a essa tchurma doida que eu tenho aqui, eu curti (de verdade) o primeiro carnaval da minha vida. Isn't it ironic?



E sim: tenha amigos brasileiros!

:)




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06 fevereiro 2014

And the clock is ticking away...

Vem cá, me conta: você já sofreu por antecipação? Sabe como é ficar ansiosa? Ficou super animada quando deu início no seu application, quando fez o primeiro skype com a família, quando ficou esperando uma família... um match - quando teve o match!... e quando foi solicitar o visto? ... sofreu esperando o dia do embarque?
Respondeu sim para alguma dessas perguntas? Parabéns! Você é mulher... e, você é au pair. E eu vou te contar: sempre vai ter algo para cutucar sua ansiedade!



Eu aprendi controlar a minha, aprendi a segurar a onda e aceitar que "o que é pra ser vai ser", e meu lema de vida é "Tudo passa, seja algo bom ou ruim! Nada vai ser para sempre, então aproveite as coisas boas e tenha paciência com as nuvens negras."

Sabe como eu aprendi isso? A primeira vez que eu pensei em ser au pair eu tinha 17 anos. Eu demorei muito para decidir, e dizer "eu vou e ninguém vai me segurar"; eu larguei muita coisa pra trás e eu embarquei com 25 anos. (!!!!!)

Inverno. Mudanças. Adaptação. O tempo passou rápido. O primeiro mês foi difícil, mas passou rápido mesmo assim... o segundo, terceiro. Num piscar de olhos já completara 6 meses. 50%, metade da jornada. A cada dia eu aprendia mais, sobre mim mesmo. A cada dia, eu era quem eu sempre quis ser e não me deixavam. Eu estava livre e feliz.

E percebi, que eu sofri tanto... tanto por antecipação e ansiedade, e mesmo com todas as dificuldades e contratempos, fui tudo mais simples, fácil e rápido do que a minha santa ansiedade previu. Eu demorei tanto para me decidir e embarcar, e o ano passou num piscar de olhos.

Eu aprendi a me preocupar menos. Os primeiros 6 meses passaram, ou outros 6 voaram. E eu sofri para e ao voltar para casa. E isso já faz mais de 2 anos.

Hoje me encontro há 4 meses da data de voltar para casa (leia-se Brasil, ou casa dos meus pais... e isso, honesta e infelizmente não soa como "casa" ou "lar doce lar" pra mim). [sim, eu fui, voltei, estou aqui... tá confusa? aqui tem mais sobre minha história]

Eu sempre fui controladora, e (algum dia eu conto aqui), eu já sabia o que eu queria antes mesmo  de ser considerada gente! Escolhi a profissão me me faz feliz antes dos 7 anos de idade! Eu sempre soube, pensei, imaginei, planejei a minha vida. E o mundo vira todo dia, e cá estou há 4 meses (e counting down...!) para voltar.

E... eu vim aqui para te contar que eu já acordo no meio da noite e não durmo. Eu já não durmo. Eu já perco a fome e ainda assim como um boi des-con-tro-la-da-men-te. Eu já chorei, e as vezes choro escondido devido a tanto desespero que sufoca minha garganta em pensar em dar tchau. Tchau pra uma vida que eu gosto, que não é perfeita mas me faz feliz. Tchau para pessoas e lugares que talvez eu nunca mais verei. Tchau, tão simples quanto foi largar tudo, pegar minha mochila e o avião e sair "de casa" pela primeira vez. Eu estou assim, porque eu já sei como é voltar para o Brasil depois de ter uma experiência de vida tão significativa.

E vida é muito simples, e a gente complica. E eu sei muito bem disso.

Mas, certas ansiedades são tão difíceis de ser controladas.
E, cá estou sofrendo por antecipação (de novo! mesmo depois de achar que eu sabia "segurar a onda")
Então, você, colega, que está aí sofrendo porquê vai ter um skype já já: calma! Porque passa, e vai ter sempre algo lá no fundo perturbando seu monstrinho chamado ansiedade.

Tenho certeza que esse post não vai ajudar ninguém a não sofrer por antecedência, mas, saiba que nosso barco é grande, e estamos todas nele! ...basta ser au pair, ou, basta ser mulher!

:)

Bom fevereiro!

Karen Rito


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06 janeiro 2014

Insurance, quando o barato sai caro!

Eu sou meio desmemoriada. Já peço desculpas de antemão.

Esqueço o preço das coisas que paguei, das informações, dos detalhes. Esqueci tudo que você, que está pesquisando, quer saber. Mas, hoje vou lhe dar uma dica que vai te fazer pensar, e espero que não cometa o mesmo erro que eu.

Como quis dizer, eu não me lembro mais do processo inicial, de quanto paguei na inscrição, quais as etapas do processo, e tudo mais. Mas, uma coisa é certa, e em algum momento passará por isso: escolha e pagamento do INSURANCE (convênio médico): básico ou completo?



No meu ano de au pair na Holanda, eu tinha o convênio médico, padrão e único que o programa oferecia. Confesso que nunca soube exatamente como funcionava, afinal, eu nunca espero ficar doente (quem espera, afinal?), mas, de toda forma... quando eu fico doente, só vou ao médico se estou morrendo (quase que literalmente!)

Fiquei doente algumas vezes, e segui o sábio conselho da família holandesa: ficar de CAMA. Uma aspirina, um paracetamol, tylenol, seja lá o que você escolher, e cama. Sim! Por causa de uma gripe boba. Esse era o conselho dos meus hosts. E as poucas vezes que isso aconteceu, eles me aliviaram ao máximo para que eu pudesse simplesmente descansar (importante manter o corpo bem aquecido, de preferência a temperatura na casa toda quentinha). Bobagem. Ridículo? Confesso que eu gostava do "mimo", e descansar sempre ajudou a eu ficava boa logo. Ironia? Coincidência? Será que não existe um pouquinho de sabedoria no conselho?

Mas, houve um episódio que não entrarei em muitos detalhes, que me fez querer ir no médico tipo AGORA, POR FAVOR, pelo-amor-de-deuso!!! Eu comecei a ter um piri-paque, me senti muito mal, corpo trêmulo, sem equílibrio, muita fraqueza... sintomas que nunca senti anteriormente, e um desespero sem fim. Assim, de um instante ao outro. Liguei para os hosts, eu queria ir no médico no mesmo instante. Não sabia o que estava acontecendo. Estaria eu morrendo? Ahaha... imaginei que estava tento uma primeria crise de labirintite (minha mãe tem, e espero não herdar). Encurtando a longa história: o médico disse simplesmente não saber o que eu tinha, pediu para esperar uns dias, e se não melhorasse para eu voltar.

Oi?


...



Sim.

Foi isso que ela disse. Tire você suas conclusões sobre a medicina exercida por aí.

Amigos, a gente reclama da Saúde no Brasil... mas, eu já escutei cada história cabeluda sobre consultas, atendimentos e sufocos fora que você nem acreditaria.

Voltando os xis da questão. Quando eu fechei meu programa de au pair nos Estados Unidos eu tinha a opção de dar um updgrade no plano de saúde básico. O básico estava incluso. O completo viria depois da bagatela de algum dinheiro que não lembro quanto era (acho que uns 400 reais na época). Era um dinheiro que se eu espremesse a minha conta bancária eu teria. Um dinheiro que, hoje, eu pagaria o triplo, só por causa de tudo que eu passei. Um dinheiro que óbvio: eu quis economizar... e disse "...que absurdo! Não tenho como pagar isso agora. Dá pra optar? Vou com o plano básico mesmo, afinal... eu não vou ao médico. Eu não vou precisar ir ao médico". (Naquele instante, eu fui amaldiçoada)

Antes que você abandone a leitura, vou me apressar mas contar o meu drama: eu sofri com um problema na coluna nunca diagnosticado, por meses, cheguei a não conseguir andar, a dormir no chão duro por semanas (tentar dormir... e passar noites em claro), ir a emergências, a consultas, fazer tratamento (caríssimo) com quiroprata, fazer alguns raio-x, tomar um milhão de remédios, pensar em voltar pro Brasil no primeiro vôo. 

Gente, eu sofri! E tudo começou experimentando uma calça no shopping, cair no chão e não conseguir levantar, ou andar, ou respirar sem dor. (Pare e pense na cena: eu até deixo dar risada! Eu rolei no chão da Foverer 21 feito uma barata prestes a morrer com inseticida. Patético! Ahahha!)

O primeiro médico diagnosticou um "slipped disc", como se um ossinho da minha coluna simplesmente tivesse saido do lugar. Eu sofri, confesso que desejei morrer (!!!), dor crônica, aguda... com médicos me mandando pra casa com um analgésico, um relaxante muscular e dizendo "vai melhorar com o tempo". Eu fiquei torta. Literalmente torta.

Esse tempo durou MESES. Quase um ano todo. E o saldo? 

Centenas de dólares gastos com remédios, consultas, raio-x. 
Pasmem e tenham uma idéia: 1 raio-x custou um pouco mais de 900 dólares (você ainda vai reclamar da saúde no Brasil? Vai dizer que é um absurdo de cara ou inacessível?)

O convênio básico paga apenas porcentagem dos exames, consultas e tratamentos. Temos que pagar com certa parte.

Teve dias que eu atravessei o inferno da dor. E noites que eu chorei quando recebia o boleto e a conta das consultas. 
Eu não desisti. Pensei em voltar pro Brasil e usufruir do nosso sistema de saúde precário. Sabia que alguém descobriria o que eu tinha e eu não precisaria vender um rim para pagar uma ressonância magnética (que foi o que me sugeriram para "tentar" descobrir o que eu tive).
Mas, eu não voltei... porque tinha um obejtivo grande em estar aqui. (qualquer dia eu conto sobre meu objetivo realizado,e sobre coisas felizes)


Ahh! E eu não pude mudar do básico para o completo depois, a alteração só podia ser feita em um momento: quando eu assinasse a extensão. Nem antes nem depois, e pro meu caso, não adiantou nada!

Eu  melhorei. 
E aprendi a lição e entendi o sábio ditado: "Às vezes, o barato sai caro".
Comprem o convênio completo, pois, você nunca sabe quando vai ficar doente, ou se machucar... tratamento médico nos Estados Unidos é caríssimo, e você corre a chance de ouvir do médico "Tenha paciência, espera que passa."

Punk!

Boa sorte, e compre o insurance completo!

=]

Beijos,
Karen Rito 
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