Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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02 agosto 2021

Minha rotina como Au Pair

Que a vida de Au Pair nos proporciona momentos incríveis, como viagens sensacionais e estudar numa universidade americana, ninguém discorda! Mas por trás desses momentos tem uma rotina trabalhosa (e por vezes até desafiadora!) cuidando das suas host kids! Neste mês comemoro 1 ano como ex-Au Pair! Participei do programa de Julho de 2018 até Julho de 2020. Do fim do meu intercâmbio pra cá muita coisa mudou, e volta e meia relembro de coisas da minha rotina de Au Pair e me pego comparando com a minha rotina atual. Acabei lembrando que antes de eu ser Au Pair, eu vivia pesquisando muita coisa sobre como era a vida, a rotina, as alegrias e tristezas de um Au Pair e ficava sonhando em como seria quando chegasse minha vez! Isso também acabou me ajudando a decidir se eu realmente queria ser uma Au Pair ou não. Eu lia muitos blogs de futuras, atuais e ex-Au Pairs daquela época e um deles era o famoso "O Blog das 30 Au Pairs", blog do qual hoje eu sou uma das autoras, e por isso decidi reviver a minha ex-rotina de Au Pair e contar aqui como eram a maioria dos meus dias cuidando de 3 kids. Assim fica registrado a minha contribuição à todos os futuros Au Pairs que tem curiosidade em saber como funciona o intercâmbio no dia a dia, para os que querem decidir se a vida de Au Pair é pra eles ou não, ou então para os que querem apenas sonhar com essa vida louca de Au Pair!

Brincando com a minha kid mais nova. 

Antes de começar, meu schedule do 2o ano de Au Pair era de manhã das 7:30 às 9:30 e à tarde das 2:30 - 7:00 (às vezes mais terminava mais cedo 6:30 ou mais tarde 7:30 dependia do dia) de segunda à sexta. A host mom trabalhava 2-3 vezes por semana em NYC e ía de trem (que levava mais ou menos 1 hora) e nesses dias ela ficava fora o dia todo, quando ela estava em casa as vezes ela estava trabalhando de casa mesmo mas na maior parte do tempo ela fazia mercado e etc., mas as vezes ela mesma buscava as kids na escola e eu ficava esperando em casa. O host dad trabalhava de casa mesmo, tinha um escritório na casa e as kids sabiam que não podia atrapalhar ele. As vezes ele saia e vinha dar oi para as crianças mas na maior parte do tempo nem parecia que ele estava na casa. Uma vez por semana a avó materna, que morava perto, vinha visitá-los e dormia na casa, então ela ajudava levando uma das kids pras atividades extras ou buscando na escola, já que ela tinha seu próprio carro. Eu geralmente trabalhava no sábado a noite (tirando meu fim de semana off).

7:00 - 7:30: Hora em que eu geralmente acordava e me arrumava para começar a trabalhar às 7:30am

7:30 - 8:00: Subia para a cozinha e os dois kids mais velhos (14 e 12 y.o.) já estavam prontos pra ir para a escola então eu só verificava se faltava arrumar algo para eles e já íamos pro carro pra eu levá-los pra escola. Eles acordavam sozinhos com o próprio despertador, se arrumavam e tomavam café da manhã, os pais também acordavam cedo e auxiliavam eles se precisasse. Eles estudavam em uma Elementary School e ficavam na escola das 7:50am às 2:30pm. Eu também levava a host mom de carona e a deixava na estação de trem que ficava bem na frente da escola e ela ía pro trabalho dela. 

8:00 - 9:00: Voltava para casa e acordava a menina mais nova (6 y.o). Arrumava ela pra ir pra escola (trocava de roupa, arrumava o cabelo etc.), dava o café da manhã (que ela geralmente comia assistindo desenho na tv), arrumava a lancheira dela e a mochila da escola, ajudava ela a escovar os dentes. Nessa hora eu também tomava meu próprio café da manhã já que eu tinha tempo, esvaziava a dishwasher (máquina de lavar louças) e arrumava a cama das 3 crianças. 

9:00- Levava a kid mais nova no ponto de ônibus pra ela pegar o ônibus da escola (às vezes eu levava ela de carro). Ela geralmente voltava da escola mais ou menos 4:15 que era o horário que o ônibus chegava na nossa rua. 

Foto da famosa dish washer pra mostrar que tem sim 
muita coisa pra fazer.

9:10 - 2:30: Meu tempo off que eu usava ou para ir para a aula de inglês no community college (de 2 a 3 vezes por semana) ou pra ir pra academia.  Eu também almoçava e se precisasse ir ao mercado ou em alguma loja eu aproveitava esse tempo pra ir. Nesse horário eu também arrumava meu quarto, fazia minha própria laundry e planejava minhas viagens e etc.

2:30 - 4:15: Buscava as kids mais velhas na escola e ou trazia para casa ou levava 1 deles (ou os 2 à depender do dia) pra alguma atividade extra que eles faziam na parte da tarde (baseball, dança, aula particular de matemática, tênnis, etc...). Cada dia era uma criança que tinha atividade extra, tinha dias que coincidia que 2 ou as 3 tinham atividades e por isso era bom quando a avó vinha ajudar, assim não ficava corrido e todos chegavam a tempo. Após dirigir as kids eu voltava pra casa e duas vezes por semana eu fazia a laundry das crianças. Na segunda eu botava pra lavar as roupas de cama deles (que a diarista trocava da cama) e na sexta eu lavava as roupas deles mesmo. Era super fácil, só jogava na máquina de lavar e quando estivesse pronto colocava na de dryer (secadora de roupas). Depois eu dobrava e guardava nos armários. Esse processo levava a tarde toda porque as máquinas levavam cerca de 1 hora pra lavar e depois 1 hora pra secar e às vezes precisava separar brancas de coloridas, e por isso fazia duas rodadas. 

4:15: A kid mais nova chegava no ponto de ônibus, eu ía buscar ela na esquina e caminhávamos pra casa. Daí ela comia um lanche e assistia tv e depois íamos brincar até a hora do banho e jantar. Se ela tivesse alguma atividade extra (fazia dança, ginástica e teatro) eu buscava ela de carro no ponto de ônibus e íamos direto, eu dava o lanchinho dela no carro mesmo. Tinha atividades que eu esperava lá até terminar e tinha atividades que eu voltava pra casa e depois voltava pra buscar ela. As vezes após deixá-la eu ía buscar  um dos outros irmãos em outra atividade (me sentia uma motorista de Uber hahaha)

5:30: Hora do banho da kid mais nova. Dava trabalho levar ela pro banho porque ela nunca queria ir, mas também, depois que entrava não queria sair. Como ela tinha 6 anos, eu comecei a ensinar ela à se lavar sozinha e ía apenas ajudando ela. Mas no começo eu precisava lavar ela eu mesma. Ela amava brincar na água e eu sempre deixava ela brincar por uns 10 minutos antes de se lavar. Depois disso eu já colocava o pijama nela.

6:00: Fazia o jantar. Geralmente eu fazia jantar pra todos da casa já que geralmente de segunda à sexta todos jantavam juntos. Era bem simples, macarrão, chicken nuggets (pras kids), ravioli (que a hosta comprava congelado) com molho de tomate, arroz, carne moída na frigideira (que eles chamavam de "tacos" não sei porque), fazia também salada pra mim e pra host mom (ela geralmente só comia salada mesmo - e era sempre a mesma) e às vezes fazia brócolis no forno. Eu não me importava em cozinhar, já que gosto de cozinhar e eu sempre jantava na casa. Eu só achava que a hosta deixava muito pouca comida pra eu fazer (sempre jantava e ficava com fome, mas fazer o que né?!). As kids quase sempre só comiam macarrão (a famosa pasta). 

Foto com os carros porque dirigir foi a minha maior obrigação de Au Pair
 (e aparentemente da minha kid também hahaha!)

6:30 - Jantar. Os pais geralmente já estavam em casa (as vezes eu precisava ir buscar a host mom na estação de trem e as vezes o host dad que ía buscar ela) e por isso depois que eu jantava eu já estava off. Nas sextas feiras os hosts costumavam pedir comida de algum restaurante (comida asiática, ou hamburger etc...) e eles sempre pediam se eu queria também e não se importavam eu pedir pra mim. 

Depois que eu ficava off ou eu ía pra academia (se eu não tivesse ido de manhã), ou eu tomava banho e ía pro meu quarto ver alguma série, ligar pra minha mãe etc. Às vezes tinha meeting com a LCC por volta das 8:00 então eu me arrumava e ía (as vezes dava até carona pra alguma outra Au Pair).  As vezes nas sextas eu saía com alguma amiga pra jantar fora (geralmente Burger King haha).

Rotina de sábados à noite quando os host parents íam jantar fora ou pra alguma casamento etc:  Dava banho na kid mais nova, fazia o jantar, mas geralmente os hosts pediam pizza e eu comia junto com as kids, depois brincava com ela ou víamos algum filme até a hora de ir dormir depois eu colocava ela na cama e ficava vendo alguma série ou fazendo minhas unhas até umas 11:30 ou meia noite quando os pais chegavam. Os dois kids mais velhos sempre ficavam ou jogando video game ou vendo Netflix/Youtube no quarto deles ou no basement. Às vezes algum amiguinho deles vinha dormir em casa, mas geralmente não me dava nenhum trabalho extra pois eles já eram grandinhos. Pra eles eu só falava que estava na hora de ir dormir e eles mesmo colocavam o pijama e deitavam, eu só checava se eles estavam prontos e pagava a luz do quarto pra eles hahaha. 

E esse era minha rotina na maioria dos dias. Espero que tenha dado uma luz sobre como é a vida de Au Pair na prática pra vocês.

Beijinhos! 

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02 julho 2021

O Famoso 4 de Julho

Um dos feriados mais importantes e mais legais dos EUA é o famoso 4 de julho! Esse e o Thanksgiving foram os meus preferidos durante meu ano de Au Pair nos EUA. Se você faz ou vai fazer seu intercâmbio nos EUA confira algumas curiosidades e dicas pra aproveitar o Fourth of July durante o seu ano! 

O que é o tal "4 de julho?"

Também conhecido como July 4th ou Independence Day, o Fourth of July nada mais é do que o dia da independência americana! Bem parecido com o nosso 7 de setembro. Assim como o Brasil já foi colônia de Portugal, os EUA já foi colônia Britânica, e a independência do país se deu no dia 4 de julho de 1776, quando a declaração da independência da foi escrita. Ela teve alguns autores, dentre eles o famoso Thomas Jefferson, que posteriormente foi presidente dos EUA. A data só virou feriado nacional em 1941. 

Como é comemorado?

Os americanos costumam se reunir para ver o show de fogos de artifício que acontece geralmente após o pôr do sol. Bem parecido com o que fazemos na virada do ano, porém não é tão comum nos EUA se ter fogos para a virada, já que em 31 dezembro é inverno no hemisfério norte e o clima não é tão propício! Já no dia 4 de julho, começo do verão no hemisfério norte o clima geralmente é de calor! E ainda com o horário de verão o sol se põe mais tarde facilitando pra que todos queiram ficar fora de casa até mais tarde pra ver os fogos! Só a titulo de curiosidade, a declaração da independência americana foi assinada na cidade da Filadélfia, no estado da Pensilvânia, e a tradição de soltar fogos de artifício no 4 de julho se iniciou em 1777 também na Philadelphia, um ano após a sua assinatura, e continua até hoje! 

Como posso aproveitar esse feriado sendo Au Pair?

Primeiro de tudo, verifique com a sua host family se você estará off*. Se estiver peça se eles irão fazer algo legal que poderia te incluir, assim quem sabe junto com eles você poderia experienciar a comemoração de uma forma típica americana. Mas se eles não te incluirem, ou não forem fazer nada, recomendo juntar os amigos e procurar onde ir assistir os fogos. Os americanos sendo tão patriotas, fizeram o feriado se tornar tão popular que geralmente até a menor das cidades tem a sua própria comemoração. Jogue no Google o nome da sua cidade com "4th of July" e o ano atual, ou melhor ainda pergunte pra outros Au Pairs e até pra sua LCC. Vale a pena ir! Não digo isso  pelos fogos, mas sim pela experiência, afinal estamos muito acostumados com os shows de fogos maravilhosos no nosso Réveillon no Brasil! 

No meu primeiro ano de Au Pair a LCC do grupo de uma amiga minha, foi até um parque numa cidade próxima à que eu morava para ver os fogos e chamou todos os Au Pairs do grupo dela. Quase como um meeting extra. Ela era super querida, levou snacks, toalha de picnic, e até mini bandeirinhas dos EUA para todos! O evento foi num parque enorme à céu aberto, à beira de um lago. Além dos fogos, um parque de diversão e barraquinhas de comida se instalaram lá! Foi bem divertido, chegamos antes do sol se pôr e caminhamos até achar a LCC no gramado, as pessoas geralmente levam toalhas ou cadeiras e ficam sentadas lá, na grama mesmo. Ficamos conversando, ouvindo música, comendo snacks até o sol finalmente se pôr e assistirmos aos fogos! Foi uma experiência bem legal e bem americana!


Muitos americanos fazem barbecue nesse dia! Quem sabe sua host family faz um e você tem a chance de experienciar como é um churrasco americano. Ah, e se você decidir não ver os fogos, ou se não tiver na sua região, quem sabe você mesmo pode organizar um com seus amigos Au Pairs! Se por algum motivo não tiver fogos na sua cidade ou se for cancelado por chuva e etc., você pode ver pela TV se quiser! O show de fogos das grandes cidades, como NYC, Philadelphia e etc., sempre são transmitidos por algum canal. 

*Caso você não esteja off, converse com os host parents e pergunte como será o dia, quem sabe eles não irão te levar junto pra ajudar com as kids enquanto assistem aos fogos, ou quem sabe eles mesmos planejaram um churrasco pro dia, e dependendo de como sua host for (só você irá saber dizer), por mais que você esteja trabalhando talvez consiga aproveitar a experiência mesmo assim! Se sentir que gostaria de estar off pra poder aproveitar o dia (se seus amigos todos forem fazer algo e só você estiver trabalhando por exemplo) tente conversar com a host family, quem sabe eles te deixam off mais cedo pra você poder aproveitar, afinal é um feriado nacional e com o horário de verão escurece mais tarde, os fogos não vão começar tão cedo assim! Boa sorte! E lembrando que folgas em feriados não necessariamente podem ser dadas pelas host families, então antes de fechar o match converse com eles sobre isso! ;)

Fogos no parque em que fui, em 4 de julho de 2019.


Ah, se você estará off por vários dias, ou se o 4 de julho cair num final de semana e você quiser viajar (ou se você está tirando uma das suas semanas de férias) quem sabe você não planeja uma viagem pra Washington DC, a capital dos EUA, e fecha seu 4th o July com chave de ouro?! Washington DC é um lugar super legal de conhecer, e vale muito a pena! Além da famosa Casa Branca, a cidade tem vários museus localizados todos na mesma rua, a famosa National Mall, e todos os museus são de graça! Muito legal pra descobrir mais sobre a história americana e tem tudo a ver com o famoso 4 de Julho! Philadelphia, na Pensilvânia, também tem tudo a ver já que a declaração foi assinada lá e a tradição dos fogos começou lá também! Tem coisas muito legais pra ver em Philly, incluindo a famosa escadaria do filme do Rocky Balboa!

Esse foi o post desse mês! Espero que tenham gostado das dicas!

Beijinhos e Happy Fourth of July

Pra saber mais: https://www.history.com/topics/holidays/july-4th

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02 junho 2021

5 Lugares Gratuitos Pra Ir Durante o Tour Por NYC

Uma das minhas memórias mais marcantes do meu intercâmbio au pair é do tour por NYC durante a semana de treinamento. Eu lembro claramente até hoje de descer do ônibus da Cultural Care no Rockefeller Center e olhar maravilhada pra aquele mar de prédios e taxis amarelos. E já que junho é o mês do meu aniversário, pra comemorar o post desse mês será especial! NYC é minha cidade favorita nos EUA, e como eu morei lá pertinho, pude conhecer vários lugares bem legais e viver várias aventuras por lá. Nesse post vou te dar 5 dicas de lugares pra visitar durante o tour pela cidade que nunca dorme, e o melhor: de graça! 

Pra quem não sabe, quando você decide ser au pair nos EUA e de fato embarca pra iniciar seu intercâmbio, antes de ir pra casa da host family existe uma semana de treinamento realizada pela sua agência. Nessa semana você geralmente fica hospedada em uma escola ou hotel fornecido pela agência. Isso depende da agência que você escolhe! No meu caso fui pela Cultural Care em Julho de 2018, e o meu treinamento foi na Hofstra University em Long Island, mas sei que o da APIA - Au Pair in America - é geralmente em um hotel. E a maioria das agências escolhe fazer esse treinamento nos arredores da cidade de Nova Iorque, isso porque a cidade conta com um dos maiores aeroportos internacionais dos EUA, sendo assim a principal porta de entrada de au pairs de vários países que vem pros EUA.

Campus da Hofstra University, onde foi minha semana de treinamento.


Nessa semana de treinamento você aprende muito sobre os EUA, sobre a cultura, sobre relacionamento com a host family, e é claro sobre cuidados com crianças e bebês. E em um desses dias as agências costumam realizar um tour pela cidade de NYC, que deixa todos bem animados, afinal NYC é cenário de vários filmes e séries que vemos desde crianças! No meu treinamento, a Cultural Care disponibilizou ônibus com motorista e um guia que levou a gente pra dar uma volta por alguns dos principais pontos da cidade enquanto explicava para todos fatos interessantes sobre os lugares. Vimos a Brooklyn Bridge e a Estátua da Liberdade de longe, pois não da tempo de ir até lá e voltar no tour (quem sabe eu faça um post mais detalhado sobre o passeio pela estátua, o que acham?), e alguns outros lugares icônicos como a Times Square e o Empire State Building. Também passamos em frente ao Central Park e o ônibus só parou lá pois todos praticamente imploraram ao guia para parar, e só pudemos descer por apenas 10 minutinhos! Enfim, NYC é gigante e tem muitaaaa coisa legal pra ver, o Central Park mesmo é um passeio de um dia todo! E é claro que o tour é só uma pincelada. 

Geralmente após algumas horas de passeio guiado, o ônibus para em algum ponto da cidade (quase sempre no Rockefeller) e deixa todos descerem e explorarem o que quiserem por conta própria por algumas horas e tem sempre um horário e ponto de encontro pra que todos voltem com o mesmo ônibus pra escola de treinamento. Confesso que eu não pesquisei nada sobre NYC antes do tour e nem print do Google Maps eu tirei pra me localizar sozinha por lá! A minha sorte foi que uma das meninas que estava no mesmo ônibus que eu tinha planejado um pequeno roteiro pra seguir nesse "passeio livre" e eu fui junto com ela. Se não fosse por isso eu ficaria perdida sem saber pra onde ir e sem internet no meu celular (se isso acontecer com você procure um Starbucks ou outro lugar que tenha wifi gratuito e abra seu Google Maps tirando prints dos lugares que quer ir e boa sorte hahaha!). E foi com isso em mente que resolvi dar essa dica de mini roteiro por aqui!

Conhecendo a estátua da Liberdade, porém de longe.


Sei que esse momento ainda é difícil pra muita gente com a situação da Covid-19, e que muitas pessoas  sonham em fazer intercambio, mas no momento não está sendo possível. Também tem o fato de que as agências podem não estar fazendo o tour, mesmo para as au pairs que estão conseguindo embarcar. Mas como eu sei que, mesmo em meio a esse caos pandêmico, tem muitos futuros au pairs sonhando alto com a realização do seu intercâmbio, sonhadora que sou, resolvi criar esse post 'escapista' e compartilhar algumas dicas de passeio pela cidade de Nova Iorque que você pode fazer de graça durante o tour. Listei aqui 5 lugares próximos ao Rockefeller (incluindo o próprio) que são viáveis de se conhecer a pé e no pequeno tempo que é dado no tour. Se o seu ônibus realmente parar no Rockefeller assim como o meu, você pode seguir essa ordem da minha lista e depois só ir ao lugar do seu ponto de encontro pra pegar o ônibus da volta. Mas vamos logo ao que interessa!

5 Lugares Gratuitos Pra Ir Durante o Tour Por NYC:

1 - Rockefeller Center

É na verdade um prédio comercial altíssimo. Lá embaixo tem esse espaço em que geralmente é decorado com algum tema à depender da época do ano e fica super lindo para tirar fotos. No verão o espaço funciona como um restaurante à céu aberto e ao redor são colocadas bandeiras de vários países (incluindo a brasileira). Já no inverno é um ringue de patinação. Na época do Natal é colocada uma árvore gigantesca decorada com luzes e logo à frente do Rockefeller Center fica o famoso show de luzes da loja Macy's.

Rockefeller Center no verão

E no inverno com decoração de Natal


*1 e 1/2 - St. Patricks Cathedral

Esse item é um bônus! Praticamente na frente do Rockefeller fica essa catedral católica em estilo neo-gótico. Por fora e por dentro ela é linda, sendo que existe uma réplica da pietà lá dentro atrás do altar. Se você for cristão, especialmente católico, ou se não é cristão mas não tem problema em conhecer lugares sobre outra religião vale a pena entrar e conferir, já que é bem em frente e toma bem pouco tempo. Se não estiver tendo missa ou outra celebração, a catedral fica aberta ao público e não se paga nada pra visitar. 

A Catedral por dentro

A Catedral por fora


2 - Grand Central Terminal

Descendo a Quinta Avenida ou a Madison Avenue sentido downtown (sentido estátua da liberdade ou seja pro sentido sul) você além de caminhar entre o mar de prédios e lojas chiques, irá se aproximar da Grand Central Terminal, que nada mais é do que uma das maiores estações de trem do mundo. Por ela transita muita gente indo e vindo da região metropolitana de NYC e de outros estados também. A arquitetura é linda e o lugar também já foi cenário de vários filmes e séries.

Grand Central Terminal por dentro

Grand Central por fora


3 - New York Public Library 

A Biblioteca Pública de Nova Iorque fica à apenas duas quadras da Grand Central Terminal e mesmo que você não tenha o hábito da leitura vai apreciar a arquitetura do lugar que foi construído em 1895 e possui cerca de 55 milhões de livros. Por fora tem dois leões esculpidos e a fachada antiga é bem linda, mas por dentro além de outras esculturas e objetos legais a arquitetura é um verdadeiro cenário de filme, especialmente a Rose Main Reading Room, uma sala de leitura grande e super linda. A biblioteca também é aberta ao público e gratuita. 

Rose Main Reading Room


4 - Bryant Park

Literalmente ao lado da Biblioteca, o Bryant Park é uma pequena praça em meio à selva de concreto. No verão pode ter feirinha e o gramado é aberto para as pessoas sentarem e fazerem picnics. Aos fins de semana podem haver pequenos shows ao vivo. Já no inverno é montado um ringue de patinação sobre o gramado (bem mais barato que a do Rockefeller) e uma árvore de natal bem grande. Também tem uma feirinha com lembrancinhas, artesanato e comida. Quem sabe seja um bom lugar pra fazer um lanchinho ou até mesmo pra sentar e tomar um café do Dunkin Donuts ou Starbucks.


Pista de patinação do Bryant Park durante o inverno. Árvore de Natal
e a Biblioteca ao fundo.

5 - Times Square 

Um dos lugares mais visitados do mundo, a Times Square fica à mais ou menos duas quadras do Bryant Park e no caminho até lá você vai ver muitos dos teatros que hospedam os famosos shows da Broadway. Cheio de lojas e dos famosos outdoors com imagens e luzes, a Times Square é icônica seja de dia ou a noite. O meu horário favorito pra passear pela Times é ao fim da tarde quando ainda não está totalmente escuro. 

Times Square. Foto que tirei durante o tour da
Cultural Care.


E é isso! Essas foram as minhas pequenas dicas de passeios gratuitos!

Espero que logo logo tudo se normalize e que os futuros au pairs possam ter uma experiência tão legal no treinamento quanto eu tive! E que todos possam aproveitar as dicas que eu dei nesse post. Se você quiser dar uma espiadinha em como foi a minha semana de treinamento, eu fiz um vlog pro meu canal no You Tube mostrando um pouquinho de como foi (link no fim do post). Lá mostro algumas coisinhas do tour também. Só lembrando que o tour é opcional e caso você não queira fazê-lo pode tirar o tempo pra descansar ou você pode fazer o seu próprio tour! É claro que esse post foi bem voltado para o au pair nos EUA,  por isso se você é ou foi au pair em outros países conta pra gente nos comentários como foi a sua chegada no país, teve treinamento ou algum passeio especial? Eu vou adorar saber!

Beijinhos dessa sonhadora que esse mês fica um ano mais velha, ou melhor, mais experiente (rs),  e até julho! ;)

Link pro meu vlog do treinamento:  https://www.youtube.com/watch?v=8YcqUPny97A&t=5s

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02 maio 2021

Ser Au Pair Engorda?

Quando eu contei pra minha família e amigos que iria ser Au Pair nos EUA, o primeiro comentário que eu ouvia era "noooosssaaa você vai engordar!!" O que acontece é que temos a tendência a achar que americanos comem fast food com refrigerante de café da manhã, almoço e jantar, são gordos e passam o dia todo em frente a tv! Por ter pesquisado muito e conversado com muitas au pairs antes de ir fazer meu intercâmbio, eu sabia que, na realidade, não era bem isso que acontecia. Eu já tinha ciência de que cada experiência é diferente uma da outra, e portanto nenhuma história de au pair vai ser igual à outra. Estava também preparada para enfrentar um choque de "cultura alimentar" e ter que me adaptar à um tipo diferente de comida, afinal isso já se é esperado de um intercâmbio. Também já tinha ouvido várias histórias de au pair ganhando peso por "n" motivos, mas não achei que no meu caso eu fosse perder um pouco de peso e até passar fome. Mas e aí? Será que ser au pair engorda? Deixa eu te contar a minha experiência com comida nos EUA:

Hamburguer and French Fries vão sim ser parte da experiência

Logo que cheguei na host family percebi que a ideia de comer fast food toda hora e ser gordo não batia nem um pouco com a minha host family e nem com a maioria das host families que conheci. Como eu disse, cada experiência é diferente, e embora os americanos tenham no geral uma "cultura alimentar" em comum, cada host family tem seus costumes específicos. Logo na primeira semana, percebi que os meus hosts não só comiam muito pouco (comparado com os nossos costumes no Brasil), como também cozinhavam muito pouca comida por refeição e controlavam muito o quê e o quanto de comida as kids comiam. Os pais e as kids nunca comiam a mesma comida e a quantidade de comida que eu fazia de jantar para as kids era bem pouca. Os pais geralmente não comiam nada no almoço e de jantar a host mom comia só salada e o host dad meio pedaço de carne e só! Os pais não costumavam comer frutas e nem coisas que tem carboidrato. A única fruta que a host mom comia de vez em quando era maçã verde. Aí juntou a minha falta de intimidade pra abrir a geladeira (e sair pegando qualquer coisa) com a pouca comida que tinha na casa e o resultado foi que eu ia dormir com a barriga roncando de fome (literalmente!). 


Nesse dia eu fiz feijão enlatado e juntei com o que
tinha na geladeira pro almoço e por sorte comi bem ;)

Lembro que nos primeiros dias eu almoçava uma banana, pois era isso que tinha em cima da mesa e que estava fácil de pegar e de comer. E como no Brasil eu estava acostumada à comer um prato cheio com feijão, arroz, salada e etc., é óbvio que a banana não era o suficiente. Com o tempo eu comecei a preparar um pouco a mais da comida das crianças (que geralmente era macarrão) pra sobrar um pouco pra mim e quando comecei a perder a vergonha, eu via se tinham sobras do jantar na geladeira e esquentava só pra mim no almoço. Depois que eu comecei a dirigir, eu acabava indo até o mercado e comprando "besteiras práticas" (tipo Oreo e Doritos) e deixando no meu quarto pra comer depois do jantar. Que se pronuncie aqui a au pair que nunca teve uma gaveta ou espaço no quarto cheio de snacks! Pois é, como eu disse antes, cada experiência é diferente. Eu tenho certeza que em algum momento você vai achar algum costume estranho em termos de alimentação, seja você au pair nos EUA, na Europa ou em qualquer outro lugar, pois cada país tem uma cultura diferente e logo os hábitos alimentares também vão ser! É bom já estar preparado pra ter que se adaptar em termos de alimentação. Nos EUA por exemplo, a refeição mais importante do dia é o jantar e a maioria dos americanos não vai comer comida quente no almoço e sim fazer só um lanche (se fizerem!). Em alguns países da Europa também vai ser assim. E é claro que o tipo de comida e os temperos também serão diferentes. Nos EUA, por exemplo, não se tem muito costume de se comer feijão com arroz, mas você encontra sim feijão no mercado e vai encontrar pratos que contenham feijão em restaurantes mexicanos e brasileiros. 


Eu na cozinha da host family fazendo o famoso
sanduíche de manteiga de amendoim com geléia

Eu sempre tive a cabeça aberta no intercâmbio para experimentar outras comidas, e por isso sempre aproveitei pra experimentar coisas típicas (como manteiga de amendoim, que virou uma das minhas coisas favoritas), mas na verdade notei que boa parte da comida do dia a dia era bem parecida com o que eu já comia (pão, manteiga, leite, arroz, carne, macarrão, salada... ) e por isso não foi difícil se adaptar com os alimentos, tirando o fato de a pouca comida que tinha nunca ser o suficiente pra mim. Meu combinado com a família era que eu poderia pegar o cartão de crédito dos hosts e comprar comida quando estivesse acabando, e aí, além de comprar coisas que eles precisassem, eu comprava coisas que eu quisesse também Eu aproveitava e comprava várias frutas, já que eles raramente comiam. Mas é claro que nós au pairs nunca queremos abusar das famílias, e por mais que eles tenham o dever de te fornecer pelo menos 3 refeições diárias, podem haver conflitos sobre o que você pode comer (muitas famílias separam a comida da au pair) ou sobre o quanto você pode gastar quando for comprar comida pra você (o que pode não ser o suficiente pra comprar tudo que você vai comer na semana). Minha sugestão é que você antes de fechar match perca o medo e combine bem com a família como isso vai funcionar e pergunte sobre os hábitos alimentares deles. Aproveite e conte pra eles como são os nossos hábitos alimentares no Brasil, assim vocês terão uma ideia do que os espera. Assim como você pode não saber dos hábitos daquela família/país, eles também podem não saber os seus! 


Comida de diner: Waffles com omelete e bacon! Diners são parada
obrigatória pra qualquer estrangeiro nos EUA! Acho comida de diner
o tipo de comida mais autêntica dos USA. 


Pra finalizar o post, eu acho sim que você pode engordar durante o au pair! Lembra da gaveta de snacks baratos e práticos? Então... eles não são nada saudáveis! E se você for compensar a falta de comida na host comendo snacks (ou fast food que é uma das opções mais baratas) você vai sim ganhar peso! Ainda mais se estiver passando por homesick ou por muito stress devido à rematches e etc. No meu caso eu acabei emagrecendo um pouco, já que eu sempre fui bem ativa, ía pra academia todo dia, fazia corrida na rua e aulas de dança, eu gastava muita energia e como a quantidade de comida era pouca pra suprir o que eu gastava me exercitando, eu acabei perdendo peso, só que isso não foi necessariamente bom, afinal eu não engordei, mas minha alimentação não era nada saudável. Quero abrir um parênteses aqui e dizer que de forma alguma seu peso importa, esse post definitivamente não tem a intenção de julgar seu peso ou de dizer que é errado engordar! O que importa é que você esteja saudável e aproveite seu intercâmbio sem estar preocupado com a sua saúde ou passar fome! O au pair é sim um intercâmbio pra se aproveitar as maravilhas culinárias do país. Mas sabemos que o dia dia é essencial para nos mantermos saudáveis e para que isso ocorra converse bem com a host family e não tenha medo de dizer que não está bom assim, afinal alimentação é um dos nossos direitos! E você? Engordou ou passou fome durante seu intercâmbio? Conte sua experiência nos comentários!

Beijinhos da Thamy e bom apetite! ;)

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02 abril 2021

3 Lições que Aprendi Sendo Au Pair

Que o Au pair é uma grande experiência de aprendizado todo mundo já sabe, não é?! Desde aprender o idioma e a cultura do país escolhido, até aprender a lidar com as kids e com a host family. Terminamos o intercâmbio com a cabeça bem mais aberta, infinitas histórias pra contar e muitas lições aprendidas! Eu sou a Thamy e hoje, nove meses depois de ter terminado meu intercâmbio, vim compartilhar com vocês três lições que eu aprendi durante o Au pair que eu levo para a vida!

Pequenos momentos preciosos.

1 - Tomar decisões por conta própria 

Eu sempre tive que ser muito independente na minha vida. Saí de casa com 17 anos pra fazer faculdade e antes disso eu já trabalhava com crianças desde os 14, o que me trouxe muita noção de responsabilidade. Ainda assim eu tinha muitas pessoas pra contar: meus pais, meus professores, sem contar que estava no meu país, falando a minha própria língua e etc. A grande tomada de decisão acontece já quando você decide ser Au pair, pois muitas vezes a família não apoia sua decisão (o que não foi o meu caso, ainda bem!) e mesmo que te apoie, fazer um intercâmbio implica em tomar muitas decisões cruciais: deixar escola, emprego, família, namorado para trás por pelo menos um ano, decidir o que levar na mala e ir pra um país desconhecido aperfeiçoar um idioma que você mal fala! Vocês tem noção do quão assustadora essa ideia pode ser pra algumas pessoas? Então, se você apesar de tudo isso já tomou sua decisão de ser Au pair, ponto pra você! E não pense que a tomada de decisões para por aí! Durante o intercâmbio vão ter zilhões de coisinhas pra decidir e muitas vezes você pode até pedir opinião da sua família no Brasil, ou de amigos, mas no fim só você mesmo vai poder decidir, afinal você estará à milhares de quilômetros de casa em um país que talvez a sua família nem conheça direito! Não estou citando isso pra criar desespero, mas sim pra dizer que aprender a tomar suas próprias decisões, ser independente e responsável por você mesmo faz você crescer muito e traz muitas coisas boas pra sua vida!

No aeroporto antes de embracar para essa
 jornada de aprendizados


2 - A importância do respeito e da humildade

Duas coisas que eu sempre valorizei muito, mas que passei a procurar mais nas pessoas e em mim mesma só depois que fui viver essa aventura "au pairiana" são os valores de respeito e humildade. Estar em outro país requer muito respeito! São diferentes línguas, diferentes culturas e diferentes modos de pensar a vida! E, para que aconteça uma boa convivência, é necessário que todos se respeitem. Parte do respeito é entender que os costumes da sua host family podem ser bem diferentes dos seus, e você por estar no país deles precisa respeitar esses costumes. Por outro lado, a família está te acolhendo na casa deles e precisa também entender que você vem de outra cultura, com outros costumes! A humildade entra aqui: não tem que se achar melhor (nem pior) do que a pessoa de outra cultura. Nem se achar superior porque está acolhendo uma pessoa que vem de um país mais pobre. Tem que ter respeito! É claro que vai ter uma troca de culturas, você aprende sobre o país deles e eles sobre o seu, esse é um dos objetivos! Ah, e também tem que ser humilde e ter respeito com relação ao trabalho da au pair, respeitando as regras do programa, por exemplo! Flexibilidade também tem que existir, afinal, no programa, você ajuda a família e a família te ajuda em troca, mas sempre tem que haver respeito mútuo e como ambas as partes podem ser bem diferentes, é importante ter a humildade de pedir desculpas quando (mesmo que sem perceber) agir de forma não tão legal com a host family ou com a au pair!

Respeito e amor andam juntos.


3 - Valorizar o meu país e a minha cultura 

Eu sempre tive curiosidade em conhecer mais sobre os outros países e outras culturas, então a ideia de viajar para fora sempre foi bem atrativa pra mim. Quando eu decidi que queria fazer intercâmbio, na verdade eu estava meio frustrada com as coisas no Brasil. Eu fazia Ensino Médio em escola pública e percebia que nada funcionava direito aqui. Eu sempre quis estudar e passar no vestibular e as aulas da escola eram pura "matação", ninguém queria "nada com nada"! Com isso resolvi que talvez fosse legal ir em busca de uma vida melhor lá fora, afinal sempre nos passam a ideia de que o que está fora do Brasil é melhor e dá mais certo, mas acabei passando no vestibular e seguindo a vida fazendo o que eu mais gosto, que é dançar, e só botei a ideia de intercâmbio em prática depois que eu me formei. E foi lá fora, fazendo intercâmbio, que eu pude perceber quantas coisas lindas nós temos no Brasil: as paisagens, as praias, a natureza, a nossa cultura (que é vasta, cada cantinho do Brasil tem costumes diferentes), e a nossa comida! E não só isso, mas essa natureza tão característica dos brasileiros de ser caloroso, amigável e receptivo. Sempre falam que quem vai pra fora se torna bem mais patriota com relação ao Brasil. E é verdade! Amamos conhecer tudo sobre a língua e a cultura do país em que vamos fazer intercâmbio, afinal o objetivo é esse né! Mas amamos encontrar um mercado ou restaurante brasileiro e aproveitar as maravilhas deliciosas que temos no Brasil (ergue a mão quem nunca fez brigadeiro para as kids!). Ah, já ouviu falar no Brazilian Day? É a prova viva disso! Então só posso dizer: vá viver a melhor experiência que você puder lá fora, aprenda sobre as outras culturas, mas não esqueça da sua! Afinal, coisas ruins existem em todos os países, cada lugar terá pontos positivos e negativos, não existe um país perfeito! E saiba que, pra cada uma desses pontos negativos, existem outras coisas infinitamente lindas! 

Brazilian Day em 2019 - NYC


O Au pair é uma experiência de aprendizado muito intensa. Querendo ou não você passa por poucas e boas, por muitos desafios e muitos perrengues, você conhece muitas coisas novas e vive experiências e emoções antes desconhecidas, e isso tudo faz você crescer de uma forma imensa, não só em conhecimentos práticos, mas também como um ser humano! Por fim, o au pair é temporário, geralmente um ou dois anos da vida, parece pouco, mas é tempo de sobra pra muitos aprendizados que vão te acompanhar pra vida toda! Aproveite cada segundo dessa sala de aula chamada au pair!

Beijinhos! 

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02 março 2021

Consegui meus créditos estudando em um Community College

Oi gente, tudo bem? Eu sou a Thamy e nesse post vou contar como consegui meus créditos estudando em um Community College e porque eu achei que foi uma boa experiência. 

Uma das vantagens em se fazer o programa au pair é que, além de poder vivenciar a cultura, trabalhar e viajar pelo país, nós estamos em contato constante com a língua que queremos melhorar. No meu caso, fui au pair por dois anos nos EUA, e sem dúvida nenhuma esse intercâmbio me fez aprender muito inglês. Hoje me considero fluente no idioma. A regulamentação do programa de au pair nos Estados Unidos requer que o intercambista complete durante cada ano de intercâmbio pelo menos 6 créditos acadêmicos - ou 72 horas - estudando em uma instituição de ensino reconhecida. Ou seja, mesmo que você não tenha interesse em estudar a língua terá que cumprir os créditos estudando algo. A maioria dos au pairs acaba estudando Inglês mesmo, já que se tornar fluente nesse idioma é um dos maiores objetivos de quem faz esse intercâmbio. E juntando a obrigação de cumprir os créditos com a necessidade de estudar a língua, os cursos de inglês são uma ótima opção. Mas e onde encontrar bons cursos de Inglês que sejam reconhecidos para garantir seus créditos e que sejam acessíveis pra nós au pairs? A minha dica pra você são os cursos de ESL - English as a Second Language - nos Community Colleges. 

O que é um Community College?

Community College, ou faculdade comunitária, são instituições de ensino reconhecidas pelo governo e órgãos educacionais em que são oferecidos cursos similares aos nossos cursos tecnólogos ou técnicos, os chamados "Associate`s degrees", e que tem duração de cerca de 2 anos. Com esses cursos os estudantes cumprem pré-requisitos necessários para se adentrar em uma "4-year University", as universidades tradicionais onde os cursos tem geralmente 4 anos de duração. Após os 2 anos de comunity college os alunos podem pedir transferência para uma universidade e finalizam os 2 anos restantes, obtendo ao final um diploma de bacharelado.  Os community colleges costumam ter um custo bem mais reduzido do que as universidades tradicionais e por isso muitas pessoas optam por iniciar os estudos nele e só depois transferir para uma universidade, já que o custo de se estudar em uma Universidade nos EUA é bem alto. 

*Lembre-se que college não significa "colégio", mas sim faculdade!  ;)

Campus do WCC, onde eu estudei
As faculdades comunitárias também oferecem outros cursos livres voltados para a comunidade em que se inserem. Existem cursos de idiomas, de culinária, de informática, de fotografia, de natação, de teatro, de dança e etc. Esses cursos tem um valor baixo e a duração varia. Existem workshops de um dia e até cursos que duram o semestre todo. Alguns desses cursos podem fornecer um certificado com total de horas, carimbo e assinatura da faculdade e talvez eles possam ser usados para cumprir seus créditos, mas isso varia conforme o curso e eu recomendo sempre perguntar antes de se matricular só para confirmar. Os cursos de idiomas, especialmente os de ESL, geralmente oferecem esse certificado e por isso são uma ótima opção! Eu mesma escolhi os cursos de ESL, porque eu queria melhorar meu inglês e porque o custo era super acessível, sem contar que eu consegui todos os créditos fazendo apenas 1 curso no total, que durou apenas 1 semestre!

O que é ESL?

A sigla ESL significa English as a Second Language, ou Inglês como Segunda Língua, e resumindo são cursos oferecidos para estrangeiros que moram ou estudam no país para que possam se desenvolver no idioma e adquirir cada vez mais fluência. Além dos community colleges, outras instituições como Universidades e até mesmo escolas privadas de idiomas podem oferecer esse tipo de curso. Ele geralmente se divide em 7 níveis, e você precisa fazer um teste de nivelamento antes de iniciar as aulas, assim você é colocado na turma/nível certo! Eu fui au pair no condado de Westchester em Nova Iorque, e estudei no maior community college da região o WCC - Westchester Community College - é um ótimo college, todos os cursos que fiz foram muito bons e os professores excelentes! Isso sem contar na estrutura que também era muito boa! O teste de nivelamento foi realizado no primeiro dia de aula e na semana seguinte iniciei as aulas na turma certa! Eu utilizei apenas metade do valor da bolsa de estudos que a host family tem o dever de custear (que é de até  $500) e consegui todos os créditos, o restante do valor eu pude utilizar no semestre seguinte para fazer mais um curso!


Os cursos de ESL são recomendados pra quem está em busca de aperfeiçoamento do idioma e no curso vão ser trabalhadas as 4 habilidades: Reading (Leitura), Writing (Escrita), Listening (Escuta) e Speaking (Fala) de forma igual. Existem outros cursos de inglês para quem quiser se aprofundar mais.  Além do curso convencional de ESL, eu fiz também outros dois cursos: um foi "Conversation and Pronunciation Workshop" (Workshop de Conversação e Pronúncia), que é mais focado nas habilidades de Speaking e Listening e foi ótimo pois eu aprendi regras de pronúncia que eu nem sabia que existiam e definitivamente isso me fez melhorar muito meu inglês, eu super recomendo esse curso de pronúncia para todos! O outro curso foi "EAP - English for Academic Purposes" (Inglês para Propósitos Acadêmicos), que é focado mais em Reading and Writing, já que visa te preparar para iniciar um curso de graduação. Esse curso eu fiz no meu segundo ano de au pair e, embora eu não quisesse entrar pra uma faculdade, ele me agregou muito, pois aprendi a fazer vários tipos de redação, adquiri muito vocabulário novo e aprendi várias regras ortográficas! Esses dois cursos são um pouco mais avançados e eu recomendo que você faça primeiro o curso convencional de ESL (aquele que tem 7 níveis!). Mas se você já tem um nível bom de inglês ou, assim como eu, terminou o ESL no primeiro ano e precisa fazer um novo curso pra cumprir os créditos do ano de extensão, esses dois são ótimos e vão elevar e muito seus conhecimentos de Inglês! 

Meus certificados de ESL

Dicas: 

*Outro curso bem legal, que eu não fiz, mas ouvi falar bastante, é o Business English for Internationals (Inglês para Negócios). Se você é da área de negócios no Brasil e precisa dar uma guinada no seu Inglês essa parece ser uma ótima opção, unindo o útil ao agradável.

**Alguns community colleges possuem parcerias com instituições sem fins lucrativos e com bibliotecas públicas e nesses lugares costumam ser oferecidos cursos gratuitos que fornecem certificado. Geralmente esses cursos são bem básicos (níveis 1 e 2 de ESL), já que o objetivo é auxiliar imigrantes que chegam ao país sem falar nada do idioma e não tem condições de bancar um curso. Então se você tem um nível básico de Inglês, quer deixar pra usar os $500 da bolsa de estudos com outros cursos e tiver a sorte de encontrar um curso desse perto de você essa seria uma boa opção pra conseguir seus créditos! Lembre-se que o valor da bolsa é seu, e você tem direito de usá-lo mesmo que tenha um curso gratuito na sua região. 

***Sempre se informe com os outros au pairs da região e com sua LCC sobre os melhores cursos. A minha LCC tinha uma lista com todos os cursos da região que oferecem créditos. Ah, e não tenha medo de ligar no community college pra se informar, afinal cada oportunidade de usar seu inglês na prática é uma oportunidade de aprender mais! ;)

Pra finalizar esse post eu queria dizer que, mesmo que você não esteja tão interessado em estudar durante seu ano de au pair (eu sei que as viagens são o nosso maior sonho de consumo hehe), vai precisar cumprir seus créditos e nada melhor que aproveitar essa oportunidade pra aprender mais! Eu tenho certeza que estudar inglês durante o seu ano vai te ajudar muito na comunicação com a host family e nas outras coisas do dia a dia, fazendo com que você se torne fluente muito mais rápido! E nada melhor do que aprender cada vez mais, afinal estudar abre portas! 

Beijinhos e bons estudos! :)

Links úteis:

- WCC - Westchester Community College (onde eu estudei durante meu intercâmbio): https://www.sunywcc.edu/

Link para a brochura com todos os cursos do WCC para esse semestre pra quem tiver curiosidade: https://www.sunywcc.edu/CMS/wp-content/documents/WDCE_Spring21.pdf

- Esse site listou todos os community colleges dos EUA: http://www.applyingtoschool.com/forms/ComCol-State.aspx

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02 fevereiro 2021

Esporte também é cultura, e cultura faz parte do Au Pair

Um pouquinho sobre os esportes nos EUA

Oi pessoal, tudo bem?

Fevereiro é um mês muito interessante pra quem está nos EUA. Primeiro que, pelo fato de ser inverno, é a época em que os au pairs podem aproveitar pra ir esquiar ou patinar no gelo, uma experiência bem legal pro seu ano de intercâmbio. Depois que, nesse mês, as crianças geralmente tem cerca de uma semana de "férias" na escola, o "Midwinter Recess", e se você tiver sorte, como eu tive nos meus dois anos de au pair, a sua host family pode te dar essa semana de férias também. Mas acho que a coisa mais interessante que sempre acontece em fevereiro nos EUA é o Super Bowl, o maior evento esportivo do país! Super Bowl é nada mais que o nome dado ao jogo final do campeonato da Liga Nacional de Futebol Americano, a conhecida NFL - National Football League. E não importa se você gosta de esportes ou não, se você é au pair nos EUA, tenho certeza que vai ouvir falar disso em fevereiro! Aliás, pode ser que você ouça falar em esportes durante o seu ano todo de intercâmbio! Afinal, não é segredo pra ninguém que os americanos não só amam como valorizam muito os esportes! E assim sendo, é claro que os esportes estarão super embutidos na cultura americana, e sendo o au pair um intercâmbio cultural, nada melhor que aproveitar a onda e se jogar de cabeça nesse universo esportivo!

Metlife Stadium - situado em East Rutherford, New Jersey, e que,
pela proximidade com New York, é a casa dos times
New York Jets e New York Giants.

Lembro que, logo na minha primeira semana como au pair, o host dad tinha um jogo de softball, que é um esporte muito parecido com baseball. Eu, a host mom e a host kid mais nova fomos assistir, e ela acabou me contando que todo verão o host dad se reunia com um grupo de amigos e formava um time para jogar. Depois acabei descobrindo que nos EUA é bem comum terem pequenas ligas amadoras de vários esportes em cada cidade. Eles realizam como se fossem pequenos campeonatos amadores, em que amigos e/ou moradores da cidade se juntam e formam times, e aí os times jogam entre si. Existem as ligas de baseball, softball, kickball, basketball e etc. e se paga uma pequena quantia para jogar, que é rachada entre todos. Eles geralmente escolhem um capitão, que se torna o responsável por organizar o time, e tem até uniforme e tudo, mas para os adultos geralmente não tem treinos, eles apenas vão direto ao jogos, o objetivo mesmo é se divertir jogando! 

Assistindo aos Yankees em setembro de 2019.


Já para as crianças é um pouco diferente. Os pais se juntam e formam um time para as crianças, e aí eles escolhem um lugar em que seja possível treinar. Os treinos de baseball do meu host kid eram sempre em um parque público em que tinham vários campos de baseball. Apesar de público, eles precisavam pagar uma pequena taxa para a prefeitura, então os pais se reuniam e rachavam essa quantia. E aí o treinador - ou coach, como se fala em inglês - era geralmente escolhido entre os pais das crianças. No meu segundo ano de au pair o meu host dad mesmo foi escolhido para ser o coach do time de baseball dos meninos e de soccer das meninas! 

Até aí já deu pra perceber o quanto envolvida em esportes a sua host family pode ser, certo? Como au pair, parte do meu trabalho era dirigir as kids para as atividades esportivas. O host kid menino, que quando eu cheguei tinha 10 anos, amava baseball, mas fazia também soccer e tennis, e além do campeonato amador, ele fazia aulas particulares de baseball e era sempre eu quem o levava e buscava. A host kid mais nova, que tinha 4 anos, amava soccer, o que pra mim, como boa brasileira, dava até orgulho! Ah, deixa eu fazer um parênteses e explicar que o termo soccer é o equivalente ao nosso futebol do Brasil, já a palavra football no inglês só é usada pra se referir ao futebol americano, por isso tome cuidado quando usar esses termos com um falante nativo do inglês pra não causar confusão!

Yankee Stadium - situado no Bronx, em New York.
É casa do famoso time de baseball New York Yankees.


A minha host family amava baseball, principalmente a avó materna! E como bons novaiorquinos eles eram doidos pelo time dos Yankees, um dos maiores times de baseball dos EUA. Assistiam a quase todos os jogos da temporada e, por morarem bem perto do estádio dos Yankees, foram várias vezes assistir aos jogos lá mesmo! Infelizmente não me convidaram pra ir junto em nenhuma das vezes! O que não foi um problema pra mim! Resolvi por conta própria assistir à um jogo de baseball e um de football das ligas oficiais, já que os estádios eram bem perto de mim. Assistir à pelo menos um jogo num estádio é uma experiência que muitos au pairs gostam de vivenciar - e que não sai tão caro! Mas se você não puder ir à jogos das ligas oficiais pela distância por exemplo, procure em alguma universidade ou High School próximo de você, eles também tem campeonatos de vários esportes e podem ser tão legais quanto os jogos da liga nacional, provavelmente não tão profissionais, mas vão com certeza ser uma boa experiência.

Que tal fazer uma boquinha enquanto assiste ao jogo?


Mas aí você pode me perguntar: "ô Thamy, mas eu não entendo nada de baseball ou futebol americano, vou ir assistir pra quê? Vale a pena mesmo assim?" Olha, disso eu posso falar pela minha experiência: eu não sabia nada de baseball quando fui assistir - pra falar a verdade ainda não sei - mas de futebol americano eu sabia o suficiente pra entender o que estava rolando durante o jogo. E consegui me divertir e aproveitar a experiência em ambos! Isso porque a experiência toda de ir ao estádio, passar pelo Hall da Fama que sempre tem nos saguões de estádios, comprar comida típica de estádio e etc. faz parte da experiência também, não se resume apenas à assistir e entender o jogo! Ah, e também se você decidir ir com amigos pode ser que algum deles saiba um pouco e aí pode explicar o que sabe  para os outros e assim vai! Outra coisa interessante dos jogos de futebol americano é que a maioria dos times tem também uma equipe de cheerleaders - animadores de torcida - coisa que só estamos acostumados a ver em filmes, então se você gosta de dança ou assim como eu já foi cheerleader no Brasil - sim, tem cheerleaders no Brasil, assim como também temos futebol americano!- isso também vai fazer parte da experiência de ir ao jogo!



Eu não tenho conhecimento de Au pairs que tenham jogado algo durante seu ano no programa, mas se você gosta e/ou joga algum esporte no Brasil, pode conversar com sua LCC ou com a host family e procurar na sua cidade um time pra jogar. Quem sabe você não decide aprender baseball ou futebol americano? Por falar nisso, pra quem não sabe eu fui cheerleader de um time de futebol americano no Brasil - o Coritiba Crocodiles - e também sou formada em Dança, e por isso quando vim aos EUA não quis deixar meu gosto por cheerleading e pela dança de lado, e resolvi participar de uma audição pra ser cheerleader do New York Jets, um grande time da NFL lá de Nova Iorque onde eu morava. Foi uma experiência surreal. E fico orgulhosa mesmo em dizer que dentre mais de 200 pessoas que fizeram a audição, eu estive entre as 50 finalistas! Eu estive tão perto de ter sido uma cheerleader da NFL, mas infelizmente não fui contratada, talvez pelo fato de que ser cheerleader é um emprego, se ganha salário e tudo, e au pairs como todos sabem não podem trabalhar sem ser para a host family. Independentemente do motivo que os levaram a não me contratar, eu amei a experiência e trouxe esse aprendizado comigo pro Brasil. Foi uma super imersão na cultura americana, havia apenas eu de brasileira e eu tive que me preparar bastante pra participar. Estou citando isso nesse post porque meu objetivo é contar, a partir da minha experiência, como os esportes, a cultura americana e o intercâmbio au pair se relacionam de alguma forma, e sendo o objetivo desse intercâmbio ser uma verdadeira imersão cultural, os esportes vão estar presentes. 

Essa ali no meio sou eu, com o número 197, em março de 2019 durante audição para a equipe de cheerleaders dos Jets, conhecidas como The NY Jets Flight Crew Cheerleaders.


Pra finalizar, se você está nos EUA ou no Brasil e se sentiu inspirado pelo meu post a mergulhar nos esportes americanos, que tal começar assistindo ao Super Bowl LV nesse domingo dia 7 de fevereiro? Esse ano a edição número 55 do Super Bowl vai acontecer na cidade de Tampa, na Flórida, às 6:30pm - ou 20:30 no horário de Brasília - e será entre os times Tampa Bay Buccaneers, time em que joga o famoso jogador Tom Brady, marido da modelo brasileira Gisele Bundchen, e o time Kansas City Chiefs, que venceu o Super Bowl do ano passado. 

Ou ainda, se você se interessou em saber mais sobre cheerleading e futebol americano no Brasil, acesse os links abaixo and have fun! 

Esse foi o post de hoje, se você quiser saber mais detalhes sobre a minha ida aos jogos, ou se quiser bater um papo sobre esses esportes pode deixar um comentário aqui embaixo! 

Beijinhos! 

Link pra página da Confederação Brasileira de Futebol Americano: https://cbfabrasil.com.br/

Link pra página da Confederação Brasileira de Cheerleading e Dança: https://cbcd.esp.br/

Link pro site Oficial da NFL:https://www.nfl.com/

Link pro site oficial da MLB: https://www.mlb.com/

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02 janeiro 2021

Fui sozinha pra Disney

 Oi gente, tudo bem?

Que atire o primeiro lacinho da Minnie quem nunca pensou em ir pra Disney! Um lugar mágico, divertido e nostálgico que fez essa ser a melhor viagem que eu fiz durante o meu intercâmbio de au pair! Quando começamos a planejar uma viagem de férias muitas coisas entram em jogo. Primeiro, precisamos decidir a data perfeita para viajar. Depois, desejamos que seja o mais legal e divertido possível, e pra isso queremos ter sempre pessoas legais conosco, certo? Ainda mais se for pra Disney! E é claro que também queremos uma viagem BBB - boa, bonita e barata! - aproveitando ao máximo e ainda gastando o menor valor possível! E então, pra começar o ano novo com toda esperança de que esse será um ano de grandes realizações, resolvi contar como foi a minha tão sonhada viagem - sozinha -  pra Disney em dezembro de 2019! 

Realizando sonhos na Disney

Um dos maiores objetivos de todos os au pairs com certeza é poder viajar bastante. Infelizmente a maioria de nós ficamos à mercê da decisão da host family na hora de encontrar a data pra viajar, isso porque na maioria dos casos,  quem escolhe as datas de folga e férias são as host families. Em alguns casos as datas que a família escolhe e a data que o au pair quer coincidem, e em alguns casos não. Às vezes também é possível negociar com a família. A minha ex-host mom combinou comigo que, sendo por lei duas semanas de férias, ela escolheria uma semana no ano e eu escolheria a outra, assim sendo eu escolhi uma semana em julho, já que eu receberia a visita dos meus pais e iria viajar com eles, mas a semana escolhida pela host mom foi em dezembro entre o Natal e o Réveillon. O que não foi uma coisa de todo ruim, afinal quem não quer ter folga no Natal e no Ano Novo não é mesmo?! 

Conhecendo o Mickey e a Minnie no Animal Kingdom

Data escolhida e aí entra a segunda etapa do planejamento: achar a companhia legal e divertida pra fazer a viagem ser top! Falei com todas as minhas amigas, falei com au pairs que eu conhecia só através da internet e até recorri ao famoso grupão do facebook pra ver se achava uma boa companhia mesmo que desconhecida, mas a sorte não estava ao meu favor e infelizmente - ou felizmente - eu não achei ninguém pra ir comigo! As datas de férias das minhas amigas não batiam com as minhas e também pelas minhas experiências passadas - e catastróficas viajando com pessoas que eu não conhecia direito e que tinham personalidades completamente diferentes da minha, o que fez a viagem não ser tão legal - eu achei que seria melhor não viajar com pessoas desconhecidas! Eu até pensei em desistir de ir, mas era minha única semana pra viajar e era o meu lugar dos sonhos, então resolvi fazer acontecer! E lá fui eu planejar como seria a minha virada do ano na Disney, porém sozinha e gastando pouco!  

Conhecendo a Anna no Epcot

Em se tratando de viagem, planejar é fundamental! Desde o roteiro até o quanto de dinheiro teremos pra gastar! Pensando nisso fiz pesquisas e mais pesquisas sobre quais seriam as opções mais em conta pra mim, tendo em vista que a Disney e demais parques de Orlando costumam ser bem caros, ainda por cima na data em que eu fui! No Réveillon tudo fica mais caro, desde hospedagem e passagem aérea e principalmente as entradas pros parques e além disso eu não teria companhia pra dividir algumas das despesas como geralmente fazemos em viagens entre au pairs, então dois meses antes comprei os tickets no site oficial da Disney e foi a parte mais cara da viagem! Os valores dos parques não são tabelados e mudam de acordo com a data. Para visitar três parques da Disney - Magic Kingdom, Animal Kingdom e Epcot - o total foi de cerca de $500. Após comprar o ticket pro parque, procurei as passagens aéreas. Até então os valores que eu gastei seriam os mesmos que eu teria se estivesse viajando com mais gente, visto que o ingresso pros parques e a passagem aérea são sempre individuais. Decidi ficar hospedada pelo Airbnb, e achei um quarto maravilhoso que ficava pertinho dos parques e que "cabia no meu bolso". Foi uma boa escolha, o Airbnb era novo, seguro e limpinho (coincidentemente o dono era brasileiro!). Pra me deslocar para os parques eu usei os aplicativos "Uber" e "Lyft", eu sempre checava o preço nos dois antes de pedir e escolhia o mais barato. Eu não achei os preços das corridas caros, mas como eu não tive ninguém pra "rachar" comigo o valor do transporte no final acabou pesando um pouco no meu bolso. 

Fogos da virada do ano em frente ao castelo da Cinderela no Magic Kingdom

Sobre alimentação eu sempre ouvia das pessoas que "comida na Disney é cara", mas pra ser sincera eu não achei os preços caros. O que acontece é que uma viagem pra Disney é sempre uma viagem cara no fim das contas! Pra dar uma noção, um prato de almoço ou jantar custou pra mim em média $15, sem bebidas. Eu não considero isso caro levando em conta que a comida é muito boa e faz parte da experiência. Se formos analisar um prato em um bom restaurante mexicano, no Cheesecake Factory, ou outro restaurante do tipo (sem ser redes de fast food) vai custar no mínimo esse mesmo valor. Alimentação é um gasto essencial e você precisa incluir no seu planejamento, então podemos pensar em como reduzir esse custo. Eu por exemplo tomei café da manhã no Dunkin Donuts todo dia antes de ir aos parques e gastei cerca de $7 por dia. Comprei também no mercado antes de ir alguns snacks e deixei na mochila pra comer nas filas esperando a minha vez nos brinquedos, assim além de matar a fome de forma barata ainda gerenciava bem o meu tempo! E aí pelo menos pra uma refeição por dia eu escolhia um restaurante do parque pra ir. Pra fazer essa escolha eu pesquisava pelo App da Disney todos restaurantes e analisava o menu, procurava algo bom e acessível. Ah, eu também levei uma garrafa de água comigo pra encher durante o dia e evitei ao máximo gastar com bebidas. Tá vendo como planejamento é fundamental?! O total da viagem foi em torno de $2.000,00, caro pro padrão au pair, mas de longe bem mais barato do que fazer uma viagem dessa saindo do Brasil! 

*Parágrafo bônus: Uma paradinha em Hogwarts! 

Você talvez tenha notado ali em cima que eu fui em apenas 3 dos 4 parques da Disney em Orlando. Isso porque eu escolhi passar um dos meus quatro dias de férias aproveitando o parque da Universal Studios lá em Orlando também. Fiz essa escolha pois sou super fã de Harry Potter e é lá que se encontra o parque temático da saga! Pra isso escolhi o ticket "Park to Park" que me possibilitou ver os dois parques em apenas um dia e economizando dinheiro. Com esse ticket você provavelmente não vai poder ir em todos os brinquedos, afinal os parques são gigantes, mas se você, assim como eu, quer ir apenas pra ver a parte relacionada a Harry Potter vale super a pena e vai deixar a sua viagem ainda mais mágica!

A famosa Hogwarts!

Pra finalizar, preciso dizer que apesar de eu estar sozinha, foi uma viagem super segura, bastou estar atenta, pesquisar sobre tudo antes, deixar avisado para a família e amigos onde eu estaria exatamente e o que faria em cada dia e principalmente estar de olhos abertos! Confesso que no começo eu fiquei com medo de ir sozinha, mas a viagem foi maravilhosa! Eu pude fazer tudo no meu tempo, pude escolher exatamente o que eu queria fazer sem precisar esperar pelos outros. No fim, eu percebi que essa viagem foi um presente meu pra mim mesma, um momento que era pra ser só meu! Aliás, recomendo a todos! Ainda me sinto orgulhosa por ter pago a minha própria viagem pra Disney com o dinheirinho do meu suado trabalho com au pair! E essa foi a minha famosa e maravilhosa viagem dos sonhos sozinha pra Disney! Espero ter inspirado você a viajar pro seu lugar dos sonhos também, mesmo que seja sozinho! Que 2021 seja um ano de sonhar e realizar! 

Beijinhos! 

Link dos sites oficiais: Disney  e  Universal Orlando 

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