Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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11 março 2019

O que as LCC's acham do programa?



Fala amores! Tudo bom?

Gente, senti a vontade/curiosidade de saber das pessoas aqui nos EUA, o que eles pensam sobre o programa, nós em si. Dessa vez eu resolvi “entrevistar” uma LCC (pra quem se perder na sigla, são as coordenadoras de área das au pairs) do estado da Georgia, pra saber o que elas realmente acham da gente. Se vocês gostarem, existem muito mais pessoas interessadas em compartilhar experiências conosco, até mesmo famílias! Vamos conferir?


Você pode nos dizer seu nome, de onde vem e quanto tempo você trabalha sendo LCC?


- Meu nome é Desiree e sou da Alemanha. Sou Lcc há 2 anos.


Quando e por que você escolheu ser uma au pair?


- Eu vim para os EUA no outono de 2008, acabei de terminar o ensino médio e não tinha certeza do que eu queria ser ou de carreira, então um ano no exterior parecia perfeito. Eu estava esperando que isso me desse uma chance, de melhorar meu inglês e descobrir o que eu quero fazer com a minha vida, mas acabou por ser uma experiência de mudança de vida, e que eu agradeço por esse dia.


Qual é o seu maior desafio de ser Lcc?


- Penso que às vezes é difícil abrir as mentes das pessoas. Todos ficamos presos em nossos caminhos e temos certas expectativas e ideias, de como as coisas deveriam ser. O desafio pode ser mesmo para que as pessoas vejam um cenário maior.


Qual lado escolher, au pair ou família?


- Não há lados, não há certo ou errado, a menos que chegue às regras básicas. Eu apoio todos e muitas vezes os conflitos são criados por equívocos, falta de comunicação e diferenças culturais. Isso volta para o abrir as mentes das pessoas e a entender que existem imagens diferentes como parte do grande cenário.


Você teve algum tempo difícil como Lcc para resolver uma situação entre família e au pair? Como foi?


- *Bater na madeira até agora* Fui abençoada com incríveis famílias de acolhimento e au pairs. Todos foram abertos o suficiente para conversar através dos conflitos. Eu tento ser clara que cada relacionamento é difícil às vezes e leva para que possamos estar abertos e dispostos a trabalhar em coisas. Ninguém é perfeito. Mas meu grupo é bastante impressionante. : P


Qual é a melhor parte de ser uma Lcc?


- Fazer com que alguém tenha uma experiência melhor. Eu tive uma ótima experiência.


O que você acha da troca cultural deste programa?


- Eu acho que a parte da troca pode ser fantástica, especialmente para os au pairs. Lembro-me de como foi incrível vir aqui e explorar e ver o modo de vida americano. Algumas famílias, infelizmente, não conseguem aprender tanto sobre a cultura de au pairs, devido a horários ocupados, mas as crianças anfitriãs definitivamente conseguem experimentar e apreciá-las.


O que você acha do salário recebido pelo au pair?


- Não creio ter permissão para comentar o salário pago. Eu era capaz de falar de mim mesmo quando eu era uma au pair. Eu estava comprando o tempo todo, bem, eu ainda faço. O que eu poderia dizer se sou um pouco compulsiva...


Que conselho você daria aos que já estão no país e não estão em boa experiência?


- Repense sua situação, retroceda e tente olhar de fora... O que o torna ruim? Não vale a pena aproveitar o seu tempo nos EUA? É um grande negócio (big deal) ou você está apenas vivendo nisso? (Se é, um rematch pode ser a sua melhor aposta).

Muitas vezes esquecemos, que as coisas são temporariamente. Certifique-se de aproveitar o seu tempo aqui, mesmo a luta te tornará a crescer como pessoa. Mas isso é para um monte de au pairs, uma chance única em toda a vida, então não gaste isso chorando na cama, gaste-o explorando para que você possa contar seus filhos e netos sobre isso mais tarde. Nada e ninguém são perfeitos.


Que conselho você daria para aqueles que estão vindo?


- Não espere nada, vá com o fluxo, seja aberto, se comunique e aproveite todos os segmentos do programa. O choque cultural é real. Nem sempre será fácil, mas valerá a pena.



Então galera, foi isso! O que vocês acharam de uma ótica sobre o "outro lado"? Ela foi bastante solidária, e se dispõe a ajudar até quem não faz parte do grupo dela. Sei que existem MUITAS Lcc’s que não tem esse olhar sobre o programa e que as vezes até sacaneiam a gente (tive essa experiência também) Mas fico grata em saber que ainda existem pessoas boas pra nos fortalecer, quando estamos longe de casa.
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03 fevereiro 2018

FAMÍLIAS AMERICANAS: VILÕES OU MOCINHOS?





Olá amores! Tudo bem com vocês?

Conta pra mim uma coisa… Quem é você no bonde CSI das Au Pairs? (hahahaha)

Eu sei que este é um papo bem sério, que quando nós estamos no Brasil vivemos imaginando: “Família boa pra mim tem que ter carro, sem curfew, trabalhar menos de 45 horas e blá blá blá”... mas vamos falar de realidade?

Então gente, aqui vai uma opinião completamente pessoal sobre a minha experiência nos EUA, porque todos que acompanham a minha saga já sabem que tenho resenha pra dar livro (trágico), a porrada de histórias que a gente houve/lê, e também presenciamos no decorrer da jornada.

O que eu penso sobre as famílias americanas?


Estilo de comida: As famílias tradicionalmente americanas, tendem a seguir a culinária da região em qual vivem (assim como no Brasil, aqui eles também têm comidas regionais) e aquelas de um gosto mais aberto sempre terão pratos de influência mexicana em sua mesa. Claro, inclui as famílias que não são originalmente americanas, mas que cresceram aqui e preservaram a culinária dos seus países de origem (ex: China, Índia, Europa, América Central e Sul). As famílias de origens hispânicas tendem a ter uma culinária mais próxima a brasileira e portanto, se você sente que comida aqui é um problema, seria uma boa combinação pra match.

Estilo de vida: Eles tentam viver com o máximo de conforto possível, claro priorizando o bem-estar dos seus filhos e família. Algumas famílias não medem grana quando se trata da diversão dos filhos, dando a eles um bom espaço para brincar, tanto dentro de casa quanto fora. Basicamente todas as famílias seguem esse padrão pois em tempos frios/neve, não são muitas crianças que brincam do lado de fora, restando assim, a parte interna de casa para de divertir. Mas calma, pode ser sim que você encontre uma família que seja mais regrada em brinquedos e foquem mais os filhos em atividades e estudos. AQUI CRIANÇA PRATICA ESPORTE, ELA QUERENDO OU NÃO.

Empregos: Eles trabalham muito mais do que eu pensava, e como aqui qualquer trabalho bem feito lhe dá um bom retorno. TUDO o que nós vemos que eles não são “capazes” de fazer por si sós, se tornam aquele pensamento “caramba, lá no Br eu matava isso fácil, ficam pagando essa ou aquela pessoa e eles nem fazem direito”. Bom né, quanto a esse pensamento que nos toma a todo momento o que dizer… País de primeiro mundo, tem dinheiro, tá pagando, tudo certo. No Brasil costumamos aprender a fazer muitas atividades extras, seja pela curiosidade ou por necessidade e eu acho isso maravilhoso pois jogam nossas skills lá pra cima. Mas pense aí: Você pagaria alguém para fazer aquele servicinho na casa enquanto passa mais tempo com seus filhos se fizesse uma boa grana no Brasil? Ok, tenha isso em mente.


Educação: Eles tem de sobra, mas quando crescem alguns esquecem de usar. (hahaha) Falando sério agora, eu acho superfofo eles guardarem dinheiro para a faculdade dos filhos, queria que alguém tivesse investido assim em mim. Não gosto e acho demais a chuva de tarefa de casa que constantemente as minhas kids recebem, seja papel ou online, as vezes até me questiono o quanto e como eles trabalham em casa. Eu acho bastante estranho, mas claro, em algum momento da vida eles fazem essas peças se encaixarem, incentivando a criança desde pequena a se descobrir em alguma área e desde cedo já focar nisso. Melhor parte né amores, ninguém merece falecer nas aulas de química/física, pra se formar em letras, música, whatever!

Como eles veem o Au Pair: Algumas famílias abraçam a causa, outras só precisam economizar em pagar alguém para olhar/cuidar as crianças, mas tem que ter qualidade hein. Encontrei várias experiências de pessoas que realmente buscam o programa pela troca de cultura, seja na culinária, um idioma ensinado, jogos do seu país, histórias e ouvir sobre isso nos enche de alegria e vontade de viver mesmo essa experiência. Ps.: Tem as famílias bosta, mas não vou mesmo gastar meus dedos resenhando isso, não merecem.


Fatos naturais:

1 - Os filhos são mais importantes do que tudo, mentalize.
2 - A segurança das crianças vem acima de qualquer coisa, não tem negociação.
3 - Eles fazem muita grana, mas não significa que ela será gasta com algo que não seja pra família.
4 - Trabalhar com negatividade pode estragar o seu dia e relacionamento com as kids/família.
5 - Aceitar críticas, ser aberta, conversar, antecipar situações podem salvar o seu ano.
6 – Como Au Pair, você é uma peça chave para o funcionamento da família em si, portanto: VALORIZE-SE!

Tenham isso no coração, pois quando podemos enxergar e entender ambos os lados, as coisas podem fluir bem melhor. E AÍ, NA SUA OPINIÃO… MOCINHOS OU VILÕES?

Se você tem ou teve alguma outra experiência vivida com culturas diferentes no intercâmbio, compartilha com a gente! É bastante importante a troca de informações para que possamos ampliar o nosso pensamento quanto a vida “lá fora”. Espero que tenham gostado do pouco que pude notar no meu tempo aqui, não esquecendo que existem sim famílias com as mesmas características que poderão não seguir esse “padrão”, só uma observação pessoal. Vejo vocês na próxima amores!

Segue aqui:




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03 janeiro 2018

Como lacrar com seu vídeo application





Fala seus lindos, Feliz ano novo!

Então, estão tendo dúvidas para desenrolar o seu vídeo e achar aquela família linda para a sua experiência como au pair? Suspende a dedicação de stalkear o crush nas redes sociais e vamos focar no que interessa!

LISTA BÁSICA:

1 – Faça um roteiro do que deseja falar (introdução, atividades com kids, esportes/atividades que pratica), ainda que no início seja em português, depois com calma você pode traduzir, facilitando as frases que dirá no seu vídeo (pra não usar inglês muito complexo), te deixando mais confortável com o inglês.

2 – Não tenha vergonha! Mostre quem você realmente é nos vídeos, independente se tem tatuagem, piercings, cabelo de cores exóticas, ainda assim as famílias sempre procuram alguém que se destaque, use isso como vantagem! Btw, existem famílias pra todos os gostos.

3 – Explore os lugares onde adquiriu suas experiências com crianças! Peça autorização (para evitar transtornos futuros), tire fotos, faça vídeos, brinque bastante com elas e registre. Tudo isso pode ser agregado ao seu vídeo e ficará lindo.

4 – Esportes! Gente, todas as famílias com as quais conversei em match em rematch buscam au pairs que possua extra-habilidades além de cuidar das crianças, isso conta muito pra eles. Registre o esporte que prática com fotos e vídeos, principalmente se for professor de algum, ou até mesmo com instrumentos musicais… acredite, é infalível!

5 – Não esqueça de falar da sua cidade, família, das coisas que gosta de fazer no tempo livre e das atividades que faz com as crianças no Brasil. Eles tem muito interesse nas suas raízes pois pra eles mostra “quem você é”

Isso é só parte de uma infinidade de coisas, que vocês podem desenvolver e incluir em seu vídeo. Se não pratica nenhum esporte, não toca nenhum instrumento ou canta, ainda assim poderá achar uma família se desenrolar bem todas as atividades que desenvolvem com as kids, mas claro saber algo a mais é um plus muito bom.


"Ah Kessia, mas quais ambientes são bons para gravar vídeos”?

ONDE VOCÊ QUISER! Mas claro, não esqueçam dos detalhes que podem “afundar” o seu vídeo:

1 – VÍDEO POWERPOINT

Pelamor, tu não vai encher de foto o vídeo, só com legenda e sem falar absolutamente nada! Eles querem te ouvir. Não tem problema usar fotos, mas claro, não abuse. Tente usar as fotos de melhor qualidade, inclusive as que vão no seu perfil da agência.

2 – VÍDEO TERREMOTO

Este que tu pensa que tá abafando, girando fazendo gravação 360, mas sai todo tremido porque só tinha o celular pra gravar (ou ainda uma câmera que não tenha estabilidade). CALMA, respira fundo, posiciona o celular em um lugar que te dê um bom ângulo e manda ver!

3 – VÍDEO GOOD VIBES

Aqueles que a gente adora gravar em praia, parque, lugares turísticos da cidade pra dar aquele close certo, mas o barulho de fundo seja do vento, ou das pessoas, é pior que escola de samba. Isso eu já vi até em vídeos app no youtube e entendo o quanto a gente quer aproveitar um ambiente externo maravilhoso, mas cuidado com este detalhe que pode ser fatal.

4 – VÍDEO MADAME TUSSAUDS (TISSÔ, PROS INTIMOS)

Nossa, eu sou uma pessoa tímida e to aqui com minha cara lavada escrevendo pra vocês, mas imagina uma host family assistindo um vídeo de uma pessoa sentada numa cadeira/sofá, que não é desenvolta, mal sorri, não demonstra nenhum carisma… Sim, madame “tissô” tá te querendo lá no museu de cera viu! Não vai também me pagar de boneco de posto que só se balança, a peça chave é o equilíbrio.

Galera, deixando as brincadeiras de lado, expliquei pra vocês meros detalhes que muitas vezes o nervoso e ansiedade nos cegam e alguns tópicos da lista, aconteceram comigo também. Acredito que todos são capazes de desenvolver um bom vídeo, basta se atentar, abusar da criatividade e não ter medo. Não se preocupem com o número de famílias que vão entrar e sair do seu perfil. Quando A FAMÍLIA que vai te dar um bom ano aparecer, nada que era um "defeito” para outras famílias será problema pra ela.

Abraço galera, desejo a todos um ano de muitas alegrias e aventuras. Até o próximo post!




Segue a gente aqui:


Um pouco de zoeira aleatória:

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14 dezembro 2017

E se fosse verdade? Superação de 2 rematchs e volta por cima. (parte 2)



Galerinha, tudo bem? Então, vamos fechar o desenrolo dramático de se ter um rematch nas férias plus 2 acidentes na conta? Simbora! Quem perdeu a primeira parte, chega aqui: Superação de 2 rematchs e volta por cima (parte 1)


Cara, pensa numas férias que você passa o ano inteiro planejando e no fim das contas ela acontece completamente diferente, em um lugar diferente, com pessoas diferentes e numa situação que eu poderia dizer improvável e desagradável, mas que deu tudo certinho! Então, após as loucuras da minha antiga família, e a forçação de barra do meu host pra me fazer ir embora, ele conseguiu. Estava eu entrando em rematch na terça, com viagem de férias pra sexta e a minha cabeça entrou em um turbilhão de pensamentos… Por que? Caramba, eu já tinha sentido em mim a vibe do host nos primeiros meses e fui descarada o suficiente em não pedir rematch achando que ele ia mudar ou que não iria piorar. Acredito que a host “potato” foi em parte uma salvação e ela ficou meio que entre nós dois pois, se dependesse dele, eu já cataria minhas coisas do quarto e iria embora na mesma noite, tendo um lugar pra dormir ou não. Dói sabe, você dedicar o seu tempo na educação, aprendizado e crescimento dos filhos, e se dar conta de que em parte (não posso generalizar) eles nos descartam como se fossemos nada, e tenho plena certeza que ninguém se coloca em nosso lugar pra refletir ao menos “ela não é desse país, vai precisar de algum outro tipo de suporte.” Bom, amigos eu tinha de braços abertos, o que me confortou muito, mas não posso negar que o suporte da minha Lcc foi fundamental, a criatura foi incrível mesmo.

Fiquei bastante animada, pois antes mesmo de viajar, tive minha primeira família no perfil, entraram com 2 dias e de onde eram? SIM, CALIFA! A família tinha 1 kid só e menino, o que pra mim seria o famoso “sonho de princesa”, porque eu adoro trabalhar com meninos, gosto da loucura deles. Tentei manter o controle, fiz o primeiro skype com a mãe e já me surpreendi, a conversa rendeu quase uma hora, sendo que ela já iniciou a conversa dizendo “essa será uma conversa rápida”, mas de alguma forma, mesmo ela sendo vegetariana, ateia e eu evangélica comedora de carne, nem isso foi barreira pra ela deixar de conhecer minha história (que sirva de exemplo pra quebrarem as barreiras do medo do que é diferente), foi uma experiência incrível. Eu pude sentir que o match tinha escorregado entre os dedos quando falei pra ela do acidente (ela não tinha lido no meu perfil), pois a sua postura mudou completamente comigo, mas seria muita negligência da minha parte omitir isso. Segui eu para as férias, sem match. Sobre road trip e custos com férias, mais pra frente eu posso fazer um novo post galera!

Todo o glamour das férias tinha chegado ao fim e de volta a realidade, a diretora do programa me ligou, informando que por eu estar em férias e de rematch, quando eu retornasse eles me dariam mais 2 semanas pra achar uma família, o que pra mim foi de grande ajuda porque eu não saberia como lidar só com uma semana após férias pra achar família. Eu tentaria claro, as chances eram bem baixas. Um grande problema que eu tive, foi estar na casa novamente, onde o pai não me queria lá e onde eu não estava mais trabalhando. A mãe dos meninos conversou com a diretora do programa, ela concordou nas 2 semanas de rematch pós férias e seria a minha chance de partir pra cima, porém novamente, a vida me deu outra rasteira (vulgo pai), quando após 3 dias a minha volta, ele perguntou quanto mais tempo eu ficaria na casa dele, e ao explicar que eu tinha mais 2 semanas ele virou pra mim e disse: “não, você não vai ficar aqui nesta casa duas semanas, é tempo demais…” Estava feito, logo a noite a Lcc me manda uma mensagem, pra dizer que iria me buscar na sexta feira e eu já saquei: Não tão rude, mas ele estava me botando pra fora antes do prazo que a mãe tinha acordado com a diretora do programa e novamente ela não fez nada ao meu respeito. Respirei fundo, e comecei a empacotar todas as minhas coisas. A Lcc chegou na sexta feira pra me buscar e eu morta já, carreguei as minhas coisas, uma a uma e de quebra 5 sacolas plásticas por não ter mais mala pra enfiar os trecos, hahaha lamentável. Quando entrei no carro, respirei fundo e a Lcc me perguntou como eu estava e só pude dizer: Estou livre. Ela me entendia, por ter iniciado como Lcc à um mês e meio e já ter presenciado várias ligações e posturas loucas da minha família, inclusive o pai na reunião pra assinar os papéis do rematch, onde reclamou pra ela das coisas que eu falava pra os meus meninos sobre o Brasil, alegando que aqui não tinha nada a ver pois era “américa”. Claramente, uma família que não compreende os princípios básicos da troca de cultura, e só queria mesmo um serviço barato, porém não estavam dispostos a aceitar e superar as diferenças.

Os dias voaram na casa da Lcc, eu não saía do computador morando nos grupos do face, enviando e-mail, inbox comentários pra cada família que poderia ser um possível match, e falhava miseravelmente. Falei num total de umas 12 famílias, tive um quase match com uma família de Oregon (que eu queria muito), onde até dirigi a Lcc por rotas na cidade pra ela avaliar minha direção e responder a mãe minhas skills (pois a mãe estava em rematch por conta de direção), e não é que me rejeitaram também? Que dó, mas finalmente chegou A FAMÍLIA na Georgia. Eles não são perfeitos, cuido de 3 meninos agora e são doidos como eu (ou até pior kk). Encontrei o perfil da minha atual família no grupo do face, assim que enviei e-mail pois só restavam apenas 3 DIAS pra eu fechar o match, ela já respondeu com o número para que pudéssemos conversar. O fato curioso é: ela já tinha visto o meu perfil em outros grupos antes mesmo de receber meu e-mail, e já me achava um possível match. Sim! Corri pro abraço, fui bastante honesta e falei o quanto estava sendo difícil por conta dos acidentes no meu perfil, mas como eu acabara de voltar de uma road trip, isso foi um plus pra me retirar do limbo! Expliquei a ela o quanto me sentia confortável agora para dirigir, dos medos que tive no início e o quanto me estava tranquila agora. Ela ouviu o meu lado (o que foi essencial pro match), ligou pra minha antiga família, conversou com a mãe e... me aceitou! IRRAA! A minha felicidade foi de ter realizado o impossível praticamente, pois quem tá aqui sabe o quanto é difícil, famílias te aceitarem quando você tem acidentes no perfil, imagina eu com dois e segundo rematch? Armaria! Pois bem amores, estou dirigindo as kids e a host, com aquela sensação de liberdade reconquistada. A vida aqui é ralação pura, sufoco, perrengue, mas a gente ama! Preview das férias pra quem chora mas se diverte:



Boas festas galera, que todos encham a boca de peru no natal!(chester okay) Até 2018 com o próximo post. 


Vem, segue o bonde:






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03 dezembro 2017

E se fosse verdade? Superação de 2 rematchs e volta por cima (parte 1)



E se fosse verdade, todo aquele sonho no Brasil de uma vida nos Eua se tornando realidade, e tudo que parecia inalcançável se tornasse real?
Galera, eita que fim de ano gostoso viu mas pra segurar esse tranco está dando trabalho.

Bom, não sei nem como definir a minha trajetória de quase um ano de au pair, e passou rápido demais, porém aquelas coisinhas ruins que acontecem nos deixam com uma sensação bem estranha. Agora vamos ao upgrade Anual:
1 semana em NY, treinamento incrível e continua sendo a melhor semana da minha vida aqui nos EUA. 1 mês e meio morando na Pensilvânia, alegria e ousadia, fazendo amizades e PUFF! 2 acidentes, REMATCH. Ok, acontece com muita gente né, simbora…

Eu realmente não sei explicar se foi um erro meu, desespero ou simplesmente o destino querendo me ensinar alguma lição, mas essa sequência agora foi a maior loucura que vivi. Tive um match em 3 dias com uma nova família, e em momento algum senti nada estranho neles, então me joguei.
Família nova, mudança pro Tennessee, crianças amáveis, mãe legal porém insegura, pai com distúrbios e pra fechar um boy “dos sonhos” (aquele que te implora pra casar e não ir embora).

SENTA QUE LA VEM HISTÓRIA.

Morei aproximadamente 8 meses a 40 minutos de Nashville, numa cidade pequena que nem importa o nome porque eu não fazia nada lá, mas que vivi amor e pesadelo. Desde a minha última postagem eu já estava mergulhada em toda essa situação, mas sem o mínimo de vontade de compartilhar o que eu estava passando, mas agora com a cabeça no lugar consigo passar minha atual situação.

O meu primeiro mês parecia tão maravilhoso, realmente cheguei a pensar que a minha nova família de longe era melhor do que a primeira, cheguei a compartilhar esse sentimento todo com as minhas amigas na época, todos ficaram felizes por mim, até que veio o primeiro “mostrar de asas” da família. Sabe quando a pessoa tenta sustentar uma vida ou ocultar uma personalidade, só que uma hora a “casa cai”? Exato, nesse fim de primeiro mês de sonho, meus pés voltaram ao chão e eu entendi a realidade. A mãe por mais que fosse um amor de pessoa, não se demostrava forte o suficiente para compreender e julgar as coisas na casa, por outro lado o pai que começou a mostrar ter uma personalidade bem difícil, comandava tudo, inclusive a minha vida. Bom, ele tentou. Muita gente fala que é um terror ter host parents que trabalham em casa, mas como ele trabalhava fora da casa e nas primeiras semanas só entrava “pra me ajudar”, acreditei que não seria um problema.

Não demorou muito, para ele começar a deixar de trabalhar com as coisas dele para viver de falar e brigar sobre o meu trabalho. Não estou aqui também pra dizer que sou a au pair boa do universo, mas eu consigo sentir algo mal de longe. Em 3 meses (ou menos), tinham câmeras em quase todos os espaços da casa que segundo ele era para eu olhar melhor as crianças porém eu só tinha acesso a uma, do sofá onde o meu menino de 2 anos e meio tirava a nap. Não sou o tipo de pessoa que vai descrever todos os detalhes aqui, pois não quero jamais desencorajar todas que ainda tem esse sonho de viver a experiência de um ou dois anos por aqui, mas em resumo começaram as câmeras a me seguirem, o mal trato, não físico mas verbal (que a depender do seu psicológico te abala mais do que tudo), o tipo de pessoa que fazia vários comentários durante o dia recheados de sarcasmos e ironias e uma tentativa a todo custo de me pegar no erro para criar uma situação quando a mãe chegasse, o que fazia com que eu fosse pro quarto toda noite me sentindo a pior pessoa do mundo.
Não consigo conta quantas vezes parei, ouvi todas as críticas, me analisei, me reinventei no trabalho e no fim das contas a sensação era de falha, eu realmente estava surtando. No final dos 8 meses com todos os altos e baixos, cheguei ao ápice e convidei a mãe para uma conversa do lado de fora da casa, onde expliquei a ela como eu andava me sentindo e que eu estava desgastada e portanto não estava mais dando 100% de mim no geral, mas claro que entre mim e as crianças eu sempre me esforçava mais que tudo. Foi um dia triste, pude ver um pouco de tristeza no olhar da hosta, ela realmente chegou a pensar que eu ficaria o próximo ano com eles, só que por mais que eu amasse as minhas crianças, eu não conseguia mais ser eu mesma, não conseguia mais relaxar e me divertir como era no começo, não era mais leve, simples e ela até chegou a achar que eu estava em depressão, pois nos últimos meses eu saía bem pouco e os dias que estava em casa, ficava trancada no quarto. O meu real motivo era evitar o pai, ou atrapalhar os momentos deles juntos como família pois os meus kids sempre queriam fazer algo comigo, mesmo quando eu estava off e saía do quarto, o que pra mim era o mais puro amor.

Caramba, dei aquela respirada após a conversa, estava tão aliviada e o sentimento era de como se eu tivesse tirado um peso das costas. Entrei no meu quarto, dei um sorriso e pensei: acabou! Uhul! A minha mãe tinha mandado uns pacotes de café do Brasil pra mim por uma amiga que foi pra lá de férias (sim, um dos meus vícios haha), e mesmo o lazarento do hosto me tratando como tratava, eu ainda tentava ser cordial na medida do possível e como eu sabia que ele amava café, tinha prometido a ele um dos pacotes quando chegasse. Catei o pacote no quarto que havia chegado no correio, dei a ele enquanto estava com as crianças ao redor e nossa, ele fez uma festa, agradeceu e ficou bem feliz. Já estava mais animada pros próximos dias de trabalho, até topei um cinema com o boy na mesma noite! Um pouco antes de sair ouço gritos da minha kid, e logo senti que já tinha algo errado, ela nunca grita ou chora tão alto… parei mais um pouco, ouvi meu nome, uma, duas três vezes! Ela estava gritando meu nome, eu só conseguia ouvir: “NO KESSI, NO!”.

Resolvi subir até o quarto pois não queria sair sem entender o que eu já estava desconfiada: A host que lá fora tinha concordado comigo de ir contando as crianças aos poucos que eu não ficaria, abriu o bico! E era exatamente isso, quando cheguei no quarto estava a minha criança e a mãe no chão, ela chorava e só repetia que não, que era pra eu ficar pra sempre e nossa… Meu coração nunca apertou tanto, só fui pro chão junto dando um abraço nela, tentando acalmar, fiz ela olhar pra mim e falei que eu estava indo na rua, que eu voltaria, que ficaria tudo bem. Ela olhava pra mim e falava: “mas você vai embora, eu quero que você fique pra sempre!” e eu disse a ela que ficaria, que não deixaria ela. Em meio aos choros e gritos, eu tentando acalmar ela e a mãe no chão com cara de POTATO (sim, ela não esperava essa reação da menina e não sabia o que fazer), entra no quarto o pai, querendo saber o que estava acontecendo. O pai abraçou a menina, falando o quanto ela era sensível e tentando acalmar ela no colo, a mãe não disse uma palavra e eu dei um beijo na menina falando que ia no cinema mas que amanhã brincaria com ela e ela só balançou a cabeça que sim.

Voltei pra casa as 23 e todos já dormiam, segui pro quarto e fiz o mesmo.
Acordei pra trabalhar e de cara já senti que o pai nem olhava pra mim, me deu bom dia porque eu dei primeiro e após o dia choroso da menina, que tudo se complicou de verdade. A mãe trabalhava fora, portanto não presenciou nada disso, mas não duvido que ela não tenha sentido a mudança dele. Senti de cara o choque, eu entrava na cozinha e ele saía, as crianças brincando na sala e eu chegava pra brincar com eles e ele se retirava, eu não estava acreditando que ele estava tendo esse comportamento, mesmo já tendo se mostrado bem babaca nos meses anteriores, isso era o cúmulo!

Eu abestada como sou, ainda fui tentar fazer o social, após almoço dos meninos, avistei ele passar pra dentro de casa e saí da cozinha me dirigindo a ele, perguntei se ele tinha gostado do café brasileiro. Ele, sem olhar pra mim e muito menos parar pra me responder, só disse que tinha bastante café em casa e que não ia precisar daquele. A minha reação foi tipo: OI? Eu estava esperando uns 2 meses o bendito café, comentei várias vezes isso na casa e até ele se mostrou animado pra experimentar. Pera, agora porque eu não quero mais ficar e a filha dele chorou porque me ama e vai sentir minha falta ele está com raiva e rejeitou meu presente? SIM! Era exatamente isso, e cada dia foi ficando pior e pior, durou umas 3 semanas e o que mais me doeu não foi ele me ignorar, eu até que gostei pois tive um pouco de paz, já que ele não queria nem ficar próximo de mim. Eu estava com férias já programadas, passagens compradas, tudo planejado antecipadamente com a host, mas ele não se importava mais comigo, na real nunca se importou, só que agora ele demonstrava descaradamente.

Ja dá pra imaginar o que aconteceu né? Lógico, rematch faltando 3 dias pras minhas férias.
“Armaria Kessia, vai ser cagada assim lá longe viu!” hahaha bem isso! E da pra piorar? Claro que dá! Mas galera, já ficou bem extenso aqui, vou desenrolar o desfeche do rematch que foi MUITO, MUITO dramático e quase voltei pro braseel no próximo dia vago! (post já está pronto amores, sosseguem o coração)

Sobre o futuro:
- Conseguiu ficar nos EUA? Sim!
- Achou outra família? Sim!
- Já está com a família nova? Sim!
- Tem carro pra você na família? Sim! (Esse detalhe parte da volta por cima, por ter 2 acidentes)

- Vai se lascar novamente? NÃO! (espero eu né, chega.)


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06 setembro 2017

Save your money



E ai galeraaa que saudade de vocês, demorei mas cheguei!

Estou sempre em contato com o meu grupo de embarque mas não só isso, estou tendo a oportunidade maravilhosa de conhecer galera que está em processo para vir, outros ainda no sonho e alguns precisando de um empurrão de coragem mesmo. “Mas Kessia, qual o conselho que voce daria para quem esta indo?” Devido a tantos questionamentos sobre esse assunto, resolvi responder da melhor forma:
Esteja preparado para o pior. Acredito que essa frase coloque medo em muita gente, mas não é nesse ponto que quero chegar... Estou me referindo ao preparo emocional, físico e um bem importante que as vezes costumamos deixar de lado que é o FINANCEIRO. “Ué, mas como isso me afeta?”

Agora entramos no meu caso. Segui todo aquele protocolo da agência, tudo como manda o figurino, e para fechar com chave de ouro (e também porque eu estava pobre) achei que 300 dólares me seriam suficientes para as minhas primeiras 2 semanas, porque claro como muita gente pensa.. “uma semana na escola de treinamento, uma semana na host family, e no final de semana eu já recebo, então estou bem.” Isso faz completamente sentindo, pelo menos para mim e por isso fiquei no meu modo confortável sem me preocupar. O QUE ACONTECEU FINALMENTE?
Claro, aquele velho e chamado imprevisto, que te quebra quando voce menos espera...
Primeiro que eu nunca tive NY dream, mas cara é inevitável me chegar naquela Times Square e seu bolso não coçar para ser feliz nas comprinhas e ai já começam os gastos... HAHAHA (se vc tem controle de cada centavo e anota tudo, acho que não tem muito com o que se preocupar em NY)
Caramba, cada loja um mimo, emoção de estar num lugar tão famoso e misto de culturas pra cada passo que voce dá uma etnia diferente, isso me contagia demais! Beleza, além desse detalhe times, esqueci de mencionar quando voce chega na escola e descobre que a sua família não te pagou tour, nem zorra nenhuma. Nossa, vi tanta guria “ahazzada” com isso já na primeira semana, mas na minha cabeça a minha host tinha esquecido de pagar porque ela era muito ocupada, então estava tudo “certo”.

Resumo da opera: Gastei em media 130 dólares (sim, antes do temido acidente do post anterior) do meu dinheirinho suado (isso por opção minha, claro) pagando do meu bolso o tour, porque eu queria zoar com as migas e de recordação o moletom e garrafa. Sim, muita gente se recusa em pagar do próprio bolso o que já ajuda na economia, mas se voce quer viver cada momento no seu período inicial e a sua HF não “colaborou” no role, não se prive, SE JOGA! Não me arrependo nenhum segundo do dinheiro investido, mas fica aqui mais um conselho da tia Ke, porque economizar para viver esse sonho, não tem preço! Claro que conheço inúmeras amigas que vieram e não tiveram com o que gastar (principalmente aquela HF cremosa que te paga tudo), mas se analisar o seu perfil e sentir que vai precisar economizar um pouco mais: SÓ VAI, E VEM LOGO!
Coisas que podem te ajudar no Brasil a levantar uma grana extra para trocar os “dola” do seu intercâmbio:

- Brigadeiro (beijinho)
- Casadinho
- Bolo de pote
- Pipoca gourmet (ou normal; colorida)
- Sanduiche natural
- Coxinha de copo (aquelas pequeninas)
- Doce de leite ninho
- Cocada
- Pudim no pote
- Gelatina fitness
- Suco de frutas (para acompanhar a refeição caso pedido)



Então amores, espero de coração que essas dicas possam ajudar vocês.

Para o próximo post extra será: O DIA NO BUSCH GARDENS! AGUARGEM!

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03 agosto 2017

Acidentes de carro, como lidar? Por que a host family surta?





Olá meus amores! Kessi novamente na área para continuar historiando essa saga dos unidos.
Então vamos lá, primeiro um pouco da minha não tão boa experiência vos digo que: ACIDENTE É UM COCÔ, mas quem nunca, não é mesmo? Acho que muitas pessoas já passaram por acidentes na vida, sejam no trabalho, colégio, em casa, algum momento que você realmente não espera, não deseja e PUF! Tá lá! Pois é, aconteceu o mesmo comigo e agora vocês saberão como foi em detalhes.

Tive uma sorte maravilhosa, de sofrer um acidente na minha segunda semana de au pair. Estava eu linda e bela seguindo para a casa de uma amiga antes da peste do meeting (encontro obrigatório das au poor que são “cc” com a sua linda LCC), quando me dei por perdida com algumas placas. Morava na Pensilvânia e avistei uma placa de Maryland (era só uma indicação de que uma das pistas levaria a “outra cidade” mas eu continuava em Philly, porém o desespero de iniciante me levou ao erro, desesperada fui eu chegar o gps que estava no porta treco do carro. Como o carro não tinha suporte para celular no parabrisa ou nas saídas de ar condicionado (como geralmente tem), lá fui eu baixar a bendita vista pra checar o caminho e POW, beijei o popô do outro carro. UÉ, MAS COMO TU NÃO VIU O CARRO? Isso é algo que dou risada até hoje, (agora né, porque no dia chorei o São Francisco) porque tínhamos acabado de sair de um semáforo e todos os carros estavam em movimento, e me questionei bastante como aquele lazarento foi parar na minha frente e… Enfim, tarde demais. A batida não foi tão pesada, só arrebentou o parachoque, não cheguei a colidir nenhuma parte do corpo, foi só aquele sacode de leve que você pensa que não teve nada e quando sai do carro tá a farofa lá.

Quando acidentes ocorrem, é necessário registrar o ocorrido e nesse caso através do 911 dois carros de polícia vieram ao local para prestar os devidos registros. Eu já queria sair correndo dali achando que tinha cometido algum erro e a polícia iria me prender (hahaha, iniciante feelings), mas como me explicaram um pouco, tudo é registrado por eles, não tem um órgão com carros e coisas específicas para acidentes no trânsito como temos no Brasil. Em resumo do bapho, tiveram que rebocar o meu carro pois acabou vazando água do radiador, nervosa como fiquei não acertava explicar o meu host dad exatamente onde eu estava, tive que dar o meu celular ao policial para que ele enviasse uma mensagem com o exato endereço. A Minha primeira família era de um amor imenso, e o meu host todo preocupado, foi me buscar e como era médico perguntou se eu tinha batido o rosto, corpo, sofrido pressão de alguma forma por conta do acidente, mas eu estava sã e salva. Lidar com acidentes, seja de carro, viagens, ou com os kids, depende de alguns fatores, tais como:

- Deus (proteção nunca é demais, né non?)
- Maturidade (assumir seus erros é fundamental)
- Seu psicológico (para lidar com a situação)
- Compreensão dos demais envolvidos (caso haja)
- Bons policiais (alguns são um pé no saco e te deixam mais nervoso)
- Compreensão da sua host family (ESCOLHA UMA BOA FAMÍLIA ANTES DE VIR!)

Por que as famílias surtam tanto com acidente nos EUA? Gente, como vocês já devem imaginar, tudo aqui gira em torno dos trumps. Então, da mesma forma funciona o seguro do carro. Cada multa registrada pelo carro, cada acidente que eles necessitam acionar o seguro, o preço do seguro vai ser alterado para um valor mais caro. Esses valores têm variação por seguradora e tipo do carro, portanto podem ser só um pouco alterado ou bem mais altos. No fim das contas, muitas famílias que não tem a compreensão do seu trabalho ou que não te incluem como parte da família, podem considerar isso uma dor de cabeça, e para eles é mais fácil “se desfazer do problema” (vulgo rematch) que nesse meu primeiro conflito, não ocorreu, pois tive uma família para me abraçar e contar boas histórias que me fizeram sorrir e isso mudou tudo!

O que gerou todo esse dia de estresse? Bom, fiquei presa no camburão da polícia, tive que comparecer a corte, pela primeira vez na vida vi um JUIZ se desculpar a “vítima”, um carro novo.

O QUE? Ainda teve mais bapho e coisa boa na tragédia? SIM! (aguardem os próximos capítulos)


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03 julho 2017

AU PAIR – DE ONDE VEM, ONDE VIVEM E O QUE FAZEM. Hoje, no... Tá parei.

Como que se começa um texto, para transparecer seriedade na minha pessoa? Haha quando eu souber, certamente contarei! MAS TU VEM DE ONDE MÃE? Bom, nasci e cresci em Salvador/regiões metropolitanas - Bahia, 25 anos no couro, formada em contabilidade desde 2014. Como eu subi na vida? OBVIOUSLY sendo au pair! (Subi só no mapa mesmo, porque a conta bancária.. meu Deus!). Este e o meu primeiro post aqui no blog, e serei aquela do astral, pra levantar e sacudir galera como a Ivete, com uma rotina deliciosa contendo uma sereia girl e um angry sweet boy! Almost 6 meses e tantas histórias pra contar... E aí, me diz você: Quer rir, chorar ou se emocionar? Pois vamos ao que interessa. 

Em primeiro lugar, você se questiona:  

- COMO IR PARA OS EUA?  

- QUAIS OPÇÕES EU TENHO? 

A partir daí comecei a fuçar o pai dos burros e ver o que eu encontrava. Pagando de navegadora internauta 24 horas, achei inúmeras opções de intercâmbios, para vários lugares do mundo, do barato ao mais caro. E qual opção eu escolhi? SOFRER (toca a musica da Adele aí) hahaha 
Brincadeiras a parte, não é questão de sofrer, você vai buscar a opção mais viável ao seu bolso. E no meu momento seriam:  

1- viajar para a América Central por 2 meses pra estudar inglês.  
2- Ser au pair por um ou dois anos e viver o inglês.  

Bom, vocês já sabem a opção escolhida né! Uma amiga comentou sobre o au pair, que até então eu não estava focada nisso, pois nem imaginava que eu pudesse fazer este intercâmbio um dia, mas decidi dar uma pesquisada no YT e ver o que aconteceria. Nossa, uma chuva de informações, uma chuva de garotas que foram au pairs, que eram na época e outras que nem tinham saído do brasil mas já estavam vlogando... OMG, MAS QUE ZORRA DE AGENCIA SERIA A MELHOR? 
Confesso que entre tomar a decisão, escolher a agencia feat. começar o processo, não levei uma semana. Sabe quando você decide algo pra sua vida, com tanta vontade que você só foca? Foi o que eu fiz. A princípio tinha decidido por 3 agências: 

1 – Uma que tivesse escritório local e eu pudesse conversar pessoalmente pra ter segurança. 
2- Agencia de uma au pair youtuber que eu tinha amado, mas escritório só no interior do estado. 
3- Agencia com base em São Paulo, com outros escritórios por vários estados, EXCETO minha cidade. 

MAS CLARO, TU ESCOLHEU A AGÊNCIA DE MAIS COMODIDADE NÃO É MESMO? Aí eu digo: NÃO! 
Optei deliciosamente pela opção 3, a mais complicada... PRA VARIAR. A agência que eu escolhi foi a Cultural Care. Realmente isso tornaria meu processo mais complicado, por não ter um escritório local e a principio, eu teria que viajar para fazer a entrevista de seleção nesta agência (VIAJAR= AVIÃO= PASSAGENS CARAS= NÃO TENHO GRANA= SOCORRO!). "Mas caramba, só nessa dificuldade que tu falou mermã eu já partia pra outra..." Aí eu te digo: Busque sempre o melhor para a sua vida, não importa o quão difícil pareça, no final tudo compensa. "Ah, então quer dizer que de todas as agências no Brasil essa tal de Cultural Care e a melhor de todas?" Isso é bem relativo, enquanto eu tive o eu processo aprovado e iniciado por essa agência, outras pessoas tiveram problemas e muitas até não gostam... É uma escolha pessoal sabe, mas dentro das suas condições, busque o melhor para vivenciar o seu ano e de forma mais segura possível, e acredite que pois mais postagens que voce veja, cada experiencia é tão unica e especial que nao faz sentido nao arriscar por experiencia de outras pessoas. De fato, espero que você realmente tome esta grande decisão, de expandir os seus horizontes.

QUER SABER MAIS SOBRE, O QUE ACONTECEU NO PROCESSO? AGUARDEM!

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