Pessoas que largaram tudo para se aventurar nesse mundão de Au Pair!

Inserir ou não o Au Pair no currículo?

O que as empresas precisam ultimamente é de gente inteligente e que aprende rápido. E esse tipo de habilidade nós, au pairs, temos de sobra!

Au Pair na Europa

Você tem mais que 26 anos? Não tem CNH? É casada ou tem filhos? Ou também não tem como comprovar sua experiência com crianças? Talvez fazer o programa de Au Pair na Europa seja uma boa alternativa pra você.

Agências para os Estados Unidos

Tudo sobre diversas agências que fazem o programa de Au Pair para os Estados Unidos.

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31 janeiro 2018

#vidaposaupair Ep.1 - O boy me pediu em casamento! E agora?

Olá!
Primeiro gostaria de me apresentar à quem não me conhece!
Meu nome é Debora, sou paulista e paulistana, pisciana do dia 19 de março, portanto me considero um pouco ariana, pois há coisas que eu estou longe da personalidade carinhosa e sonhadora.
Eu fui Au Pair 2 vezes... sim, você leu certo! 2 santas vezes. uma experiência totalmente diferente da outra. Faço parte do blog desde 2012 e no último ano estive trabalhando nos bastidores. Mas se quiser saber mais de mim e da minha experiência como Au Pair, clique aqui.

Eu sou uma, entre inúmeras Au Pairs que por destino acabou encontrando o amor da sua vida ou mesmo se encontrando em um lugar que não é o Brasil. E no meu caso, foi os dois! A partir de agora, estarei todo o dia 31 daqueles meses que tiverem esse dia, por aqui falando um pouco mais o outro lado da vida americana, o que pode ajudar aqueles que estão a embarcar na mesma vida que eu ou até mesmo entender um pouco como as coisas funcionam para a host family.

E o assunto do dia é: O boy me pediu em casamento e eu disse sim!!! E agora?


A palavra à partir de agora é planejamento, mais uma transição está por vir e essa será a que vai durar até que a morte os separe!

Depois da emoção de um dos momentos mais lindos da sua vida, é de extrema importância de sentar com o seu noivo e discutir a parte burocrática do processo e quais prioridades estabelecerão. No meu caso, decidimos priorizar a documentação do green card e deixar a festa (o que não fizemos até hoje, pois sempre escolho viagens do que festa) pra depois. Eu fiz como muitas pessoas, só o casamento na Court (o que modifica dependendo das leis do estado no qual você casará) e  um almoço com os meus sogros. Depois do sim na frente do oficial, você decide se vai aplicar logo após do casamento. Se eu não me engano, o prazo é de 6 meses para não ficar em termos ilegais de imigração.

Quais são as vantagens de aplicar para o green card logo após o casamento?
- Com o recibo da documentação recebida, em alguns estados, é possível renovar a carteira de motorista. 
- Ao mesmo tempo que se aplica para o green card, é também possível requerer uma autorização de trabalho, o que vai te abrir muitas possibilidades além de cuidar de crianças.
- Você se adianta, o processo leva muito tempo, e dependendo da carreira que quer seguir, tempo pode ser um fator crucial.

O que tem que ser conversado com o boy?
Quem vai pagar pelo processo? O processo em seu quase todo custa aproximadamente 3 mil dólares se fizer tudo sozinha! Pode ter custos adicionais dependendo das vacinas e consultas médicas necessárias para atender os requerimentos.
Ele ganha dinheiro o suficiente? Ou precisam de sponsor? O seu marido deve ganhar um montante X acima da linha da pobreza, dependendo do número de dependentes que ele declara no imposto de renda. 

Dicas da tia Debora:
Hold your horses financeiramente: As roupas da Forever XXI podem esperar até que você arranje um outro emprego, pode ser que tudo demore e não seja possível trabalhar por debaixo dos panos, principalmente se seu noivo trabalha para o governo.
Se você voltar ao Brasil antes de casar, arrume um tempinho pra parar no posto e atualizar as suas vacinas. Vacinas são terrivelmente caras.
(Advogados, me perdoem!) Se você fala e lê bem inglês bem, não precisa de um advogado, é possível fazer tudo sozinha! Ah, e as traduções ... use e abuse das amigas! ;)
O Google será o seu amigo, assim como foi no processo de Au Pair, não esqueça dos grupos do Facebook também! Tem MUITA informaçāo na rede.

Espero ter dado uma luz inicial pra quem está esperando aquela pergunta 

Até o próximo dia 31! Qualquer pergunta deixe nos comentários ou na nossa página no Facebook.

Debora
Instagram: @deboraawood
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31 março 2017

Farewell my friends!

Era pra eu ter escrito no dia 19... não deu tempo! 
Esse post era pra eu estar no ar de manhã cedinho, mas claro que não deu tempo! 
A vida de Au Pair é a mais doce ilusão da realidade da vida nesse país, onde muitas coisas são diferentes do que a nossa vida confortável na casa dos nossos pais, com os nossos direitos trabalhistas  brasileiros (os que restam) e direito das férias de 30 dias! 



Viver a realidade da vida americana é além das compras de final de semana na Forever 21 e um milhão de maquiagens na CVS, é muito mais que ter que dividir o carro com sua host kid teenager ou outra Au Pair que talvez sua host family tenha. É enfrentar desafios que você nunca imaginou, é ver o mundo de mentirinha se tornando verdadeiro em cada batalha do seu dia a dia, é ter que escolher entre uma peça nova de roupa ou um ingresso ao cinema. É aprender que a sua liberdade financeira como Au Pair era a coisa mais legal do mundo.
A vida americana faz a gente ter um milhão de sentimentos, a saudade é a dúvida são os predominantes, a dúvida sempre aponta quando um momento difícil chega e você se quesuitona o que seria daquilo se estivesse no Brasil. 
Ma, você acaba se descobrindo, a melhor  descoberta é ter uma idéia do quanto você é forte, o quanto você pode se superar. 
A vida de Au Pair é uma vida de conto de fadas, de Cinderela. Se você optar pela vida americana, fique ciente que você se transformará em super heroína (ou herói). 
E como está claro, a minha opção foi pela vida americana, e a vida americana me pressiona a escolher prioridades e os caminhos a seguir. Eu vou continuar a escrever o livro da minha história, e chegou o momento de virar a página do capítulo Cinderela e escrever paginas como Mulher Maravilha. 
O programa Au Pair deixou muitas memórias boas e eu desejo que cada um que escolha ter essa experiência, vire a página do Au Pair com os mesmos sentimentos que eu tenho: alegria e satisfação.
Quero agradecer a cada um de vocês por me acompanhar por todos esse tempo em quase 5 anos como uma das 30 Au Pairs, obrigada à quem confiou em mim para tirar uma dúvida. Obrigada por ter coragem de enfrentar o mundo!
Um beijo grande a cada um de vocês e muito sucesso em qualquer caminho que você escolher!

Quem quiser, pode seguir no Instagram: @deboraawood

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19 fevereiro 2017

O que eu aprendi sendo Au Pair duas vezes

Oi gente! Tudo bem? 
Primeiramente gostaria de me desculpar pelo meu sumiço, mas a vida americana de trabalhadora, dona de casa e esposa fez que não sobrasse tempo para o blog. E depois de uma reflexão muito difícil, decidi que o Au Pair, depois de quase 10 anos, será uma página virada no meu livro da vida. E esse é meu penúltimo post no blog. 
Mas chega de detalhes e vamos ao assunto de hoje: 
O que aprendi sendo Au Pair duas vezes?



A palavra é diferença...


Quando embarquei em 2008, passei por um rematch e acabei em uma família onde era só uma cria, país bacanas e liberais (no que eu podia fazer com a criança e meu curfew que era inexistente) eles são mente aberta e adoravam escutar minhas histórias sobre minha família e o Brasil. Foram os melhores 15 meses da minha vida! Apesar de não ter carro disponível, foram muitas aventuras, amava meu host kid como se fosse meu little brother (não vou ser hipócrita e dizer que amava como filho, porque eu adorava a hora que os hosts chegavam em casa e eu podia "devolver" aquele mocinho que tinha o cabelinho escuro e cacheado igual ao meu). 

Retornei ao Brasil e não me adaptei, resolvi voltar e como tive uma experiência maravilhosa da primeira vez, caí em um momento Alice e achei que tudo seria da mesma forma em que foi da primeira vez. Fiz de tudo para que eu voltasse pra mesma cidade, pois poderia ir aos meus lugares favoritos de novo, reencontrar alguns dos meus velhos amigos, e aproveitar tudo o que eu tinha direito por mais uma vez. Infelizmente não pude voltar pra mesma família, pois estava na beira dos meus 26 anos, eles já tinham uma Au Pair que estava tão feliz por lá que estenderia por mais um ano.

Fui para uma outra família e a experiência foi boa, porém muito diferente. Comecei a entender que nesse programa, independentemente de suas regras, você lida com pessoas e cada um é diferente! Não importa a idade, desde do host baby até os hosts grandparents. Cada um tem o seu modo de pensar, de agir e de executar tarefas. Cada um tem o seu modo de interpretar as regras do programa. Cada um tem uma reação de hospedar um estranho em sua casa e confiar nesse estranho para tomar conta do seu bem mais precioso, que não tem reposicão. 

E com esse aprendizado cresci muito como pessoa e aprendi a compreender mais, a compreender o método que cada um trata e educa seus filhos, administra sua casa e controla os horários do seu "empregado".

Pra quem está para entrar nessa aventura ou pensando em trocar de família para o segundo ano, mantenha a sua cabeça aberta, se prepare para todos os tipos de surpresas e desafios e sempre lembre-se que seres humanos não são iguais, portanto a sua experiência será única, 

Beijos e até o meu último post no mês que vem! 

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19 outubro 2016

Winter is coming!

Mas, peraí... não acabou de entrar o outono?

Sim, minha gente! Mas pra nos que viemos do pais tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza pode ser uma estacão muito difícil, então para ti que irá enfrenar o primeiro inverno, vão aquelas dicas preciosas!

Pré-match:

Pelo amor do nosso Jesus, se você for morar mais que cinco  minutos andando de um ponto de ônibus, trem ou metrô, deixe extremamente claro com a host family quais serão os usos e restrições do carro, pois no inverno não é legal ficar em pé esperando por transporte e congelar ou ficar tomando vento ( nos EUA, costa leste venta MUITO!). Além disso, não é bacana ficar dependendo de alguém pra ir ao cinema ou a farmácia. 

O que trazer relacionado ao frio:

Traga um cachecol, uma touca, um par de luvas e algo que te mantenha quentinha durante a primeira semana. Roupas de inverno que são vendidas no Brasil não são apropriadas para o inverno do hemisfério Norte. 


Chegando nos EUA: 

Onde comprar casacos? Se você quiser comprar algo quentinho sem gastar muito, procure a Thrifty Store da sua região. Elas são brechós onde se você tiver paciência para procurar, com certeza ha algo que atenda as suas necessidades.
Se preferir algo novo, as lojas que você acha algo legal por menos de $ 100, são: Burlington Coat Factory, Marshalls, Tj Maxx e Ross. Vale também perguntar para os seus hosts se eles são sócios do Cotsco ou BJ's, pois nesses lugares é bem provável que tenha casacos bons e num precinho camarada! (eu tenho um comprado no BJs que já me salvou por dois invernos e so me custou $50)

Botas: Se você for morar em lugar que neva bastante, vale a pena investir em uma! Pois se sair, a probabilidade de cair é menor! Botas Ugg são as ideais para os dias secos! Não quer investir na UGG, de uma olhadinha nas botas da Bearpaw, que são tao boas quanto a UGG e em um precinho mais amigável.

Item essencial de sobrevivência: Cuddl Duds Eles são o que chamamos de segunda pele, porém não feitos de tecido de meia calça, eles te mantêm quentinho que não é necessário sobreposição de roupas.

Cuidados com a saúde: Tente se alimentar o melhor possível! Vitaminas vindas de legumes e verduras são as melhores armas pra combater os virus pelo ar. Quando chegar, pergunte para os hosts sobre a flu shot (vacina da gripe) e fale com jeitinho, que quem sabe, eles pagam para você!
Mas de qualquer forma, e um investimento que vale a pena!

Beleza: Sair de cabelo molhado, nem pensar! Pra quem detesta secador assim como eu (a loka!) , vai ter que se acostumar!
Prepare-se para meses de cabelo de vaca lambida: Não sei que raios acontece, o cabelo fica sem volume.
Use e abuse de hidratantes e de lip balms: Pele pode ressecar bem fácil e lábios também!
Indico os lip balms da Burt's Bee (all natural) e Vaseline

Aproveite, não tenha medo de sair de casa e viva essa experiencia que você so terá no hemisfério Norte!

Se você tiver alguma duvida é so deixar um comentário abaixo, mandar uma mensagem na nossa pagina do Facebook ou me ache no Instagram @deboraawood

Beijos e ate o mes que vem!

P.S. Quem tá esperado o Winter do GoT? Ansiosa pra próxima temporada!





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19 agosto 2016

Desejo de ser mãe depois de ser Au Pair?

Eis a questão! 

Quando eu era adolescente, meus pais decidiram que a ter mais um filho, minha prima tinha acaba-se de nascer, depois mais primos vieram, ou seja... Desde que me tornei mais responsável por mim, ajudei a tomar conta das crianças menores. 
Um certo dia, quando eu descobri o programa de Au Pair, não tive dúvidas, pois a minha bagagem familiar era grande e com certeza eu tiraria de letra essa experiência. Mas por exigência da agência, fui cuidar de não familiares, e sempre gostei do que estava fazendo.
Depois veio o Au Pair, host family 1, host family 2 e o fim... No começo, sentia falta da bebê que eu cuidava com todas as gracinhas, a de 2 anos também, pois estava naquela fase de aprendizado intenso e cada dia era uma coisa nova pra me entreter.
Casei! E casei com um americano. E aos poucos fui perdendo todo esse contato diário com crianças que vivi por anos e anos. Convivendo só com adultos, fui me acostumando com o silêncio é a tranquilidade de uma casa sem crianças. Sim, pode se tornar entediante às vezes, porém é fácil achar algo pra se ocupar logo e esquecer do silêncio ou o incorporar na atividade a qual estou realizando.
E depois de quase dois anos de casamento, me peguei pensando que ser mãe pra mim, de uma certeza  virou uma questão



Não sei mais se que o passar por esse desafio. Ser Au Pair foi uma grande amostra pra mim. Ah, mas tem uma pequena diferença entre ser mãe e Au Pair : ser mãe, ninguém vai falar a frase mágica: You are off!
Nós, enquanto nessa experiênciade, presenciamos e vivemos todas as alegrias e tristezas desse mundo materno/paterno, sabemos o que esperar, a caixinha de surpresas que pode ser, emfim, É um treinamento intensivo para aquelas que sobrevivem e ainda cultivam a vontade de ser mãe/pai. 
Decidir ser um "parent" depois dessa experiência, é uma decisão de coragem e hoje em dia eu entendo cada ex Au Pair, Babá ou professor que optam por não ter filhos, pois não é fácil ter que administrar uma pessoinha que vai ser dependente de ti por muitos anos à frente. 
Eu tento ver os lados bons e mudar a minha idéia, porém neste momento eu digo: eu não quero ser mãe depois de ter sido Au Pair!
E você? Continua com a mesma opinião de antes? 

Até o mês que vem!


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19 julho 2016

Casar por amor ou Green Card?

Eu fui uma daquelas que faz parte das estatísticas: vim para os EUA como Au Pair, encontrei o meu príncipe americano e disse o famoso "I do". Meus planos nunca foram esses, pois no meu mundo ideal, o Au Pair seria mais um break na minha vida (yes, fui Au Pair duas vezes, yes... Sou doida) , já que eu não tinha nenhuma responsabilidade além do meu trabalho, o qual talvez voltaria depois do intercâmbio ou não, simplesmente seria uma porta para um outro bom emprego quando voltasse.
É o destino me pregou uma peça, me trazendo uma pessoa que eu me apaixonasse e que me fizesse ter a vontade de passar o resto da minha vida com ele e longe de tudo e de todos que fizeram parte dos meus outros vinte e tantos anos de vida. 

Nessas minhas idas e vindas como Au Pair, sempre ouvi dizer que uma fulana de tal vai casar por Green Card e venho aqui hoje falar pra vocês: nunca, mas nunca mesmo pensem em casar só pra ficar nos EUA legalmente.
Sério! O único motivo que eu apoiaria, é se você tem uma vida muito, mas muito miserável no Brasil,  não tem amigos, não tem chances de arrumar um emprego legal de jeito nenhum, e não se dá bem com a família. Caso contrário, só se case por amor, e muito amor de verdade! 
E aí vão alguns motivos pra se pensar:
A convivência não é fácil: A convivência de um casal convencional já não é fácil! Imagina quando as culturas são diferentes? Pois é... As diferenças culturais que as host families tem, vão ser aquelas que provavelmente vão interferir no seu casamento.
Distância de família e amigos: As festas de aniversário,almoços, datas comemorativas não serão mais a mesma coisa, pois eles não têm ideia de como fazer de uma festa uma alegria geral como nós brasileiros.
Os EUA não são as mil maravilhas que todo mundo pensa: A vida de Au Pair é um mundo totalmente paralelo, pois por mais que você ganhe pouco, não tem contas a pagar, muitos são sortudos e tem um carro e um telefone à disposição, o que não é a realidade de quando se sai da casa. Comida e moradia saem bem caros também dependendo da região que se mora. (Dica: se for casar por Green Card, case-se com uma pessoa muito rica...lol)
As oportunidades profissionais são limitadas: muita gente continua sendo nanny, mas não é porque gosta, e sim por necessidade. Eles não levam muito em conta a faculdade do Brasil (pelo menos na região onde moro) e se a gente quiser conseguir emprego além de nanny ou limpeza, provavelmente teremos que "começar de baixo".
O emocional fica bem mais frágil: não só experiência minha, mas de amigas também. A probabilidade de depressão aqui é bem maior, pois não estamos a cerca de nossos entes queridos além do parceiro e alguns amigos, para quem tiver a oportunidade de fazer amizades verdadeiras por aqui.
Então, será que vale a pena abrir mão de tudo por um papel e ficar por aqui? Se não tiver amor envolvido, a minha resposta é não!
Qual a sua opinião? Comentem a vontade! 
Beijos e até o mês que vem! 


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19 junho 2016

Ser Au Pair me fez ser mais cara de pau!

Desde criança, fui muito tímida, sempre tive dificuldades de fazer novas amizades, de conversar com pessoas (mesmo as que eu conhecia) é praticamente sou assim até hoje. Talvez as amigas psicólogas podem dizer exatamente qual é o meu problema, mas sou do tipo que dependendo do dia, vou ao self checkout só para não falar com alguém no caixa do supermercado. Isso, porém não chega a ser uma barreira no meu dia a dia. E ser Au Pair me ensinou que a vida nos desafia a ser um pouco mais atrevidas e se eu continuasse com essa minha barreira, não iria sobreviver nesse meu sonho de morar fora do Brasil e sozinha! 


Mas como sempre, tem situações que foram realmente desafiadoras, que eu tive que superar a minha timidez e ser muito cara de pau e resolver o problema: 

Reclamar de schedule: sim, tive que superar essa barreira... Eu acho que essa situação é a mais complicada de todas, pois hosts parentes sempre vão tentar justificar que estão certos. Mas a minha solução foi sempre mandar e-mail. Às vezes ficamos incertos do que exatamente falar e a não fluência do inglês, também colabora. Então escreva, leia e releia... Assim fica confiante, e apertava o botão de envio e logo a situação era resolvida.

Cobrar o pagamento da semana: esse era mais um assunto que tive que driblar a minha timidez. Eu tive uma host family que esquecia de pagar TODA SEMANA!!! E isso não dava pra ser tratado por e-mail, pois até a hora que a host chegasse em casa, ela já teria esquecido de novo! Minha estratégia era usar palavras educadas: Fulana, could you write my check, please?  E se a sua host family costuma pagar via transferência bancária, a dica é dizer : Fulana, I was checking my account and couldn't see your transfer, do you think that the bank has a problem showing me? E essa foi mais uma situação que driblei a minha timidez.

Acidentes: Acidentes acontecem, e alguns deles não são necessários ligar imediatamente pra dizer o que aconteceu, mas sempre seja honesto e não omita: sempre fale a verdade, mas avalie é hora certa de falar!

Comida: essa eu não consegui driblar, minha mamaezinha me deu uma educação de nunca pedir nada na casa dos outros. Obrigada mãe, mas você me fez passar fome na casa de alguns hosts kkkkkk. E a dica aqui é: não seja igual a eu e peça o que você quer (lembrando que a Nutella não é obrigação dos hosts comprar) mas pão e leite eles têm que fornecer sim!

Por hoje é isso, sejam mais caras de pau!

Beijos e até o mês que vem! 

Você já tem match, já embarcou ou já retornou dessa loucura que é ser Au Pair e quer fazer parte da nossa equipe? Entre em contato através de mensagem na nossa página do 
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19 maio 2016

Ê saudade que bate no meu coração (versão 3)

Olá pessoas de meu coração!

Esse tema virou assunto do blog! É gostoso compartilhar com vocês alguns sentimentos que mais cedo ou mais tarde vão florescer em vocês!

Veja aqui o post da Luana
Veja aqui o post da Isabella

No meu retorno depois da minha primeira jornada como Au Pair, me deixou completamente cheia de saudades. Sentia saudades de DC, do meu quarto com banheiro e é claro... Muita, mas muita saudade do meu host kid! Meu irmão nem gostava de puxar muita conversa comigo sobre o intercâmbio, pois eu não parava de falar o quão encantador era a cidade, as viagens que eu fiz e não parava de falar, falar e falar. Hoje em dia eu analiso e penso quão inconveniente eu era. Mas fazer o que? Era a experiência mais louca é gratificante da minha vida e quem nunca viveu isso, nunca irá entender o quanto representa e todos os sentimentos que estão envolvidos nessa experiência.
A saudade era tanta que eu mantive um contato frequente com a host family, sempre entendendo a demora de cada resposta de e-mail, mas sempre ficava na expectativa de um deles marcando um Skype. A Au Pair que me substituiu virou minha melhor amiga, até nos tratávamos como irmãs, eu era a irmã que tinha ficado e ela a que estava vivendo o momento. Nos falávamos por Skype, ela me mostrava o J. , meu host kid que eu amava tanto. Nossa amizade cresceu tanto, que na minha visita à host family 1 ano e meio depois, ela me deu a cama dela pra dormir durante a minha estadia de 10 dias. J, quando me viu chegando, pulou em meu colo e me deu um abraço que jamais irei esquecer.
O tempo passou, minha sister retornou ao Brasil e praticamente o meu contato com a host family acabou também. O novo cenário era nós duas esperando ansiosamente por e-mails e Skypes, que reduziam dia a dia. Não sei o que aconteceu, se é a personalidade da host family ou cultura americana, mas as respostas não vinham mais. Os presentes, cartões de Natal, aniversários, dia das mães eram enviados e não recebíamos um simples obrigada por ter lembrado da gente.


A saudade era tanta, mais tanta que resolvi voltar a ser Au Pair. Larguei tudo e me aventurei de novo, me arrisquei no conhecido, mas no desconhecido, pois a minha host family já tinha alguém bom o suficiente pra eles. Um belo dia, fui fazer um babysitting pra eles perguntei ao J. -Você lembra que eu cuidei de você? E da Ana? A resposta foi não! Naquela hora, o meu mundo caiu. Pensei em todos o tempo que me dediquei na expectativa de um contato, de todo o esforço que fiz para manter a memória dele dos bons momentos que passamos juntos e eu também me esforcei e a cada contato o lembrava da Ana, pois em minha cabeça eu e ela fomos as melhores coisas que aconteceu para aquela família! Pois somos tão parecidas em personalidade, que não tive um pingo de dúvidas que meu querido host kid estava em boas mãos. Depois de esse dramalhão mexicano que passou por minha cabeça, voltei a realidade e percebi que não podia cobrar muito das lembranças de uma criança  quando tinha 4 anos.
Eu aprendi! Aprendi a ser fria, aprendi a não me apegar, aprendi a viver cada momento como se fosse único nessa jornada louca de ser Au Pair.
Na minha segunda experiência,  cuidei de 6 crianças. Não vou dizer que não amei a cada uma delas, pois amei e dei meu afeto em todas as vezes que tive oportunidade. 
E hoje eu posso dizer: não sinto saudades de ser Au Pair! Foi uma experiência linda em minha vida e me rendeu os frutos que tenho hoje: Meu marido e minha própria família americana.
Hoje, a minha saudade é do meu Brasil, dos meus pais, da minha família, dos almoços de domingo na casa da vovó, meu cachorro preto, meus amigos de infância, das conversas com minha sister de outros pais. (E se eu fosse escolher mais pais pra mim, com certeza os dela estariam na minha lista) Minha lista de saudades também inclui a loucura de São Paulo, as discussões sobre futebol, o pastel de feira no domingo e o cheiro de churrasco do vizinho.
Pra quem não saiu do Brasil ainda, posso dizer... Você ainda não sabe um dos significados da saudade. 
Você tem alguma saudade? Deixa aqui nos comentários! 
Beijos e até a próxima!

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14 maio 2016

Roteiros Americanos fora do clichê #4 - Florida Keys!

Oi gente, tudo bem?

Hoje não é realmente meu dia, mas a Camila vai casar e vamos dar uma folga para ela curtir os últimos momentos dela como uma mulher solteira! Desejo de coração muitas felicidades aos pombinhos!

Eu criei uma série que de lugares que muitas Au Pairs não colocam em suas listas de viagem, e eu como viajante, gostaria que se for possível, dar uma chance para esses roteiros!

O primeiro post foi: Myrtle Beach, SC
O segundo foi: Camping
E o terceiro foi : Niagara Falls.

Agora vamos falar do lugar mais lindo que eu já conheci na minha vida: Flórida Keys!


Eu já viajei pelo Caribe (Bahamas, Cayman Island, Jamaica, Grand Turk e México) que tem paisagens de tirar o fôlego, mas nada se comparou a essa experiência. Pode ser também que a companhia fez a viagem (meu hubby maravilhoso) muito mais encantadora!

Começamos em Miami, pois havíamos desembarcado de um cruzeiro de 6 noites, onde visitamos algumas dos países mencionados acima. Estávamos de carro, pois dirigimos da Virgínia a Miami (a gasolina estava na média de $ 1,60, então não compensava pagar duas passagens de avião e depois alugar carro pra fazer o roteiro que queríamos). Por estarmos de carro, e depois de sentar em um Mc Donalds e fazer pesquisa de lugares pra ficar (não planejamos nadinha depois de desembarque, fomos na famosa cara e coragem) decidimos que ficaríamos a primeira noite em Florida City, que é mais ou menos 2 horas de Key West, o ponto mais longe. E sim, aluguem carro e se hospedem fora das Keys, pois é extremamente caro um hotel na região.

Águas límpidas, areia esbranquiçada é muita paisagem linda e cheia de magia.

O que fazer por lá? 

Key West: Além do ponto mais extremo dos EUA (menos de 100 milhas a Cuba), Key West não tem prédios, nem muitos hotéis de rede... Os hotéis são estilo pousadas brasileiras e uma casinha bem mais fofa que a outra. Há uma rua onde tem todos os restaurantes e lojas de rede, o que passamos bem longe, pois queríamos a experiência de coisas locais. Por necessidade, paramos em um café francês para usar o banheiro (se você precisar de banheiro público em Key West, é muito difícil achar! #ficaadica) e por lá acabamos comendo a famosa Key lime pie, de comer rezando! Pena que não lembro o nome do café! E passamos uma tarde maravilhosa por lá 

Se você quiser experimentar restaurantes locais e estiver disposta a desembolsar 15-20 bucks + tip, recomendo o Tampon Creek e o Burdines Waterfront, ambos em Marathon. Muito bom!

No dia seguinte, fomos para Big Pine Key, fazer uma hiking para encontrar os Key Deer, eles são menores do que o veado que encontramos na costa leste, e são bem amigáveis. Só encontramos um no meio da caminhada, voltamos para o carro e no meio da estrada nos deparamos com eles, e chegaram bem pertinho:

Eu só não cheguei mais perto, pois sou bicho da cidade e morro de medo dessas criaturas me atacarem!

Terceiro dia: Bahia Honda State Park: o lugar da primeira foto do post, lugar lindo e maravilhoso simplesmente para sentar e relaxar!

No quarto dia fomos a outro State Park, o John Pennekamp Coral Reef State Park: A intenção ir a um passeio no barco com o fundo de vidro para podermos ver os corais, mas o tempo estava ruim e a visibilidade afetada, mas a viagem não foi perdida, mais uma paisagem breathtaking:


E não, não é foto do Google! Eu vi "com esses zoí qui a terra há di cumê" (Petruccio, Julião 20XX, depende se você viu na primeira exibição ou no vale a pena ver de novo)

E aí, anima de ir para as Florida Keys? Não esqueça de me convidar!

Beijos e vejo vocês dia 19! 





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19 abril 2016

Pra esse tipo de host family, o meu voto é não!

Quando a gente decide ser Au Pair, traçamos várias metas e muitas vezes o perfil de família para a qual queremos compartilhar o ano de nosso intercâmbio, assim também escolhemos o perfil das "não vou nem a pau". 


Eu fui Au Pair de 3 tipos de família nas quais muitas meninas não aceitariam o convite de ser Au Pair. (Fonte: Grupão)

1. A Host family que tem um bebê que ainda não fala e não tem carro.
Essa foi a host family onde fui mais feliz e me fez ter vontade de ser Au Pair de novo!
Vantagens: Ser Au Pair de bebê, não é tão ruim assim, de um só, então ném se fala! Eles se moldam a você, não respondem, não fazem tanta birra e a vida é uma coisa ótima! Falar inglês, vc prática com a host family, com as amigas, e quem sabe um date!
Na época em que eu fui Au Pair dessa família, o galão de gasolina custava 4 dólares, o que sairia muito caro para o meu bolsinho. 
Desvantagens: Vai ter uma hora que você se sentirá sozinha. Quanto ao carro, ninguém merece andar no frio, e mesmo morando em DC, há lugares que o metrô não chega e é bem chato o schedule de ônibus no fim de semana.

2.A host family brasileira.
Por eu estar indo a segunda vez como Au Pair, eu achei que o meu inglês fosse o suficiente e não teria problema algum em estar em uma família onde a língua falada era português.
Vantagens: Comidinha com sabor de casa, música brasileira, churrasco de verdade no verão e falar tudo o que te vem na cabeça e você saber que eles vão entender tudinho! O ambiente aconchegante da casa é muito maior do que de uma família pura americana.
Desvantagens: Eles vão usar as suas 45 horas, ah vão! Nem que se for pra eles dormirem mais tarde no domingo. Quanto ao inglês, se dentro de casa vão falar português com você, esquece! Se você tá vindo pra aprender, não vai e se já souber vai estagnar. Quando eu conheci o meu boy, ele não me entendia, pq meu sotaque era muito carregado. Ele foi me ensinando a pronunciar corretamente e quando eu mudei pra família americana, deslanchou de vez.

3. A família com 4 crianças 
Fui com a cara e a coragem, me sentindo a tia da creche da prefeitura que dá conta de 10 de uma vez.
E pra ser sincera, sim... Você vai aprender da mesma forma que a tia da creche aprendeu!
Considere esse tipo de família, tem milhares de casos que é mais fácil cuidar de 4 do que de 2.
Vantagens: Eles são mais independentes, brincam um com os outros, se mantém mais ocupados, brincam entre eles, você nunca vai ficar entediada!
Desvantagens: Nas férias de verão, você vai ter 4 kids pra olhar, mas tem mães conscientes que colocam os guris no camping. 
Briga é uma parte da sua rotina também, prepare suas técnicas de apartar brigas.
Laundry, muita laundry... essa nem precisa explicar, né? 

Espero que tenham gostado do post e se tiver algo contrário ou para acrescentar, é só deixar um comentário!

Beijos e até o mês que vem! 


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19 março 2016

Bom dia Brasil!!!

Oi gente!

Tudo bem?

Primeiramente gostaria de dizer que escrever no dia 19 é uma delícia, pois em cada março eu posso celebrar o meu aniversário com vocês! Parabéns pra mim!!!! :)

Antes de começar o assunto de hoje, vou lembrar quem eu sou pra quem não me conhece: Fui Au Pair de 2008 a 2010 e de 2013 a 2014, encontrei o meu príncipe encantado americano, casei e hoje sou uma residente permanente dos Estados Unidos da America.

Depois de 1 ano e meio sem visitar o meu querido país, estou aqui lhes escrevendo diretamente da casa dos meus pais em São Paulo, que estou desde o dia 9.


Hoje eu quero compartilhar os meus sentimentos durante essa visita, pois essa com certeza é diferente! Quando a gente tem uma vida de gente grande nos EUA (a.k.a. pagar aluguel, contas, comida e trabalhar) a visão muda, ah e como muda!

Minha preparação pra essa viagem foi um tanto quanto diferente, como a gente tá "kind of " tentando ter um bebê, e nosso país tendo a crise de dengue/ zika, meu marido e eu preparamos um kit para que eu evite ao máximo ser picada por nosso inimiguinho Aedes. 


As minhas roupas foram tratadas com esse liquido da embalagem amarela, os aerosóis são repelentes com 40% de DEET, o spray é 100% de DEET para espirrar nas roupas que não foram tratadas, além disso tem o repelente em creme para o rosto (não, não é exagero, eu super atraio insetos, já fui picada no rosto que meu olho ficou enorme!) e hidratantes sem fragrância (saudades do meu cheirinho bom dos hidratantes da Bath and Body Works)

Além do fator Aedes, é a primeira vez que estou passando tanto tempo longe do meu marido. Eu como uma pessoa que gosta de estar no controle da casa, é um pouco apavorante deixar tudo nas mãos dele e dos meus sogros!

Pra ser sincera, eu estava freaking out por ter que vir pra SP, pois moro no subúrbio da Virginia e a vida lá é bem tranquila... tava com medo mesmo de não conseguir me virar sozinha! Mas coisas assim é como andar de bicicleta! A gente nunca esquece!

A chegada no Brasil foi uma alegria só, apesar da família estar passando por um momento triste devido a perda de um primo querido. Tentei fazer surpresa a todos, mas no final das contas, meus pais tiveram que contar para alguns parentes devido a perda.Eu queria surpreender a minha vó e também evitar os pedidos de iphone e coisas do tipo! A veinha ficou totalmente sem reação (agora descobri de quem eu puxei o meu delay de reação) e brava por todo mundo ter escondido a minha chegada dela.

Meus sentimentos de estar aqui:

Dá uma vontade enorme de não ir embora! Minha vontade é de ligar para o meu marido e pedir pra ele entrar no próximo avião para SP. É muito bom estar perto da familia e amigos, muito bom! Isso não tenho nem o que comentar, certo? 

Hoje eu entendo a frieza americana! Não desmereço que os americanos são muito mais educados que os brasileiros, mas aqui a interação das pessoas e o senso de ajuda é muito maior!

Me sinto honrada por estar nesse momento tão delicado para o nosso país! É cada arrepio que eu tenho quando vejo as reportagens na TV! Não vou colocar minha opinião aqui, mas fiquem a vontade de me mandar um e-mail pra conversar sobre minhas impressões políticas e a possível catástrofe do Trump ser nomeado a candidatura da presidência dos EUA. O meu e-mail você pode achar aqui.

Encontrei um amigo que morou 8 anos nos EUA e retornou ao Brasil, amei ouvir que apesar da crise, ele se readaptou sim e está super feliz e realizado profissionalmente!

Estar aqui no aniversário e dos meus pais (sim... só são alguns dias de diferença entre um e outro!) é muito bom! Guess what... churrasco e familia reunida na hora da janta hoje!

Vou ficando por aqui e até o mês que vem!

Beijos! 

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19 fevereiro 2016

O manual da Au Pair esperta!

Ser Au Pair, não é simplesmente fazer parte de um programa de intercâmbio, mas sim um desafio que exige muita dedicação, pesquisa e principalmente esperteza para que o ano seja um dos melhores da sua vida!


E o que a Au Pair esperta faz? Eis uma listinha de itens que vão fazer seu ano ser um suuuuceeessoo!

O melhor amigo da Au Pair esperta é o Google, que vai mostrar um milhão de sites e blogs (inclusive esse lindo e maravilhoso que é o nosso) recheado de informações verídicas. Vamos usar os grupos para perguntas complexas.

A Au Pair esperta não é Alice! Por mais que as agências vendem um mundo cor de rosa, esse é um programa de trabalho, seu estudo não é prioridade e 70% das Au Pairs não fazem parte da família.

Ela não vai para aprender inglês! Ela vai para praticar! Falar a língua é questão de segurança para você e para as crianças! Se seu inglês é intermediário, continue estudando para chegar no destino com inglês avançado para não passar apuros.

Ela não marca Skype com uma host family que não gostou só pra praticar, ela sabe que as pessoas têm mais o que fazer e que ela não gostaria que fosse o inverso.

Ela não pergunta nos grupos qual é a melhor agência, pois há só uma diferença: as maiores (CC, APC, APIA) e as menores (GAP, Interexchange, EurAupair) em número de famílias, mas praticamente são todas a mesma coisa, vá pela que cabe no seu bolso e que você teve mais afinidade.

Ah, ela também faz o uso da lupa para tirar dúvidas nos grupos, pois 300 posts repetidos, atrapalha a quem busca algo mais importante.

A Au Pair esperta não posta no grupão que está falando com 10 famílias ao mesmo tempo e nem foto de boy, porque apesar de quase ninguém se conhecer pessoalmente, a inveja também se passa pelo Facebook.

É por falar em boy, se a colega não seguiu a dica acima, JAMAIS mande mensagem pro boy alheio, muito menos tente adicionar no Face. Se você quer praticar o seu inglês com um boy, find your own!

Na lista do JAMAIS inclui-se: se alguém postar que está entrando em rematch ou terminando o ano, JAMAIS mande mensagem perguntando se a família está procurando Au Pair, se a família pediu ajuda para a "current" e se ela quiser, ela vai oferecer a família. Se seu dedo ainda estiver coçando, lembre-se que você não faria indicação de quem não conhece para o seu trabalho.

A Au Pair esperta lê a descrição dos grupos antes de clicar no "join", pois não é porque tem a palavra Au Pair no meio, que o foco vai ser somente o programa, tem grupo de desabafo, zoeira,sessão descarregamento, namoro & sexo. Então muitos deles, se você é Sandy, não se adaptará.

A Au Pair esperta sabe ponderar: se a família é bacana de verdade, não custa nada trabalhar 10 minutos a mais ou lavar umas toalhas dos hosts no dia da laundry.

A Au Pair esperta, SPEAKS UP! Se algo está incomodando, ela fala para os hosts! Comunicação é a palavra chave para o sucesso. 

A Au Pair esperta que não quer ouvir a pergunta ridícula dos americanos sobre a bunda das brasileiras, não coloca no perfil dos dating sites que é brasileira, ela confirma que o "cabra" não é um idiota e conta depois que a conversa desenrolar!

E por falar em dating, quando arranja um, marca o primeiro encontro em um lugar público e avisa pelo menos "azamigas" onde tá indo, com quem tá indo e que chegou sã e salva em casa! 

A Au Pair esperta não publica fotos e vídeos  das host kids sem autorização dos pais. A internet não é um lugar seguro pra postar fotos e vídeos de uma criança que não é sua.

E pra finalizar, a Au Pair esperta que ainda está no Brasil não dá pitaco em post de quem está reclamando, como eu disse acima, não é o mundo cor de rosa que as agências vendem, primeiro viva a experiência pra depois julgar a experiência alheia!

Você acha que tem mais alguma coisa que é válida acrescentar nessa lista? É só deixar o seu comentário!

Beijos e até o mês que vem!

P.S. Meninos, me desculpem o post no feminino, mas vale pra vocês também! 😉

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19 janeiro 2016

Eu não me readaptei!

3 anos se passaram... 3 anos que entrei no avião de novo para viver a aventura que eu já tinha vivido, a aventura que eu já conhecia, que eu já sabia todos os obstáculos que ia encontrar em meu caminho é tudo porque... Eu não me readaptei!


Há quase 6 anos eu embarquei de volta pra casa, depois de 1 ano e meio nos EUA. Eu achava que todo aquele pique que eu tinha adquirido durante o programa, seria aplicado no Brasil, que eu teria os mesmos privilégios de quando estava na terra do Tio Sam, mas eu estava errada.
Quando a gente retorna, tudo é festa, uma grande lua de mel, amigos vindo visitar, parentes ao redor, aquela comilança... Mas os dias passam e tudo isso acaba, pelo menos pra mim foi assim, todos voltaram a suas vidinhas normais e eu estava ali, toda mudada e cheia de sonhos, mas com o passar do tempo, percebi que o que era minha casa, na verdade não me pertencia, ou melhor, eu não pertencia mais a ela. Somente o fato de ter que dividir o banheiro com os meus irmãos, era uma tortura.
Consegui o emprego dos meus sonhos, que saciava a minha sede por aprendizado, mas por um outro lado, foi difícil conciliar o convívio social, não só por falta de tempo, mas por stress.
A cultura da cidade grande também não me satisfazia, eu não conseguia entender mais a necessidade das pessoas por tanta pressa e falta de respeito.
Demorei a me convencer, mas consegui... Consegui a me convencer que aquele não era mais o meu lugar.
Me convenci que era a hora de fazer as malas e partir, partir para um mais do mesmo, mas com um toque do novo. 

Se você está na dúvida, por que não se convencer que talvez seja a hora de partir para o mundo de novo! 

Beijos e até o mês que vem!

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19 dezembro 2015

Morando com uma família Americana... que é a sua!

Aqui nos EUA, "as festas" começam um pouco mais cedo, devido ao Thanksgiving. Para muitos dos americanos, esse feriado é muito mais importante do que o Natal, pois não tem uma religião atrelada a ele e também celebra o outono, que é uma das estações preferidas da maioria das pessoas. 
Meus sogros moram comigo e meu marido, e minha sogra teve problemas de saúde, não pudemos viajar e a família quase toda veio para a nossa casa e o que fez me inspirar a escrever esse post!




Morar com uma família de curtir diferente é bem desafiante, pois tem costumes deles que passam bem longe dos nossos e as vezes geram aquele stress, mas durante o intercâmbio, a gente sabe que tem dia e hora para acabar aquela convivência, mas quando a gente escolhe casar com o gringo, a diferença cultural viverá contigo até que a morte os separe!
Abaixo, vou contar um pouquinho de quais são as maiores diferenças culturais que eu convivo por aqui:
Desperdício: Quando minha sogra estava cozinhando, apesar de sermos 4, tinha o hábito de cozinhar muito mais que o suficiente, e no fim das contas, todo santo dia comida ia pro lixo! Na minha consciência de brasileira, cozinha-se a quantidade suficiente ou faz-se outra refeição com aquela comida. Sem contar o desperdício de tissue e zip loc que me deixa louca (sou daquelas que é louca e calcula o custo de cada unidade e essas coisas não são baratas! Ainda mais quando tem que se pagar contas de casa! ) Água? Eles também pensam que nunca vai acabar! Tive que ensinar marmanjo que só se abre a torneira pra remover exceções da comida e enxaguar a louça, ensaboar=fechar torneira!
Higiene: Aqui não tenho muitos problemas com isso. Enquanto estou trabalhando, meu sogro fofo dá uma geral na casa todos dias! Mas, porém e todavia, americano pensa que com um pano pode se fazer tudo. Esse foi e continua sendo um dos maiores desafios aqui. Eles não entendem que com o pano que um dia você enxugou o chão, não se enxugam as louças, e eles não são lavados juntos. 
Cachorra: Ela é permitida a deitar na cama, mesmo depois de ter vindo do backyard. 

Especial Thanksgiving:

Com um monte de gente aqui, aconteceram coisas inusitadas, não sei se é algo particular da minha família, ou acontece com qualquer uma:
Em um Thanksgiving tradicional, é feito o famoso perú, que requer dias de preparação e não pode ser comprado de última hora, e na última hora apareceram mais convidados que o esperado, portanto não foi possível completar a tradição do sanduíche de perú do dia seguinte.
A galera veio pra ficar.... Mesmo sendo uma casa pequena, com um quarto só para visitas, tivemos 6 pessoas jogadas no meio da sala... Será que eles são abrasileirados? 
A situação que não passei com a host family e nunca imaginei que iria acontecer comigo e aconteceu... A comida com nome...
Algumas de nossas visitas, chegaram no dia anterior, e para o jantar foi pizza, eis que estou procurando um ingrediente na geladeira e acho um zip loc com pizza e nome... Oi?
Mais uma relacionada a comida: No dia seguinte ao Thanksgiving, a minha cunhada e a família foram passear em DC,jantaram fora e trouxeram os left overs. No dia seguinte, se despediram e iniciaram a viagem de volta para a casa deles, 15 minutos depois da partida, vejo meu cunhado de volta, entrando e pegando os left overs e foi embora... Oi?
A mulher americana é treinada pra ser bitch, só pode! A minha sobrinha (eu ainda não me acostumei com a ideia de ter sobrinhos), nem olhou pra minha cara quando chegou em minha casa... Pra ir embora, só aquele abraço que vocês sabem como é.
Para conseguir uma ajudinha com a louça, tive que fazer aquela cara de cachorro sem dono. Nada de solidariedade brasileira na cozinha.

E vocês? Qual é a maior diferença cultural com os americanos além de questões de higiene?

Feliz Natala a todos e que 2016 seja um ano de muitas conquistas pra todos nós,

Beijos e até janeiro!



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