terça-feira, maio 23, 2017

Hallo Leute! Mais um dia 23, e eu vim aqui contar como sobrevivi a uma semana sozinha com 3 meninos (8,10 e 12 anos). Os pais resolveram esse ano, viajar sozinhos pela primeira vez juntos, para a Grécia e confiaram a mim a maravilhosa missão de ficar sozinha com os kids por uma semana!


Fonte: Google imagens

Tenho que confessar, ainda que eu ja tenha 1 ano e 7 meses como au pair e tenha passado por muitas e muitas coisas, a ideia de ser responsável por 3 vidas completamente full time durante 7 fu*&#@* dias, me desesperou (e ainda desespera). Mas posso dizer com toda certeza que foi uma experiência que mudou minha vida. Dentro dessa semana muitas pessoas me ajudaram, vizinhos, a putzfrau e claro as próprias crianças. Mas como nem tudo são flores, vou tentar expor de forma reduzida alguns problemas que tive durante essa semana e como resolvi.

Os pais saíram no sábado e só voltaram no sábado seguinte, eu teria uma semana inteira e cansativa com essas pestes anjos aqui, então eu conversei com a vizinha que tem dois filhos que são os amigos dos meus kids, e ela sugeriu que os meninos poderiam dormir lá no sábado e só voltar domingo a noite (ouvi um amém?), ela ainda nos convidou para jantar na segunda e quarta feira na casa deles! Viu como é bom ser gentil e solicita com a mãe dos amiguinhos dos kids?

Segundo obstaculo: comprar constantemente leite e pão (ou melhor buscar em uma das padarias do meus host), eis que a Putzfrau (cuja eu ajudo toda sexta-feira voluntariamente), se ofereceu para fazer isso para mim, trazer todos os dias o que eu precisasse, inclusive comprar coisas extras se necessário - Danke Rasima.

Terceiro obstaculo: Meu kid caiu de bicicleta e acabou quebrando a lanterna, e aqui na Áustria a bicicleta passa por vistoria policial, e para nossa alegria (sqn), meu kid teria uma vistoria na sexta feira, então eu teria que arrumar. Solução: escrevi um bilhete para a professora contando a situação, que adiou o dia da vistoria em uma semana (deusabençoe).

Quarto obstaculo: Eu, três crianças, muita lição de casa. E os três tinham prova (de inglês, e matemática). Agora pensem na minha responsabilidade, de estudar com os três para a prova durante a semana, cuidar da casa e tentar não enlouquecer! Pois é. A solução não podia ser outra a não ser fazer um plano de estudos né? Peguei a matéria da prova e estudamos juntos, durante a semana, todo dia um pouco para não desgasta-los e nem a mim mesma.

Além disso tudo, meu kid do meio, esta com intolerância a lactose, então tive que correr pra comprar produtos cujos eram "lactose free". E fazer tudo separado, ou não usar produtos de lactose para cozinhar. Por fim, no último dia, quando meus hosts estavam chegando em casa, meu kid mais velho deixou um bilhete pra mim dizendo que iria encontrar uns amigos. Eu mandei uma mensagem dizendo que ele deveria estar em casa as 19h para o jantar. 


(Bilhete do Kid)

Eram quase 20h e a criança ainda não estava em casa, o celular fora de area (sem bateria), deu 20h30 e nada dele chegar. Tive que ligar para os meus hosts para tentar localizar ele, que por fim 20h40 chegou em casa dizendo que a mãe do amigo deu carona, porém errou o caminho (é mole?). Quase infartei né, mas no fim deu tudo certo.

Enfim, galera, EU SOBREVIVI 7 DIAS SENDO MÃE!!! E posso dizer que foi uma puta experiência como pessoa e profissional também! Um dos maiores desafios que ja tive na vida. Meu conselho caso você passe por uma situação similar é: mantenha a calma sempre! Em nenhum momento eu perdi minha cabeça nessa semana e isso transmitiu paz e confiança para os meus kids. Isso foi essencial para manter também minha sanidade. Um dia de cada vez!

Ps. Essa semana que eu passei trabalhando full time foi negociada com a minha família, ou seja, conversamos e eu concordei. E, foi apenas uma exceção. Eles me darão uma semana a mais off, sem contar as minhas férias!
Ps2. Pela regra, Au pair na Áustria trabalha apenas 20h semanais!

Vejo vocês próximo dia 23!

Servus!!!



Sozinha com as host kids por uma semana

domingo, maio 21, 2017

Oi pessoal, como vocês estão? Espero que estejam bem!

No post de hoje vou falar como é ser um pedestre nos Estados Unidos.

Momento reflexão aqui: no Brasil quando estamos atravessando a rua e um carro se aproxima, damos aquela corridinha, certo?! Ou então paramos no meio da rua para esperar o carro passar para então atravessarmos. 

Lá nos Estados Unidos não é incomum você ver placas como a da foto abaixo espalhadas pela cidade, que quer dizer: pare para mim, é a lei. Lá pedestres tem sim a preferência e são tratados com o devido respeito. Eles não precisam correr pra atravessar a rua, atravessam no tempo deles mesmo que as vezes a passos de tartaruga. As vezes você nem quer atravessar, só está parada na calçada sabe-se Deus porque e tem que ficar pedindo pros carros seguirem viagem e avisando que você não quer atravessar, chega a ser engraçado.


Fonte: Google Imagens

Se você estiver nos bairros residenciais, não digo todos, mas quase todos os carros vão parar para você atravessar mesmo se você estiver fora da faixa de pedestre. Nos grandes centros, os pedestres também são respeitados, mas também fazem o papel deles de atravessar na faixa e aguardarem a sua vez de seguirem viagem.

Não sei se é do conhecimento de todos vocês, mas um carro pode e deve virar a direita mesmo se o farol estiver vermelho. Mas você deve estar pensando: se o farol está vermelho pros carros, consequentemente estará verde pros pedestres, certo? Pois bem, ao virar a direita no farol vermelho tome cuidado com os pedestres e só acelere se a via estiver pedestre free. Não vou entrar em méritos de lei, mas a nível de curiosidade, no estado de Washington onde eu morei, o carro pode virar a direita quando faltar 25% pro pedestre completar a travessia dele, por exemplo.

Quando não for pra você virar a direita no farol vermelho, você verá uma placa como essa da imagem abaixo, não tem erro.

Fonte: Google Imagens

Ao voltar pro Brasil eu passei a respeitar e a dar vez aos pedestres. 

Be like Bárbara.

Se tiverem alguma dúvida ou sugestão escrevam nos comentários.

Um beijo e até o próximo dia 21!

Bárbara Albuquerque

Stop for me it's the law!

sábado, maio 20, 2017



A Pensilvânia não é um destino tão conhecido assim por estrangeiros. A primeira coisa que as pessoas associam quando falo onde moro é ao Drácula, ainda por cima, erroneamente, uma vez que a história do Drácula se passa na TRANSILVÂNIA. Para quem fez uma pesquisa melhor, provavelmente sabe que essa é a terra de Rocky Balboa e deliciosos steakes sandwiches. Mas a verdade é que esse lugar é bem mais do que isso. Eu cheguei à conclusão de que PA é um lugar incrível de se morar, ou visitar. 



Antes de começar o texto eu gostaria de esclarecer que este não vai ser mais um roteiro turístico, pois eu acho que isso vocês encontram aos montes na internet. Também não vou entrar em detalhes sobre a sua importância histórica, apesar de achar um tópico que vale a pena ser pesquisado. O que eu quero é compartilhar algumas coisas legais sobre o estado que eu fui descobrindo ao longo desses 6 meses aqui.

A começar pelo fato de que não pagamos taxes (impostos) por roupas, calçados e comida de supermercado. Eu acho isso uma lindeza, e, falou em economizar, eu já boto no topo da minha lista.


Ao chegar nos Estados Unidos, os brasileiros costumam estranhar a maneira como os impostos daqui são calculados por fora. Entramos numa loja e vemos aquelas blusinhas a preço de banana e logo ficamos loucos, mas não demoramos a perceber que nem tudo são flores. É que as etiquetas mostram apenas o preço do produto, e as taxas só são descobertas na boca do caixa. Bom, isso nos outros estados, meu bem, porque na Pensilvânia você vai ter um total de $0,00 de acréscimo! É ou não é música para os ouvidos pobres da auperizada?

Outra coisa que eu AMO é a localização. Metrópoles como Nova Iorque e Washington DC são bem perto e acessíveis daqui. Para quem quiser mais detalhes das opções de transporte para essas e outras cidades famosas saindo da Filadélfia, pode entrar em contato comigo que eu vou ter prazer em tentar ajudar.

A vantagem disso é que os moradores daqui têm the best of both words: se quiserem as badalações de uma cidade turística famosa, é só dar um pulinho lá, mas sem precisar pagar mais caro em moradia, estudo, supérfluos etc. O custo de vida aqui é, no geral, bem mais barato do que nesses lugares. Eu também acho mais legal pra um intercambista viver como a maioria dos americanos vivem, e não como uma pequena parcela de ricos que podem se sustentar na Big Apple, por exemplo.

Mas não pensem que só porque não é Manhattam, a Pensilvânia é só mato e vacas. Além dos centros comerciais de cada cidade, tem sempre a opção de ir para as maravilhosas Filadélfia e Pittsburgh. Sério, ô dois municípios lindos e animados. Esse estado é gigantesco, então ter as duas principais cidades em cada extremo foi uma ideia bem esperta. Logo, independentemente de onde você morar, terá uma boa opção de lugar para ir.

Falando em Filadélfia, foi lá onde foi criada a rede de supermercado Wawa, minha loja favorita aqui nos EUA! É verdade que essa lojinha de conveniências não existe só aqui, alguns outros 4 ou 5 estados da Costa Leste também têm filiais, mas só em PA você encontra ela em cada esquina. Eles têm bebidas, lanches feitos na hora e lanches industrializados deliciosos e baratinhos. O café você mesmo prepara, escolhendo o tipo do grão, tipo do leite, e acompanhamentos como chocolate, caramelo, marshmellow e o escambau. Na minha opinião é bem melhor do que Starbucks.


Uma coisa que eu tinha como meta ao escolher meu novo lar era um lugar que tivesse as estações do ano bem definidas. Eu sempre quis ver as folhinhas marrons caindo no outono, as flores nascendo na primavera e, claro, a neve. Aqui eu estou tendo a oportunidade de vivenciar tudo isso e constatar que é mais bonito do que eu imaginei.

E tem mais, aqui eu tenho a oportunidade não só de ver a neve, como também praticar esportes de neve. A Pensilvânia tem montanhas de gelo que oferecem pacotes de lazer e aulas de esqui, snowtubing, snowboarding etc.

 

É isso aí, acho que já deu pra dar um gostinho de como é viver nesse estado, que eu sinto que já posso chamar de meu. Isso porque eu só estou na metade do meu ano. Será que ainda vou descobrir muita coisa legal? Eu vou contando pra vocês. E quem quiser acompanhar minha estadia em Warrington/PA, é só seguir no instagram: @juubabu.

Até o próximo dia 20 falando sobre as minhas tão sonhadas férias!

Por que eu amo morar na Pensilvânia

sexta-feira, maio 19, 2017

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​Eu amo viajar! E a facilidade de conhecer novos países é uma das minhas coisas preferidas sobre morar na Europa. Eu nunca conseguiria visitar todos os lugares que visitei se não estivesse aqui. Dá pra viajar com salário de au poor? Dá sim! Mas você tem que se planejar bem, pesquisar muito, economizar e estar preparada para aceitar duas coisas:

1- Mesmo com todo planejamento do mundo, ai​nda sim, imprevistos acontecem.

​2- ​Viajar com small budget não é a mesma coisa que estar de férias. ​Algumas vezes eu senti que precisava de "férias das férias..." haha

Para exemplificar vou contar o lado A e o lado B de da minha viagem pra Paris! Era um dos primeiros destinos na minha lista, foi uma das minhas primeiras viagens e as expectativas eram MUITO altas...

Bem, vamos começar pela acomodação. Eu costumo usar o Airbnb na maioria das minhas viagens (www.airbnb.com.br/c/btoriello) por dois motivos! Primeiro é que se você estiver viajando acompanhada o valor é quase sempre mais barato do que o de um hostel! Eu sou chata pra dormir, qualquer barulho me acorda, então dividir quarto com 10 pessoas não é uma opção.
E a maioria das minhas experiências com Airbnb são muito positivas! Mas a de Paris foi bem... peculiar, pra dizer o mínimo.

Eu fui com a minha prima, que também é au poor,  e como iamos ficar lá quase uma semana tentamos achar algo BEM em conta. Achamos um Studio perto do Place de la Bastille, o que parecia central o suficiente! E de fato, era fácil chegar nos principais pontos turísticos, mas a area não era legal e era bem, bem suja! Chegamos em um dia de chuva e nossa primeira impressão foi péssima.
Aliás, advinha se não choveu quase todos os dias? Chovia sem parar. E honestamente foi um saco! Tinhamos planejado andar muito pela cidade e economizar no transporte! Nos primeiros dias ficamos mega frustradas com isso!

Sobre o apartamento em sí... não era de todo ruim! Mas o anúncio dizia que toalhas e lençois estavam inclusos. Chegamos lá e surprise surprise! A "cama" era um colchão no chão. Os travisseiros não tinham fronhas, e estavam totalmente manchados e amarelados! E aquele lençol que claramente não tinha sido lavado, já tinha visto dias melhores. Toalhas? Tinha UMA toalha, pendurada no box molhada... Quando questionei o host ele me disse que "nós poderiamos usar a toalha dele". Vamos dividir a toalha em três? sure! Why not? hahahah
Obviamente, não era ideal e não era o que a gente esperava, mas sobrevivemos. O problema das fronhas nós resolvemos enrolando um dos nossos scarfs no travisseiro! Ignoramos o lençol sofrido. E não aceitamos a toalha comunal... compramos toalhas de rosto pra nos secar hahaah A de banho custava uns 30 euros nas lojas que a gente foi e não ia caber na nossa mochila pra levar de volta!

Nenhuma de nós duas fala nada de francês e fomos esperando sofrer muito porque "todo mundo" fala o quanto os franceses são rudes e como é difícil achar alguém que fale inglês lá. Pois bem, isso é mito! Pelo menos no centro da cidade sempre foi bem fácil se virar com inglês. Inclusive em restaurantes e bares, alguns garços traduziam o cardápio pra gente e pareciam super empolgados em praticar o inglês! Maaas, quanto mais distante do centro menores as chances de alguém falar inglês. Perto do apartamento a comunicação era meio complicada, mas apelamos para mimica e google translate e ficou tudo bem!

E sim, existem franceses rudes! No metro todo mundo empurra muito! Tipo estação da Sé em São Paulo.
Os ambulantes perto da torre são invasivos e até meio agressivos!
E no dia que estavamos no louvre, depois de um almoço péssimo e ridiculamente caro estavamos levantando da mesa pra continuar o tour. Eis que o moço que estava limpando o restaurante veio atrás da gente e começou a falar em um tom muito grosseiro "É difícil levar sua bandeja até o balcão?". Minha prima em choque pega a bandeja e sai andando. O cara continua "Não é tão pesada né? nem machuca a mão!"
Eu sei que a gente devia ter levado a bandeja, mas estavamos tão cansadas que esquecemos! E gente, pra que essa violência? Era só pedir!
Não preciso nem dizer que nós NUNCA mais levantamos da mesa sem levar a bandeja né? ahahah

Enfim, apesar dos pesares, dos imprevistos, das decepções, do que eu queria que tivesse sido diferente, eu tenho saudade dessa viagem e vira e mexe tenho vontade de ir pra lá de novo. Porque muitos momentos foram incríveis! E são neles que eu me foco quando penso em viajar, mesmo que o dinheiro esteja curto!

Montmartre foi a minha área preferida da cidade! Pra mim é o bairro que "define" Paris! Os bistros pequeninos, com mesinhas na calçada, a ruelas cheias de lojinhas, a boulangeries incríveis... É onde está o le Mur des je t'aime e a igreja Sacre Coeur!

Eu adoro viajar de trem! E viajar de Eurostar é super fácil e rápido. Mil vezes melhor do que a maratona do aeroporto. E pode ser bem barato nas sales. Pagamos 30 pounds cada trecho.

Os pontos turísticos da cidade são tudo aquilo que a gente imagina e vê nos filmes mesmo! E ainda são mega organizados.

O Palácio de Versailles é deslumbrante! Poderia ter passado alguns dias lá!

A comida é Magnific! E não estou falando só de bistros, mas especialmente de coisas básicas que compramos nas padarias e mercados! Almoçamos em um ou outro bistro que tivesse o "menu du jour", mas jantar era sempre baguetes, queijos e vinho... e isso nos custava uns 5 euros no total. Com vinho! Que saudade!! haha

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Beijos e boas viagens! :)

https://www.instagram.com/brunatoriello/

Viajar com low budget = Perrengues em Paris!

quinta-feira, maio 18, 2017


Olá, gente!
Como vão?
Meu nome é Beatriz e meu dia no Blog será todo dia 18!

Estou bastante contente por fazer parte do Blog das 30 Au Pairs e poder ajudar a quem for!
Nesse meu primeiro post gostaria de me apresentar e contar um pouquinho sobre como começou toda essa ideia de Au Pair.

Bem, desde pequena sempre tive o sonho de ir para fora e morar em outro país, mas nunca foi algo que coincidia com a minha realidade por vários motivos (dinheiro, outras prioridades da minha família, tempo, faculdade, etc.).

Segui minha vida apenas com o sonho em mente, mas nada concreto. Depois de muitas situações ruins que a vida me trouxe, conversando com um colega de trabalho e procurando uma solução para tudo que estava acontecendo, ele me contou a história da irmã dele, que havia passado pela mesma situação que eu e que agora era Au Pair no EUA. Ele me disse que a vida dela mudou e que foi a melhor coisa que ela fez.

Procurei bem por cima sobre o programa, e no dia que decidi mudar a minha vida eu fui à agência e fechei meu programa de au pair na hora (um presente que me dei, já que foi no mesmo dia do meu aniversário rsrs).

Não foi algo que pensei muito, nem pesquisei. Decidi fazer para me “livrar” das situações ruins que estava vivendo no Brasil, além de ser o meio mais “fácil” (era o que eu pensava até iniciar o processo todo) e barato de morar fora legalmente por bastante tempo.

Não tive apoio de quase ninguém no começo. Diziam que era bobagem, que eu já tinha o inglês muito bom, que eu não deveria ir, que estaria indo limpar sujeira de criança, que eu perderia tempo da minha vida e que me arrependeria para sempre. 


Não deixei me abalar e foquei no meu sonho, afinal, era MEU e de ninguém mais. E entre documentos, vacinas, vídeo, fotos, referências, vai-não-vai etc., eu fiquei sabendo que eu poderia aplicar para o Au Pair Extraordinaire, pois eu era professora e coordenadora de uma escola de inglês há mais de 4 anos. Como eu não havia pesquisado antes de fechar com a agência, eu não sabia que existia essa opção do programa.

Bem, depois de quase 11 meses no processo todo do application, estou a poucos meses de embarcar para Nova Jersey! Sei que não será fácil. Sei que não serão mil rosas. Sei de tudo isso. Mas sei que serão os melhores dias, meses e anos da minha vida. Sei que não há e não haverá pessoa nenhuma nesse mundo que vai me fazer pensar o contrário.

Bom, essa é um pouco da história de como entrei nessa aventura. Gostaria de mostrar para todas vocês que às vezes o inesperado pode ser o melhor.

A todas que têm desejo de ser au pair, ou de fazer qualquer intercambio, que devem SIM fazer. Não deixem de ir por causa de namorado, amigos, parentes, enfim, se o amor que sentem é amor, vai superar todas as decisões tomadas. E que às vezes, uma situação ruim pode te trazer coisas maravilhosas! Just dream on!

Espero poder ajudar a quem for.
Beijos e até o próximo dia 18!

Bia Tumenas


Just dream on!

quarta-feira, maio 17, 2017

Oi pessoal! No meu texto anterior, sobre meu feeling com a minha hostfamily, eu expliquei que estava sem critério algum na hora da procura. Podia vir o que viesse!
Entretanto, após publicar o texto eu lembrei de dois critérios que eu tinha na época: a família não podia ter gatos (sorry catlovers) e preferencialmente que fosse single mom.
Eu queria uma single mom por que eu morria de medo de um homem dá em cima de mim ou a esposa simplesmente ficar com ciúmes sem eu ou o homem ter feito nada ou até pela simples privacidade que um homem estranho vai te tirar.
Contudo, apareceu a minha host family mara e eu ignorei o fato de ela conter um hostdad. E como vcs sabem, só love pela minha decisão. 
Mas então, vou escrever hoje sobre a experiência de ter um hostdad e o porquê na minha próxima busca por família eu vou dar prioridade pra família com dois adultos.
Para começar, aqui na Finlandia tu vê a diferença grotesca de respeito que o homem tem pela mulher quando comparado ao Brasil, nunca vi um olhar diferente vindo do meu host ou dos amigos deles. Ele sempre me tratou e trata com muito respeito. A hostmom então, sempre segura, jamais demonstrou algum desconforto, inclusive em uma viagem que fizemos para Lapônia ela perguntou se tudo bem eu dormir no mesmo quarto com o host enquanto ela dormia no outro quarto com as crianças (pensem minha cara de pânico). Quanto à privacidade, não tem jeito, a existência do homem te restringe um pouco.
Entretanto, ele mais me ajuda do que atrapalha. Por ele ter uma empresa, ele muitas vezes vai trabalhar tarde e fica com  as crianças de manhã, ajudando a dar o café, escovar os dentes, vestir,... Além disso, por causa do horário flexível é com ele que eu posso contar quando eu quero um day off, ele chega mais cedo em casa e nos meus primeiros dois meses era ele que fazia o almoço para as crianças e não eu. Não posso esquecer de comentar que ele é gentil e se preocupa comigo, como por exemplo uma vez eu estava mal, e ele comprou um pacote de doce pra eu me sentir melhor.
Ele não é de falar muito, mas quando estamos sozinho eu vejo que ele se esforça muito pra manter uma conversa comigo, na frente dos outros acho que ele tem vergonha de falar inglês e então quase não falamos.

Como vocês podem ver, é muito útil ter mais uma pessoa em casa, eu tenho certeza que se minha host fosse separada, eu teria muito mais trabalho. Além de tudo que eu falei sobre ele especificamente, eu acho que quanto mais adultos em casa, menos sofrido é o trabalho da au pair (salvo exceções), então hoje eu vejo com outros olhos uma família com hostdad.

Bom, é isso aí! Pra quem tem um certo preconceito com hostdad como eu tinha, tá na hora de abrir a cabeça.

Obs: Se alguém quer que eu fale sobre um determinado tema, me avisa nos comentários.

Beijos e até mês que vem.

Paula Franz

Hostdad: Ter ou não ter?

segunda-feira, maio 15, 2017

Oi gente, alguém aí já ouviu aquela expressão em inglês "one-trick pony"? É o famoso pônei do circo que só sabe fazer UM truque. No começo isso até pode ser fofinho mas depois fica chato porque ele basicamente se resume a só isso mesmo. E o que isso tem a ver com o meu post de hoje? Bom, é que eu fui aupair por muitos anos e o meu maior medo era de não conseguir nenhum emprego depois que não fosse relacionado à crianças, já que era praticamente a ÚNICA experiência de trabalho que eu tinha no currículo além de alguns estágios da época de faculdade (que nem contam muito né?)

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Sempre que eu procurava um emprego novo as pessoas logo me perguntavam qual experiência profissional eu tinha na minha área e isso era muito frustrante porque eu não tinha nenhuma - mas se ninguém me desse uma oportunidade eu continuaria não tendo! Porque sim, eu fiz faculdade, me formei com boas notas e falava vários idiomas mas experiência mesmo eu não tinha com nada além de childcare só que eu não queria ficar presa nisso para sempre. Tinha tanto potencial, tanta coisa diferente para agregar e na verdade eu nem gosto muito de criança! Só fui aupair mesmo porque este era o único jeito que eu consegui de morar legalmente no exterior com o orçamento apertado que eu tinha na época.


Enquanto os meus ex colegas da faculdade e outras pessoas da minha faixa etária já estavam estabelecidos no mercado de trabalho eu apenas começava a engatinhar. Fiz um currículo enxuto, ralei muito em posições que eu sabia que estavam bem abaixo das minhas habilidades e já escutei muito: "adoramos sua personalidade e estamos impressionados por você ser poliglota e tão viajada masssss......" Sim, este MAS me matava. Aliás, você pode terminar essa frase com uma das variáveis abaixo:

- "(...) mas procuramos alguém com mais experiência nessa área."
- "(...) mas como você nunca trabalhou com isso antes resolvemos contratar alguém que já tivesse trabalhado."
- "(...) mas a diretoria achou melhor não arriscar contratando uma pessoa sem experiência prévia."
- "(...) mas o fulano de tal que já exerceu este cargo por sete anos acabou preenchendo a vaga!"
- "(...) mas resolvemos continuar procurando alguém que tenha um pouquinho mais de know-how do que você..."


Aí eu me vejo no eterno dilema do recém-formado: aquele cara com o diploma universitário na mão, sem experiência nenhuma na área dele e com uma vontade enorme de trabalhar, mas que não é levado a sério por nenhuma empresa e não consegue nenhuma oportunidade de mostrar serviço simplesmente porque nunca trabalhou com aquilo antes. É cruel, é injusto e nessa época de crise as oportunidades estão ficando cada vez mais escassas. Mas para mim, pior do que ficar desempregada era virar o famoso one-trick pony.


Para ser beeeeeeeeem sincera com vocês, até hoje eu preciso provar constantemente que eu dou conta do recado. Até hoje eu batalho pelo meu lugarzinho ao sol. Tento compensar a falta de experiência em certas coisas com proatividade, flexibilidade e comprometimento. Me revolta MUITO ver pessoas bem menos qualificadas do que eu subindo de cargo na empresa só porque trabalham lá há mais tempo e não porque são realmente boas no que fazem. E até hoje quando eu faço uma entrevista de emprego o entrevistador me pergunta desconfiado sobre certas épocas em que não aparece nada no meu currículo. Era justamente o período que eu era aupair. 


Eu escolhi não trabalhar mais com crianças, escolhi mudar o foco e redirecionar a minha carreira, escolhi ser o pônei que faz muitos truques diferentes e que todo mundo bate palma e fica impressionado com ele. Me arrependo sim de ter sido aupair por tanto tempo então se você é uma futura aupair que pretende ter uma carreira numa área completamente diferente de childcare, leve o seu futuro profissional em consideração quando terminar o programa para não cometer os mesmos erros que eu cometi, ok?

One-Trick Pony

sábado, maio 13, 2017

Olá meninos e meninas,
Tudo bem com vocês?

Hoje vou contar um pouquinho da minha experiência com os hospitais/médicos da Holandinha.

*post dividido em dois*

Como toda boa historia tem um começo, ai segue a minha:

Era Holiday das meninas, e os pais foram viajar, eu de férias, resolvi esquiar na Alemanha... dai, vocês já veem que boa coisa, não é.

O dia estava MARAVILHOSO, a neve branquinha, um dia ensolarado, e eu aprendendo a esquiar... simplesmente não podia ser melhor.

A primeira coisa que aprendi, foi o famoso “pizza point” aparentemente é com esse movimento que você controla a velocidade (eu que o diga) kkkk




Anyway, desci duas vezes, e estava me achando o máximo, até que paramos para um café e resolvemos que aquela seria a ultima descida... e foi... Por algum motivo eu não consegui desacelerar e cai!! O tombo mais bobo da minha vida ... mas, nessa brincadeira quebrei o pulso.




Para o meu desespero eu soube imediatamente que meu pulso estava quebrado...

O que é DESESPERADOR, porque você está sozinha num pais diferente, um host no Brasil e o outro no Vietnã e eu sentindo uma dor horrorosa.

Ah vale frisar 02 pontos:

1 – nunca tinha quebrado nada;
2- quando se trata de dor/doença/dodói, eu sou pior que criança.

Enfim, fui levada até um hospital na Alemanha, onde constataram a quebra do pulso, e já queriam marcar a cirurgia para o dia seguinte.

Eu, querendo ir embora, disse que faria a cirurgia na Holanda mesmo, que era lá que eu morava e queria ir pra casa – já que ia demorar uma noite de qualquer jeito.

PIOR ERRO!!!

Pra quem não sabe a Holanda tem essa politica IRRITANTE de self-healing (odeio), onde paciente e médico esperam para ver como o corpo vai reagir ao problema, e TUDO no mundo é tratado com paracetamol!!

Eu, brasileira até nos ossos (literalmente), não aguento essa politica, gritava de dor, queria remédios, queria a Drogasil, Droga Raia, Drogaria São Paulo, tarja preta, queria cesárea, queria a cirurgia, queria sarar pra onteeeeem!!!!!!

Os médicos, do outro lado achavam que como eu já estava de gesso (colocado na Santa Alemanha), o processo de cura já estava começando, e que eles não iam fazer nada nas próximas 02 semanas pra ver como ia ficar.

Quase morri; dai veio a intervenção divina.

Aqui na Holanda, tem essa historia de “médico da família”, e esse medico é o seu salvador.

Descobri que ele manda e desmanda na sua saúde. Ele que te encaminha e que abre as portas do paraíso, digo, hospital pra você.

Ok, a minha medica - linda, maravilhosa - sentiu peninha de mim, e escreveu um pedido para que um cirurgião me analisasse, detalhe isso tudo em 24 horas.

Finalmente, o cirurgião me atendeu, exatas 24 horas após a minha queda =/

O cirurgião então teve a brilhante (Dutch) ideia de não fazer a cirurgia, e sim, puxar meu braço e recolocar o osso no lugar.

SEM ANESTESIA.

Obviamente, isso não funcionou comigo – já que eu já estava chorando só com a ideia.
Foi então que ele resolveu aplicar anestesia SUPER FRACA e LOCAL, me deixando acordada e ainda sentindo dor.

Quando esse homem pegou meu braço, achei que ia morrer – juro.

Eu senti ele recolocando o osso no lugar. Descobri, então, o significado de espernear. Era perna braço choro grito, tudo que você possa imaginar.

Horrível e pra minha desgraça não foi o suficiente, o osso ainda não estava no lugar.

Ainda sim os médicos resolveram dar mais uma semana.

Mais uma semana de dor.
05 dias depois, liguei para minha medica da família, e pedi, novamente por um encaminhamento. Porque não queria mais esperar.

Foi ai que FINALMENTE, consegui minha cirurgia.
UMA SEMANA depois de ter quebrado meu pulso.




E ainda tenho que escutar gente dizendo “nossa uma semana depois, que rápido não?”

To be continued...

Gente, mês que vem eu continuo com os próximos capítulos

Muitos beijosss


Lí Arbex

O dia que quebrei o pulso na Holanda - Parte 01

quinta-feira, maio 11, 2017

Olá pessoal, tudo certo por aí? Por aqui tudo bem com um calorzinho gostoso depois depois da loucura do mês de abril que teve até neve. Hoje eu vou te explicar porque você precisa ser au pair na Holanda.


Que eu fui au pair na Holanda e sou louca por aquele país não é novidade, mas que eu escolhi na loucura e sem saber muito sobre país quase ninguém sabe. Eu dei muita sorte porque escolhi um país maravilhoso, mas eu poderia ter caído em um país que não fosse tão "legal" assim por falta de interesse e pesquisa, então, a dica do dia é: pesquise bastante sobre o país que você pretende ser au pair! Caso você esteja considerando a Holanda, aqui vão cinco motivos para ser au pair lá.

1. Os holandes são maravilhosos. Eu sou louca por aquele povo que é bem mais louco ainda. Sempre ouvi dizer que eles eram frios e eu sofreria por conta disso. Se você também ouviu esse absurdo, desconsidere. Eles são pessoas incríveis, super gentils, animados, parceiros e abertos a conhecer pessoas e culturas diferentes. 

2. A Holanda é linda. Tudo bem que eu sou super suspeita para falar do país que roubou meu coração, mas acredite, TUDO é lindo lá, cada centímetro daquele país é lindo. As tulipas, os moinhos, os parques, os canais... Ah essa Holanda! E se você não acredita em mim, faça uma pesquisa rápida e apaixone-se.

3. O estilo de vida é muito bom. Eu já ouvi alguns europeus comentando sobre isso e eu como brasileira que já experimentou muitas coisas nessa vida, também sou só elogios. Usar bike para tudo, comer muito queijo, aproveitar a vida lá fora, tomar café ou uma cervejinha com os amigos sempre que possível, trabalhar para viver e não viver para trabalhar, criar crianças independentes e muito bem educadas, dar valor ao que se tem, aproveitar a vida, ser feliz.

4. Bicicleta e transporte público. Sem dúvidas uma das coisas mais incríveis da Holanda é usar a bike para TUDO, tudo mesmo, até para ir para a balada de salto, no frio, no calor, na neve, na chuva, sempre! Ok, vocês devem estar pensando que eu sou louca, porque pedalar na chuva não é legal, realmente, mas com tempo você se acostuma e a bicicleta te da liberdade e independencia, você não precisa de dinheiro para a gasolina, para pagar estacionamento, pode usar se beber e é bem seguro pedalar por lá. Claro que você também pode usar o transporte público que é muito bom, funciona e geralmente tem até tem lugar para sentar, porém é caro :\ 

5. Tudo é muito perto. Pense num país pequeno, agora pense em um país dez vezes menor, talvez esse seja o tamnho da Holanda. Isso é uma vantagem, porque você pode conhecer várias cidades, ir para a praia e voltar no mesmo dia, visitar amigos mesmo que eles morem "longe", almoçar na Alemanha, jantar na Bélgica, passar um final de semana na França e por aí vai.

É claro que existem muitas outras vantagens de se morar na Holanda, essas são algumas das minhas favoritas. Ter amigos, ou pelo menos pessoas abertas a fazer amizades com estrangeiros, que não se importem de você não falar a língua deles, onde o transporte público funciona, você se sente segura e bem em qualquer lugar a qualquer hora do dia ou da noite, que o "interior" fica super perto da "cidade" e é bem localizado, para mim é fundamental, eu morro de saudade disso tudo. Considere bastante essas coisas antes de embarcar nessa aventura que de ser au pair. Vejo vocês mês que vem, kusjes! 

camihfeer@gmail.com

Porque você deve ser au pair na Holanda