domingo, outubro 21, 2018

Últimas semanas na casa da host family

Gente, esse post é para marcar o fim do meu programa de aupair! Graças a Deus esse segundo ano chegou ao fim! Foi tenso hein?! 

Mudança de estado, saudade da primeira família, visita da minha família do Brasil, rematch, LCC que não ajudou, nova host family folgada, ex aupair Falsiane, LCC que ajudava dessa vez, e fim! Ufa!


Essas últimas semanas foram muito corridas, consegui colocar minhas coisas em 2 malas, 1 carry on e uma mochila, porém, tem uma mala com excesso de peso, e como agora eles mudaram todas as regras e valores,eu preferi ter uma mala com excesso que eu vou pagar $100 do que pagar uma mala extra que são $150 dólares. 

Coloquei tudo em ziploc bags, aquelas que fazem vácuo e diminuem o espaço! Ajudou bastante, mas confesso que tive que jogar muita coisa fora! 😢
Não sei como vai ser quando voltar pro Brasil ainda, estou tão corrida com a viagem que vou fazer antes de voltar que parece que minha ficha ainda não caiu. 

Mas a sensação de acordar e não estar mais na casa da host family já foi bem estranha pra mim! Foi como se eu entendesse que:”nossa! Não vou mais ver as crianças todos os dias!”.

E apesar das complicações que eu tive nesse segundo ano, sou muito grata por tudo que aprendi, pelo tempo que tive para me observar e entender melhor, e claro, por me fazer entender que eu sou mais forte do que imaginava!
Vocês que estão no segundo ano, morrendo pra que acabe! Aguentem firme!!!! 


Depois eu volto para contar como foi essa viagem antes de voltar pro Brasil!

Beijo 
Paula

sábado, outubro 20, 2018

Ser au pair na França sem falar francês?


Salut, les filles/garçons,

Este mês, completou 1 (um) ano que eu cheguei à França e, diferente do programa nos Estados Unidos, para ser au pair na terra do croissant não é obrigatória a comprovação de conhecimento na língua oficial, então, por isso, eu pude vir falando um total de 0 (zero) francês. Como este foi (e está sendo), sem dúvida, o maior desafio do meu intercâmbio, resolvi contar sobre como foi a adaptação, como está sendo aprender um idioma do zero morando no país de origem da língua e algumas noções de quanto se pode evoluir durante o intercâmbio nestas condições.

Aí você me diz "ah, Marina, eu fiz cursinho de inglês desde o berçário e fui au pair nos EUA por dois anos, eu me comunico em qualquer lugar do mundo"

Seu inglês deve ser lindo e vai te ajudar mais que o português, mas a provação não se atenua muito não, gata. A deficiência dos franceses em língua estrangeira é mundialmente conhecida e é uma marca desta nação, tanto quando o queijo, o vinho ou a falta de banho. E os poucos que falam têm um sotaque bem carregado, então para você se integrar e ter o mínimo de autonomia, você PRECISA falar francês. 

"E agora? Preciso fazer 3 anos de francês pra ser au pair na França? Mas eu já não terei mais idade!" 

Calma, amiga, venha simbora que vai dar certo! Esta que vos escreve veio com um inglês intermediário, zero francês e a vontade de vencer. O começo é difícil, o meio e o final também, mas o francês vai sair. Em qualquer intercâmbio, nada ensina mais do que as dificuldades que a gente passa. 

"Por quanto tempo durará esta provação em minha vida?" 

A boa notícia é que não vai demorar muito pra você aprender o francês em um nível funcional, a má é que você será au pair e que provação está nas letras miúdas do contrato. 

Para falar em níveis de línguas na Europa, usa-se o QECR (Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas), que é basicamente a referência usada para qualquer língua européia de acordo com o grau de dificuldade e fluência para realizações de atividades práticas. 

Para entender melhor, leia a imagem abaixo:


Para te situar, o nível exigido pelas universidades francesas para estudar a maioria das "graduações" e parte dos mestrados na França é o B2, que seria um intermediário avançado. 

Já situados, agora eu explico como é o processo de aprendizagem estando aqui na França. Não preciso falar que a referência é a minha experiência pessoal, né? E, embora eu não represente todo mundo, não sou prodígio da linguística e te digo mais: sou o contrário de prodígio, sempre tive dificuldades com o inglês no Brasil. 

Antes de tudo, é importante falar que você não aprende só por estar morando na França, há fatores que dificultam o processo ou até mesmo impedem (não é raro encontrar quem mora em Paris há anos e ainda está no salut e merci). Vamos aos fatores:

1. Na busca, dê preferência por famílias que falem só francês e, se você não fala nenhum francês, preze que pelo menos as crianças falem francês, já que é com elas que você passa a maior parte do tempo;

2. Não precisa fugir dos brasileiros da sua cidade, mas sempre coloque um gringuinho no meio, já é o suficiente pra você se sentir obrigado a falar francês nos rolês, pelo menos por educação;

3. Faça curso, sim!  É caro? Muito, mas principalmente no início, você precisa de um direcionamento, a gramática no francês é complexa e existem 200 tempos e modos verbais pra aprender, que são importantes mesmo que seu objetivo seja ter um francês mais funcional. Se seu objetivo é a Universidade, não tem como fugir;

4. Aproveite todos os recursos que você tem disponível: leia em francês, assista TV, ouça a rádio e, principalmente, converse sempre que tiver a oportunidade. No início, é muito difícil e é horrível se sentir burra, mas uma hora vai começar a sair e quando acontecer seu francês se desenrolará muito mais rápido.

Pronto, conhecidos esses fatores, vamos para a evolução durante o primeiro ano como au pair:

1-2 meses: você aprende a entender as necessidades das crianças (depois de muito choro e desespero) e a fazer seu pedido no restaurante, bar, loja...

3-4 meses: agora você consegue pedir informações, entender a ideia geral de uma reportagem, ter conversas realmente funcionais, nada muito aprofundado, mas agora você já tem muito mais autonomia e se comunica mesmo se for "eu perder crianças, você saber onde elas está?", eu diria que é um nível A2 segundo aquele quadro que a gente já conversou sobre. 

5-6 meses: você agora pode dar sua opinião sobre coisas e já pode resolver burocracias, como abrir uma conta, sozinha! Já tem conversas com as crianças (as minhas têm entre 4 e 8 anos) só em francês e não é mais difícil vocês se entenderem, mesmo que vez ou outra tenha uma palavra ou expressão nova (principalmente nas brigas entre irmãos). Você pode começar a ler livros para adolescentes em francês e assistir coisas em francês com legenda em francês não será mais tão cansativo. Você agora é B1!

7-12 meses: depois dos 6 meses, você sente que seu francês se desenvolve muito mais rápido e você poderá tirar a legenda em muitos casos e assistir só em francês, ler livros mais densos e fazer amigos em francês. A comunicação com os host parents, com as crianças e com todos os seus colegas será só em francês e, mesmo que no começo seja difícil construir frases oralmente e pronunciar uma ou outra palavra, com o tempo se torna natural, você deve acabar o primeiro ano B2 ou, dependendo daqueles fatores já citados, C1. 

Bem, o processo é longo e não termina no primeiro ano, mas os resultados vêm e você se sentirá muito orgulhosa no fim do programa quando olhar pra traz e ver que evoluiu em 1 ano o que demoraria pelo menos 3 no Brasil. Espero ter dado a confiança que tava faltando pra você fazer seu cadastro no AuPairWorld e procurar sua família francesa! 

Bisous e até a próxima! 

@marinasanri


sexta-feira, outubro 19, 2018

Ser parte da família é furada?

Oi gente, tudo bem? Espero que sim! <3

Vamos conversar sobre ser parte da família ou não?




É a dúvida de muitas meninas que começam o processo de au pair, e a grande maioria sempre deseja fazer parte da família. E claro, tem a outra galera que prefere um tratamento mais ''profissonal''. 

Não é fácil deixar a nossa zona de conforto isso todos (as) nós já sabemos, porém, quando começamos a procura pelas host families nós esperamos encontrar A FAMÍLIA PERFEITA, aquela família que vemos nos comerciais de TV. 

''Ah Gabi, você diz isso mas eu sei que não existe uma família perfeita''. Eu sei, gente... mas sabe as nossas expectativas? Então, elas acabam por si só criando uma imagem perfeita de uma família que desejamos ter pelos próximos 12 meses. 

É furada ser parte da família? 

Aí depende de você, e claro da host family. Acho válido um pensamento ''minha família no BR é perfeita?''. Foi essa pergunta que eu fiz pra mim mesma quando eu não estava sendo flexível ou reclamando muito. Risos. 

Ser parte da família não significa que você precisa fazer tudo com a sua host family (até mesmo porque no BR você não faz tudo com a sua família) pra mim significa não ver o au pair apenas como um trabalho,  e sim uma oportunidade de criar memórias, crescimento, descobertas e realizações. 

Acho válido vocês conversarem com as famílias sobre o que vocês esperam da relação de vocês, algo mais profissional ou alguém para fazer parte da família, tanto nos momentos bons e ruins. E sempre conversar com a host family de vocês quando algo não está legal... pois conviver com pessoas diferentes de você significa que nem sempre vocês irão concordar com a mesma coisa, mas o respeito sempre irá prevalecer. 

Hoje eu tenho um relacionamento ''parte da família'' com a minha host family. Quando não concordamos com alguma coisa, sempre conversamos à respeito. Compartilho com eles quando estou triste, e já chorei na frente deles em alguns momentos. 

Independente do relacionamento que vocês escolham ter com a host family de vocês, eu desejo que vocês sejam felizes com essa escolha, e se algo não estiver legal... não guarde pra você. Converse com sua família, sua host family ou pessoas próximas. No final, tudo vai ficar bem. 

Até o próximo post!

Gabi 

quarta-feira, outubro 17, 2018

Dicas de viagem: minha trip pra Europa

Oi gente, tudo bem com vocês?

Semana passada eu tirei minha segunda semana de férias e fui pra Europa com mais duas amigas. Vou compartilhar um pouco da nossa viagem com vocês, dando dicas pra que não cometam os mesmos erros que a gente, hahaha.

Foi uma viagem incrível, mas alguns perrengues poderiam ter sido evitados se tivéssemos nos organizado melhor. Assim, não estou dizendo que existam viagens perfeitas, problemas sempre surgirão mas alguns são frutos de lerdeza mesmo hahaha.

Bom, vamos lá:

1)Planejar-se o quanto antes, isso inclui:

Decidir os lugares e os pontos turísticos que você quer visitar.
É importante pensar nos seus objetivos, se você quer ir em mais lugares ou se você pretende ir pra um só pra explorar mais a fundo. Aí é uma questão de cada um.

No nosso caso resolvemos fazer Londres e Itália, sendo que nesta conhecemos Roma, Florença e Veneza. Ficou beeem corrido então numa próxima eu focaria em passar mais tempo em menos lugares, porque querendo ou não a gente acabou “perdendo” tempo na locomoção de uma cidade pra outra, além dos gastos a mais.

Bem, definidos os destinos, vamos ao próximo passo:

2) Pesquisar quais são as atrações, pagas ou gratuitas (afinal au pair não tem muito dinheiro hahaha). Se precisar comprar ingresso é melhor já comprar antes, tanto porque será uma coisa a menos pra pagar depois quanto pra não correr o risco de não conseguir comprar pro dia planejado.

3) Não esquecer de verificar os horários de funcionamento das atrações bem como quais períodos tem mais movimentação (pra considerar o tamanho das filas no seu roteiro).

4) Sobre os hotéis/hostel/airbnb etc:

Importante checar as formas de pagamento, os horários de check in e check out. Isso inclui pensar onde deixar as malas caso continue na cidade depois do check out. Eu e minhas amigas, por exemplo, gastamos uma grana considerável com lockers. E tivemos que pagar uma taxa absurda em Veneza porque chegamos quase meia noite no hotel e não avisamos antes o horário que chegaríamos. O horário de chegada foi requisitado antes pelo booking mas nenhuma de nós se atentou a isso então foi um estresse desnecessário, causada por falhas no planejamento.


5) Por fim é sempre bom ter uma reserva em dinheiro porque a gente gastou um pouco além do esperado, por conta dos imprevistos e porque as coisas na Europa são caras mesmo hahaha. 

Ps: Eu sou a louca dos filmes e séries então sempre busco colocar locais de gravação nos meus roteiros, e ás vezes, tento reproduzir algumas fotos, tipo esta: 



Cena do filme Comer rezar amar na Piazza Navona, em Roma



Nem sempre fica boa a reprodução mas só de estar no local já vale a pena hehe <3

Mês que vem farei um post especial em comemoração ao meu primeiro ano escrevendo pro blog! :) até lá

Beijão, 
Val

segunda-feira, outubro 15, 2018

Sobre as portas que o au pair nos abre...

Olá pessoal!
Hoje é um dia especial! Celebramos o dia dos Professores aqui no Brasil. Essa profissão tão linda e tão subestimada pela nossa sociedade.
Mas já que hoje é o dia dessa profissão tão linda (not saying this just because I am teacher hehe), quero contar um pouco de como tem sido a vida profissional aqui no Brasil.
 Bom eu havia me formado em pedagogia e trabalhado em uma escola de Educação Infantil por algum tempo antes de fazer o au pair. E um pouco depois que voltei estava perdida na vida sem saber o que fazer (queria saber do país novamente, mas estava sem grana).



Então comecei a procurar escolas americanas para que pudesse tentar uma vaga de trabalho quando no meio dessas pesquisas descobri uma escola de ensino canadense aqui no Brasil. Acredito que tudo acontece no seu tempo devido e como deve ser... rapidamente eu fui contratada e estou tendo uma experiência incrível trabalhando nessa escola e fazendo o que amo, tenho aprendido e crescido a cada dia (a educação canadense está no top 10, enquanto o Brasil está na 66ª posição nesse ranking infelizmente). 
Aonde o au pair entra nisso? Com certeza ficar dois anos morando fora abriu essa porta pra mim, não só pelo inglês fluente mas a chance de cuidar de crianças, mesmo que em um âmbito familiar, mas com uma visão totalmente diferente de educação contribui para a profissional que sou hoje e eu sou extremamente grata por tudo o que o au pair tem, mesmo depois do retorno ao Brasil, proporcionado à mim!



Abraços e até a próxima!