terça-feira, janeiro 17, 2017

Todos (as) sabemos que há a probabilidade de uma hostkid se machucar no período de au pair e estando sozinha contigo. Entretanto, a cabecinha aqui nunca tinha cogitado isso, até acontecer. E não demorou muito!

Para começo de conversa, preciso enfatizar que a minha hostfamily é muito parecida comigo, vai controlando o caos em volta de acordo com o que vai acontecendo. Então, nem eu e nem eles pensamos que uma das primeiras coisas que eu deveria conhecer na casa era a caixa de primeiros socorros e qual remédio usar para determinadas situações.

Vamos para a história.

Paula recém chegada na Finlândia, 10 dias aqui e pela primeira vez minha hostmom me deixou sozinha com os meninos... apenas uma hora. Primeiro detalhe a ser pontuado: Ela esqueceu o celular em casa. Único número que eu tinha, porque não, não pensamos que eu deveria ter todos os telefones possíveis para emergências. As crianças estavam bem queridas comigo e um deles pediu para eu ler uma história, em finlandês é claro. Comecei a ler e na primeira palavra eles caíram na gargalhada, a cada palavra que eu lia eles choravam rindo. Achei muito engraçado e fofo e resolvi fazer um snapchat deles se contorcendo de rir. Termino de fazer o snapchat e vou colocar na minha história e o mais novo começa a chorar desesperadamente. EU JÁ ME APAVORO INTEIRA, NÉ! O que raios aconteceu? Eu não falava nada de finlandês na época, não podia nem pergunta o que tinha acontecido, mas como ele chorava (e berrava) com a mãozinha nas costas, eu fui delicadamente tentar ver o que houve.

Uma abelha picou ele!!!

 E a danada da abelha apareceu no meu snap (depois que o caos passou eu descobri isso)

Aqui no verão tem abelha por todo o lado, é um saco! Enfim, sabendo o que aconteceu resolvido o problema, certo? Errado. Podem me julgar, mas eu realmente não sabia o que fazer. Fiquei um minuto sem consegui pensar, ai resolvo ligar para minha hostmom – celular em casa. Começo a adicionar todos os parentes que eu podia para ver se algum me aceitava na hora e ia me ajudar. Sem sucesso. Enquanto isso, o pequeno esperniando no meu colo. Daí, depois de uns 5 minutos, penso em procurar na internet (dãããã)! Internet quase unânime, gelo e tentar tirar o ferrão. Bem capaz que a kid ia ser a minha cobaia para eu aprender a tirar o ferrão. Coloquei um pacote de legumes congelados e fiquei rezando para a host chegar. Demorou uns quinze minutos e ela chegou. O mais novo não havia parado de chorar.

Ela já chegou com os olhos arregalados, eu expliquei a situação e ela na mesma hora pegou uma garrafa de água (só metade cheia) e colocou o gargalo em volta da picada. Ela me explicou que aquilo alivia a dor e faz sair o ferrão. A criança parou de chorar em um minuto. Não sei se é porque aquilo realmente funciona ou se é pelo fato da mãe está por perto. Apostaria nos dois.

Depois disso, eles te explicaram aonde estão os remédios e o que usar para cada caso, né? Não! Esquecemos total. Eu ainda não sei, mas tentarei lembrar de perguntar pros hosts.



Mas ficam ai as dicas (por mais que eu não siga):
1ª: Saber aonde ficam os primeiros socorros e o que eles costumam fazer nessas situações;
2ª: Saber todos os telefones de emergência;
3ª: Lembrar a host esquecida de levar o celular.

Beijos e até mês que vem!


Paula Franz

A hostkid se machucou, e agora?

segunda-feira, janeiro 16, 2017


Depois de um ano e três meses lá eu quis vir pra cá. Quis vir pra casa, pra minha casa.

Na minha casa eu fico no sofá de pijama a tarde e minha família está do meu lado. Eu vou na cozinha na hora que eu quero e não me preocupo tanto em não fazer barulho. Eu não preciso ser super educada e sorridente o tempo todo. Aqui eu estou cercada pelas pessoas que eu mais amo no mundo. São coisas bobas, e nem tão bobas, que fazem falta e que com o tempo dão vontade de voltar.

Não que não tivesse vontade de voltar antes. Quis voltar depois de um mês, depois de três, no nono mês então nem se fala... não tem jeito. Dia ou outro a saudade aperta, as novidades viram rotina e inevitavelmente rotina cansa. E quando eu cansei, tudo que eu queria era o colo da mãe e os mimos do pai.

Em outros dias eu queria que minha família fosse pra lá. Queria mostrar pra eles todos os lugares lindos que eu vi, queria que eles provassem as coisas super diferentes e incríveis que eu provei. Queria esconder eles na minha mala e levar pra lá porque aqui não parece mais o meu lugar.

A cultura do Brasil é rica, mas retrógrada e absurda. O contraste social me doi e esse escravagismo maquiado e enraizado na nossa sociedade é triste de ver. Engraçado como brasileiro é conhecido por ser um povo aberto e caloroso, vejo tanta ignorancia e preconceito disfarçado. E o machismo? E a violência? Como conviver com tudo isso?

 O Brasil não mudou, mas a minha maneira de enxergar as coisas mudou. O Brasil é de fato um país abençoado pela natureza, colorido sem igual. Mas falta todo mundo poder ver as mesmas cores.

Claro que existe preconceito e problemas sociais em todo lugar. E não, eu não acho que a Europa seja perfeita. Mas como imigrante que trabalha em "subempregos" lá eu não me sinto tão diferente assim dos outros. Eu me despi de todo orgulho e preconceito que eu tinha e fui trabalhar de babá e bartender. E sabe o que eu percebi? Que 70% das pessoas que trabalham comigo no bar são jovens Britânicos cursando o ensino superior. Os outros 30% são Poloneses, Espanhois, Gregos... Todo mundo rala e ninguém tem vergonha de fazer o que faz. E por incrível que pareça, com o meu "subsalário" eu consigo viajar, frequentar lugares legais e comprar as coisas que eu quero. Se me organizar, é claro.

Eu gosto da qualidade de vida que tenho em Londres, mas morro de saudades de quem fica aqui no Brasil.

Quem dera a gente pudesse ter tudo! Ir e vir livremente!
Explorar e descansar. Viajar e estar presente...

Quando eu tinha uns quinze anos uma cigana pegou minha mão sem pedir e disse: "Você precisa tomar uma decisão na sua vida". Não sei se ela leu meu futuro ou se me amaldiçoou, mas escolhas parecem ser a saga da minha vida.

Sobre voltar...

domingo, janeiro 15, 2017

Saravá queridinhas e queridinhos! Primeiro eu gostaria de desejar a todos um feliz ano novo cheio de realizações e boas surpresas. E que nunca nos falte o supérfluo...


Hoje eu quero contar para vocês como era a vida amorosa de uma aupair há dez anos atrás sem as redes sociais da qual hoje somos todos escravos.  Sim, porque quando eu fui aupair pela primeira vez em 2006-2007 não existia nada disso que existe hoje em dia e as únicas plataformas disponíveis na época para interagir virtualmente com outras pessoas eram MSN messenger (R.I.P.), skype (que a gente usava para falar com a família no Brasil), orkut (que só tinha brasileiro participando) e fotolog (o famoso "instagram de pobre" haha). Sad but true. 

Aí você me pergunta: então como vocês conheciam alguém naquela época? Já existia site de namoro e aplicativos de paquera? Gente, não tinha aplicativo nenhum de nada nessa época porque ainda não tinha smartphone mas na Holanda (onde morei) um dia eu descobri um site que mudou a vida de todas as aupairs que eu conheci por lá, menos a minha.

Foi assim: eu escutava uma rádio local que sempre fazia propaganda de um site de namoro holandês que aliás eu não vou falar o nome porque não quero fazer publicidade de graça pra eles né? Daí que eu entrei no site de bobeira, fiz um perfil sem nenhuma pretensão e OMG, viciei!

Pausa. 

Eu amo ir em "date". Amo essa coisa de poder conhecer a pessoa melhor sem ter a obrigação de ficar com ela. Amo sair pra tomar um drink ou passear só para jogar conversa fora mesmo, sem segundas intenções, sem ter que beijar o cara no final. Então eu usei o site para conhecer homens holandeses e aprender mais sobre os costumes deles, a cultura, ir em lugares que só os locais sabem onde fica, etc. Porque o meu círculo de amizades infelizmente se resumia a um grupo de aupairs e algumas meninas do meu cursinho de idioma e todos sem exceção eram estrangeiros como eu.

Gente, meu perfil bombou. Talvez porque eu fosse "braziliaanse", talvez porque eu não estava desesperada pra arranjar namorado e isso de certa forma transpareceu, talvez porque eu botei uma foto bem natural sem nenhuma produção exagerada usando pouquíssima maquiagem ou talvez porque eu dei sorte mesmo. O fato é que eu comecei a receber milhões de mensagens por dia e era um homem mais lindo que o outro!


Comecei a ir nos dates com os caras do site. Dutch crush, ADORO! Os homens holandeses abrem a porta do carro, pagam a conta do restaurante, não tentam te agarrar à força, são divertidos, educados e mesmo indo num barzinho qualquer da esquina eles estão sempre vestindo uma camisa social - tem como não amar?! Só sei que eu tinha acabado de terminar um namoro e resolvi curtir a vida adoidado. Teve uma semana que eu tava off e tive cinco dates com cinco caras diferentes do site - não beijei nenhum deles e ainda assim me diverti horrores! 

Até que como era de se esperar eu conheci um carinha no site, começamos a ficar direto e eu acabei deletando o meu perfil lá. Mas antes disso eu passei o site para todas as minhas amigas aupairs e todas elas sem exceção se deram muito bem. Aliás elas se deram bem melhor do que eu porque a maioria delas se casou com homens do site e continuam na Holanda até hoje enquanto eu que descobri aquela m*rda toda não tive a mesma sorte (risos).

O mais engraçado foi um male aupair brasileiro que eu indiquei o site e um dia foi pego em flagrante pela host-mom dele olhando o site no computador da família. Sabe o que a host dele fez? Criou um perfil lá também e acabou arranjando um namorado haha

Hoje em dia o site infelizmente "embarangou", só tem gente feia e esquisita. Mas toda vez que eu vejo a propaganda deles em algum lugar eu sorrio por dentro e me lembro com muita saudade daquela época.

Ah, o amor... 

Site de namoro no intercâmbio, quem nunca?

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Olá meninos e meninas,

Chegou o dia 12!!! Uhullll

Hoje vou contar um pouquinho sobre como é ter host pets!!

Eu tive a sorte de ter host pets, em todas as famílias.

1º casa: Uma gata independente e um mini cachorro;
2ª casa: Dog xodó da casa;
3ª casa: Uma gata e um dog to be.

Minhas experiências com hosts pets são as mais variadas:

Na primeira casa, cheguei meio desavisada, sem nem saber que tinham pets lá!! A sorte foi que, aquela família, não esperava nada de mim em relação aos pets. Tudo que fazia, era porque EU queria.

O único problema que enfrentei, naquela casa, foi: gata queria dormir na minha cama.
Gente, eu não ligo para pets dentro de casa, mas é que na semana que eu cheguei nos EUA, a gata me apareceu com um rabo de rato gigaaaaaante na boca!!! Tipo “mostrando o premio” isso me chocou um pouco, acho que ninguém pode me culpar. =/

**OBS: Depois de uma pesquisa, descobri que gatos dormem no quarto das Au Pairs, a lógica ainda não sei, mas essa é a realidade. (se você gosta de gatos, será bem feliz)

 













Já na minha segunda casa, meus kids eram bem crescidos, então eu tinha basicamente, que cozinhar para a família, fazer o mercado, e ... cuidar do cachorro.

O que não me importei, porque o Bart era o cachorrinho mais gente boa do mundo. Quando todo mundo saia, e estava nevando, ele vinha correndo no meu quarto (no 3º andar da casa), dormir ou sentar do meu lado. Eu o levava no veterinário sempre e para andar 02 vezes ao dia. Era muito legal a ter a cia dele.

A única coisa chata foi que um dia me descuidei durante o passeio e o Bart fugiu de mim, quase morri do coração, mas, no fim, consegui resgatá-lo. =)

- Agora tinha uma coisa que me deixava louca naquela casa. Ok, já tinha ouvido as maiores barbaridades de americanos, mas aquilo foi o fim. Todo dia, depois do jantar, a família deixava o prato, com os restos de comida pro Bart comer, dos PRATOS E TALHERES!!!! Aquilo, pra mim, foi uma loucura, não sabia como lidar com isso, maaaaas a casa era deles, a louça era deles, e a louca que comia sempre no mesmo prato era eu!! Kkkk 


Hoje em dia, na casa dos meus atuais hosts, temos um gatinho, que não dá o menor trabalho, ele tem até um playground só para ele. Ele até tenta entrar no meu quarto, mas eu ainda não me recuperei do trauma. O mais importante é que até hoje não vi nenhum rato na boca dele.

Agora em Janeiro minha família vai ganhar mais um membro. As kids vão ganhar um Corgi, o famoso cachorro da rainha.


Resultado de imagem para rainha e cachorro













Eles deixaram bem claro, antes de anunciarem o match, que parte da minha obrigação era “cuidar do futuro cachorro”, eu concordei, e esse foi o diferencial para a família fechar comigo. =)

Eu vejo que quando a Au Pair se disponibiliza a ajudar com os pets, as chances do match aumentam bastante, em compensação se você não gostar deles, já diga de uma vez, para ambos não se arrependerem.

Agora, se você gostar de pets, e tiver conversando com uma família, é importante que você faça perguntas sobre a raça, se vivem dentro de casa, e, principalmente, quais serão as suas obrigações com o animalzinho.

Maluquices todos têm, e você só vai conseguir descobrir se eles deixam o cachorro comer direto do seu prato, com a convivência mesmo, maaaaas....

O que é legal de fazer é se analisar bem, para ver o que você acha de morar com um pet que não é seu, e que tem grandes chances de virar sua responsabilidade.

Esteja preparada. Pets dos outros, costumes dos outros.


Muuuuitos beijos,
Li Arbex


Facebook: Li Arbex
Intagram: arbexli
Email: arbex@outlook.com.br


Host Pets... fugir ou ficar?

quarta-feira, janeiro 11, 2017

Olá galera, everything alright? Eu estou de férias no Brasil e por isso resolvi falar sobre os crazy feelings de voltar para casa.


Eu sai do país pela primeira vez em 2014 quando fui para a Holanda como au pair, foi também minha primeira vez (tão) longe de casa e por tanto tempo. Eu confesso que no final do meu intercambio eu já estava morrendo de saudade de casa, mesmo amando a Holanda mais do que tudo. Saudades de ir ao mercado e entender tudo, de andar pelas ruas que eu sempre andei, sentar no sofá da minha casa, etc, mas chegar em casa não tão bom quanto eu imaginava.

O sentimento é muito estranho, nas primeiras semanas eu estava feliz por estar de volta, visitando e sendo visitada, revendo todos os lugares que eu senti tanta saudades e rodeada de todos os familiares e amigos que me fizeram falta, mas depois de um tempo eu comecei a odiar tudo, a me sentir um peixe fora da água.

Quando moramos fora, somos feliz e temos uma ótima experiência, nos apegamos a isso tudo e voltar para casa (que na verdade acabou virando sua segunda casa) pode ser difícil. Aqueles amigos que viraram irmãos já não estão mais lá, aquele barzinho/café/restaurante que você batia cartão está tããão longe, a comida que você amou só Deus sabe quando você vai comer again, bem como rever seus hosts, amigos e lugares favoritos. Além disso considere o choque de voltar a país onde crime e violência são normais, que sair com o Iphone de casa é coisa de louco, onde tudo é tão absurdamente caro que ter momentos de lazer e diversão serão raridade

Resumindo tudo, eu só quis dizer "be prepared", seu coração ficará dividido para sempre e você jamais será a mesma pessoa, mas claro que tudo vale a pena e claro que a violência, criminalidade, pobreza e preços absurdos aqui do Brasil acabam comigo, MAS deixo claro que apesar de tudo isso eu AMO meeu país e tenho muito orgulho de ser brasileira! É isso ae galera, até mês que vem direto da Europa novamente, kusjes.


camihfeer@gmail.com

Eu não pertenço a isso aqui

segunda-feira, janeiro 09, 2017


Hey! 2017 já chegou, e no post de hoje eu resolvi dar dicas daqui de Londres. YAY! E como vai ser um post grande chega de enrolação.



Camden Town


Eu amo Camden Town, mas você precisa saber pra onde você está indo. Do contrário, você vai ver apenas um monte de lojinha vendendo souvenirs, roupas, e um mercado gigantesco de comida de tudo quanto que é país.

O que eu mais gosto de Camden Town, é que é um lugar lotado de turista, e ainda assim muita gente born and raised aqui em Londres frequenta os pubs de lá. Pela rua tem gente fantasiada, ou vestida do jeito mais diferente possível. Sério.

Os meus pubs favoritos são World's End, Hawley arms, e o restaurante e bar Brasileiro. Que tem uma comida maravilhosa.

Se você quer curtir, é bacana ir a noite, por que fica bem movimentado e rola várias festinhas.

Ah, tem uma estátua da Amy Winehouse dentro do Camden Market




Brick Lane


Meu Deus eu amo esse lugar! Eu infelizmente não tenho um bar favorito, ou um restaurante favorito. Mas sabe um lugar que você vai andando, e andando e se perde, se acha,se perde de novo e continua maravilhada? É Brick Lane. Quem me conhece sabe que eu sou APAIXONADA por grafite, e em Brick Lane é cheio. Amo!

Lá também tem um mercado com comida do mundo inteiro, e a última vez que eu fui, eu comi um cachorro quente, sério, MARAVILHOSO!



Borough Market



Outro lugar pra encontrar comida do mundo inteiro. Só que lá você encontra umas coisas mais diferentes. Eu acho carinho, mas vale a pena o passeio, e provar carne de crocodilo que é uma delícia! Fica pertinho da Tower Bridge.

Richmond


Eu moro em Richmond então sou suspeita a falar. Eu gosto tanto daqui! E se você é apaixonada por parques, sério você precisa passar no Richmond Park. Eu não sou muito fã de parques e amei. Lá você consegue ver os bichinhos, correndo pelo parque, é lindo e enorme.

E um pouquinho mais a frente, tem uma rua com uma vista incrível pro River Thames. 

Tem também o Kew Gardens, que eu nunca fui, mas me parece que no estilo Jardim botânico no Rio de Janeiro.


House of Vans


Pra quem curte Skateboard, cinema, música. É bom dar uma olhada no site do House of vans quando estiver vindo pra Londres e vê se tem alguma coisa legal rolando. Todos os eventos ou 99% dos eventos que acontecem lá são de graça. E do lado de fora, tem um túnel TODO GRAFITADO. Vale a pena passar lá e tirar umas fotos legais.


Museus


Você sabia que os museus aqui em Londres são FREE? Eu não sei dizer se são todos, mas todos que eu fui são gratuitos. E são tantos museus bacanas, enormes e com tanta história legal pra contar. Eu estou amando essa oportunidade de visitar esses museus daqui de Londres.


Óbvio que existem outros lugares que eu sou apaixonada, mas esse são os principais, e acho que vocês deviam conhecer.

Gente não esquece de se inscrever no meu canal do youtube e acompanhar tudo que eu faço aqui em Londres! Sério, estou me divertindo muito gravando os vídeos!

Youtube:Ingrid Costa
Instagram: Ingrid Costa Blog
Snapchat: Ingridscosta1

Vejo vocês no próxima dia 9!
Beijos,
Ingrid Costa

Tá vindo pra Londres? Veja meus lugares favoritos

domingo, janeiro 08, 2017


Sim, diferente do que eu imaginei que aconteceria comigo, eu emagreci!
E no final dos 10kg perdidos, foi assim que me senti:


Já estava no estilo de vida sedentária há aaaaaanos e posso dizer que comecei a ir na academia sem nenhuma perspectiva, achei que levaria 10 anos em ritmo comum pra ver alguma diferença no espelho.

Fui morar com uma família de atletas..
Crianças super ativas, envolvidas em 1000 atividades, pais super sarados...... E eu


Admito, o que me motivou foi a vergonha na cara hahah
Os pais saíam de casa 5 da manhã pra treinar antes do trabalho..
Eu, ja no outono, não via a hora de deixar as crianças na escola pra hibernar que nem um urso..
Comendo
Comendo
Não dava..

Seattle começou a me mostrar como pode ser depressivo sem o sol e já não tinha mais disposição pra nada..
Foi aí que me obriguei a ir na academia de manhã 4 vezes na semana (seg-qui)..
Fazia o básico..
30 minutos de elíptico, bicicleta, umas 3 séries de alguma musculação..
Foram 4 quilos a menos em 3 meses..

Aí resolvi tentar alguma coisa mais complexa, nunca gostei de academia, musculação..

Comecei crossfit..

Aí o bicho pegou..
Não sabia que havia na vida tanta possibilidade de dor muscular..
As duas primeiras semanas quase me mataram..
Doía pra sentar, levantar, dormir, me trocar

E eu ficava como?



Ficava como dava..
Depois do primeiro mês eu vi que a dor valia a pena..
A mudança no corpo, principalmente no começo, é visível de semana pra semana!

As partes do corpo que eu sentia doer, quando melhoravam, já estavam mais definidas..

Enquanto eu ia pra academia consegui mudar minha alimentação e diminuir os carboidratos.. Antes do jantar eu tomava um suco verde (uma laranja, uma folha de couve, um teco de gengibre em pó, meia maçã e 200ml de água).

Durante o crossfit não consegui mais.. A fome era demais, pelo tanto de energia que gastava.. E achei que não fosse ver resultado, mas estava errada..



Tchau pro tchauzinho e oi musculinho, pela primeira vez na vida fui capaz de fazer um muque, no 3º mês de crossfit.

Foram 5 meses de crossfit no total..



Essa foi a mudança..
Na segunda foto eu já estava de volta ao Brasil, foi como eu voltei pra casa e posso dizer que tava bem feliz..

Quando eu regulei a minha alimentação emagreci um tanto, com os exercícios emagreci mais e admito que a parte da alimentação pra mim é a mais complicada..

Voltei pra casa, continuo crossfit, alimentação desandou TOTALMENTE, cerveja que entra, comida de mãe que é arroz e feijão todo dia e eu ganhei 4kg em 6 meses..

Já vi que não posso bobear, agora é regular tudo outra vez..
Mas já sabendo que fui capaz, fica mais fácil..

Independente do método, do tipo de exercício e de que maneira regulamos nossa alimentação, a gente pode mudar tudo!

Bora 2017 correndo atrás outra vez

Vamo que vamo :)

E quando me convidam pra happy hour (que é o mesmo horário do crossfit) o que eu quero fazer?




Como eu emagreci 10kg em um ano nos Estados Unidos

terça-feira, janeiro 03, 2017

E mais um ano começa agora e eu lhe pergunto, o que você fez do último ano que se passou? Quantos dos sonhos que você tem foram realizados? Quantas novas metas você criou para esse novo ano? Você costumar criar metas e anota-las para não esquecer de cumpri-las?

Ano passado eu finalizei meu intercâmbio de Au Pair, eu fiz a minha viagem dos meus sonhos pra Orlando, fiz 3 cursos na minha área, tive meu primeiro contato com neve e entre outras coisas, eu realizei muito mais do que sonhei, e criei sonhos muito maiores para o próximo ano, muito maiores mesmo! E o que eu quero com esse post é incentiva-los a organizar as metas, de forma a não perder o foco ou deixa-las de lado no dia-a-dia..
Em poucos passos você vai conseguir essa organização. Mas o que vale deixar muito bem claro aqui é que de nada vai adiantar traçar as metas se você largar o papel dentro de uma gaveta que nunca é aberta...

PASSO 1: Tenha prioridades bem claras!
Comece fazendo uma lista de pessoas, atividades, coisas e sonhos de consumo que você considera mais importantes e, ao longo do ano, reveja a lista e perceba se você está trabalhando para manter essas pessoas por perto, realizar as atividades que ama, comprar os produtos que realmente almeja...
Eu, por exemplo, quero comprar um carro e fazer uma pós, e vou ter que avaliar com cuidado qual das duas coisas é a minha prioridade para esse ano. Porque, mesmo que no final das contas eu consiga fazer ambos, caso não dê certo, pelo menos um tem que sair do papel...

PASSO 2: Tenha metas a longo e curto prazos!
Os exemplos que dei do carro e da pós são de longo prazo, grande investimentos, assim como um intercâmbio, no exemplo de alguns de vocês.
Para mim, as metas de curto prazo são ter acompanhamento nutricional, malhar com freqüência e emagrecer. Também entram nas metas de curto prazo uma limpeza de pele, algum tratamento dentário, ou pequena viagem...
Para quem está no programa de Au Pair, talvez seja tirar o passaporte, ou finalizar o application, por exemplo. E junto dessas metas, imponha um prazo, CURTO.

PASSO 3: Follow your dreams!
Coloque essa lista no seu mural, na tela do computador, na primeira página da sua agenda, não sei! Mas a mantenha por perto e saiba claramente quais ações você precisa ter para que realizar cada uma delas!

E agora que eu já abri pra você os meus métodos e até compartilhei algum dos meus sonhos, me prometam que vão fazer o mesmo! E que farão com vontade e intensidade!
Feliz feliz ano novo pessoal! Que toda a boa vibração e paz esteja com vocês e que não falte saúde nenhuma para nós, assim poderemos realizar nossos sonhos! E que venha 2017!!!

E as metas para 2017? Já fez?

segunda-feira, janeiro 02, 2017

   Olá gente, tudo bem? 

   Bem, primeiro de tudo, feliz 2017!!! Como passaram de final de ano, natal? Meu nome é Júlia, fui au pair em 2009 e tenho bastante história para contar! Hoje sou psicóloga e intercalo o consultório com orientações online, especialmente para au pairs, e com meu canal e fanpage Doces memórias – Sweet memories.

    Em meu último texto, conversamos um pouco sobre a minha 3ªhostfamily, me deixei levar pela emoção e vocês viram o que aconteceu no final, né? Pois é, o final (tanto do texto como do intercâmbio) foi surpreendente para mim também e fiquei feliz com os elogios e dúvidas que recebi inbox em minha página! Obrigada!!
    Hoje fiquei de passar algumas dicas que acabei aprendendo e colocando em prática com as minhas “crianças difíceis”, e para poupar a família, vou chamar as meninas de Maria (pequena) e Ana (mais velha), ok?!

    Pois bem, vamos lá! Como disse no outro texto, por trás de uma criança difícil, há uma emoção que ela não sabe como expressar, e acredito piamente que esta frase define as minhas meninas, especialmente a caçula. A mais velha tinha um horário cheio de compromissos, convivi com ela, mas a maior experiência foi com a minha 3 years old girl; então, para o texto não ficar muito longo (pois eu falo mais que o homem da cobra), vou focar mais nela ok?!

    Logo no dia que cheguei, a expressão das meninas era de espanto. Até acho que elas, especialmente a mais velha, sabiam quem eu era e o que estava fazendo ali, mas não sabiam que eu chegaria naquele momento, ou algo parecido. Alguma coisa com certeza elas NÃO sabiam! A mais velha ainda me deu um abraço meio de lado, já a pequena correu para trás das pernas da mãe e me olhava desconfiada de lá.
    No dia seguinte, a mãe saiu cedo, BEM cedo. Ali, já conheci um pouco da bagunçada rotina da casa. Tudo era na base do grito, do choro. “Ana, calm your hair! Ana, brush yout teeth! (Ana, arrume seu cabelo, escove os dentes)! ” E a pequena chorando atrás da mãe, arrastando uma fralda e com uma chupeta na boca. Assim como no Brasil, quando a mãe saiu as coisas se acalmaram (desculpe mamães, mas a maioria das crianças fica mais manhosa com a mãe por perto, né). Aos poucos, Maria foi se aproximando. Apesar de ser pequena na estatura, Maria era uma criança forte (não era gorda, mas era “definidinha”, vamos assim dizer), e lembro que a “frase da conquista veio” quando ela começou a passar por cima de mim, literalmente, fiz cosquinhas e falei: Heey! I´m not a playgroung (Eu não sou um parquinho)! Não sei o que ela entendeu, mas gostou! Em pouco segundos já estava nas minhas costas, rindo e pedindo mais.
    
    Quando a ex au pair foi embora, Maria teve um pouco de dificuldade em ficar sozinha comigo, e eu até imaginei que isso ia acontecer, afinal, tinha feito 3 anos há poucos meses!
Maria tinha picos: quando acordava (compreensível – eu também acordo de cara virada todos os dias haha), quando a mãe saía e quando a mãe chegava. As manhãs eram sempre iguais: gritos, choros e a pequena atrás da mãe em polvorosa pela casa! Ah, e de fraldas! Acho que não mencionei que ela usava fraldas!

    O primeiro dia que fiquei com ela sozinha, quando a mãe saiu, ela chorou muito! Muito mesmo! Me bateu, me mandou embora, me arranhou quando tentei pegá-la; até que decidi deixá-la quietinha. Fui tomar meu froot loop com leite, ela se levantou e: Julia (nem sabia que ela sabia meu nome), what is this? (O que é isso?) Ufa!! Santo froot loop!! Este virou “nosso” cereal favorito!
    Com o tempo, descobri outros “macetes” para acalmá-la. Maria amava colocar band-aids no corpo. Então tive a ideia de comprar um bloco de adesivos e conversei com ela, expliquei que a mãe voltaria mais tarde e que se ela não chorasse, poderia escolher alguns adesivos! Funcionou perfeitamente! Ela aprendeu que a mãe realmente voltava e os adesivos eram um "senhor incentivo" para o eliminar o comportamento de choro!  Funciona, gente! Se não me falha a memória, comprei no “Dólar three”, e paguei 1 dólar! O livrinho tem umas 15 páginas CHEEEIAS de adesivos!

    Como sou psicóloga, ao ver uma criança difícil, eu observo muito a estrutura da família, e o que eu tinha ali era uma mãe que saía para trabalhar as 07:00 da manhã, voltava as 19:00, sentava na frente do computador e trabalhava mais um pouco. Crianças que dormiam tarde e acordavam cedo, sem rotina alimentar e de sono, sem disciplina.
    Logo Maria começou a me obedecer (ás vezes, como toda  criança, claro). Era uma criança que implorava por atenção, por alguém que sentasse no chão e montasse blocos de lego com ela e por essa rotina, limites, autoridade. Com uma pequena rotina de café da manhã, almoço, nap (soneca), hora para brincar e banho, Maria começou a me ver como autoridade, e tirar a fralda, chupetas e mamadeiras foi fácil! Como eu tinha amigas na região, agendava playdates, e ela, por consequência, fez algumas amiguinhas e amiguinhos, o que ensinava a dividir os brinquedos, horários de ir embora, como se portar à mesa (tá, ok, essa nem sempre ela fazia! Ela não era uma lady e vivia arrotando, mas falava excuse-me! Hahah).  Unia o útil ao agradável; playdates são curingas para as au pairs e para as
crianças.
    
     Como todo "bom brasileiro", eu tinha amigas brasileiras, e os playdates acabavam sendo sempre com crianças de au pairs brasileiras. Fatalmente, Maria aprendeu algumas palavrinhas (além das que eu ensinei) em português. Certa vez, eu cheguei para trabalhar e minha host já estava toda “esbaforida”, para lá e para cá: Julia, pick up Ana at 5 o´clock, (busque a Ana as 17:00), Maria has daycare today (Maria tem escolinha hoje), blá blá blá e mais blá blá blá. Quando ela saiu, automaticamente eu disparei a falar sozinha, em português “bom dia para você também!! É educado cumprimentar as pes...” Fui interrompida por uma carinha desconfiada, de quem sabia o que eu estava dizendo, e então, com medo, perguntei: What?! E ela, sem cerimonias: You said that to my mommy! Because you always say it´s polite to say “bom diia” when we wake up; and she didn´t, right Julia?! (Traduzindo: Você disse isso para a mamãe! Pois você sempre diz que é educado dizer bom dia quando acordamos, e ela não disse, certo Julia?!) Pausa para o meu espanto! O que eu ia dizer?! Era exatamente aquilo que eu estava dizendo! Até hoje não sei se foi a forma como falei ou se ela de fato, aprendeu alguma coisa de português!

     Outra coisa que acho que foi bem importante que ensinei, foi sobre os sentimentos. Como Maria tinha só 3 anos, e naquela época ainda não tinha o filme Divertida mente (que eu adoro e é ótimo para ensinar sobre os sentimentos), fui deixando que ela falasse. O problema não é sentir, mas como lidamos com o que sentimos, e ela aprendeu que podia sentir raiva, mas não podia me bater, por exemplo. Era difícil e eu tinha que lembrá-la várias vezes, mas sempre valeu a pena!

   
    Enfim, o que posso dizer sobre crianças difíceis, tanto para mães como para au pairs, são duas palavrinhas: autoridade (não confundir com autoritarismo) e confiança. Uma é consequência da outra, a criança te vê como autoridade pois confia em você. É um trabalho árduo, hard mas que vale muito a pena!

   Espero que tenham gostado do post de hoje, um post bem mesclado mesmo, de psicologia e au pair! Espero também que vocês tenham um ano de 2017 extraordinário, cheio de surpresas, metas alcançadas e sonhos realizados! Vamos juntos sempre!!!

Obrigada, beijoss e até o próximo dia 02!!

 Júlia B. Benedini 
(Psicóloga – CRP: 08/14965)

O que eu APRENDI com a minha HOSTKID sobre CRIANÇAS DIFÍCEIS**