sexta-feira, agosto 17, 2018

Diferenças culturais: seis meses de EUA!

Oi gente!
Tudo bem com vocês? 


Bom hoje eu tô aqui pra falar sobre o que tenho observado nesses seis meses (já?!) morando em Chicago!! Primeiro, as diferenças culturais existem e você precisa estar pronto pra lidar com elas. Isso é óbvio mas às vezes é mais difícil do que parece. Sobre a minha experiência com a minha host family posso apontar alguns dos muitos fatores de estranhamento tanto da minha parte quando da deles!

1- Aqui eles tomam banho uma vez a cada dois, três dias. Tem família que a frequência é ainda menor. Eu sigo tomando meus banhos diários hahaha.

2- Jogar papel higiênico no vaso sanitário (eles têm um sistema próprio pra isso e eu particularmente até prefiro).

3- Minhas kids sempre se manifestam quando me vêem comendo maionese misturada com ketchup ou banana amassada com aveia, por exemplo. Eu considero estranho o fato deles tomarem leite com pizza ou de só comerem ovo no café da manhã.

4- Pontualidade. Ser pontual é importante e todos chegam no horário ou até antes (eu confesso que sempre fui pontual no Brasil então isso é algo que me alegra aqui nesse país! Haha).

5- Por falar em horário, o problema é que a maioria das baladas acabam cedo (o que pode ser um pouco frustrante pra quem tá acostumado a virar a noite dançando, o que não é o meu caso, not anymore hahaha).

6- Água de graça em todos os lugares praticamente (porque aqui pode beber água da torneira).

7- Aqui tem o Movie pass!!! Melhor invenção dos EUA, que infelizmente tá passando por uma crise atualmente. De qualquer forma, o movie pass te possibilita assistir um filme por dia no cinema pagando só 10 doletas por mês!! Eu que amo filme e moro num lugar frio não posso ficar sem!

8- Crianças parecem mais mimadas do que no Brasil. Essa afirmação é um pouco forte mas é o que noto de semelhante nas famílias, infelizmente. 

por fim quero citar a facilidade pra viajar pelos estados americanos e pra fora também (preço de passagem acessível). E é justamente viajando que estou neste momento, pra comemorar meus seis meses aqui! ♥️

     Bom, como minha mãe diz, não é nem melhor nem pior é apenas diferente! Tem costume americano que eu me identifico mais e vice-versa. De toda forma é enriquecedor viver tanta coisa nova e eu só tenho a agradecer esses seis meses. E quem venham os próximos seis!!
           





Beijos,
    Val




quarta-feira, agosto 15, 2018

VALESKA MONTEIRO | Last post: hora de dizer tchau

Olá!!
Quero começar agradecendo por esses 10 meses com vocês. Foi muito muito legal compartilhar um pouquinho da minha vida com quem quer conhecer sobre o programa de au pair. Estou me despedindo do BLOG, porque acho que minha missão aqui já acabou e que outras pessoas merecem espaço para contribuir com esse projeto que ajuda tanta gente.

Clica no link abaixo para ter acesso a todos meus textos no Blog.

Pra quem quiser continuar me seguindo, acesse meu BLOG Viking Brasileira, onde falo sobre minha vida em Estocolmo na Suécia.



Muito obrigada a todos! Desejo muita sobre pra todos vocês.
Com carinho,

Por Valeska Monteiro
E-mail: vikingbrasileira@gmail.com

sábado, agosto 11, 2018

Reflita, transforme-se, liberte-se, permita-se

Olá pessoal, como estão? Eu estou derretendo nesse verão insuportável da Europa e hoje, quatro anos depois de ter terminado o intercâmbio de au pair na Holanda, eu vou falar sobre algo muito importante, que eu já deveria ter feito há muito tempo: refletir, aceitar, mudar, voar alto de novo! 


É muito importante tirar um tempo para reflexão, para si, depois do intercâmbio. Seja em uma viagem sozinha, ou na intimidade do "antigo" quarto no Brasil, escrevendo em um diário, conversando em uma terapia, meditando... Seja da forma que for, se dê esse tempo.

As vezes nós logo emendamos um segundo ano de au pair, as vezes ficamos, não mais como au pair, mas ficamos. As vezes voltamos para "casa" e ficamos, as vezes nunca mais voltamos, mas independente do seu destino, reflita sobre tudo o que aconteceu, sobre quem você era e quem você é agora. Perceba o que não é mais tão bom e você pode melhorar, desapegue-se dos velhos hábitos e abrace os novos. Aceite com amor e admiração a pessoa que você se tornou e a bagagem que você agora carrega. 

Isso tudo pode até parecer bobeira, mas faz uma grande (e positiva) diferença. Fica mais fácil fechar o ciclo, fica mais fácil seguir adiante, fica mais fácil olhar para trás e se as lagrimas por caso vierem, serão de muita saudade e não de muita dor. Fica muito mais fácil levantar a cabeça, agradecer por tudo que teve e por tudo que não teve, guardar as histórias, lembranças e pessoas com muito amor no coração e começar um novo ciclo, construir uma nova história.

O meu intercâmbio terminou na metade de 2014, mas eu só consegui me desligar dele agora, em 2018. Só agora, eu estou conseguindo me redescobrir, voltar a ser a pessoa que eu era, ou melhor, a pessoa que eu tornei, olhar para o melhor ano da minha vida com muuuuita saudade, gratidão e um sorriso no rosto (as vezes com lágrimas, mas não de dor, de saudade). 

Permita-se sentir, sofrer, chorar, morrer de saudade, querer voltar, não se encaixar, desapegar, perder amigos, ganhar amigos... Permita-se mudar! Permita-se refletir, se auto descobrir e ser quem você agora é, com as marcas dos sucessos, dos fracassos, das alegrias, das dores, da saudade... E mais do que tudo, permita-se se desprender do velho, deixando-o guardado com muito amor, para poder voar alto de novo, em direção a novos sonhos! 

É isso galera, espero que vocês consigam ter um ótimo ano de intercâmbio e consigam "fechá-lo"melhor ainda. Até mês que vem, kusjes! 


sexta-feira, agosto 10, 2018

Como uma conversa desconfortável com a host family pode mudar tudo

E aí, eu falo ou não falo? Vai ser muito desconfortável. Melhor deixar pra lá. Ou não. O que eu faço? Isso pode mudar tudo! É... Precisamos conversar... 


Estou na Bélgica há 4 meses e nesse período estive me adaptando a família, ao país e viajando (uhul!).

A minha rotina sofreu algumas mudanças desde que a host family adotou um animal de estimação e as viagens de trabalho começaram a ser mais frequentes.

Até então, tudo bem. Au pair é sobre flexibilidade e adaptação, não é mesmo? E aí chega o momento de férias escolares...

A criança o dia todo em casa atrás de mim, junto com o cachorro, aquela loucura de “o que vamos fazer hoje?”, os pais trabalhando, um calor insuportável.

Fim do dia? Exausta... Essa rotina será normal para os próximos dias?

Comecei a ficar desconfortável, cansada, irritada. E aí chegou o momento de questionar as minhas tarefas diárias.

Busquei relatos e opiniões de outras pessoas que passam ou passaram por tal experiência. Quer saber o que eu mais ouvi nesse período?

- “Ah, mas a sua rotina é tranquila.”
- “Já ouvi situações bem piores hein.”
- “Uma criança só? Para de reclamar vai...”
- “Você não passa nem metade do que eu passo toda semana!”


Apesar disso, ignorei os “conselhos” e abri um diálogo com a minha host family. Já estávamos em países distintos (período de férias).

Ninguém esperava uma mensagem sincera da au pair antes de voltar ao trabalho. E confesso, foi um clima tenso para as duas partes.

Marcamos uma conversa pessoalmente e eu quase não dormi até aquele dia. Pensei em vários cenários, a maioria negativos.

No final das contas, o dia chegou e a conversa foi muito produtiva e compreensiva. Nada do bicho de 7 cabeças que eu estava esperando. Estabelecemos uma rotina nova e equilibrada.

Talvez a relação estritamente profissional com a família me ajudou a alcançar isso. Talvez não. Mas quer saber a real?

Uma iniciativa desconfortável em se abrir e falar o que sente resolveu tudo. E não me arrependo. Estou muito melhor agora!


Acredito que a gente tem duas saídas principais nessa situação: aceitar tudo em silêncio ou tentar mudar a realidade.

E quando você tenta mudar, você sai da sua zona de conforto, enfrenta seus medos e aceita os novos desafios.

Se você, assim como eu, tem receio de ser tratada mal, passar por rematch, sofrer com outras famílias, ter que voltar para o Brasil, enfim, lembre-se de uma coisa...

Nada vale mais do que a sua felicidade 😊


Escolha o que é melhor para você e continue lutando para ser feliz todos os dias.

Uma conversa desconfortável pode mudar tudo (para melhor, acredite).

É isso.

Um beijo e até mês que vem!

domingo, agosto 05, 2018

Socorro, minha KID é hiperativa! – dicas úteis para lidar com elas (e com crianças agitadas).


    Oi pessoal, tudo bem?

 Já faz algum tempo que venho recebendo perguntas de au pairs e futuras au pairs sobre este tema, tanto no meu instagram como no facebook e por isso achei que seria legal conversar sobre isso aqui com vocês!

  Como já falei algumas vezes, eu fui au pair em 2009 e hoje, de volta ao Brasil, sou psicóloga e divido meu tempo aqui entre o consultório e atendimentos online (em especial para au pairs).

 Uma descoberta recente a meu respeito foi o diagnóstico tardio de TDAH (e talvez por isso vieram as dúvidas sobre o tema), e algumas meninas me perguntaram tanto sobre o que é transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), como pediram dicas para lidar com crianças diagnosticadas, se é muito difícil lidar com crianças TDAH ou se devem aceitar hostfamilies com kids TDAH, etc.

    Vamos começar pelo “mais fácil”, né?!

    Devo aceitar uma host family com criança que tem TDAH? Elas são fáceis de lidar?
    Penso eu que “cada um sabe aonde aperta o seu calo”. Algumas crianças com TDAH são mais calmas, porém mais distraídas, desatentas e ajudar no dever de casa por exemplo, pode ser um trabalho que exija um pouco mais de paciência; outras não param um segundo, nem para assistir TV ou brincar no tablet. Tudo depende de conversar com a família, descobrir um pouco mais dessa criança e saber se este tipo de criança/família é ideal para você.

    O transtorno de déficit de atenção é um transtorno neurobiológico, que se caracteriza por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Essas 3 características são BEM comuns em todos nós, né (até ouso dizer que em um mundo onde todos querem tudo para ontem, todos tem um pouco delas), mas é bem importante lembrar que elas precisam atrapalhar no dia a dia da pessoa de forma significativa, e em várias áreas da vida dela.

    Para lidar melhor com a sua host kid com TDAH, também é importante saber que o TDAH se divide em 3 subtipos: desatento, hiperativo e combinado, pois as crianças de cada subtipo tem um jeitinho diferente de ser. Os desatentos, como o próprio nome já diz, são crianças distraídas, daquelas que você precisa falar MIL vezes, e ainda assim (as vezes) elas não entenderão, pois estavam distraídas com uma mosca que passou voando por ali. Os hiperativos/impulsivos são aquelas crianças que não param, que remexem as pernas na cadeira, correm para todo canto, são mais agressivas e muitas vezes não medem as palavras – são impulsivas (e depois se arrependem, pois falam as coisas, ou brigam realmente sem querer). O subtipo combinado reúne os dois subtipos anteriores.

    Mas e aí? Como lidar? Apesar de serem diferentes, a criança com TDAH tem algumas necessidades bem parecidas.

        1)      Autoestima baixa


Muitas vezes, por não conseguir prestar atenção na aula, a criança com TDAH tem dificuldade de fazer as lições de casa, ou até mesmo na escola. O sentimento de inferioridade nessas crianças é muito grande e muitas vezes piora quando em casa, ela ouve frases negativas como “mas você não copiou/aposto que seu amigo fez/está tudo pela metade”.  Elogiar o que foi feito incentiva a criança a continuar fazendo e dá um fôlego a mais para seguir em frente!

        2)      Seja objetivo

Com a criança com TDAH não adianta explicar muito. As regras precisam ser claras e objetivas: Fulano, depois desse vídeo, vamos tomar banho. Sem enfeites, sem explicar muita coisa, pois isso daria margem para se abrir uma janela imensa de imaginação. Alguém lembra de “O fantástico mundo de Bobby”? É bem assim! Regras claras e objetivas trazem a criança para a realidade.
        
        3)      Ensine sobre os sentimentos e converse sobre eles.

Essa regra vale para qualquer criança. Ensinar sobre os sentimentos é MUITO importante, para eles, para nós e para qualquer idade. O filme “divertida mente” é sucesso e faz muito bem esse papel.


        4)      Tenha um tempo para atividades físicas.

Crianças tem muita energia, as com TDAH (do subtipo hiperativo/impulsivo em especial) tem ainda mais. Reserve um momento do dia e coloque o pequeno para mexer o corpitcho. Vale uma corrida outside, jogar bola ou até mesmo uma série de vídeos de dança para sacodir o esqueleto (e você dançando junto será ainda mais divertido, mesmo que a gente não tenha taanta energia assim).

        5)      Estimule a independência.

Muitas vezes, crianças com TDAH se sentem incapazes, principalmente pela baixa autoestima. Separe um tempo para ensiná-lo pequenas tarefas, como (dependendo da idade, claro) arrumar a cama, separar as roupas para a laundry ou até te ajudar a preparar uma refeição para a família. Ter autonomia melhora a autoestima, a autoconfiança, desenvolve a independência e deixa as crianças mais felizes com elas mesmas.

    Bem pessoal, por hoje é isso!
    
    Espero que este texto responda as perguntas de vocês e ajude quem já está cuidando de uma kid TDAH! Não é um bicho de sete cabeças e pode ser um aprendizado para a vida toda!

    Aguardo vocês no próximo mês!
    Abraços,

Júlia B Benedini  -  Psicóloga
CRP:08/14965