quinta-feira, dezembro 13, 2018

Opções de aulas para Au Pair

Oi gente, como vocês estão? Hoje vou falar de um assunto que muitas pessoas antes de virem como Au Pair ou até logo depois de chegarem tem dúvidas, os cursos que temos pra fazer. Vou exemplificar também um dos cursos que escolhi.

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As famílias disponibilizam para nós 500 dólares anuais para pagarmos algum curso de nossa escolha. Na Au Pair In America, minha agência, você pode escolher o programa EduCare, onde a bolsa é de 1.000 dólares anuais. Porém, você terá que fazer mais créditos e o pagamento semanal é menor. 

Também pela minha agência, nós temos que contabilizar 6 créditos ou um mínimo de 72h de aula. Só finalizando tudo é que podemos estender para o segundo ano e receber o certificado no final do programa. 

Quando cheguei minha LCC disponibilizou uma lista de universidades e cursos disponíveis para o nosso cluster, assim como uma lista de cursos que podemos realizar em finais de semana. O curso mais fácil de conseguir os créditos e que a maioria das Au Pairs escolhem é o ESL.

ESL é o English as Second Language. Para esse curso é realizada uma prova para poder ver em qual nível você melhor se enquadra. Apesar de muita gente dizer que as aulas são fracas, já ouvi bom relatos sobre essas aulas e como elas podem te ajudar logo no início se o seu nível de inglês é mais básico.

Eu não escolhi fazer o ESL porque fiz aulas de inglês por tanto tempo que não conseguiria fazer mais. Tentei um curso isolado de universidade na minha ária de formação (negócios), mas apenas uma aula já ocuparia toda a bolsa disponibilizada e não chegaria nem perto de conseguir os créditos ou horas necessárias.

No fim, acabei escolhendo um curso de final de semana em Washington D.C. que realmente recomendo. O nome é Women's Business Leadership Seminar e no curso foi abordado diversos aspectos de como nós mulheres temos que ter confiança em nós mesmas e como devemos ser mais valorizadas no mundo dos negócios. Também tivemos lições de postura, de negociação e de empreendedorismo. Em todo tempo de aula tivemos que elaborar um produto ou serviço a partir de algo que seja de nosso interesse e todas as lições foram levando à conclusão, que foi uma apresentação e agravação de um “comercial”.

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Se você se interessa pelo mundo dos negócios ou só quer ganhar um pouco mais de confiança em si própria, o curso é ofertado duas vezes por ano. Cada aula dá direito à 3 créditos ou 36 horas aulas. 

Ainda tenho metade dos créditos para cumprir, então se você tiver alguma sugestão pode deixar aqui nos comentários haha. Espero ter ajudado e qualquer dúvida sobre esse assunto estou à disposição.

Beijos e até mês que vem.
Elisa.

segunda-feira, dezembro 10, 2018

Cuidado com o que você pede

Santo de au pair não é fraco e a maioria de nós podemos provar isso. Mas calma lá, muito cuidado com você pede. Afinal, isso pode acontecer antes mesmo do que você imagina!


Há alguns meses eu tive uma discussão feia com a minha host family. Eu estava sobrecarregada e abri um diálogo para mudar a situação. Foi uma situação muito tensa e a minha rotina passou por algumas boas alterações.

Até aí tudo resolvido né? O problema foi o tempo (e a falta de noção). A boa rotina se manteve apenas por algumas semanas. Depois tudo voltou ao normal de novo. Eu já estava cansada, quase pedindo por rematch.

Eis que recebo uma bomba: a possibilidade deles se mudarem para outro país. E agora? Já comecei a procurar outra família, óbvio. Uns dias depois eles falaram comigo que queriam muito que eu fosse com eles, se isso não fosse um problema.

Começaram a me tratar diferente, mudaram a minha rotina e tudo começou a ficar bem de novo. Pensei comigo: não seria nada mal ir com eles né? Experiência de morar em outro país durante o mesmo ano de au pair? Vamos!


Passaram alguns dias, semanas e me vi na mesma situação. Rotina sobrecarregada e eu sem paciência com essas mudanças inesperadas. “Se aqui já tá difícil lidar, imagina em outro país, em casa nova? Ah eu tô fora!”

Eu não sou religiosa, mas fiz um pedido à Deus. Pedi que a minha host family se mudasse antes do que eles haviam combinado e que eu não pudesse ir junto. Assim eu saia do inferno que estava sendo trabalhar e morar com eles.

Não demorou muito e... Dito e feito! Recebi uma outra bomba há uns dias atrás: “vamos nos mudar antes do esperado e não poderemos levar você com a gente por questões do seu visto, sinto muito pelo transtorno”.

Eu pedi isso e realmente aconteceu. E agora, o que eu vou fazer?! Eu não deveria ficar chocada, já que eles são imprevisíveis e que aquilo era o meu desejo, mas a situação me pegou de surpresa. Infelizmente, eu pedi algo sem estar preparada.

E, como de costume, o tempo começou a voar...


Tive uma longa conversa com o meu host dad - a pessoa que resolve a maioria das tretas da casa. Negociamos a minha data de saída, um salário a mais, trâmites da prefeitura, detalhes da mudança e por aí vai.

Comecei a correr atrás das minhas alternativas para terminar meu ano e a ficha começou a cair. Então, a dura lição que aprendi e compartilho é clara: cuidado, mas muito cuidado com o que você pede. Isso pode acontecer antes do que você imagina!

E aí, o que você tem pedido e como tem se preparado caso o que você queira aconteça mesmo? 

Fica tranquila, eu também nem tenho roupa pra isso, mas a gente se arranja 😊

Um beijo, um feliz Natal e um ótimo ano novo!
Nos vemos no mês que vem!

sábado, dezembro 08, 2018

AU PAIR NA CALIFORNIA: É UM SONHO MESMO? #CALIFORNIA DREAM

Olá pessoas!

Como vocês já devem saber, eu sou au pair na Califórnia há quase quatro meses e nos EUA há seis. Eu me mudei pra cá com a minha host family mesmo e não de rematch como se presume e nesse processo de mudança, xs amigxs au pairs todos queriam vir na mala junto haha! É o tal do Califórnia Dream de todo mundo. Mas será que a Cali é esse sonho todo? Eu já te adianto que há controvérsias, Haha.



Eu e minha família nos mudamos para Davis que fica no Norte da Califórnia, 20 minutos de Sacramento (Capital do Estado) e 1h30m de San Francisco, aqui também é a cidade da University of Califórnia Davis- UC Davis então pessoas da mesma idade (e boys) não faltam! hahaha.

No começo as coisas foram difíceis, não conhecia nenhuma au pair aqui, minha primeira amiga era de Fairfield, 30 minutos away e o resto da galera em Sacramento, posso dizer que levei três meses ao total pra me adaptar em comparação a North Carolina que em uma semana eu já tinha amigas foi um longo tempo.

Mas e o tal do Califórnia Dream? Historicamente o sonho californiano teve origem a Golden Rush de 1849 (pesquise sobre), a origem do estado foi dada através dessa corrida do ouro e essa nova terra ganhou o significado de sorte e prosperidades para novos começos. Califórnia Dream nada mais é do que a motivação psicológica de ganhar fama e dinheiro em um novo lugar, também pode se associar com Hollywood e diversos outros exemplos.

A cultura do estado em geral é bem mesclada e internacionalizada, principalmente com México e países asiáticos por estar mais próximo geograficamente, ainda é considerado um lugar paradisíaco pelas oportunidades, lugares turísticos e a beleza paradisíaca encontrada em todo o estado. Politicamente falando, é considerado um estado majoritariamente liberal e ainda mais do que qualquer outro no país, a maconha recreativa também é legalizada por aqui para quem ainda não sabia.

Alright, alright.... Falei demais, mas e a vida? A vida é ótima!!! Tirando as taxes e o custo de vida relativamente alto, a vida é ótima! É possível encontrar atividades para todos os gostos e tipos de pessoas. Uma das minhas coisas favoritas aqui é ir a jogos de Basketball, Football e qualquer outro esporte disponível, e isso tem todos os finais de semana inclusive na minha cidade. Pra quem é fã de beleza natural e lugares paradisíacos, temos o Yosemite National Park, Lake Tahoe, Big Sur, inúmeras praias tanto em South quanto North Califórnia, entre outros.Também temos San Francisco e todo o rolê turístico por lá, Sacramento e todo o rolê histórico da Golden Rush, Los Angeles e Hollywood e assim vai....



Então sim, viver aqui é um sonho! Caro. Mas um sonho. As vezes fico pensando que um ano de Au Pair é muito pouco salário e pouco tempo pra explorar tanta coisa por aqui hahahahhaha Mas quero deixar claro que meu foco nunca foi ser Au Pair na Califórnia, e sim de uma família boa. Acredito que viver bem vem acima de tudo, e aí está o verdadeiro paraíso e as coisas vão acontecendo naturalmente... Enfim, aqui estou.

Living the Califórnia Dream!!!



Beijooooooosss, até o próximo post!

Bárbara Costa

insta: @barbaramtcostaa 

sexta-feira, dezembro 07, 2018

O au pair mudou a minha e vai mudar a sua! Você esta preparada para a mudança?

Parece clichê, mas é a verdade nua e crua. A gente muda. Nossa cabeça muda. Prioridades mudam. Talvez coisas (pessoas) que você não quisesse deixar pra trás ou achou que ia tudo continuar igual, mudam e você não tem controle nenhum sobre isso. 

Pra mim foi uma libertação. Mas você também tá pronta (o) pra isso? 


Tem muita gente que tem medo de mudança, do novo, do futuro e por isso não se lança a sorte e acaba deixando muita coisa boa passar sem se dar conta. Eu não sou uma dessas pessoas. As vezes acho que me lanço até demais (risos). Mas o que seria de nós se não nossas experiências? 

Todos os dias ouvimos relatos negativos da #aupairlife, mas perai, se tanta gente faz tem algo de bom na opção também, e pra mim, foi uma das (se não a melhor) escolha que fiz nesses meus 20 aninhos de glamour. 

Há 9 meses atrás estava eu, com 19 anos, infeliz com meu trabalho, surtando com futuro (faculdade etc.), num relacionamento mais ping-pong que Neymar e Bruna, meus pais passando por uma crise e eu sem saber o que fazer, mas absorvendo todo aquele drama pra mim e querendo de alguma forma resolver tudo, como sempre. Mas leia de novo e me diga o que ali em cima eu realmente tenho controle sobre?
Pois bem, estava surtando por não poder fazer nada pelos outros pra ajudar a melhorar a situação e nem por mim... em partes.

Tive um surto e decidi me jogar com tudo no programa e menos de 3 meses tava embarcando pra França (o que era um segredo pra toda a família e amigos também/sou daquelas que só contam depois que tudo se realizou já). E volto a dizer que não podia ter feito nada melhor.
Estou tirando o meu tempo. Pra me encontrar, me descobrir e saber o que quero pra mim, sem influências, dramas, coisas pequenas que quando estão no nosso dia a dia nós transformamos em tempestades, mas vejam bem... Não estou diminuindo ou dizendo que o problema de cada um é menor que o meu. NÃO. Estou dizendo que quando estamos longe de casa, da família, morando com estranhos, num lugar onde não falamos a língua e estamos só, aprendemos a nos virar por nós mesmos e damos valor nas coisas mais simples. 

E pra mim, de tudo, de todos os países, pessoas, lugares, comidas, festas etc., o que foi mais importante e relevante no meu período aqui, foi a evolução que eu passei. O quanto eu cresci e me tornei quem eu sou. As vezes a gente só precisa de um empurrão, as vezes de que alguém nos jogue do abismo, mas sempre tenho comigo que temos que diariamente nos desafiar e nos propor a fazer algo diferente por nós mesmas. 

Se joguem, façam por vocês. O máximo que vai acontecer é volta para casa e ai podemos encaixar nossa querida frase clichê (que não lembro se realmente é assim, não me julguem): "Se deu certo ótimo, se não, foi experiência" que mesmo se não for como esperava, a experiência do que viveu sempre estará com você... 

Beijos de luz! 🍀
Insta: @viromeiro 
Joyeux noël! 🎅🌲


quarta-feira, dezembro 05, 2018

AU PAIR: eu fui e "nunca mais voltei!"

   Eu costumo dizer que o au pair é um caminho sem volta por vários motivos: o mergulho em uma cultura que não é sua, mas passa a ser parte de você nos mínimos detalhes, a língua, que não é a sua, mas que vira e mexe você se pega soltando um “so far” daqui ou empurrando as portas de locais públicos ao ler “puxe”, as amizades, claro, que por mais que você perca o contato sempre serão parte da sua vida e história, a hostfamily, que boa ou ruim fez parte de todo esse processo e principalmente eles, as “estrelas” desse intercâmbio: as hostkids!

   Para quem ainda não me conhece, meu nome é Júlia, fui au pair em 2009 e hoje sou psicóloga e me divido entre os atendimentos clínicos e orientação psicológica online para intercambistas (olha aí outro sinal de que o au pair não sai da gente tão fácil lol).


   Essa noite eu sonhei com a minha M*, e ela estava tão pequena como no dia que fui embora de sua casa, no auge dos seus 3 aninhos (hoje provavelmente – se fiz as contas certo – ela tem 13 anos).
   Enquanto ela tirava a sua nap, eu conversava com a minha família no Brasil, e as conversas eram sempre deliciosamente interrompidas pelos passinhos (que eu já escutava lá de cima), por uma carinha “japonesinha” amassada, (ela é descendente de coreanos, mas descrever os olhinhos puxados ficou mais fácil assim) e um cabelo liso, cheio de nós todo amarrotado acompanhado de um sorriso e uma vozinha rouca dizendo: Hi, Julia!
Você chegou ao meu lado, puxei você para sentar na cama, deu um tchauzinho tímido para o notebook e logo pediu: I wanna see baby Isaque!
Ela amava ver meu sobrinho, que naquela época tinha meses, hoje já tem 9 anos!

   Não lembro muitos detalhes do sonho, mas lembro com muita realidade desses que contei aqui para vocês, e esse sonho, porém em cenários diferentes (brincando no parquinho, playdates, praia, ou pulando no trampolim) se repetem com bastante frequência. M* foi a kidda com quem eu mais convivi durante o meu período de intercâmbio, e lembro dela com muito carinho e compaixão (era uma criança “difícil’ quando cheguei  lá, e com o passar do tempo fui entendendo a dinâmica da casa e vendo como aqueles comportamentos eram sentimentos e pedidos de socorro que ela, tão pequena, não estava sabendo

expressar e principalmente lidar), e mesmo assim, ela e a irmã são as únicas com quem não tenho nenhum contato.  Ainda antes de ir embora, O* (que na época tinha 10 anos – e me sinto velha em pensar que hoje ela já tem 20 anos!! OMG) me deu um cachorrinho de pelúcia e falou: para você não se esquecer da gente, e quando olhar pra ele, lembrar de nós! Obviamente eu não preciso dele para lembrar delas, as recordações aparecem em situações muito pequenas, como por exemplo, quando minha sobrinha coloca um vestido rodado e sai rodopiando pela casa, “just like” M* fazia com aquele vestido azul velho manchado e que ela não queria tirar nunca (e só depois eu fui entender que talvez ele significasse tanto porque havia sido da mãe, quando era pequena).

   Daqui exatamente 1 mês estarei completando 10 anos de au pair! 10 anos, e como vocês podem ver, ele continua presente no meu dia a dia!
Enfim, é um caminho sem volta, e isso não é ruim! Você vai lembrar para sempre daquela criaturinha que não é sua, mas que você criou, amou e cuidou como se fosse, dos momentos, amizades, idioma, da casa, das viagens, risadas, lágrimas, crises, baladas, enfim, de tudo!

E é com esse post que me despeço do blog! Sim, coincidentemente  sonhei com a minha M* no meu último post! Na verdade, estava planejando falar sobre outro assunto, mas depois desse sonho,  não tive dúvidas que o tema tinha que ser esse!
Sou muito grata à esse blog (e às meninas) que me acolheu, me permitiu contar um pouco da minha história e dividir um pouco da minha visão do intercâmbio durante esse período. Sou grata também por ter podido compartilhar um pouco do meu trabalho atual (psicologia) dentro do au pair, como eles se complementam e como a psicologia (apesar de algumas agências fecharem os olhos para isso) é fundamental no processo de intercâmbio (para nós e para as famílias)! Mais uma vez, gratidão, meninas!!

   E para quem quiser me acompanhar nas redes sociais, meu insta batepapocompensamentos_  , tem também a página no face: Bate papo com pensamentos e o canal no Youtube: Bate papo com pensamentos

Seguimos juntos, pessoal, pois juntos somos muito mais fortes!!


Beijos e abraços!!