terça-feira, abril 25, 2017




Quero contar algo supimpa pra vocês!! E esse post se encaixa nas dicas para aprender idiomas! É um dos meus hobbys favoritos, e vou contar um segredinho pra você: esta é a minha maior contradição, pois eu digo que não gosto muito de falar com pessoas, mas adoro aprender idiomas. Louco, né?

Antes de mais nada: se você quer aprender um idioma novo, comece! Se você já começou, não desista! E o começar nem precisa ser em uma escola, num curso regular se você não gosta ou não pode no momento; se você tem a dedicação e organização, comece sozinho(a). Há uma quantidade infinita de sites gratuitos de ensino de idioma pela internet, e cursos completos no youtube. Alguns sites oferecem fóruns para debate e sempre tem alguém disposto a te ajudar.

Eu comecei um curso de russo no youtube, porque acho o idioma divertido. Não encontrei o material que a professora usa, mas encontrei outros e vou adaptando. Se eu assisti a aula sobre o verbo ‘ler’, por exemplo, vou no Google e procuro exercícios com o verbo ler. E se não encontro nada, só fico lendo e copiando até decorar.

Mas o que eu quero te contar é sobre o Netflix! Que eu detestava a limitação de filmes/séries alemães ou dubladas em alemão que estavam disponíveis lá, já que meu netflix é brasileiro. E como eu não quero esquecer todo o alemão que aprendi, quero manter contato; às vezes coloco alguma rádio online pra ouvir (metade eu não entendo, confesso, mas já é válido), leio livros ou sites. E descobri recentemente que os últimos lançamentos do Netflix todos têm dublagem em alemão, francês e italiano!!!!!

A idéia não é fazer propaganda do negócio, até porque não ganhamos nada com isso, mas como a maioria das pessoas utiliza esse serviço de streaming acho um ótimo meio para praticar o idioma! Às vezes eu assisto com legenda em alemão, às vezes com legenda em português e às vezes sem legenda, pra me testar. Faça o teste, é divertido!

As séries que vi que tem essas opções são: 13 reasons why, Desventuras em Série, How to get away with murder, Grace and Frankie (essa eu não consegui ver em alemão, por causa da Jane Fonda, ela dublada é muito estranho! Rsrs), Punho de ferro, Five came back (esse é de guerra), Orange is the new Black.

Por hoje é isso.
Boa semana \o/
Qualquer dúvida/curiosidade é só escrever ;D

*a imagem eu tirei desse site

Vamos treinar o ouvido: dicas de séries em alemão!

domingo, abril 23, 2017

Ola Pessoal!

Agora eu posto todo dia 23 sedeusquiser. E nesse mês eu vim abordar um assunto que bateu fundo no meu coração essas ultimas semanas. Sobre minha família.

 Fonte: Google imagens
Para quem não sabe fui au pair na Alemanha por um ano, e então, vim para a Áustria no final de setembro (ja fazem quase 7 meses socorro). 
Eu tenho algumas amigas au pairs na Áustria, e NENHUMA delas, tem o mesmo sentimento nesse intercambio, a grande maioria acaba preferindo a Alemanha, mas eu não. E o principal motivo? Minha família!

Não vim aqui puxar o saco de ninguém, eu tive momentos de saco cheio e tensão durante esses 7 meses. Mas posso dizer que, se eu ainda aguento mesmo depois de 1 ano e meio sendo Au pair, é por estar com essa família.
Mas porque eles são tão bons?! Presentes caros? Viagens? Te deram um Iphone 7 plus?

Para todas as perguntas acima a resposta é não, e se você pensa que isso é ter uma host family boa, volte duas casas. Você não esta preparada para ser au pair.

A minha host family é maravilhosa pra mim porque: Eles são flexíveis (e esperam a mesma flexibilidade de mim é claro), mas qualquer coisa que eu preciso, e como ja precisei, eles fizeram das tripas coração para me ajudar. Ex: eu queria muito fazer um curso, e eles ja haviam pago um pra mim, e esse novo curso era num horário ruim pra família, todo mundo teria que correr e mudar a rotina por 6 semanas para que eu fizesse o curso, e durante essas 6 semanas, eu trabalharia menos que 20h semanais. A minha host não só aceitou fazer isso, flexibilizar o trabalho dela pra eu fazer meu curso, como também, pagou por isso INTEGRALMENTE, até o livro comprou.

Outro fato, no primeiro curso que fiz, eu tive um problema arranca rabo com a professora, e eu não aproveitei nem 60% do curso, porque ela me ignorava grande parte da aula. Eu resolvi falar com o chefe dela, que por sua vez, ME HUMILHOU (conto em outro post, mas foi horrível), e disse que o problema ERA EU. Minha família não apenas acreditou EM MIM (ja que ambos falaram que EU estava mentindo), como também lutou por mim. O meu host daddy escreveu uma carta enorme dizendo a diretoria que A MINHA AU PAIR FAZ PARTE DA FAMILIA, PRA NÓS É COMO SE FOSSE UMA FILHA. SE VOCÊ NÃO TEM CONSIDERAÇÃO PELA MINHA AU PAIR, NÃO TEM PELA NOSSA FAMILIA. Foi o momento que mais me senti amparada nesse intercâmbio, eu vi que eu não estava sozinha.

Quando minha amiga estava na pior com a família dela, e não tinha nem dinheiro pra comer, eles se ofereceram pra mandar dinheiro e comida pra ela. 
Quando minhas amigas veem me visitar minha host sempre se oferece pra busca-las em algum lugar. Eu estou sempre inserida nos programas/viagens de família, e ainda assim, eles respeitam meu espaço quando não aceito. Todos os dias jantamos e juntos, e eles sempre me perguntam como foi meu dia, e sobre a minha família.

Meus kids, que apesar de serem meninos agitados (pestes), me respeitam, e entendem minha autoridade, os pais os educaram para que sejam independentes, e eles fazem quase tudo sozinhos, só precisam de supervisão. Eu poderia numerar um milhão de coisas aqui, que fazem a minha família, ser maravilhosa! Mas a pergunta que vem na mente: FOI SORTE OU ESCOLHA? Bom, acredito que ambos. 

É importante você conversar muito com a família antes de fechar o match, e sentir segurança o tal do feeling (que as vezes falha). Fazer todas as perguntas possíveis e o mais importante: converse com a antiga au pair caso eles tenham.
A minha família tem contato com TODAS as ex au pairs, e comigo não será diferente. Eu só posso recomendar muito essa família, pra futura au pair, e dizer que na Áustria não tem família melhor pra ficar!

Natal com a host family

Ps. Eu tive um ÓTIMO, relacionamento com a minha família na Alemanha, apesar de ter sido muito diferente. Eu fui a primeira au pair deles! Dessa familia sou a oitava :)
Ps2. NÃO existe família perfeita, nem a sua de sangue é! Mas existe a família que poderá fazer sua estadia e experiência muito melhor!

Seja pela sorte, ou por escolha. A família vai fazer toda a diferença no seu intercambio, acredite! Escolha bem, e boa sorte!!!

Vejo vocês próximo dia 23!

FAMILIA BOA: ESCOLHA OU SORTE?

sexta-feira, abril 21, 2017

Olá pessoal, como vocês estão? Espero que estejam bem!

No post de hoje falar sobre como em tese deveria ser o ano de au pair: 

Fonte: Google Imagens

É sabido que o programa de au pair é um jogo de sorte. Você sai da sua casa praticamente no escuro em busca do desconhecido e muitas vezes coloca sua felicidade bem aí, no desconhecido. Não te culpo se você fez isso porque eu também fiz.

Nesse jogo não há certo e errado, As regras você mesma faz. Mas cuidado! Não se sujeite a certos tipos de situações e se escolher se sujeitar pense com você mesmo se vale realmente a pena.

Sua vida no Brasil não pode ser perfeita, mas até aí trocar sua família e amigos, pra sofrer ou ser explorada, na minha singela opinião, não vale a pena. Saiba os seus limites e lembre-se que você pode desistir se quiser. 

Eu não recomendaria desistir na primeira dificuldade com a host family, mas e se você quiser? What's the problem?

Eu acredito que a escolha da host family seja de extrema importância e precisa ser feita com muita cautela e sabedoria. E se entrar em rematch? Bora lá escolher de novo, mas agora você tem o prazo bem mais apertado para isso: são duas semanas ou 14 dias ou 336 horas, pra ser um pouco mais exata.

Não pague pra ver e não ache que se algo te levantou uma bandeira vermelha que você vai aprender a conviver com aquilo. Até pode ser que sim, mas e o "it's supposed to be fun" que eu falei lá em cima?

Eu posso dizer que eu tirei a sorte grande com a minha host family, mas eu trabalhei pra isso. Ninguém é perfeito, eles não foram e eu não sou, mas nosso match foi perfeito e por causa disso meu ano foi maravilhoso.

Saiba o que você quer e saiba seus limites. Vale a pena se sujeitar a tanto por tão pouco? Think about it!

Se tiverem alguma dúvida ou sugestão escrevam nos comentários.

Beijos e até próximo dia 21!

Bárbara Albuquerque

It's supposed to be fun!

quinta-feira, abril 20, 2017


Quando você ler esse título, provavelmente a primeira conclusão que vai tirar é que eu estou tendo uma experiência horrível cuidando de criança, e que devido a isso eu desisti do sonho de ser mãe.




PEEEM! Errou feio. Muito pelo contrário, eu estou amando minha vida aqui, e o trabalho em si, por mais que tenha seus momentos difíceis, tem me mostrado o quanto eu gosto de criança. Sim, pasmem: pessoas que amam criança também podem escolher não ter filhos!



Eu poderia dizer que o principal motivo dessa afirmação é ver o quão cansados meus hosts ficam após passar um dia inteiro no trabalho, e, ao chegar em casa, ter que alimentar, acalmar, educar, brincar e pôr as crianças para dormir, muitas vezes sem sucesso. Quero dizer, enquanto eu passei o meu dia fazendo tudo isso e a noite é meu descanso, eles passaram o dia deles fazendo outro trabalho, mas a noite eles fazem o meu trabalho sem ganhar nada por isso. 

Ou eu poderia dizer que o motivo é eu ter percebido que ter um filho é uma coisa extremamente cara, e que se você não mora num país desenvolvido e tem um emprego ótimo e estável, provavelmente vai ter que abdicar de muuuitos dos seus planos e coisas que você tinha sonhado para si. Sim, porque obviamente se eu tiver um filho eu vou amá-lo e vou preferir fazer os seus gostos a os meus. Note: eu não estou dizendo que os pais são obrigados a abrir mão de suas coisas pelos filhos, mas eu entendo que a maioria (inclusive eu, se tivesse), passa a pouco se lixar para si mesmo depois de dar à luz a uma criaturinha tão frágil e dependente. 




Ou, por fim, poderia alegar que eu já tenho uma cota suficiente de preocupação com outras pessoas, e não preciso de mais ninguém para ter que cuidar, pensar e me preocupar. Eu tenho os meus pais, irmão, amigos e namorado no Brasil, que são meus “bens” mais precisos. Eu me tremo toda só de pensar em algo ruim acontecendo com um deles, e não iria querer somar mais alguém nesse pacote. A não ser que essa pessoa já esteja no mundo, né. I mean, eu não quero GERAR uma responsabilidade emocional tão grande por livre e espontânea vontade.


Mas a verdade é que quem quer ter filhos vai dizer que tudo isso vale a pena no final das contas, que é recompensador e gratificante. E eu não tiro a razão deles. Longe de mim querer que todos no mundo decidam não ter filho! Hahah. Mas vamos então à revelação do meu real motivo.


O meu motivo é nada menos do que todos esses citados acima juntos, e mais o fato de que simplesmente eu tenho vontades maiores que se sobrepõe a isso. Eu concordo que ver uma criança crescer e ter seu caráter moldado com nossa ajuda é uma coisa maravilhosa. Eu tenho vivido isso no meu ano de Au Pair e posso afirmar que é muito gratificante, sim. Mas não precisa ser seu filho para você experimentar desse sentimento. Eu posso trabalhar com crianças, eu posso ser tia, posso aproveitar minha experiência de Au Pair para convencer meus amigos papais e mamães a deixarem suas crianças comigo quando quiserem sair, viajar etc. Isso se compara a ser uma mãe? Não, não se compara. Mãe é aquela pessoa que está lá pra as coisas ruins também, e por isso a quantidade de intimidade e amor não são equiparáveis.


Posso estar parecendo contraditória ao reconhecer essas vantagens da maternidade, mas eu só quero mostrar que eu entendo e respeito todos os contra-argumentos que possam ser apresentados sobre essa minha decisão.


Eu sei que pessoas vão surgir do além para palpitar, dizer que eu sou nova e um dia meu instinto materno vai falar mais alto... porque é isso que a sociedade faz com as mulheres: não lhe dá opção, romantiza a maternidade, e cria as meninas desde cedo fazendo-as acreditar que ser mãe é a coisa mais grandiosa que ela pode um dia alcançar.





Eu só quero, através desse texto, atentar as manas para o fato de que, se os motivos por quais você quer ter um filho se resumem a ser mulher e gostar/levar jeito com criança, repense isso. Talvez você só esteja seguindo um caminho que lhe foi empurrado sutilmente goela abaixo desde que você nasceu. Só lembrando que não somos obrigadas a nada.


Resumindo: não é porque eu sou mulher e gosto de criança, que eu devo ter filho. Ao mesmo tempo, não é porque eu não quero ter filho que eu não ache essas mini pessoinhas as coisas mais fofas desse mundo. Acreditem, o buraco é muito mais embaixo. 


O Au Pair me ajudou a ter certeza de que não quero ter filho

quarta-feira, abril 19, 2017







Eu pensei em você ontem quando a primavera começou a dar as caras. Era o seu dia perfeito, ensolarado mas com aquela brisa gelada.

Eu pensei em todas as coisas que eu devia ter dito e não disse. Devia ter te contado que te deixar ir foi uma das coisas mais difíceis que eu tive que fazer. Ironicamente, foi também a melhor coisa que eu podia fazer por você. Eu juro que tentei te dar a melhor versão de mim, te dei tudo que eu podia. Mas nós dois sabiamos que o meu tudo não era nada do que você queria. E muito menos tudo que você precisava.

Então eu fui sumindo, porque eu não sabia como dizer adeus.Eu não queria um ponto final, precisava me agarrar naquela vaga idéia de que talvez com o tempo as coisas se ajeitassem. E mais do que tudo, eu precisava que você se agarrasse nessa idéia. Egoismo puro e retorcido. Mas eu torcia pra você não encontrar ninguém que pudesse te mostrar o quanto você poderia ser feliz. Queria que você nunca percebesse que eu era o cara errado pra você. Não queria que você notasse que eu não era nem metade do que você idealizava. Porque eu adorava a maneira como você me olhava. Como se eu fosse mesmo tudo aquilo... 

Você nunca veio me procurar e isso me doeu muito. Feriu o meu orgulho. Eu esperei que você tentasse mais uma vez, mesmo sabendo que você provavelmente não o faria. Eu queria que você tivesse me ligado, queria que me mandasse uma mensagem no meio da noite dizendo o quanto sentia minha falta. Porque eu senti a sua. Eu lembrei de você assistindo um filme, quase te mandei uma mensagem pra contar do meu dia de merda, quis te convidar pra ir naquele restaurante novo que abriu no bairro que a gente gosta. E eu nunca mais fui no nosso bar. 

Aqueles sofás viram tudo. O dia que a gente se conheceu e a noite que chegou sorrateira enquanto a gente ria e dividia histórias e espresso martinis. Nossos encontros no meio da semana, sem motivo maior do que a vontade de se ver que não aguentava o próximo sábado. Alguns beijos sem censura que constrangiam as pessoas a nossa volta. As conversas intermináveis que só cessavam quando as luzes se acendiam e o staff gentilmente nos pedia pra ir embora. Viram também a nossa primeira conversa séria, as lágrimas e o começo do fim.

Como eu poderia ir lá sem você? E finalmente, eu preciso fazer uso do maior dos clichês. O problema era eu e não você. 

Você não precisa pintar o cabelo ou se maquiar mais e usar salto alto. Não precisa emagrecer e mudar o jeito de se vestir. Não precisa ser menos sincera, mais controlada e menos intensa. O seu conjunto é perfeito. De alguma maneira você encontra balanço nessa personalidade que transborda. Sempre que você olhava pra mim me deixava embasbacado com essa capacidade de irradiar emoções... Você sabia, eu te disse mais de uma vez. O que você não sabe é o quanto me fazia sentir vulnerável. Como se você pudesse ver através de todas as barreiras que eu tentava construir. Eu precisava dessas barreiras porque eu adorava demais todas as suas esquisitisses. 

Não havia nada em você que eu quisesse mudar, nada em você que tenha me feito desistir de nós. Eu só não estava pronto pra ser parte desse conjunto de dois, era tão unitário, tão individual. Eu era eu demais pra caber em nós. E você nunca iria, e nem deveria, ser menos você pra abrir espaço pra mim. Não deveria se distorcer pra se moldar ao meu contorno irregular. Você não deveria ter que me ajudar a caber em nós.

Segui assim, você seguiu assim. Eu sendo eu, você sendo você. Nunca fomos, nunca seríamos, nós.

Instagram @brunatoriello

A carta que ele nunca te enviou

segunda-feira, abril 17, 2017

Oi gente, no começo de janeiro, após várias indiretas da hostmom falando que queria que eu ficasse mais um ano, eu disse pra ela que, se ela arranjasse um jeito, eu ficaria. Há 4 dias eu recebi a notícia, depois de várias tentativas por parte dela, que não tem jeito. Vou ter que deixar a minha maravilhosa hostfamily.


Como eu quero fazer mais um ano de au pair, agora vou ter que iniciar novamente a minha busca por uma hostfamily e mais uma vez estou apreensiva se conseguirei achar uma família boa.

Quando comecei a procurar família pela primeira vez eu estava sem critério nenhum, não lia sobre o programa de au pair em blog nenhum e não estava em nenhum grupo de au pairs pelo mundo. Além disso, comecei procurando família na Finlândia, quando dei por mim já estava procurando na Inglaterra, podia ser família com 5+ filhos, de todas as idades e morando na capital, interior, litoral,... 
Enfim, estava uma bagunça meu objetivo, só sabia que queria estar fora do Brasil no próximo ano.

Após, bilhares de negative replys, alguns positives replys que não davam em nada e as ignoradas de tantas outras famílias aparece a minha host. Na época 29 anos, 3 kids pequenas, e que me respondia imediatamente após as minhas mensagens. Se passou um dia entre o positive reply dela e ela me falar que me queria como au pair. Mais de 20 mensagens trocadas, bem extensas nesse um dia. Pedi um dia pra pensar, porque, mesmo que tivéssemos conversado bastante nesse um dia, era algo que eu tinha medo. Não fizemos skype uma única vez. Mas enquanto estava rolando esse tempo para pensar ela me adicionou no facebook e eu olhei a vida dela inteirinha, casamento, primeiras fotos das kids quando nasceram, viagens, festas de aniversários... Enfim, tudo.

Estava bem inclinada a aceitar, até que ela me manda uma mensagem no facebook: "isso é para provocar você!" E junto um vídeo dos meus três terrorzinhos brincando. Eu soube ali, que eles iam ser minhas paixões. O que eu sei hoje, é que a Paula que arriscou a quase um ano atrás, fez muito bem. Eu aceitei essa minha família sem saber schedule (minha host estava desempregada na época), sem saber salário (ela falava que teria que ver as taxas e nunca me dizia), sem conhecer meu quarto e sem nunca ter falado com o hostdad. Aceitei somente pelo feeling, e que felling!!!

E hoje, já sei que vou ter que ficar longe deles no próximo ano. Ainda não digeri direito, mas já sei que vai ser bem difícil. E que tenho um próximo desafio pela frente, achar minha nova fuckamazing hostfamily! Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, estou pronta pra desfazer essa teoria.



Beijos e até mês que vem!

Paula Franz

Feeling: Devemos usar isso como critério?

sábado, abril 15, 2017

Oi gente, tudo jóia? Bora abrir os trabalhos de hoje? 

Então, quem leu o meu post do mês passado sabe que eu fui aupair na República Tcheca mas fugi de casa um mês depois. Como eu tinha um visto de turista que durava só três meses e não queria ficar ilegal, procurei uma família que precisasse de summer aupair só por dois meses para completar o tempo do meu visto antes de eu voltar para o Brasil. Escolhi a Holanda porque já tinha sido aupair lá antes e era apaixonada pelo país, estava louca pra voltar e tinha muitos amigos por lá. 

A família que eu trabalhei era um casal com dois meninos gêmeos de 5 anos de idade. Era uma família muito esquisita pois os pais não gostavam dos meninos então os gêmeos ficaram meio revoltados por causa disso. Eles eram agressivos, violentos e muito difíceis de cuidar. Sabe aquela vibe "evil twins" total? Pois é, tipo isso. Ainda bem que só fiquei dois meses naquela casa!


O host-dad me contou que ele e a esposa nunca quiseram ter filhos, ela engravidou por acidente e eles ficaram arrasados. Quando descobriram que esperavam gêmeos eles ficaram mais revoltados ainda porque se já não queriam uma criança, imagina duas. Eu fiquei chocada dele ter dividido isso comigo! 

A cidade era ótima, bem pequena do jeito que eu gosto mas com estação de trem e tudo que eu precisava. Eu morava sozinha numa casinha de hóspedes no jardim da host-family com quarto, banheiro, internet e um pequeno corredor com cafeteira e um frigobar. A vizinhança estava cheia de aupairs que logo fiz amizade. A gente ia caminhar na floresta todo dia depois do trabalho, saíamos para jantar, passear, fazer compras e visitar as cidades vizinhas. E o meu holandês que ainda estava afiado facilitou muito a minha vida apesar de todo mundo falar inglês na Holanda. Eu que já amava aquele país passei a gostar mais ainda.


É muito interessante voltar a um lugar onde a gente tem tantas lembranças boas. Eu já sabia em qual loja ir, qual comida pedir no restaurante, qual supermercado tinha o xampu e o chocolate que eu gostava. Conheci meninas incríveis que compensaram a host-family doida que eu trabalhava já que eles deixaram bem claro desde o início que eu era só mais uma empregada, fazendo questão de me tratar como tal. 

Um belo dia eu tava off no final de semana quando a host-mom bateu na minha porta e disse: "sai daí e espera lá fora porque eu vou mostrar o quarto para uma candidata a aupair que estou entrevistando. E você está proibida de interagir com ela". Gente, que situação! A minha vontade era de falar pra menina não fazer o match, lógico. Mas eu nem falei nada pois estava anestesiada com a frieza da host de me botar pra fora do meu próprio quarto, como se eu fosse um rato que apareceu na sala de alguém e precisava ir imediatamente pra rua. 


E sim, eu sabia que ia ficar pouco tempo com essa família mas quando a host fez isso eu tinha acabado de chegar lá. Fiquei com muito medo dela me expulsar de casa antes de acabar os dois meses que nós combinamos pois seria difícil arranjar outra família que me aceitasse de última hora e por tão pouco tempo. Minhas amigas falavam que a host tinha voltado pros sites de aupair então eu passei estes dois meses com a sensação de que estava segurando uma bomba relógio prestes a explodir a qualquer minuto já que a família realmente poderia me mandar embora a qualquer momento.

Aos trancos e barrancos eu consegui ficar lá até o meu visto estar quase acabando e aí voltei pro Brasil com a sensação de missão cumprida. Não era o meu plano original de passar um ano em Praga mas eu estava com orgulho de mim por ter me virado e feito essa limonada com os limões que a vida me deu. 

Para quem tem curiosidade sobre o programa summer de aupair, ele geralmente tem a duração de 2 a 4 meses e acontece no mundo todo.

De volta à Holanda como summer aupair

quinta-feira, abril 13, 2017

Olá meninos e meninas,

Chegou o dia 13!!! Uhullll


Hoje meu recadinho é para vocês que têm preconceito com família/hosts brasileiros.



Estou na Holanda à 04 meses, cuido de duas meninas lindas (09 e 11 anos), que falam português fluente!!

Isso porque a mãe delas é brasileira, e mora na Holanda há mais de 20 anos!!

Eu sempre tive aquele preconceito com família brasileira... isso porque, eu gosto de mergulhar na cultura dos países, e obvio quero aprender a língua o máximo possível.

Vale começar contando que conheci minha host family antes do meu ano começar.

A mãe e as kids vieram de férias para o Brasil um mês e meio antes que eu embarcasse, e me convidaram para um almoço.

Claro que eu morri de preocupação porque além de skypes, e-mails e whatsapp, eu ainda ia passar por um crivo detalhado de uma entrevista pessoal. Quantas meninas podem dizer que passaram por isso?




Minha gastrite já estava batendo, maaaas no final das contas deu tudo certo, me diverti muito com as kids, e a Hosta se mostrou tudo aquilo que eu esperava e mais.

Foi uma experiência no mínimo diferente, porque quando eu parei para pensar melhor eu percebi que aquilo também foi uma entrevista para elas, eu também tive a oportunidade de analisar se aquela era uma família que me encantava, o que foi muito legal.

Hoje tenho certeza que tomei a decisão mais acertada, apesar do meu PREconceito com famílias de hosts brasileiros, vejo que eles são minha família na medida, e não os trocaria por ninguém!! =)

Aqui segue uma lista de pros e contras de conviver hosts brasileiros (pelo menos um como é meu caso):

Contras:

I)                    Você não é novidade - tudo que você demonstra ali não é novidade, famílias brasileiras investem em au pairs brasileiras, eu sou a 8ª au pair da casa, a mãe e as kids viajam para o Brasil a cada seis meses, literalmente não tenho nada de interessante à acrescentar à elas referente ao Brasil.

II)                  Você não vai praticar a língua com as crianças – na minha casa a língua falada é o português. Meu host não fala português, então com ele me comunico exclusivamente em inglês, enquanto que com a mae e as crianças, a comunicação é em português. Vale frisar que a mais nova adora falar que não gosta de sotaque, então não gosta de me ver falar dutch.

III)                Alguns costumes tradicionais são deixados de lado – Meus hosts são separados, eu moro com o pai (dutch), quase todas as comemorações são celebradas com a mãe (brasileira), então realmente, toda a cultura que eu aprendi, extraí de amigos e conhecidos.


           Prós:
I)                    Obviamente, a comunicação é extremamente simples, desde o primeiro recadinho, até problemas com a alimentação das kids.

II)                  Confiança, por algum motivo, é ilimitada. Só o fato de você ser brasileira, te faz ser parte da família quase que simultaneamente à sua chegada.

III)                Brasileiro sabe o que é se sentir explorado. Brasileiro não explora.

IV)               Famílias são normalmente calorosas, e o amor nunca falta.

Bom gente, como vocês podem ver, eu super indico família com hosts brasileiros. Acho que é uma experiência valida e interessante.

Amo me sentir em casa aqui, e escutar um “Eu te amo”, quando bate a saudade de casa!!!


Caso alguma família multicultural te procure... dê chance à ela.

Espero ter ajudado!!

Até o próximo dia 13 =)
Muuuuitos beijos,
Li Arbex


Facebook: Li Arbex
Intagram: arbexli
Email: arbex@outlook.com.br


Hosts Brasileiros - quero isso pra mim??

terça-feira, abril 11, 2017

Olá pessoal, como vocês estão? Por aqui tudo muito ensolarado com a chagada da primavera. Hoje eu resolvi falar um pouco dos hábitos loucos de alimentação dos holandeses e como foi a minha adaptação a isso, a essa vida nova.

Eu sempre disse que os holandeses são loucos (pura verdade), em relação a comida isso não seria diferente. Quando nós chegamos em um país novo, onde tudo é completamente diferente tendemos a estranhar tudo e achar tudo um completo absurdo, com tempo isso passa, nos acostumamos com algumas coisas, até gostamos, implementamos outras em nossas vidas e seguimos em frente, mas existem coisas que não tem como se acostumar.

A minha adaptação a vida de holandesa foi super rápida, tranquila e sem muito problemas. A primeira semana foi a que eu mais sofri, praticamente não conseguia comer, a mudança de fuso horário e habitos alimentares quase me mataram, mas na segunda semana eu já estava bem mais acostumada, com mais energia, descansada e tudo foi se encaixando. O essencial nessa fase é ter o apoio da host family, a minha sempre foi ótima para mim e até que eu me adaptasse eles foram super compreensíveis.

Algumas das coisas que mais chocaram a minha família e amigos no Brasil, que no começo pareceu no mínimo estranho para mim, foram:

Pindakaas met hagelslaag: nem é tão doido assim, mas muita gente fez cara de nojo haha eu amo, minha vó e meu irmão também ficaram loucos por isso que é simplesmente pão com pasta de amendoim e granulado. Ah o detalhe é que esse é o amloço dos holandeses, sim, na Holanda come-se pão no almoço.


Herring: esse é doido demais para mim e para o meu estomago, os holandes piram quando a temporada de herring, começa. Eu consegui dar uma mordida só e quase morri, mas tem gente que come no café da manhã. Esse "prato típico" é basicamente o preixe cru servido com pedaços de cebola.


Pannenkoeken: as panquecas holandesas são completamente diferentes das nossas, existem várias versões e sabores, as minhas preferidas são a de bacon e a natural com schenkstroop (uma espécie de melado) e powdered sugar, o que é totalmente normal e aceitável, mas a da minha host mom era a de bacon com maça.


Appelmoes: isso sempre foi demais para mim, eu nunca gostei muito de nada feito de maça, principalmente "moes" (tipo um pure de), mas até aí tudo bem, o problema foi quando os holandeses decidiram comer isso com comida salgada tipo frango, carne, salsicha, etc.


Dropjes: essa é a pior coisa que eu já experimentei em toda minha vida, eu me lembro até hoje do dia que eu coloquei uma dessas balinhas na boca, chorei! Dropjes, amei ou odeie.


Rinse appelstroop: até hoje eu não sei explicar bem ao certo que negocio é esse, mas sempre achei nojento (voltamos a questão da maça, eu até como a fruta, os derivados não), principalmente como eles comem isso, geralmente com pão, queijo, manteiga e as vezes até na comida.


Essas são algumas coisas que eu não gostava ou achava estranhas, mas além dessas eu vi muita outras, bem loucas também, tipo pão com manteiga de amendoin, pepino, pimenta e peixe cru, é de revirar o estomago haha. Por hoje é isso pessoal, qualquer coisa estou por aqui, até mês que vem.

Kusjes!

camihfeer@gmail.com

Seis comidas holandesas bem loucas